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Ser cristão é mais que…

Ser cristão é mais que...

Nós fomos ensinados a falsa ideia de que todos somos automaticamente cristãos, simplesmente porque vivemos em um ambiente religioso ou porque herdamos tradições de nossos pais. Essa crença equivocada nasce da ignorância sobre o verdadeiro significado da palavra “cristão”. Ser cristão não é apenas pertencer a uma igreja, carregar uma Bíblia ou repetir certas frases. Ser cristão significa seguir a Cristo, obedecer Seus ensinamentos e viver como Ele viveu. Como podemos afirmar que somos cristãos se não fazemos aquilo que Cristo e Seus apóstolos nos ensinaram? As duas coisas não podem andar juntas. Não existe comunhão entre declarar-se cristão e viver completamente contrário ao evangelho.

Também fomos ensinados a acreditar que, para sermos verdadeiramente cristãos, basta sermos os primeiros a chegar à igreja, os que mais dizimam, ou aqueles que nunca questionam nada, concordando com qualquer opinião, mesmo quando ela contradiz as Escrituras. Esse tipo de espiritualidade superficial não transforma ninguém. Pessoas assim podem impressionar externamente, mas não demonstram crescimento espiritual real. Cristãos verdadeiros não são definidos por rituais vazios, mas por um coração transformado pelo Espírito Santo.

Outro erro muito comum é acreditar que santidade é uma vestimenta. Muitos foram ensinados a disfarçar religiosidade com aparências, adotando um comportamento fariseu, onde o exterior parece perfeito, mas o interior continua distante de Deus. Santidade não é comprimento de saia, estilo de cabelo ou modos rígidos. Santidade é caráter. É pureza de coração, sinceridade diante de Deus e separação do pecado. É viver de maneira que reflita o amor e a verdade de Cristo.

Tornamo-nos tão parecidos com escribas e fariseus que conseguimos parecer muito limpos por fora, ao mesmo tempo em que ignoramos os elementos mais fundamentais do cristianismo: paz, amor, santidade, alegria, fé e esperança. Jesus denunciou exatamente esse tipo de prática — uma religião de fachada que impressiona os homens, mas que não agrada a Deus. O próprio Cristo disse que os fariseus eram como sepulcros caiados: belos por fora, mas cheios de corrupção por dentro.

Além disso, fomos treinados em um cristianismo tão superficial que aprendemos a praticar o amor apenas pela frente. Abraçamos, sorrimos e dizemos palavras bonitas, mas pelas costas lançamos críticas, fofocas e atitudes que ferem nossos irmãos. Esse tipo de comportamento está muito distante do evangelho. Amor verdadeiro não é falsidade, não é aparência, não é conveniência. Amor verdadeiro é sacrifício, perdão, paciência e compaixão.

Cristo ensinou algo completamente diferente, e nisso está resumido todo o cristianismo: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo”. Esse mandamento não é opcional, nem simbólico. É a essência da vida cristã. Amar o próximo significa agir com misericórdia, ajudar quem precisa, perdoar quem falha, suportar com paciência as fraquezas alheias e tratar todos com respeito, mesmo aqueles que pensam diferente de nós. Quem ama verdadeiramente demonstra que conhece a Deus, porque Deus é amor.

A verdade é que, se não temos capacidade de amar o nosso próximo, então nada do resto faz sentido. Os dízimos não substituem a falta de amor. As ofertas não compensam o rancor. A pontualidade no culto não cobre a falta de compaixão. E a suposta “santidade” disfarçada de religiosidade não tem valor diante de Deus se o coração permanecer endurecido. Paulo escreveu que, mesmo que falemos línguas, que tenhamos fé para mover montanhas, que distribuamos bens aos pobres e que entreguemos o corpo para ser queimado, sem amor nada disso aproveita.

Portanto, o verdadeiro cristianismo começa no coração. Começa quando deixamos que a Palavra transforme nosso interior. Começa quando abandonamos o orgulho religioso e buscamos viver como Cristo viveu. Que possamos ser cristãos não apenas de nome, mas de verdade, amando o próximo como a nós mesmos e refletindo o caráter de Jesus em cada atitude.

A revelação do evangelho
O Senhor me livrará de toda má obra

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