Sempre há uma saída

Quando estamos em Cristo, não caminhamos sozinhos nem dependemos apenas de nossa própria força. Deus nos acompanha, sustenta e guarda em cada etapa da fé. Ao observarmos a advertência bíblica contra a incredulidade, aprendemos a abandonar a autossuficiência e a permanecer humildemente dependentes da fidelidade do Senhor.

Deus está conosco durante a caminhada cristã

Estar em Cristo é possuir uma nova identidade, uma nova esperança e uma nova direção. Isso não significa que todos os problemas desaparecerão, mas que já não precisamos enfrentá-los como pessoas abandonadas. O Senhor caminha conosco, fortalece nossa fé e concede os recursos espirituais necessários para continuarmos firmes.

A vida cristã não é sustentada pela capacidade humana de nunca sentir medo, cansaço ou fraqueza. Nossa segurança está em Jesus Cristo, que prometeu permanecer com Seu povo. Quando nossas forças diminuem, Ele continua poderoso. Quando nossa compreensão é limitada, Sua sabedoria permanece perfeita.

Existem situações em que não sabemos qual decisão tomar. Em outros momentos, o problema não é a falta de conhecimento, mas a dificuldade de obedecer ao que já sabemos ser correto. É nessas horas que precisamos reconhecer nossa dependência do Senhor.

Deus não nos chama a confiar em nossa própria estabilidade espiritual. Ele nos chama a permanecer em Cristo, vigiar, orar e utilizar os meios de graça que colocou à nossa disposição.

Quando abandonamos a oração, negligenciamos as Escrituras e começamos a imaginar que já somos suficientemente fortes, tornamo-nos mais vulneráveis. A firmeza de ontem não garante automaticamente a vitória de hoje. Precisamos da graça divina em cada novo passo.

O contexto de 1 Coríntios 10

Para compreender corretamente a promessa de 1 Coríntios 10:13, devemos observar o contexto do capítulo. Paulo recorda aos cristãos de Corinto a história do povo de Israel durante a caminhada pelo deserto.

Os israelitas haviam recebido grandes privilégios. Foram libertos da escravidão no Egito, atravessaram o mar, receberam alimento sobrenatural e testemunharam a poderosa ação de Deus. Apesar disso, muitos deles caíram em incredulidade, idolatria, imoralidade e murmuração.

Paulo utiliza esses acontecimentos como advertência para a igreja. Os privilégios espirituais não deveriam produzir orgulho ou uma falsa sensação de segurança. Participar da comunidade cristã, conhecer as Escrituras e experimentar bênçãos não torna ninguém incapaz de cair.

Os coríntios viviam em uma sociedade profundamente idólatra. Alguns pareciam acreditar que possuíam conhecimento suficiente para participar de determinados ambientes sem sofrer qualquer influência. Paulo, porém, mostra que brincar com a idolatria era perigoso.

O exemplo de Israel demonstrava que pessoas favorecidas por Deus ainda precisavam vigiar. O passado deveria servir como alerta para que a igreja não repetisse os mesmos pecados.

Quem pensa estar em pé deve vigiar

Aquele, pois, que cuida estar em pé, olhe que não caia.

Não veio sobre vós tentação, senão humana; mas fiel é Deus, que vos não deixará tentar acima do que podeis; antes, com a tentação dará também o escape, para que a possais suportar.

1 Coríntios 10:12-13

O versículo 12 confronta diretamente o orgulho espiritual. A pessoa que imagina estar completamente segura por causa de sua experiência, conhecimento ou disciplina precisa tomar cuidado.

Não existe estágio da vida cristã em que já não precisemos vigiar. Pastores, professores, novos convertidos e cristãos com muitos anos de caminhada continuam dependentes da graça.

Muitas quedas começam quando alguém acredita que determinado pecado jamais poderia dominá-lo. A pessoa relaxa os limites, aproxima-se da tentação e deixa de buscar ajuda porque confia excessivamente em si mesma.

O orgulho diz: “Eu consigo controlar”. A humildade reconhece: “Sem a graça de Deus, posso cair”. Essa consciência não deve produzir pânico, mas sobriedade.

A verdadeira firmeza começa quando reconhecemos nossa fragilidade. Quando sabemos que somos vulneráveis, procuramos manter distância do pecado, buscar comunhão com Deus e receber conselhos.

A autoconfiança espiritual é perigosa

Existe uma diferença entre confiança em Deus e confiança excessiva em nós mesmos. A primeira produz humildade, vigilância e oração. A segunda produz descuido, imprudência e resistência à correção.

Uma pessoa autoconfiante pode pensar que já conhece suficientemente a Bíblia e, por isso, não precisa mais ouvir conselhos. Também pode desprezar aqueles que caíram, imaginando que jamais cometeria algo semelhante.

Essa atitude cria um terreno perigoso. Quando alguém deixa de reconhecer suas fraquezas, também deixa de tomar medidas para protegê-las. Pode permanecer em ambientes, conversas e relacionamentos que alimentam o pecado.

Pedro afirmou que jamais abandonaria Jesus, ainda que todos os outros o fizessem. Sua intenção parecia sincera, mas sua confiança estava colocada em sua própria coragem. Poucas horas depois, negou conhecer o Senhor três vezes.

A queda de Pedro não aconteceu porque Jesus fosse infiel. Ela revelou que o discípulo havia superestimado a própria força. Mais tarde, restaurado pela graça, Pedro tornou-se um homem mais consciente de sua dependência.

A tentação é comum à experiência humana

Paulo afirma que nenhuma tentação havia alcançado os coríntios que não fosse humana. Isso significa que eles não estavam enfrentando uma experiência completamente inédita ou impossível de compreender.

As formas externas podem variar, mas as tentações estão relacionadas aos desejos, medos e ambições comuns ao coração humano. Orgulho, cobiça, imoralidade, mentira, ira e idolatria atravessam culturas e gerações.

Essa verdade combate duas mentiras. A primeira é pensar que ninguém mais enfrenta uma luta semelhante. O isolamento pode levar-nos a acreditar que somos os únicos tentados daquela maneira.

A segunda mentira é imaginar que nosso caso é tão especial que os mandamentos bíblicos não podem ser aplicados. Podemos começar a justificar o pecado dizendo que ninguém entende nossa situação.

Entretanto, a tentação humana pode ser resistida pela graça de Deus. Não precisamos aceitá-la como uma ordem irresistível. O desejo pode ser intenso, mas não possui o direito de governar nossas ações.

Tentação e provação não são exatamente a mesma coisa

É importante distinguir a tentação ao pecado das provações gerais da vida. As duas experiências podem estar relacionadas, mas não são idênticas.

Uma provação pode ser uma enfermidade, uma perda, uma perseguição, uma dificuldade financeira ou um longo período de espera. Essas situações testam nossa fé e podem produzir amadurecimento.

A tentação, por outro lado, procura levar-nos a desobedecer a Deus. Durante uma provação financeira, por exemplo, podemos ser tentados a mentir, roubar ou agir com desonestidade. A dificuldade não é necessariamente pecado, mas pode tornar-se o ambiente de uma tentação.

Por isso, 1 Coríntios 10:13 não deve ser usado de maneira simplista para dizer a alguém que Deus nunca permitirá uma dor maior do que sua capacidade emocional. A própria Bíblia apresenta servos que se sentiram profundamente sobrecarregados e acima de suas forças.

Paulo declarou que, em determinada aflição, havia perdido a esperança até da própria vida. Essa experiência o ensinou a não confiar em si mesmo, mas no Deus que ressuscita os mortos.

Deus pode permitir provações maiores do que nossa força pessoal para ensinar-nos a depender de Sua força. Entretanto, nunca nos obriga a pecar nem deixa de oferecer meios santos para resistirmos à tentação.

Deus não é o autor da tentação

A Bíblia ensina que Deus não pode ser tentado pelo mal e não tenta ninguém a pecar. Ele pode provar a fé de Seus servos, mas jamais os seduz para a desobediência.

A tentação pode surgir dos desejos pecaminosos do próprio coração, da influência do mundo ou da ação do inimigo. Em cada caso, Deus continua santo e não participa do mal.

Isso significa que não devemos responsabilizar o Senhor por nossas escolhas. Quando pecamos, não podemos dizer que Deus nos colocou em uma situação na qual não havia alternativa.

Paulo afirma justamente o contrário: existe uma saída. Talvez ela não corresponda à opção que desejávamos, mas sempre haverá uma maneira de obedecer.

A responsabilidade humana permanece real. Deus oferece graça, advertências e caminhos de escape, mas precisamos utilizá-los.

Deus é fiel no meio da tentação

O fundamento da promessa não é a força do cristão, mas a fidelidade de Deus. Paulo não diz: “Vocês são fortes e conseguirão sozinhos”. Ele afirma: “Deus é fiel”.

O Senhor conhece perfeitamente cada pessoa. Ele sabe quais são nossas fraquezas, nossa história e as circunstâncias que enfrentamos. Nada O surpreende.

Sua fidelidade significa que Ele não abandonará Seu povo nas mãos da tentação. Deus oferece Sua Palavra, o auxílio do Espírito Santo, a oração, a igreja e medidas práticas de proteção.

Também podemos confiar porque Deus não mente. Suas promessas não são discursos vazios. Aquilo que Ele declara permanece verdadeiro mesmo quando nossas emoções dizem o contrário.

A fidelidade divina não é uma desculpa para aproximar-nos deliberadamente do pecado. Não devemos criar situações perigosas e depois exigir que Deus nos livre. Confiar no Senhor inclui obedecer às Suas advertências.

O que significa não ser tentado além do que podemos suportar?

Essa promessa indica que a tentação nunca se torna uma força irresistível que elimina toda possibilidade de obediência. Deus controla os limites e oferece recursos para que Seus filhos permaneçam firmes.

Isso não significa que a resistência será fácil. Algumas tentações são intensas, persistentes e relacionadas a hábitos cultivados durante muitos anos. Vencê-las pode exigir disciplina, ajuda e mudanças profundas.

Também não significa que podemos permanecer perto do pecado sem consequências. A capacidade de suportar está ligada ao uso dos meios que Deus oferece.

Uma pessoa que enfrenta tentação sexual, por exemplo, talvez precise bloquear conteúdos, abandonar determinadas conversas e prestar contas a alguém maduro. Permanecer diante da fonte da tentação e dizer que está esperando força pode ser presunção.

Deus oferece a possibilidade de obedecer, mas muitas vezes essa obediência exige fuga, renúncia e humildade.

O escape nem sempre é a remoção da tentação

Quando lemos que Deus dará o escape, podemos imaginar que a tentação desaparecerá completamente. Algumas vezes isso acontece, mas nem sempre.

A parte final do versículo afirma que o escape permitirá que suportemos. Isso indica que Deus pode fortalecer-nos para permanecer firmes enquanto a pressão continua.

O caminho de saída pode ser uma decisão prática: abandonar um ambiente, desligar uma tela, encerrar uma conversa ou procurar ajuda. Em outras situações, será lembrar uma verdade bíblica, orar ou ocupar a mente com aquilo que é santo.

Também pode significar suportar o desconforto de dizer “não”. O pecado oferece prazer imediato, enquanto a obediência pode exigir uma renúncia dolorosa. O escape não é necessariamente o caminho mais confortável, mas será o caminho santo.

Deus não promete eliminar todo desejo pecaminoso instantaneamente; promete que não precisamos obedecer a esse desejo.

Às vezes, o escape é simplesmente fugir

José oferece um exemplo claro. Quando foi tentado pela esposa de Potifar, ele não permaneceu no lugar tentando demonstrar sua força. Fugiu e deixou a roupa para trás.

Fugir pode parecer covardia para o mundo, mas em certas situações é a maior expressão de sabedoria. Quem conhece sua fraqueza não brinca com aquilo que pode destruí-lo.

Paulo também orientou os coríntios a fugirem da idolatria. Não ordenou que provassem sua maturidade permanecendo perto dos cultos pagãos.

Devemos identificar aquilo que alimenta nossas quedas. Há pessoas, horários, lugares, aplicativos e circunstâncias que funcionam como portas recorrentes para o pecado.

O escape pode estar diante de nós, mas exige uma decisão. Não adianta pedir libertação enquanto preservamos acesso constante àquilo que nos escraviza.

Resistir ao inimigo exige submissão a Deus

A Bíblia ensina que devemos resistir ao diabo, mas essa resistência começa com submissão ao Senhor. Não vencemos a batalha espiritual por meio de autoconfiança ou frases repetidas.

Precisamos conhecer a verdade, obedecer aos mandamentos e rejeitar as mentiras utilizadas para alimentar o pecado. O inimigo frequentemente tenta convencer-nos de que a desobediência não terá consequências.

Também pode dizer que já caímos muitas vezes e, portanto, não vale a pena continuar lutando. Essa acusação busca transformar uma queda em uma vida de permanência no pecado.

A reflexão sobre como resistir ao diabo para que ele fuja lembra-nos de que a batalha deve ser enfrentada com sobriedade, oração e firmeza na Palavra.

Não precisamos viver aterrorizados. Cristo já venceu, e o inimigo não possui autoridade ilimitada. Contudo, também não devemos tratar a batalha como algo imaginário ou sem importância.

A armadura de Deus é necessária

Paulo utiliza a figura de uma armadura para explicar os recursos espirituais do cristão. A verdade, a justiça, o Evangelho da paz, a fé, a salvação, a Palavra e a oração fazem parte dessa preparação.

Não vestimos essa armadura por meio de uma declaração mística feita rapidamente pela manhã. Vestir a armadura significa viver conscientemente de acordo com essas realidades.

O cinturão da verdade nos chama a rejeitar mentiras. A couraça da justiça aponta para uma vida de integridade. O escudo da fé protege-nos das acusações e enganos.

A espada do Espírito é a Palavra de Deus. Jesus respondeu às tentações no deserto citando corretamente as Escrituras. Ele não utilizou os textos de maneira supersticiosa, mas permaneceu obediente à vontade do Pai.

Precisamos compreender a armadura de Deus e utilizá-la diariamente, pois a luta contra o pecado exige preparação e dependência contínua.

A Palavra revela o caminho de saída

Muitas vezes, o escape já está claramente indicado nas Escrituras. Se a tentação envolve mentira, o caminho é falar a verdade. Se envolve vingança, devemos entregar a justiça a Deus e buscar uma resposta santa.

Se estamos sendo tentados pela ganância, a Palavra nos chama ao contentamento e à generosidade. Se a tentação é o orgulho, precisamos lembrar que toda capacidade recebida procede da graça.

O problema nem sempre é falta de direção. Frequentemente sabemos o que devemos fazer, mas procuramos uma alternativa menos dolorosa.

Queremos um escape que permita conservar o pecado sem sofrer suas consequências. Deus, porém, oferece libertação por meio da obediência.

Quanto mais conhecemos a Palavra, mais preparados estamos para reconhecer a saída antes que a tentação se torne mais intensa.

A oração nos mantém vigilantes

Jesus orientou Seus discípulos a vigiar e orar para não entrarem em tentação. No Getsêmani, eles estavam cansados e adormeceram justamente antes de enfrentarem uma grande prova.

Pedro havia afirmado que permaneceria fiel, mas não conseguiu vigiar por uma hora. Sua falta de preparação espiritual precedeu sua queda.

A oração não serve apenas para pedir ajuda depois que caímos. Ela também nos prepara antes da batalha. Ao orarmos, reconhecemos nossas fraquezas e pedimos proteção.

Devemos ser específicos. Podemos falar com Deus sobre a área em que somos tentados, as circunstâncias que despertam determinados desejos e o medo de voltar a cair.

Essa sinceridade não surpreende o Senhor. Ele já conhece tudo. A confissão ajuda-nos a deixar de tratar secretamente o pecado como um companheiro.

A comunhão cristã pode ser um escape

Deus não planejou que enfrentássemos todas as tentações em completo isolamento. A igreja deve ser um lugar de encorajamento, correção e apoio.

Algumas quedas se fortalecem porque ninguém conhece nossa luta. O segredo oferece espaço para que o pecado cresça sem confronto.

Procurar um cristão maduro e confiável pode fazer parte do escape concedido por Deus. Essa pessoa pode orar, perguntar sobre nosso progresso e ajudar-nos a estabelecer medidas práticas.

Naturalmente, precisamos escolher alguém responsável, discreto e comprometido com a verdade. Nem todas as pessoas estão preparadas para lidar com informações delicadas.

Pedir ajuda não demonstra falta de espiritualidade. Pelo contrário, revela humildade e desejo sincero de vencer.

Não devemos esconder a tentação até cair

Existe uma diferença entre ser tentado e cometer o pecado. A presença da tentação não significa que já fomos derrotados.

Jesus foi tentado, mas permaneceu sem pecado. Portanto, sentir a pressão ou o desejo não é idêntico a consentir e praticar.

Por vergonha, algumas pessoas escondem a luta até que ela se torne quase incontrolável. Pensam que admitir a tentação fará os outros considerá-las menos espirituais.

Entretanto, reconhecer a luta cedo pode evitar uma queda grave. É mais sábio pedir ajuda antes do pecado do que tentar reparar grandes consequências depois.

A igreja precisa criar ambientes onde confissão e ajuda sejam possíveis, sem transformar a vulnerabilidade em fofoca ou humilhação.

Depois de uma queda, ainda existe restauração

Embora Deus ofereça escape, os cristãos ainda podem pecar quando ignoram ou rejeitam esse caminho. Quando isso acontece, não devemos minimizar o erro nem concluir que não existe esperança.

A resposta bíblica é confissão e arrependimento. Precisamos chamar o pecado pelo nome, abandonar justificativas e procurar restauração.

Deus é fiel e justo para perdoar aqueles que confessam. O perdão, porém, não elimina automaticamente todas as consequências. Talvez seja necessário pedir perdão a pessoas, reparar prejuízos e aceitar medidas de responsabilidade.

Também precisamos aprender com a queda. Devemos identificar quais sinais ignoramos, quais limites removemos e como podemos agir de maneira diferente no futuro.

A graça não apenas perdoa quem caiu; ela também o ensina a levantar e caminhar com maior vigilância.

A idolatria moderna também precisa ser evitada

O contexto de 1 Coríntios 10 está diretamente relacionado à idolatria. Hoje, talvez não participemos dos mesmos rituais pagãos de Corinto, mas o coração humano continua produzindo ídolos.

Um ídolo é qualquer coisa que ocupa o lugar de Deus em nossa confiança, amor ou obediência. Pode ser dinheiro, carreira, aparência, relacionamento, sucesso, prazer ou aprovação.

Até coisas legítimas podem tornar-se ídolos quando passam a governar-nos. A família é uma dádiva, mas não pode ocupar o lugar do Senhor. O trabalho é necessário, mas não deve definir todo o nosso valor.

A idolatria promete segurança e satisfação, mas sempre termina exigindo mais. Somente Deus pode carregar o peso de nossa esperança.

Fugir da idolatria significa examinar aquilo que mais tememos perder, aquilo em que pensamos constantemente e o que estamos dispostos a desobedecer para conservar.

Não transforme a promessa em imprudência

A certeza de que Deus dará escape não deve levar-nos a procurar tentações desnecessárias. Seria errado pensar: “Posso aproximar-me deste pecado porque Deus prometeu uma saída”.

Jesus recusou-Se a lançar do templo quando o inimigo utilizou uma promessa bíblica para incentivá-Lo. O Filho respondeu que não devemos tentar o Senhor.

Confiar em Deus não é colocar-nos voluntariamente em perigo espiritual para testar Sua proteção. A prudência também é uma expressão de fé.

Uma pessoa que lutou contra determinado vício não deve retornar casualmente aos mesmos ambientes, imaginando que agora está forte. Pode ser necessário manter limites durante toda a vida.

Deus promete guardar-nos no caminho da obediência, não sustentar nossa presunção.

A saída pode exigir paciência

Algumas tentações desaparecem rapidamente quando mudamos de ambiente. Outras continuam durante um longo período e exigem perseverança.

Talvez alguém ore durante meses para que determinado desejo perca força. Enquanto isso, precisa continuar escolhendo a obediência todos os dias.

Nesses casos, a saída não é uma experiência instantânea, mas uma caminhada sustentada pela graça. Cada vitória pequena faz parte do processo.

Não devemos desanimar porque a luta continua. A tentação persistente não significa que Deus nos abandonou. Pode ser uma oportunidade para aprofundarmos nossa dependência.

O importante é não fazer paz com o pecado. Podemos estar cansados da batalha, mas precisamos continuar procurando a santidade.

Deus conhece nossos limites melhor do que nós

Nós nem sempre conhecemos corretamente nossos limites. Algumas vezes pensamos ser muito fortes e nos colocamos em situações perigosas. Em outras, imaginamos ser incapazes de resistir quando Deus já nos concedeu recursos suficientes.

O Senhor conhece-nos perfeitamente. Ele sabe quando precisamos de correção, fortalecimento, descanso ou ajuda de outras pessoas.

Sua fidelidade não significa que nunca nos sentiremos fracos. Na verdade, a fraqueza pode ser justamente o lugar onde aprendemos a buscar Seu poder.

Paulo afirmou que, quando era fraco, então era forte, porque o poder de Cristo repousava sobre ele. Essa não era uma celebração da incapacidade, mas uma rejeição da autossuficiência.

Quando reconhecemos que não conseguimos sozinhos, começamos a utilizar os recursos que antes ignorávamos.

Nossa vitória final está em Cristo

A luta contra o pecado continuará durante toda a vida cristã. Não alcançaremos um estágio de perfeição absoluta antes de estarmos na presença do Senhor.

Entretanto, não lutamos para conquistar uma vitória que talvez nunca aconteça. Lutamos a partir da vitória de Cristo, que morreu e ressuscitou.

Jesus derrotou o poder condenatório do pecado e garantiu que Seu povo será finalmente glorificado. Um dia, não haverá mais tentação, queda ou desejo desordenado.

Essa esperança fortalece nossa batalha presente. Cada ato de resistência aponta para o dia em que a luta terminará completamente.

Mesmo quando tropeçamos, Cristo continua sendo nosso advogado. Confessamos, recebemos perdão e retornamos à caminhada.

Como identificar o caminho de escape

O primeiro passo é reconhecer a tentação rapidamente. Quanto mais tempo alimentamos um pensamento, mais difícil pode tornar-se rejeitá-lo.

Depois, devemos perguntar o que a Palavra ordena naquela situação. A saída nunca será contrária a um mandamento de Deus.

Também precisamos identificar a atitude prática necessária. Talvez seja sair do lugar, telefonar para alguém, fechar um aplicativo ou adiar uma decisão.

A oração deve acompanhar cada etapa. Podemos pedir força, clareza e disposição para obedecer, mesmo quando isso custa algo.

Por fim, devemos agir imediatamente. A hesitação prolongada oferece tempo para que a tentação apresente novas justificativas.

Conclusão: Deus é fiel e sempre oferece um caminho santo

1 Coríntios 10:12-13 apresenta ao mesmo tempo uma advertência e uma promessa. A advertência é clara: quem pensa estar em pé deve cuidar para não cair.

Não somos invencíveis. O conhecimento, a experiência e os privilégios espirituais não eliminam nossa necessidade de vigilância. Os erros de Israel devem ensinar-nos a fugir da idolatria e da autoconfiança.

A promessa também é firme: Deus é fiel. Nenhuma tentação precisa governar-nos de maneira irresistível. O Senhor estabelece limites e oferece uma saída para que possamos permanecer em obediência.

Esse escape pode ser uma fuga, uma oração, uma passagem bíblica, uma conversa com alguém maduro ou uma decisão dolorosa de renúncia. Talvez não elimine imediatamente a pressão, mas permitirá que a suportemos sem ceder ao pecado.

Não devemos confundir essa promessa com a ideia de que toda provação será menor do que nossa força emocional. Deus pode permitir situações que revelam nossa incapacidade justamente para ensinar-nos a confiar em Seu poder.

Quando a tentação chegar, não diga que não existe alternativa. Procure o caminho de obediência que Deus colocou diante de você. Não permaneça perto do pecado para provar sua força. Fuja quando for necessário.

Se você caiu, não esconda nem justifique. Confesse, arrependa-se, busque ajuda e aprenda com o que aconteceu. A graça de Cristo é suficiente para perdoar e restaurar.

Nossa segurança não está em pensar que somos fortes demais para cair, mas em confiar no Deus fiel que nos sustenta, adverte e oferece o escape. Portanto, vigiemos, oremos e permaneçamos firmes em Jesus Cristo.

O Senhor é o meu escudo
A porção da minha herança

20 comments on “Sempre há uma saída

  1. Querido Deus eu sei que o senhor está comigo em todo momento e te louvo por todas as conquistas que o senhor tem me dado
    Eu sei em quem tenho crido, e sei que a minha Vitória é certa no nome de Jesus Amém

  2. Deus faz de tudo para nos ajudar e sempre tentará da um jeito de nos livrar de todas as situações que não temos forças para aturar. Deus nunca botará uma cruz mais pesada do que aguentamos para carregar! Confiemos nas promessas de Deus nas nossas vidas! Amém!

  3. Eu creio no Senhor meu Deus e sei que só Ele me dará a vitória, em nome de Jesus, meu Senhor e Salvador! Obrigado Pai por segurar as minhas mãos todos os dias e sempre me dar as bençãos desejadas! Perdoa os meus pecados Jesus para que eu me livre de tentacoes e possa sempre seguir a Tua palavra. Te louvo e te adoro Senhor e sei que sempre serei vitorioso só teu lado Senhor! Amém!

  4. Amém eu creio e confio no meu senhor Deus tudo para ele que o senhor renova minha fé e esperança a todos instantes em nome de Jesus Cristo meu senhor.

    1. Meu Senhor e meu Deus, em.nome de Jesus, meu Senhor e Salvador, Te peço Pai que perdoe os meus pecados, para que eu sempre continue seguindo a Tua Palavra. Te amo e Te adoro Senhor e sei que ao Teu lado sempre serei mais que vencedor. Obrigsdo Jesus pelo Teu amor e misericórdia por nós e pelas reiteradas bênçãos que tem nos dado. Nos livra Senhor de todos os males e tentações e faz com que eu e minha família vivamos na paz do Senhor. Toda honra e toda glória seja dada a Ti Senhor. Glória a Deus, louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo e o Espírito Santo de Deus! Amém!

  5. Amém! Eu creio Deus é nosso Pai fiel e todo-poderoso e bondoso que nos livra de todo mal.Glória a Deus.Te amo Jesus meu Senhor e Salvador 🙏🙏

  6. Amém! 🙏🏻
    Glórias a Deus em nome do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo! 🙌🏻
    Que Deus abençoe a todos nós! 🙏🏻
    Aleluias!!

  7. O Senhor faz grandes obras em nossas vidas. Devemos tudo que acontecera conosco a Ele, pois Ele que nos move e é responsável pelas melhores coisas que acontecem conosco. O nosso Senhor estará cuidando de tudo, não nos preocupemos por estarmos passando por situações difíceis, Ele conseguirá nos ajudar. Tenhamos fé nisso que tudo dará certo. Amém!

  8. Não nos deixemos levar por situações da vida que não ocorrem como nós planejamos, lembremos sempre que quem está no comando das nossas vidas é o nosso Senhor e tudo acontece no seu tempo. Portanto, sejamos pacientes e aguardemos a hora certa. Não nos frustremos achando que tudo está perdido, pois o melhor está por vir e é bem maior do que imaginávamos. Confiemos e nunca percamos nossa fé. Amém!

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