Quando nos zangamos com um irmão, precisamos vigiar o coração e as palavras. A Bíblia nos chama a responder com mansidão, lembrando que a paciência e a branda resposta podem impedir que a ira destrua relacionamentos.
A ira, quando não é controlada, pode nos levar rapidamente a ultrapassar limites que jamais deveríamos cruzar. Ela se transforma em palavras duras, atitudes impensadas, gestos frios e comportamentos que ferem profundamente aqueles que amamos. Muitas vezes, uma discussão que poderia ser resolvida com humildade termina deixando marcas profundas simplesmente porque alguém não soube frear a língua, ouvir com paciência ou buscar reconciliação no momento certo.
Como cristãos, sabemos que não fomos chamados para alimentar ressentimentos, guardar mágoas ou viver dominados por explosões emocionais. O Senhor nos chamou para exercer graça, paciência, mansidão e domínio próprio. No caso de um irmão que nos ofende, nosso primeiro impulso natural pode ser retribuir, justificar nossa ira, falar mais alto ou até nos distanciar. Contudo, a Palavra de Deus nos chama para algo totalmente diferente: devemos nos aproximar com humildade e buscar a paz.
A ira pode ultrapassar limites perigosos
A ira em si precisa ser tratada com muita seriedade. Há uma indignação justa diante do pecado, da injustiça e daquilo que desonra a Deus. Porém, muitas vezes o que chamamos de “ira justa” não passa de orgulho ferido, impaciência, desejo de vingança ou falta de domínio próprio. Por isso, precisamos examinar o coração diante do Senhor antes de justificar nossas reações.
Quando a ira domina uma pessoa, ela deixa de agir com clareza. Palavras que nunca deveriam ser ditas são pronunciadas. Ofensas que poderiam ser evitadas são lançadas. Relacionamentos construídos por anos podem ser abalados em poucos minutos. A ira mal administrada tem o poder de incendiar ambientes, dividir famílias, destruir amizades e enfraquecer a comunhão entre irmãos.
A Bíblia nos alerta sobre o perigo de sermos tardios para ouvir, rápidos para falar e rápidos para nos irar. O caminho cristão é o oposto: devemos ser prontos para ouvir, tardios para falar e tardios para nos irar. Isso exige maturidade espiritual. Exige oração. Exige dependência de Deus. A pessoa que reage sem pensar frequentemente se arrepende depois, mas nem sempre consegue apagar as consequências daquilo que falou.
Por isso, antes de responder em momentos de tensão, é sábio parar, orar e avaliar: o que direi glorifica a Cristo? Minhas palavras vão restaurar ou ferir ainda mais? Estou buscando reconciliação ou apenas querendo vencer a discussão? Essas perguntas podem nos livrar de pecados graves cometidos no calor da emoção.
Jesus aprofunda o mandamento: “Não matarás”
Para introduzir a questão da ira, Jesus nos leva ao mandamento antigo: “Não matarás”. Esse mandamento, nos dias de Moisés, era associado diretamente ao ato físico de tirar a vida de alguém. Porém, Cristo mostra que o pecado não começa apenas quando a mão se levanta para ferir, mas quando o coração se enche de ódio, desprezo e rancor.
“Vocês ouviram o que foi dito aos seus antepassados:
‘Não matarás’, e ‘quem matar estará sujeito a julgamento’.Mateus 5:21
Jesus não estava anulando a Lei, mas revelando sua profundidade. Os homens olham para o ato externo, mas Deus vê o coração. Uma pessoa pode nunca ter tirado a vida de alguém fisicamente e, ainda assim, carregar no coração um ódio tão profundo que a torna culpada diante de Deus. Isso nos mostra que a santidade exigida pelo Senhor não é apenas externa, mas interna.
É possível manter uma aparência religiosa e, ao mesmo tempo, alimentar desprezo por um irmão. É possível frequentar cultos, cantar hinos, participar de atividades da igreja e ainda guardar ira não resolvida no coração. Mas Cristo confronta exatamente esse tipo de religiosidade superficial. Ele nos chama a lidar com a raiz do pecado, não apenas com suas manifestações exteriores.
Esse ensino deve nos levar ao arrependimento. Muitas vezes pensamos que estamos bem porque não cometemos certos pecados visíveis, mas ignoramos pecados escondidos no coração: inveja, rancor, amargura, desprezo, desejo de vingança e falta de perdão. O Senhor vê tudo isso. Ele não se impressiona com aparência de piedade quando o interior está cheio de hostilidade.
A ira contra o irmão está sujeita a julgamento
Depois de mencionar o mandamento antigo, Jesus faz uma aplicação direta e profunda. Ele mostra que a ira injusta contra o irmão não é algo pequeno. Para Cristo, aquilo que alimentamos no coração e expressamos com a boca tem peso espiritual diante de Deus.
Mas eu lhes digo que qualquer que se irar contra seu irmão estará sujeito a julgamento.
Também, qualquer que disser a seu irmão: ‘Racá’, será levado ao tribunal.
E qualquer que disser: ‘Louco!’, corre o risco de ir para o fogo do inferno.Mateus 5:22
Observe que Jesus menciona palavras específicas que eram usadas na época como insultos pesados. “Racá” era uma expressão de desprezo, algo equivalente a tratar o outro como inútil, vazio ou sem valor. Já chamar alguém de “louco”, nesse contexto, não era uma simples descrição de falta de juízo, mas uma acusação ofensiva, uma forma de rebaixar a dignidade da pessoa diante dos outros.
Cristo está deixando claro que a língua pode ferir com extrema gravidade. O julgamento divino não se baseia apenas no que fazemos com as mãos, mas também no que pronunciamos com a boca e alimentamos no coração. Palavras podem humilhar, destruir, envergonhar e deixar cicatrizes que permanecem por muitos anos.
Isso deve nos fazer tremer diante da responsabilidade de falar. Muitas pessoas tratam ofensas como algo pequeno: “Eu falei porque estava com raiva”, “foi só no momento”, “a pessoa merecia ouvir”. Mas Jesus não relativiza a gravidade das palavras. Ele mostra que o desprezo contra o irmão é incompatível com o espírito do Reino.
A língua pode ferir como uma arma
A língua é um dos instrumentos mais poderosos que possuímos. Com ela podemos bendizer a Deus, consolar o aflito, ensinar a verdade, encorajar o fraco e restaurar o abatido. Mas também podemos ferir, destruir, difamar, humilhar e espalhar discórdia. Por isso, a Bíblia trata as palavras com tanta seriedade.
Quando estamos irados, a língua se torna ainda mais perigosa. A pessoa tomada pela raiva costuma exagerar, acusar, distorcer e atacar. Muitas vezes, ela não deseja resolver o problema, mas machucar o outro na mesma medida em que se sente ferida. Esse desejo de retribuição não vem do Espírito de Cristo, mas da carne.
Há palavras que, depois de ditas, não voltam atrás. Mesmo quando pedimos perdão, a memória da ofensa pode permanecer por muito tempo. Por isso, é melhor guardar a língua antes do dano do que tentar consertar depois que a ferida já foi aberta. A prudência nas palavras é uma expressão de amor e sabedoria.
A Bíblia nos chama a falar aquilo que edifica. Isso não significa evitar toda correção, pois às vezes é necessário confrontar o pecado. Mas mesmo a correção deve ser feita com amor, mansidão e desejo de restauração. Corrigir com arrogância, humilhar publicamente ou atacar a dignidade de alguém não é zelo pela verdade; é pecado disfarçado de coragem.
Não ajamos como os ímpios
Não devemos agir como os ímpios, cujo prazer está em provocar discórdia, humilhar os outros e espalhar palavras que machucam. Há pessoas que vivem procurando motivos para irritar, para ferir e para dividir. Gostam de discussões, alimentam conflitos e se sentem fortes quando conseguem diminuir alguém. Esse não é o caminho dos discípulos de Cristo.
Como cristãos, somos chamados a ser diferentes. Devemos ser pacificadores, não incendiários. A pessoa pacificadora não ignora o pecado, mas busca tratar as situações de maneira bíblica. Ela não coloca mais lenha no fogo, não espalha fofocas, não aumenta a tensão e não usa palavras para destruir. Ela procura agir com sabedoria, amor e temor de Deus.
Se algum irmão pronunciar palavras que desagradam a Deus, nossa postura não deve ser devolver com a mesma moeda. O caminho bíblico é buscar correção com mansidão. A correção feita com humildade pode restaurar relacionamentos; a correção feita com arrogância apenas destrói ainda mais. O objetivo do cristão não deve ser vencer uma discussão, mas ganhar o irmão.
É importante lembrar que mansidão não é fraqueza. Jesus era manso e humilde de coração, mas também era perfeitamente santo e firme na verdade. A mansidão bíblica é força controlada pelo Espírito Santo. É a capacidade de responder com equilíbrio, mesmo quando somos provocados.
A ira mal resolvida gera amargura
A ira mal resolvida abre portas para muitos pecados. Quando uma ofensa não é tratada diante de Deus, ela pode se transformar em ressentimento. O ressentimento, por sua vez, pode gerar amargura. E a amargura, quando cria raízes, contamina não apenas uma pessoa, mas muitos ao redor.
A Bíblia nos ensina a não permitir que o sol se ponha sobre nossa ira. Isso não significa que todo problema será resolvido em poucas horas, mas significa que não devemos alimentar a raiva como se ela fosse um direito nosso. Não devemos dormir cultivando vingança, imaginando respostas ofensivas ou endurecendo o coração contra o irmão.
A amargura muda a forma como enxergamos as pessoas. Ela nos faz interpretar tudo da pior maneira. Ela transforma pequenos erros em grandes acusações. Ela cria distância, frieza e desconfiança. Com o tempo, um coração amargurado passa a se sentir justificado em seu pecado, porque acredita que sua dor lhe dá permissão para ferir.
Por isso, precisamos tratar a ira rapidamente diante de Deus. Devemos confessar nosso pecado, pedir sabedoria, buscar reconciliação quando possível e rejeitar pensamentos de vingança. O perdão não significa negar que fomos feridos, mas entregar a causa ao Senhor e recusar viver como escravos da ofensa.
O perdão não é opcional para o cristão
Quando pensamos na ira contra o irmão, inevitavelmente precisamos falar sobre perdão. O cristão foi perdoado por Deus de uma dívida impagável. Portanto, não pode viver como alguém que se recusa a perdoar pequenas dívidas dos outros. O perdão recebido do Senhor deve moldar a maneira como tratamos aqueles que nos ofendem.
Perdoar não é dizer que o pecado não importou. Também não é fingir que nada aconteceu. Perdoar é renunciar à vingança, entregar o julgamento final a Deus e buscar, quando possível, a restauração do relacionamento. O perdão cristão nasce da graça. Perdoamos porque fomos perdoados primeiro.
É por isso que devemos recordar que perdoar não é uma opção para aqueles que compreenderam a misericórdia de Deus. Um coração alcançado pela graça não deve viver dominado por vingança, rancor ou desejo de ver o outro sofrer. O perdão é uma das marcas mais claras de quem entendeu o evangelho.
Isso não significa que perdoar sempre será fácil. Há feridas profundas, palavras cruéis e situações muito dolorosas. Mas o Senhor nos dá graça para obedecer. Ele nos ajuda a abrir mão do ódio, a confiar em Sua justiça e a caminhar em liberdade. O perdão nos liberta do peso de carregar a ofensa todos os dias.
A reconciliação é prioridade espiritual
Jesus ensina que a reconciliação com o irmão tem prioridade espiritual. Antes mesmo de apresentar a oferta no altar, a pessoa deveria buscar resolver a pendência com o irmão. Isso mostra que Deus não recebe com agrado uma adoração externa quando o coração está cheio de ódio, orgulho e falta de perdão.
Muitas vezes queremos separar nossa vida devocional dos nossos relacionamentos. Pensamos que podemos orar, cantar e servir a Deus enquanto mantemos desprezo por alguém. Mas a Palavra nos mostra que nossa comunhão com Deus não pode ser tratada como algo desconectado da maneira como tratamos o próximo. Quem ama a Deus deve também amar seu irmão.
Buscar reconciliação exige humildade. Às vezes precisamos reconhecer que falamos errado, que exageramos, que reagimos mal ou que ferimos alguém. Pedir perdão pode ser difícil para o orgulho, mas é necessário para a alma. A pessoa que nunca admite erro demonstra que ainda precisa ser profundamente trabalhada por Deus.
Também precisamos saber procurar o irmão de forma correta. Não devemos ir com acusações agressivas, mas com desejo sincero de paz. Não devemos envolver outras pessoas desnecessariamente, espalhando o conflito. O caminho bíblico começa com conversa direta, humilde e cuidadosa, buscando restaurar aquilo que foi quebrado.
A paciência preserva relacionamentos
Muitos conflitos poderiam ser evitados se exercêssemos mais paciência. A paciência nos ajuda a ouvir melhor, a interpretar com mais cuidado, a não responder imediatamente em momentos de irritação e a lembrar que todos nós somos falhos. Quem deseja viver em comunhão precisa aprender a suportar fraquezas, perdoar ofensas e agir com longanimidade.
A impaciência, por outro lado, aumenta problemas pequenos. Ela transforma um comentário infeliz em guerra, uma diferença de opinião em divisão e uma falha corrigível em rompimento. Pessoas impacientes vivem sempre prontas para se ofender, sempre preparadas para reagir e sempre convencidas de que estão certas.
A paciência cristã nasce da consciência de que Deus é paciente conosco. Quantas vezes falhamos? Quantas vezes precisamos de correção? Quantas vezes o Senhor nos trata com misericórdia em vez de nos consumir imediatamente? Quando lembramos da paciência de Deus, somos chamados a tratar os outros com mais compaixão.
Isso não significa tolerar pecado sem correção, mas corrigir no tempo certo, da maneira certa e com o espírito certo. A paciência não é passividade; é domínio próprio guiado pelo amor. Ela preserva relacionamentos porque nos impede de agir apenas pelo impulso do momento.
A branda resposta desvia o furor
A Escritura ensina que a resposta branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira. Essa verdade é profundamente prática. Em uma discussão, a forma como respondemos pode acalmar ou inflamar ainda mais a situação. Uma palavra dura pode transformar uma conversa difícil em conflito aberto. Uma palavra branda pode abrir caminho para entendimento.
Responder com brandura não significa concordar com tudo. Também não significa permitir injustiça. Significa falar com equilíbrio, respeito e domínio próprio. Significa escolher palavras que ajudem a resolver em vez de piorar. Significa buscar a paz sem abandonar a verdade.
Em muitos momentos, a maior demonstração de força espiritual é ficar calado até que o coração esteja pronto para falar corretamente. O silêncio pode ser sabedoria quando a fala seria apenas instrumento de pecado. Há momentos em que precisamos sair da discussão, orar, acalmar a mente e voltar depois com uma postura mais cristã.
A branda resposta revela maturidade porque mostra que não estamos sendo governados pela provocação. O outro pode levantar a voz, mas não somos obrigados a fazer o mesmo. O outro pode ofender, mas não precisamos responder com ofensa. O cristão é chamado a vencer o mal com o bem.
Devemos guardar o coração e os lábios
Guardar os lábios começa por guardar o coração. Jesus ensinou que a boca fala do que está cheio o coração. Portanto, se nossas palavras estão cheias de desprezo, agressividade e amargura, precisamos perguntar o que está sendo cultivado dentro de nós. O problema da língua frequentemente revela um problema mais profundo na alma.
Não basta tentar controlar palavras externas se não buscamos transformação interior. Precisamos pedir ao Senhor que purifique nossos pensamentos, cure nossas feridas, remova nosso orgulho e encha nosso coração de amor. Um coração cheio da Palavra terá mais facilidade de falar com sabedoria. Um coração cheio de ressentimento encontrará qualquer oportunidade para ferir.
Também devemos evitar ambientes que alimentam a ira. Conversas de fofoca, pessoas que incentivam rancor, redes sociais cheias de provocações e pensamentos repetidos de vingança podem fortalecer o pecado em nós. O cristão precisa ser intencional em proteger sua mente e seu coração.
Por isso, devemos cultivar oração, leitura bíblica, comunhão saudável e arrependimento constante. Quanto mais perto estamos de Deus, mais sensíveis ficamos ao pecado da ira descontrolada. Quanto mais contemplamos Cristo, mais somos chamados a responder como Ele respondeu: com verdade, santidade, mansidão e amor.
Corrigir com amor, não com arrogância
Há momentos em que o irmão realmente precisa ser corrigido. Se ele pecou, falou de forma injusta ou agiu de maneira errada, não devemos simplesmente ignorar tudo. A Bíblia nos chama a restaurar o que caiu, mas com espírito de mansidão. A correção bíblica tem como objetivo ganhar o irmão, não humilhá-lo.
A arrogância destrói qualquer tentativa de correção. Quando nos aproximamos com superioridade, o outro dificilmente ouvirá. Mesmo que tenhamos razão no conteúdo, podemos pecar na forma. A verdade dita sem amor pode se transformar em instrumento de ferida, e não de restauração.
Corrigir com amor exige escolher o momento adequado, as palavras adequadas e a atitude adequada. Também exige disposição para ouvir. Às vezes, ao conversar com o irmão, descobrimos que também falhamos. A reconciliação muitas vezes começa quando ambos deixam de se defender e passam a buscar humildemente a vontade de Deus.
Devemos lembrar que todos somos dependentes da graça. Quem corrige hoje pode precisar ser corrigido amanhã. Quem ajuda o irmão a levantar hoje pode tropeçar depois. Essa consciência nos mantém humildes e nos impede de tratar os outros como se fôssemos superiores.
O amor cobre muitas ofensas
Nem toda ofensa exige uma grande confrontação. Há situações em que o amor simplesmente cobre, perdoa e segue adiante. Isso não significa esconder pecados graves ou permitir abusos, mas reconhecer que muitas irritações do dia a dia podem ser vencidas com maturidade, paciência e graça.
Se formos confrontar cada palavra mal colocada, cada gesto imperfeito e cada pequena falha dos outros, viveremos em conflito constante. O amor nos ajuda a não transformar tudo em guerra. Ele nos ensina a considerar a fraqueza do próximo, lembrar das nossas próprias falhas e escolher a paz sempre que possível.
A vida em comunidade exige esse tipo de amor. Na igreja, convivemos com pessoas diferentes, histórias diferentes, temperamentos diferentes e níveis diferentes de maturidade. Se não houver paciência e perdão, a comunhão se tornará insuportável. Mas quando há amor, as diferenças não precisam se transformar em divisão.
Esse amor não vem naturalmente da carne. Ele é fruto da graça de Deus em nós. Por isso, precisamos pedir ao Senhor que nos ensine a amar como Cristo nos amou: com paciência, verdade, misericórdia e disposição para perdoar.
A oração nos ajuda a vencer a ira
Uma das melhores maneiras de lidar com a ira é levar o coração imediatamente a Deus em oração. Quando oramos, reconhecemos que não conseguimos vencer o pecado sozinhos. Pedimos ao Senhor domínio próprio, sabedoria, humildade e graça para responder corretamente. A oração desacelera a reação e nos coloca diante da presença de Deus.
Muitas vezes, aquilo que diríamos com raiva muda completamente depois de alguns minutos de oração. O coração se acalma, a mente fica mais clara e o Espírito Santo nos convence daquilo que precisa ser corrigido em nós. Orar antes de responder pode salvar relacionamentos.
A oração também nos ajuda a enxergar o irmão com misericórdia. Quando oramos por alguém que nos feriu, deixamos de vê-lo apenas como ofensor e começamos a lembrá-lo como alguém que também precisa da graça de Deus. Isso não apaga a responsabilidade dele, mas muda nossa postura interior.
Devemos lembrar que a vida cristã não pode ser vivida sem oração. Em conflitos, ainda mais. A oração nos livra de agir apenas pela carne e nos conduz a depender do Senhor. Como somos lembrados em a verdadeira oração e o verdadeiro poder, Deus nos deu um recurso poderoso que não devemos deixar sem uso.
Quando falhamos, devemos buscar perdão
Mesmo sabendo de tudo isso, precisamos reconhecer que todos nós falhamos. Em algum momento, falamos o que não deveríamos, reagimos mal, fomos duros demais ou permitimos que a ira dominasse nossas atitudes. Quando isso acontece, o caminho cristão não é justificar o pecado, mas confessá-lo.
Pedir perdão exige humildade. É mais fácil dizer: “Eu estava nervoso”, “você me provocou”, “eu só respondi porque você começou”. Mas justificativas não restauram o coração. O arrependimento verdadeiro assume responsabilidade. Ele diz: “Eu pequei. Minhas palavras foram erradas. Perdoe-me”.
Também precisamos pedir perdão a Deus. Toda ofensa contra o irmão é, antes de tudo, pecado diante do Senhor. Quando usamos a língua para ferir alguém criado à imagem de Deus, estamos desonrando o próprio Criador. Por isso, devemos nos aproximar do Senhor com coração quebrantado, pedindo que Ele nos purifique e nos ajude a mudar.
Há situações em que a restauração leva tempo. Nem sempre o relacionamento volta imediatamente ao que era antes. Mas o arrependimento sincero abre o caminho para cura. O cristão não deve se conformar em deixar feridas abertas quando pode buscar paz, perdão e reconciliação.
A sabedoria que vem do alto produz paz
Tiago ensina que a sabedoria que vem do alto é pura, pacífica, amável, compreensiva, cheia de misericórdia e bons frutos. Esse tipo de sabedoria é essencial para lidar com conflitos. A sabedoria humana muitas vezes diz: “Defenda-se a qualquer custo, responda na mesma medida, não deixe barato”. Mas a sabedoria de Deus nos conduz por outro caminho.
A sabedoria celestial não é covardia. Ela não ignora a verdade, mas sabe tratá-la com espírito correto. Ela busca a paz sem negociar a santidade. Ela corrige sem destruir. Ela fala sem humilhar. Ela perdoa sem desprezar a justiça de Deus. Essa sabedoria é indispensável para quem deseja honrar ao Senhor nos relacionamentos.
Por isso, em momentos de ira, devemos pedir ao Senhor discernimento. Nem sempre sabemos como agir. Às vezes precisamos falar; outras vezes precisamos calar. Às vezes precisamos confrontar; outras vezes precisamos cobrir em amor. Às vezes precisamos nos aproximar; outras vezes precisamos esperar o momento certo. Deus pode nos guiar em cada situação.
A verdadeira sabedoria não nasce do orgulho, mas do temor do Senhor. Quanto mais tememos a Deus, menos somos dominados pela necessidade de provar que estamos certos. Quanto mais valorizamos a glória de Cristo, menos usamos nossas palavras para defender nosso ego.
Conclusão: busquemos a paz com nossos irmãos
Que possamos vigiar nossas emoções, guardar nossos lábios e buscar sempre a paz. Quando formos ofendidos, que respondamos com mansidão. Quando formos tentados a ofender, que lembremos das palavras de Cristo. E quando falharmos, que busquemos perdão e restauração, sabendo que isso agrada ao Senhor.
A ira contra o irmão não é algo pequeno. Jesus nos ensinou que o problema começa no coração e se manifesta nas palavras. Por isso, devemos tratar a raiz, não apenas os frutos. Um coração cheio de Cristo não deve ser governado pelo ódio, pelo desprezo ou pela vingança, mas pelo amor, pela paciência e pela graça.
Também precisamos lembrar que perdoar para ser perdoado é uma verdade que nos chama à seriedade espiritual. Não podemos pedir misericórdia a Deus enquanto nos recusamos a demonstrar misericórdia ao próximo. O perdão recebido deve se tornar perdão oferecido.
Portanto, se há ira em nosso coração, levemos isso ao Senhor. Se há uma ofensa pendente, busquemos reconciliação. Se ferimos alguém com palavras, peçamos perdão. Se fomos feridos, entreguemos nossa dor a Deus e caminhemos em graça. Assim glorificaremos a Cristo e viveremos como verdadeiros filhos do Pai celestial.
24 comments on “Não fique zangado com o seu irmão”
O ser humano precisa aprender a perdoar o próximo, isso faz com que Deus nos perdoe, e faz com que limpa fique a nossa consciência
Obrigado meu Deus pelo perdao dos meus pecados limpa toda minha iniquidad, sara minha fereidas e ajude perdoar aqueles que si levantarao contea mi amém.
Obrigado meu Deus.
Glória a Deus amém
Meu Senhor e meu Deus, em.nome de Jesus, meu Senhor e Salvador, Te peço que me proteja e faça com que eu perdoe todos os irmãos que por acaso me ofenderam. Faz com que eu continue a amar ao meu próximo como a mim mesmo Pai. Quero sempre estar cumprindo os Teus mandamentos Senhor! Assim, perdoo todos aqueles irmãos com os quais tive alguma desavença, pois quero ser perdoado também por Jesus, que veio ao mundo redimir os nossos pecados. Toda honra e toda gloria seja dada a Ti Senhor. Glória a Deus, louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo e o Espírito Santo de Deus! Amém!
Senhor meu Deus obrigado por tuas palavras que possamos entender e perdoa nosso próximo que tenhamos mais Amor uns com outros em nome do Senhor e Salvador Jesus Cristo Amém 🙏
Sim meu Deus nos devemos amar ao próximo e perdoa-lo de possíveis ofensas contra nós! Na oração que Jesus nos ensinou devemos pedir perdão a Deus por nossos pecados e perdoar aqueles que nos ofenderam! Obrigado Jesus, meu Senhor e Salvador, por ser misericordioso e ter nos livrado de todos os pecados pelo sacrifício da Cruz. Te louvo e glorifico meu Deus por todas as bênçãos que tem nos dado! Amém!
Amém Senhor! Venha nos iluminar, para que possamos saber como agir diante de situações estressantes!
Amém.
Obrigada meu Deus por me ensinar a perdoa,a ser uma pessoa melhor e cada vez aprendo, mais com seus mandamentos em nome de Jesus Cristo meu senhor.amem
Amém.
Ó Glória a Deus,santo santo é o senhor Deus,ó Deus do universo toca no meu coração senhor Deus para mim perdoa a queles q me ofenderam senhor,Deus eu peço perdão dos meus pecados em nome do senhor Jesus Cristo amém.
OBRIGADA SENHOR POR ME SUSTENTAR EM TUA PRESENÇA.
Perdoar as pessoas isso é devido..e ja perdoei todos que me magoou…e peço a Deus que me perdoe se chamei alguem de louco….perdão Senhor Deus…
Amém Jesus
Amém! 🙌🙏
Amém senhor Jesus
Meu Deus perdoai-nos nossos pecados assim como nos perdoamos a quem nos tem ofendidos.Glória a Deus Amém.Te amo Jesus
Eu entendi que todos tem que amar os seus irmãos e não ofendê-lo e nem fala coisas que não agrada Jesus que quem faz isso terá seu julgamento depois e Deus fez cada um um para amar o outro e não um para destruir o outro amém
Amém! 🙏🏻
Glórias a Deus em nome do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo! 🙌🏻
Que Deus abençoe a todos nós! 🙏🏻
Aleluias!!
Me ensina a perdoar todos que me ofenderam meu DEUS TE Peço Em O Nome Do SENHOR JESUS Amém
Senhor perdoa Pai por favor tenha misericórdia em Nome de Jesus Cristo Amém 🙏
Eu entendi que Deus quer falar que a gente tem que amar uns aos outros como assim mesmo para agradar a Deus porque Deus não gosto dessas pessoas que maltrata os irmãos porque Deus é amor e ele ensina como que nós devemos tratar as pessoas com amor por o respeito e com carinho e Deus ama as pessoas que faz a vontade dele e as pessoas que não faz a vontade dele ele afasta mas ele quer recuperar todas as pessoas que Deus é amor por isso que ele fala amar uns aos outros como a si mesmo para ser feliz e ter a vida eterna junto com pai celestial e maravilhoso que Deus é obrigado pai pela minha vida pela minha família e pelo ar que nós respiramos porque sem o senhor não somos nada amém
Muitas vezes fomos magoados por pessoas que ou não esperávamos ou tínhamos consciência que nos fariam mal. Portanto, não hajamos na mesma proporção que elas, sejamos mais sensatos e conscientes, não despejemos ódio em quem nos despeja ódio, despejemos aquilo que existe em nós, e é necessário que o amor tome conta de nós. Não apenas só o amor, como a bondade, a fé. Não façamos como os outros, aprendamos a perdoar e a ter empatia por eles. Amém!
Não deixemos com que a ira tome conta de nosso corpo em hipótese alguma. Sejamos sempre sensatos na hora de repreendermos aqueles que nos fizeram mal. Não combatamos o ódio com ódio, distribuamos amor para que conseguimos amansar o coração daqueles que nos fazem mal. Peçamos sempre orientação e forças ao nosso Senhor, pois Ele tudo faz por nós. Amém!