A recompensa que vem de Deus

A Bíblia nos ensina que ajudar os necessitados é uma expressão de amor, misericórdia e obediência a Deus. Porém, essa ajuda deve nascer de um coração humilde, sem desejo de aplausos humanos, pois Deus ama quem dá com alegria e vê a intenção secreta de cada pessoa.

Quando falamos sobre dar esmolas, ajudar os pobres ou socorrer alguém em necessidade, precisamos entender que esse assunto não é apenas social, mas também espiritual. A Bíblia não trata a generosidade como um simples gesto exterior, mas como uma manifestação visível de um coração que foi tocado pela graça de Deus. A forma como tratamos os necessitados revela muito sobre a nossa compreensão do Evangelho, sobre a nossa humildade e sobre a maneira como enxergamos os bens que o Senhor colocou em nossas mãos.

No entanto, Jesus também nos alerta que uma boa obra pode ser contaminada por uma motivação errada. É possível ajudar alguém e, ao mesmo tempo, fazer isso para ser visto, elogiado, admirado ou reconhecido. É possível dar aos pobres, mas transformar a necessidade do outro em instrumento de autopromoção. Por isso, o Senhor não apenas nos ensina a dar, mas também nos ensina como dar.

Jesus nos ensina a dar com humildade

A Bíblia fala em Mateus 6:

Tenham o cuidado de não praticar suas ‘obras de justiça’ diante dos outros para serem vistos por eles. Se fizerem isso, vocês não terão nenhuma recompensa do Pai celestial.

Portanto, quando você der esmola, não anuncie isso com trombetas, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, a fim de serem honrados pelos outros. Eu lhes garanto que eles já receberam sua plena recompensa.

Mateus 6:1,2

Essas palavras de Jesus são muito claras. Ele não condena a esmola, nem a generosidade, nem a ajuda aos pobres. Pelo contrário, Ele parte do princípio de que seus discípulos dariam esmolas. A expressão “quando você der esmola” mostra que a prática da misericórdia deveria fazer parte da vida do povo de Deus. O problema não está em ajudar, mas em ajudar para ser visto pelos homens.

Jesus conhecia profundamente o coração humano. Ele sabia que até mesmo uma atitude aparentemente bondosa poderia esconder orgulho, vaidade e desejo de reconhecimento. Os hipócritas mencionados por Ele davam, mas anunciavam suas obras como se tocassem trombetas. Eles queriam que as pessoas percebessem sua generosidade, comentassem sua bondade e os tratassem como homens espirituais. Porém, aos olhos de Deus, essa atitude já carregava sua própria condenação.

Quando alguém faz o bem apenas para receber aplausos, já recebeu a recompensa que buscava. Se a pessoa queria elogios, curtidas, admiração e reputação, talvez até consiga essas coisas. Mas Jesus afirma que não haverá recompensa do Pai celestial para uma obra feita com motivação corrompida. Isso deve nos fazer refletir seriamente sobre nossas intenções.

O perigo de transformar a caridade em autopromoção

Vivemos em uma época onde quase tudo é publicado. Muitas pessoas sentem necessidade de mostrar cada boa ação, cada doação, cada gesto de solidariedade e cada momento de ajuda aos necessitados. Às vezes, até se usa uma linguagem espiritual, dizendo que é para “inspirar outros” ou “mostrar que o trabalho está sendo feito”. Pode haver casos em que uma prestação de contas seja necessária, especialmente quando se trata de instituições, projetos públicos ou recursos recebidos de terceiros. Mas mesmo nesses casos, é preciso muito cuidado para não expor a dor dos necessitados nem alimentar o orgulho de quem ajuda.

Há uma grande diferença entre prestar contas com responsabilidade e usar a pobreza alheia como vitrine. Uma organização séria pode demonstrar transparência sem humilhar pessoas, sem expor rostos vulneráveis, sem transformar a miséria em imagem promocional e sem colocar o doador como centro da história. O cristão precisa ter sensibilidade espiritual para entender que o pobre não é um instrumento para fortalecer a reputação de ninguém.

Quando ajudamos alguém, devemos perguntar: “Estou fazendo isso para servir ou para ser visto? Estou preservando a dignidade dessa pessoa? Estou buscando a glória de Deus ou a aprovação dos homens?”. Essas perguntas são necessárias porque o coração humano é enganoso. Às vezes começamos fazendo algo bom, mas aos poucos permitimos que o orgulho se misture com a obra.

A caridade cristã deve ser marcada por amor, respeito e discrição. O necessitado não deve se sentir usado, exposto ou diminuído. Quem recebe ajuda já enfrenta uma situação difícil; não deve carregar também o peso de ser exibido como prova da bondade de outra pessoa. O amor verdadeiro protege, cuida e honra.

Dar aos pobres é uma obra de misericórdia

Ajudar os pobres não é apenas entregar dinheiro. Muitas vezes, a esmola pode incluir alimento, roupa, remédio, acolhimento, orientação, tempo, escuta, oração ou apoio em um momento de crise. A generosidade cristã não se limita a uma moeda entregue rapidamente, mas nasce de um coração que se importa com a dor do próximo.

A Bíblia nos ensina que não devemos fechar os olhos diante da necessidade. O sofrimento do outro deve tocar nosso coração, porque Deus também se importa com os pobres, os aflitos, os órfãos, as viúvas, os estrangeiros e todos aqueles que se encontram em situação de vulnerabilidade. Quando ajudamos alguém com sinceridade, estamos demonstrando que compreendemos algo do amor de Deus.

É importante lembrar que a generosidade não deve ser feita apenas quando sobra muito. Muitas pessoas pensam que só poderão ajudar quando tiverem abundância, mas a Bíblia mostra que até pequenas ações, quando feitas com amor, têm grande valor diante do Senhor. Um prato de comida, uma palavra de consolo, uma visita, uma ajuda discreta ou uma oferta simples podem ser instrumentos poderosos nas mãos de Deus.

O verdadeiro problema não é a quantidade, mas a disposição do coração. Há pessoas que possuem muito e dão apenas para manter aparência. Outras têm pouco, mas repartem com sinceridade. Deus vê a diferença. Ele não mede a generosidade apenas pelo valor externo, mas pela fé, pela compaixão e pela humildade com que a oferta é apresentada.

Deus olha para o coração de quem dá

Jesus continua ensinando:

Mas, quando você der esmola, que a sua mão esquerda não saiba o que está fazendo a direita, de forma que você preste a sua ajuda em segredo. E seu Pai, que vê o que é feito em segredo, o recompensará.

Mateus 6:3,4

Essa imagem usada por Jesus é muito forte. Ele está dizendo que a nossa generosidade deve ser tão discreta que nem mesmo “a mão esquerda” deve saber o que faz “a direita”. Em outras palavras, não devemos viver anunciando nossas boas obras, nem mesmo alimentando interiormente um sentimento de superioridade espiritual por termos ajudado alguém.

Há pessoas que talvez não publiquem suas doações, mas contam para amigos, familiares e irmãos da igreja com o desejo escondido de receber elogios. Outras ajudam em silêncio, mas dentro do coração se consideram melhores do que os outros. Jesus vai além da aparência. Ele trata a raiz. A verdadeira generosidade não busca plateia externa nem aplauso interno; ela deseja apenas agradar ao Pai.

Isso não significa que toda boa obra deve ser absolutamente desconhecida em todos os contextos. Existem situações em que a ajuda precisa ser organizada, testemunhada ou administrada. Mas o princípio permanece: o objetivo nunca deve ser a exaltação pessoal. Quando o coração busca reconhecimento, a obra perde sua pureza espiritual.

Deus vê o secreto. Essa é uma verdade maravilhosa. Muitas pessoas fazem o bem e ninguém sabe. Ajudam discretamente, oram por outros, socorrem famílias, entregam ofertas, visitam enfermos, sustentam obras e repartem o que têm sem receber nenhum aplauso. O mundo talvez nunca reconheça essas pessoas, mas o Pai celestial vê tudo.

A recompensa que vem de Deus é melhor que o aplauso humano

Jesus promete que o Pai, que vê em secreto, recompensará. Não precisamos saber exatamente de que maneira essa recompensa virá para confiar que ela é boa. Tudo o que vem de Deus é melhor do que qualquer elogio humano. O aplauso das pessoas passa rapidamente, mas a aprovação do Senhor permanece.

A recompensa de Deus nem sempre será material. Às vezes, Ele recompensa com paz, sabedoria, contentamento, amadurecimento espiritual, portas abertas, proteção, alegria interior e a certeza de ter obedecido à sua vontade. Outras vezes, a recompensa será vista apenas na eternidade. Mas uma coisa é certa: nenhuma obra feita por amor a Deus será esquecida por Ele.

Muitas pessoas vivem ansiosas por reconhecimento. Querem que os outros vejam, comentem, compartilhem e elogiem. Mas o cristão maduro aprende a descansar no olhar de Deus. Se o Pai viu, isso basta. Se o Senhor conhece a intenção, isso é suficiente. Se a obra foi feita para Ele, não precisamos transformá-la em propaganda.

Essa confiança nos liberta da escravidão da opinião pública. Não precisamos construir uma imagem de bondade diante dos homens. Precisamos viver com sinceridade diante de Deus. Quem entende isso passa a servir com mais alegria, porque não depende da aprovação das pessoas para continuar fazendo o bem.

A esmola não deve humilhar quem recebe

Outro ponto muito importante é a dignidade da pessoa ajudada. A pobreza, a necessidade e a dor não removem o valor de ninguém. Todo ser humano foi criado à imagem de Deus e deve ser tratado com respeito. Por isso, quando ajudamos alguém, devemos fazer isso de uma forma que preserve sua honra e não aumente sua vergonha.

Infelizmente, há situações em que a ajuda é dada de maneira humilhante. A pessoa recebe uma cesta básica, uma roupa ou algum dinheiro, mas em troca é exposta, fotografada, filmada ou usada como prova de uma obra social. Isso pode até parecer eficiente para quem deseja divulgar o trabalho, mas pode ferir profundamente quem está em situação de fragilidade.

O amor cristão não faz espetáculo com a dor alheia. Ele se aproxima com cuidado, pergunta com respeito, ajuda com discrição e procura levantar o necessitado, não diminuí-lo. A generosidade bíblica não apenas entrega algo; ela comunica valor. Ela diz, por meio de atitudes: “Você é importante. Deus se importa com você. Sua dor não é invisível”.

Esse cuidado é especialmente necessário quando ajudamos crianças, idosos, enfermos, presos, famílias em pobreza extrema ou pessoas em momentos de grande vulnerabilidade. A exposição pública pode marcar uma pessoa de forma negativa. Por isso, a prudência e a compaixão devem caminhar juntas.

A generosidade deve refletir o amor ao próximo

Ajudar os necessitados está profundamente ligado ao mandamento de amar o próximo. O amor bíblico não é apenas sentimento; ele se manifesta em atitudes concretas. Não basta dizer que amamos se fechamos o coração diante da dor real de alguém. A fé que foi alcançada pela misericórdia de Deus também deve praticar misericórdia.

A Bíblia nos mostra que o amor verdadeiro não é indiferente. Ele enxerga, se aproxima e serve. Quando alguém está com fome, o amor procura alimento. Quando alguém está abatido, o amor oferece consolo. Quando alguém está perdido, o amor aponta para Cristo. Quando alguém está desamparado, o amor procura uma forma de ajudar. Por isso, a generosidade é uma expressão prática da vida cristã.

Em um mundo onde o egoísmo cresce e muitos pensam apenas em si mesmos, o cristão é chamado a viver de forma diferente. O amor de Cristo nos leva a olhar para além dos nossos próprios interesses. Ele nos ensina que aquilo que recebemos de Deus não deve ser usado apenas para nosso conforto, mas também para abençoar outras vidas.

Essa é uma verdade importante: somos mordomos, não donos absolutos. Tudo o que temos vem do Senhor. Nossa casa, nosso alimento, nosso trabalho, nossos recursos, nosso tempo e nossas oportunidades são dádivas recebidas. Quando repartimos, reconhecemos que Deus nos deu para que também pudéssemos servir.

Dar com alegria e não por obrigação

A generosidade que agrada a Deus não deve ser feita com tristeza, pressão ou desejo de parecer espiritual. O Senhor ama o coração alegre, voluntário e sincero. A oferta dada com má vontade pode até chegar às mãos de alguém, mas não expressa plenamente a beleza da misericórdia cristã. Dar com alegria significa entender que servir é um privilégio, não apenas um peso.

Quando lembramos do que Cristo fez por nós, nossa generosidade ganha uma motivação mais profunda. Jesus não nos deu apenas algo; Ele entregou a si mesmo. Ele se fez pobre, sofreu, morreu e ressuscitou para nos conceder uma riqueza eterna que não merecíamos. Diante de tão grande graça, como poderíamos viver com o coração fechado?

A alegria em dar nasce quando compreendemos que estamos participando de algo maior do que nós. Uma ajuda simples pode ser resposta de oração para alguém. Uma oferta discreta pode aliviar uma família. Uma visita pode renovar a esperança de uma pessoa. Uma atitude de misericórdia pode abrir espaço para que alguém veja o amor de Deus de forma concreta.

Por isso, não devemos dar apenas para aliviar a consciência, nem para cumprir uma obrigação social, nem para ganhar elogios. Devemos dar porque Deus foi generoso conosco. Devemos dar porque Cristo nos amou primeiro. Devemos dar porque o Espírito Santo molda em nós um coração mais parecido com o coração do Pai.

Buscar primeiro o Reino também transforma nossa forma de dar

Jesus nos ensinou a buscar primeiro o Reino de Deus e a sua justiça. Isso também afeta a maneira como lidamos com dinheiro, bens e oportunidades. Quando o Reino está em primeiro lugar, nossos recursos deixam de ser instrumentos de vaidade e passam a ser ferramentas de serviço. O coração que busca a Deus aprende a usar o que tem para glorificá-Lo.

Muitas vezes, a dificuldade de ajudar o próximo está ligada ao apego excessivo às coisas materiais. O medo de perder, a ansiedade pelo futuro e o desejo de acumular podem endurecer o coração. Mas quando confiamos no cuidado do Pai, aprendemos a viver com mais liberdade. Não significa agir de forma irresponsável, mas reconhecer que a segurança verdadeira não está no dinheiro, e sim em Deus.

Por isso, a generosidade também é uma forma de combater a idolatria do coração. Quando damos com fé, estamos dizendo que Deus é maior do que nossos bens. Estamos reconhecendo que o Reino vale mais do que a nossa imagem, nosso conforto e nosso controle. Essa perspectiva nos ajuda a entender melhor o chamado de Cristo para buscar primeiro o Reino de Deus e a sua justiça.

Quando o Reino ocupa o centro, até pequenas ações se tornam significativas. Ajudar um necessitado deixa de ser apenas um gesto humano e se torna uma expressão de obediência. Repartir deixa de ser perda e se torna investimento eterno. Servir em segredo deixa de parecer invisível e passa a ser precioso diante do Pai.

Deus não esquece o bem feito em segredo

Uma das maiores consolações para o cristão é saber que Deus vê aquilo que ninguém vê. Há mães que servem em silêncio. Há irmãos que ajudam famílias sem contar a ninguém. Há pessoas que sustentam obras, visitam enfermos, alimentam necessitados e intercedem por vidas sem receber reconhecimento público. Talvez seus nomes nunca apareçam em placas, vídeos ou relatórios, mas estão diante dos olhos do Senhor.

Essa verdade deve nos encorajar a continuar fazendo o bem, mesmo quando ninguém percebe. O cristão não precisa viver frustrado por não ser aplaudido. Seu serviço tem valor porque Deus o recebe. Se a motivação é santa, se a obra é feita com amor e se o objetivo é glorificar ao Senhor, então nada é inútil.

Também devemos lembrar que Deus é justo. Ele conhece a intenção de cada coração. Sabe quando alguém ajuda por amor e quando ajuda por vaidade. Sabe quando uma oferta é fruto de sacrifício e quando é apenas uma estratégia de imagem. Sabe quando uma mão se estende por compaixão e quando se estende para ser fotografada. Nada está escondido diante Dele.

Isso deve produzir temor e consolo. Temor, porque não podemos enganar a Deus com aparências religiosas. Consolo, porque nenhuma boa obra sincera será perdida. O Pai que vê em secreto recompensará no tempo certo e da maneira perfeita.

A verdadeira oferta vai além do dinheiro

Quando pensamos em esmola, geralmente pensamos apenas em dinheiro. Mas a vida cristã nos chama a uma generosidade mais ampla. Podemos oferecer tempo, atenção, escuta, aconselhamento, hospitalidade, alimento, companhia, intercessão e serviço. Muitas pessoas precisam de recursos materiais, mas também precisam de presença, dignidade e esperança.

Há pessoas que têm dinheiro, mas não têm quem as escute. Outras têm comida, mas vivem esmagadas pela solidão. Algumas precisam de uma oportunidade de trabalho, de uma orientação, de um gesto de encorajamento ou de alguém que as trate com respeito. A generosidade cristã deve ser sensível às diferentes formas de necessidade.

Isso não diminui a importância da ajuda material. Quem tem fome precisa de alimento. Quem passa frio precisa de roupa. Quem está em necessidade concreta precisa de socorro concreto. Mas, junto com essa ajuda, o cristão deve levar também amor, compaixão e, quando possível, a esperança do Evangelho.

A oferta que agrada a Deus é aquela que nasce de um coração sincero. Esse princípio aparece desde o início da história bíblica, quando vemos a diferença entre uma entrega feita com fé e uma entrega feita sem a disposição correta. Por isso, refletir sobre a excelência da oferta de Abel também nos ajuda a pensar na qualidade espiritual daquilo que oferecemos ao Senhor e ao próximo.

Cuidado com o orgulho espiritual

O orgulho espiritual é perigoso porque se esconde atrás de coisas boas. Uma pessoa pode se orgulhar de orar, jejuar, servir, cantar, pregar, ajudar e dar esmolas. Isso mostra como o coração humano precisa ser constantemente vigiado. Até mesmo aquilo que deveria nos humilhar diante de Deus pode ser usado pela carne para alimentar vaidade.

Quando ajudamos alguém, devemos lembrar que não somos superiores. Se temos condições de ajudar, é porque Deus nos deu recursos, saúde, oportunidades ou tempo. Nada disso deve produzir arrogância. Pelo contrário, deve produzir gratidão e responsabilidade. Hoje ajudamos; amanhã poderíamos ser nós os necessitados. A vida humana é frágil, e tudo depende da misericórdia do Senhor.

O orgulho nos faz olhar para o pobre como alguém inferior. A graça nos faz olhar para ele como próximo. O orgulho quer ser visto ajudando. A graça quer que Deus seja glorificado. O orgulho transforma a esmola em palco. A graça transforma a ajuda em serviço. Por isso, precisamos pedir diariamente que Deus purifique nossas motivações.

A humildade é essencial para a generosidade cristã. Dar sem humildade pode até aliviar uma necessidade externa, mas não reflete plenamente o espírito de Cristo. Jesus serviu de forma humilde, aproximou-se dos desprezados, tocou os marginalizados e entregou sua vida por pecadores. Se queremos seguir seus passos, precisamos aprender a servir sem vaidade.

Ajudar sem esperar retorno humano

Outra marca da generosidade bíblica é ajudar sem esperar algo em troca. Muitas pessoas só fazem o bem quando podem receber algum benefício, influência, favor ou reconhecimento. Mas Jesus nos ensina uma generosidade livre, que não calcula vantagem pessoal. O amor cristão não age como negócio; ele age como fruto da graça.

Isso não significa falta de sabedoria. Devemos ajudar com discernimento, especialmente em situações complexas. Nem toda forma de ajuda realmente ajuda; algumas podem alimentar vícios, dependências ou problemas maiores. Por isso, a generosidade precisa caminhar com prudência. Mas a prudência não deve ser desculpa para indiferença. O equilíbrio bíblico é ajudar com amor e sabedoria.

Ajudar sem esperar retorno humano também significa não usar a esmola para controlar pessoas. Quem dá não deve agir como dono da vida de quem recebe. A ajuda deve ser expressão de misericórdia, não instrumento de manipulação. O cristão oferece com liberdade e deixa o resultado nas mãos de Deus.

Essa postura nos protege de muita frustração. Quando ajudamos buscando gratidão humana, podemos nos decepcionar. Nem todos agradecerão. Nem todos entenderão. Nem todos responderão como esperamos. Mas quando ajudamos para Deus, nossa alegria permanece, porque nossa recompensa não depende da reação das pessoas.

Conclusão: o Pai vê em secreto

Caro leitor, podemos aprender muito com o ensino de Jesus em Mateus 6. Se vamos dar esmolas, ajudar os pobres ou praticar qualquer obra de misericórdia, devemos fazer isso com um coração puro, humilde e discreto. Não precisamos anunciar nossas boas obras para provar espiritualidade. Não precisamos transformar a dor do próximo em vitrine. Não precisamos buscar aplausos, porque o Pai vê em secreto.

Que o Senhor nos livre da hipocrisia religiosa. Que Ele nos ajude a praticar o bem sem vaidade, a servir sem orgulho e a repartir sem esperar reconhecimento humano. Que nossas mãos sejam generosas, mas que nosso coração permaneça humilde. Que nossas obras apontem para Deus, não para nós mesmos.

A verdadeira generosidade nasce da graça. Deus nos deu muito mais do que merecíamos. Em Cristo, recebemos perdão, salvação, esperança e vida eterna. Por isso, quando ajudamos alguém, estamos apenas repartindo um pouco da misericórdia que também recebemos. Ajudamos porque fomos alcançados. Servimos porque Cristo nos serviu primeiro. Amamos porque Ele nos amou.

Portanto, quando fizer o bem, faça para Deus. Quando der, dê com alegria. Quando ajudar, preserve a dignidade de quem recebe. Quando servir, sirva com humildade. E quando ninguém perceber sua boa obra, descanse nesta promessa: seu Pai, que vê em secreto, recompensará no tempo certo. Aleluia.

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43 comments on “A recompensa que vem de Deus

  1. A palavra de deus é profunda e muitas das vezes nos temos medo de aprofundar em tal grande . infelizmente nos sempre queremos nos engrandecer perante a sociedade e digo todos nos. É por isso que pesso missericordia a deus primeiro a mim que sou um pecador e depois para a humanidade.

  2. Verdade!!
    Tudo o que faço para o bem ao próximo,prático sempre em silêncio e só o senhor sabe.
    Aleluias…

  3. Verdade Deus em oculto ver todas as nossas obras, não concordo com certos pastores que tudo o que faz posta ao público dando satisfação ao público o que faz ou porque não fez, que Deus tenha misericórdia dos mesmo e lhes dê sabedoria e conhecimento .

  4. Realmente tudo que deus faz é maravilhoso eu passei por uma esperiencia a pouco dias quando iguinorei um pedinte mas o espirito santo me corrigiu na hora e pude voltar e fazer a vontade de deus
    Aleluia glorias a deus por nossas vidas hoje e sempre

  5. Gosto muito desses ensinamentos, pois acalma muito o meu coraçâo , pois todos nós precisamos da palavra de Deus.

  6. Deus olha por esse teu filho q está passando por uma situação difícil novamente e não consegui ver uma solução cuida da nossa vida senhor jesus

  7. Verdade Deus as vezes fazer algo em troca pra chamar atenção não vale de nada tudo que fazemos tem que ser de coração porque a recompensa vem de Deus e não do homem.

    1. Meu Senhor e meu Deus me ajuda a cumprir sempre a Tua palavra, em nome de Jesus, meu Senhor e Salvador, te peço Pai. Me dá sabedoria para ajudar ao próximo e ficar em silêncio, pois sempre quero cumprir os teus mandamentos. Obrigado Jesus por tudo que tem feito na minha vida e da minha família! Glória a Deus Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo! Amém!

  8. Nós podemos tirar várias lições com esse texto,um ponto que eu acho bem interessante e servir eu por exemplo amo fazer favor essa é uma forma de ajudar o próximo mas também não gosto que outros saibam que eu ajudei essa pessoa porque tabom só nós e deus 🙏

  9. Nós temos que ser gentis e caridosos não para chamarmos a atenção de terceiros, e sim, porque é a coisa certa a se fazer. Não devemos nos exibir por isso, pois Deus quando nos ajuda, não se exibe para ninguém, é isso que as pessoas de bom coração fazem. Amém!

  10. É verdade a gente tem que aprender com Deus se nós fizer alguma coisa pelos outros a gente não tem que falar é só agradecer por que tudo que vem do senhor é muito bom principalmente o ensinamento que vem da Bíblia é muito bom mesmo se a gente ajuda esmola para algumas pessoas que precisa a gente não precisa falar que Deus tá vendo e quem recompensa a gente é Deus obrigado por tudo pai amém

  11. Aquilo que fazemos apenas interessa ao nosso Senhor, aos demais não importa coisa alguma. Aqueles que postam e procuram mostrar a todos que estão fazendo boas ações acabam dando margem para que interpretem que suas boas ações foram apenas para chamar a atenção de terceiros, não pelo gesto em si, que é o que tem de ser levado em consideração. Façamos aquilo pro bem e pra ajudar, não para querermos atenção e admiração de pessoas alheias, temos que buscar isto apenas do nosso pai. Amém!

  12. Pessoas realmente boas não se importam com o reconhecimento que irão ter em fazer boas ações, e se preocupam de fato se aquilo que estão fazendo realmente vai ajudar aqueles que precisam. O único que precisa saber de nossas intenções e nossas colaborações é o nosso pai, somente Ele é capaz de nos julgar e se orgulhar por isso, os demais apenas olharão e emitirão opiniões que de nada são válidas para nós. Foquemos apenas em fazer o bem. Amém!

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