A história de Jacó mostra que Deus é fiel mesmo quando Seus servos são fracos e imperfeitos. O Senhor não aprovou seus enganos, mas conduziu sua vida segundo Seu plano perfeito e soberano, transformando-o ao longo de uma caminhada marcada por disciplina, graça e profundas mudanças.
Jacó é uma das personagens mais conhecidas e complexas do livro de Gênesis. Sua história não apresenta um homem perfeito, livre de contradições ou digno das promessas por seus próprios méritos. Pelo contrário, encontramos alguém que começou a vida envolvido em rivalidades familiares, decisões equivocadas, medo e tentativas de controlar o futuro. Ainda assim, Deus o alcançou, corrigiu, protegeu e transformou.
Mais tarde, o Senhor mudou seu nome para Israel, e dele vieram as doze tribos que formariam o povo da aliança. Isso revela uma verdade muito importante: Deus é capaz de trabalhar em pessoas imperfeitas sem aprovar seus pecados. A graça não chama o mal de bem; ela confronta, disciplina, perdoa e transforma aqueles que foram alcançados pelo propósito divino.
Ao estudarmos a vida de Jacó, não devemos justificar suas mentiras com o argumento de que a bênção já lhe havia sido prometida. Deus não precisava do engano de Rebeca nem da fraude do filho para cumprir Sua vontade. A promessa do Senhor era segura, mas Jacó tentou alcançá-la por meios errados e precisou enfrentar consequências dolorosas por suas escolhas.
A promessa de Deus veio antes do nascimento de Jacó
Antes que Jacó e Esaú nascessem, Rebeca sentiu os dois filhos lutando dentro do ventre e procurou ao Senhor para entender o que estava acontecendo. Deus lhe revelou que havia duas nações em seu ventre e que o mais velho serviria ao mais novo.
Essa declaração demonstra que o propósito de Deus em relação a Jacó não surgiu depois que ele enganou Esaú ou recebeu a bênção de Isaque. A escolha divina era anterior às ações dos dois irmãos. Ela não estava fundamentada na superioridade moral de Jacó, pois ele ainda nem havia nascido quando a promessa foi anunciada.
Isso ressalta a liberdade e a soberania de Deus. O Senhor conduz a história segundo Sua sabedoria e não depende dos méritos humanos para estabelecer Seus propósitos. Entretanto, Sua soberania jamais deve ser utilizada para tornar aceitáveis as ações pecaminosas das pessoas.
Jacó não precisava mentir para garantir o que Deus havia prometido. O Senhor possuía poder para cumprir Sua palavra de maneira justa e no tempo determinado. Quando tentamos ajudar Deus por meio da desobediência, normalmente produzimos sofrimento para nós e para aqueles que estão ao nosso redor.
Jacó não roubou uma bênção que Deus não pudesse conceder
Jacó aproveitou um momento de fraqueza de Esaú para obter o direito de primogenitura em troca de alimento. Mais tarde, seguindo o plano de sua mãe, disfarçou-se como o irmão e enganou Isaque, que já estava velho e não enxergava bem.
Essas atitudes não devem ser apresentadas como exemplos de fé. Jacó mentiu para o pai e utilizou a aparência do irmão para receber a bênção destinada ao primogênito. Rebeca também participou ativamente do engano, em vez de confiar que Deus cumpriria aquilo que havia revelado.
O fato de a promessa divina estar ligada a Jacó não torna sua conduta correta. Os fins determinados por Deus não santificam os meios pecaminosos escolhidos pelo homem. O Senhor cumpre Seus planos apesar das falhas humanas, não porque dependa delas.
Depois de enganar o pai, Jacó precisou fugir porque Esaú desejava matá-lo. Ele deixou a casa, afastou-se da família e iniciou um longo período de incerteza. A bênção recebida por fraude não lhe trouxe tranquilidade imediata; pelo contrário, foi seguida por medo, separação e muitas dificuldades.
As escolhas erradas produzem consequências
A soberania de Deus não elimina a responsabilidade humana. Jacó pertencia ao propósito do Senhor, mas ainda precisou colher resultados de suas decisões. Durante os anos seguintes, ele próprio experimentou o que significava ser enganado.
Ao chegar à casa de Labão, Jacó trabalhou para casar-se com Raquel. Porém, na noite do casamento, Labão lhe entregou Lia. O homem que havia enganado o pai utilizando um disfarce agora era enganado em uma situação na qual também não conseguiu identificar corretamente quem estava diante dele.
Isso não significa que todo sofrimento seja uma punição direta por um pecado específico. A Bíblia não nos permite fazer essa afirmação em todos os casos. Contudo, na história de Jacó, percebemos que Deus utilizou processos difíceis para confrontar seu caráter e ensinar-lhe dependência.
A disciplina divina não significa abandono. Um pai amoroso corrige o filho justamente porque se importa com ele. Da mesma maneira, Deus não deixou Jacó entregue às suas tendências. Ele o conduziu por experiências que mostraram as limitações da manipulação, da autossuficiência e do desejo de controlar tudo.
Jacó partiu sozinho e com medo
Quando Jacó saiu da casa dos pais, não partiu como um homem triunfante desfrutando imediatamente de todas as promessas. Ele estava fugindo da ira do irmão, carregando as consequências da divisão familiar e avançando para um lugar desconhecido.
Ao anoitecer, utilizou uma pedra como travesseiro e deitou-se para dormir. A cena é marcada por vulnerabilidade. Jacó não estava em um palácio, cercado por servos ou protegido por suas próprias riquezas. Estava sozinho em um caminho incerto.
Foi justamente nesse momento que Deus se revelou. Jacó sonhou com uma escada apoiada na terra, cujo topo alcançava os céus, e viu anjos subindo e descendo. Acima dela estava o Senhor, que reafirmou as promessas anteriormente concedidas a Abraão e Isaque.
Essa manifestação não aconteceu porque Jacó havia demonstrado um comportamento impecável. Ela foi uma expressão da graça e da fidelidade de Deus. O Senhor encontrou Jacó durante a fuga e mostrou que Seu propósito continuava de pé.
A promessa feita em Betel
15 Estou com você e cuidarei de você, aonde quer que vá; e eu o trarei de volta a esta terra. Não o deixarei enquanto não fizer o que lhe prometi.
16 Quando Jacó acordou do sono, disse: “Sem dúvida o Senhor está neste lugar, mas eu não sabia!”
17 Teve medo e disse: “Temível é este lugar! Não é outro, senão a casa de Deus; esta é a porta dos céus”.
18 Na manhã seguinte, Jacó pegou a pedra que tinha usado como travesseiro, colocou-a em pé como coluna e derramou óleo sobre o seu topo.
19 E deu o nome de Betel àquele lugar, embora a cidade anteriormente se chamasse Luz.
Gênesis 28:15-19
O versículo 15 contém quatro grandes garantias. Deus prometeu Sua presença, Seu cuidado durante a viagem, o retorno de Jacó à terra e a continuidade de Sua fidelidade até que tudo fosse cumprido.
Jacó estava deixando o lugar ligado à promessa, mas Deus mostrou que Sua presença não ficaria limitada a uma região. O Senhor estaria com ele onde quer que fosse. Nenhuma distância, mudança ou circunstância poderia colocar Jacó fora do alcance do governo divino.
A segurança da promessa não dependia da capacidade de Jacó de prever o futuro. Ele ainda enfrentaria muitos anos de trabalho, conflitos familiares, medo e perdas. Entretanto, a palavra do Senhor seria o fundamento sobre o qual poderia caminhar.
Deus não prometeu a Jacó uma jornada sem problemas; prometeu acompanhá-lo durante a jornada. Essa diferença é essencial para compreendermos corretamente o cuidado divino.
“Estou com você”
A primeira parte da promessa trata da presença de Deus. Jacó podia sentir-se sozinho, mas não estava abandonado. A família havia ficado para trás, o caminho era desconhecido e o futuro parecia incerto, mas o Senhor estava presente.
Muitas vezes associamos a presença de Deus a sentimentos intensos ou a ambientes específicos. Pensamos que Ele está próximo quando sentimos paz e distante quando enfrentamos silêncio, ansiedade ou confusão. A experiência de Jacó mostra que Deus pode estar atuando mesmo quando ainda não percebemos.
Ao despertar, Jacó declarou: “O Senhor está neste lugar, e eu não sabia”. Sua falta de percepção não significava ausência divina. Deus já estava ali antes que Jacó reconhecesse Sua presença.
Essa verdade pode consolar quem atravessa períodos espiritualmente secos. Nossos sentimentos são importantes, mas não são a medida final da fidelidade do Senhor. Ele permanece com Seu povo mesmo nos dias em que as emoções parecem silenciosas.
“Cuidarei de você aonde quer que vá”
Deus também prometeu guardar Jacó durante sua viagem. Isso não significa que nada doloroso lhe aconteceria. A proteção divina não deve ser confundida com uma vida sem perdas, conflitos ou consequências.
Jacó enfrentaria a exploração de Labão, tensões dentro de sua família, o temor de reencontrar Esaú e muitas outras aflições. Mesmo assim, o propósito de Deus seria preservado, e sua vida não ficaria entregue ao acaso.
A proteção do Senhor pode manifestar-se removendo um perigo, mas também concedendo forças para atravessá-lo. Deus pode fechar uma porta, mudar nossa direção ou impedir uma situação que jamais chegaremos a conhecer. Em outras ocasiões, permite que atravessemos a dificuldade e utiliza o processo para amadurecer-nos.
Por isso, não devemos concluir que todo cristão fiel estará livre de enfermidades, acidentes ou sofrimento. A promessa central é que nenhuma dessas coisas poderá frustrar o propósito salvador de Deus ou separar Seus filhos do Seu cuidado.
A promessa não é uma garantia de todos os nossos planos pessoais
Algumas pessoas interpretam histórias como a de Jacó afirmando que cada indivíduo possui um plano específico de sucesso terreno que nada poderá impedir. Dizem que alguém sobreviveu a um perigo porque necessariamente terá fama, riqueza ou uma missão extraordinária reconhecida por todos.
Devemos ter cuidado com essa aplicação. É verdade que nossa vida está nas mãos de Deus e que ninguém permanece vivo fora de Sua providência. Contudo, não temos autoridade para prometer que cada sobrevivência conduzirá a grandes realizações terrenas.
O propósito principal de Deus para Seus filhos é torná-los semelhantes a Cristo, conduzi-los em santidade e levá-los à glória eterna. Alguns serão conhecidos por muitas pessoas; outros servirão silenciosamente. Alguns viverão muitos anos; outros terão uma passagem breve por esta terra.
Nosso valor não depende de realizarmos algo admirado pelo mundo. Uma vida comum, vivida em obediência e fé, pode glorificar profundamente ao Senhor.
A providência de Deus desde o nascimento
Muitas pessoas ouvem histórias sobre situações perigosas ocorridas durante o nascimento, enfermidades graves ou acidentes dos quais sobreviveram. Esses relatos podem despertar gratidão pela preservação recebida.
É correto reconhecer que nossa vida depende de Deus. Cada dia é um presente, e nenhuma pessoa controla completamente a duração da própria existência. Entretanto, não devemos utilizar a preservação como motivo de orgulho ou como prova de que somos mais importantes do que outros.
Também precisamos evitar a conclusão dolorosa de que aqueles que morreram não possuíam propósito. Deus não mede a importância de uma vida apenas pela sua duração. Uma criança que viveu pouco tempo não foi esquecida nem esteve fora do conhecimento divino.
A resposta apropriada à preservação é humildade e gratidão: “Senhor, minha vida pertence a Ti. Ensina-me a utilizar os dias que recebi para Tua glória”.
Deus não abandona Sua obra
O Senhor declarou que não deixaria Jacó até cumprir o que havia prometido. Essa afirmação não era uma autorização para Jacó continuar vivendo de qualquer maneira. Era uma garantia de que a fidelidade de Deus seria maior do que a instabilidade do homem.
Durante os anos seguintes, o Senhor continuou trabalhando em seu caráter. Jacó precisaria aprender que as promessas não seriam asseguradas por astúcia, mentira ou controle humano. Sua verdadeira segurança estava na palavra de Deus.
Essa mesma confiança aparece no Evangelho. Cristo não abandona a obra que inicia em Seu povo. Ele perdoa, disciplina, santifica e sustenta os que lhe pertencem. Quando caímos, chama-nos ao arrependimento; quando enfraquecemos, concede-nos forças para continuar.
Isso não elimina nossa responsabilidade de vigiar e obedecer. Pelo contrário, a fidelidade de Deus torna-se motivo para perseverarmos. Sabemos que não caminhamos sozinhos e que Sua graça atua para transformar-nos.
A promessa de Cristo à Sua Igreja
Depois da ressurreição, Jesus entregou aos discípulos a missão de fazer discípulos de todas as nações. Junto com esse chamado, prometeu estar com eles todos os dias, até a consumação dos séculos.
A promessa dada a Jacó possuía um contexto específico dentro da aliança e da formação de Israel. Não devemos tomar cada detalhe como se tivesse sido dirigido individualmente a todos nós. Entretanto, em Cristo, a Igreja recebeu uma garantia clara da presença contínua do Senhor.
Jesus permanece com Seu povo por meio do Espírito Santo. Ele acompanha a Igreja na missão, fortalece os perseguidos, consola os abatidos e sustenta aqueles que anunciam o Evangelho.
Por isso, podemos recordar que Jesus prometeu permanecer conosco. Essa promessa alcança os dias alegres, os períodos de dúvida, as provações prolongadas e os momentos nos quais pensamos não possuir forças para continuar.
A presença de Cristo não elimina todas as tribulações
Quando Jesus declarou que estaria com Seus discípulos, não afirmou que eles nunca seriam perseguidos ou sofreriam. Os próprios apóstolos enfrentaram ameaças, prisões, perdas e morte por causa do Evangelho.
A presença de Cristo não deve ser medida pela ausência de problemas. Ele pode estar profundamente presente durante a tempestade, ainda que as ondas continuem agitadas por algum tempo.
Paulo experimentou naufrágios, perseguições, fome e prisões. Mesmo assim, pôde testemunhar que o Senhor o assistiu e lhe deu forças. Deus não o livrou de toda aflição, mas nenhuma aflição conseguiu impedir que o propósito divino fosse cumprido.
O cristão não recebe a promessa de uma vida fácil, mas a segurança de uma companhia infalível. Cristo está presente para orientar, corrigir, consolar e conduzir-nos até o fim.
Betel: a casa de Deus
Quando Jacó despertou, ficou tomado por temor e chamou aquele lugar de Betel, que significa “casa de Deus”. A experiência alterou sua compreensão do lugar onde havia dormido.
Aquela região não se tornou santa por causa da pedra ou da capacidade de Jacó. O que a tornou memorável foi a revelação do Senhor e a promessa recebida. Jacó reconheceu que havia encontrado algo muito maior do que esperava.
O temor mencionado no texto não é simplesmente pânico. É uma reverência produzida pela consciência da santidade e da majestade de Deus. Jacó percebeu que estava diante do Senhor da aliança.
Também precisamos recuperar uma visão reverente da presença divina. Deus é amoroso e próximo, mas continua sendo santo. Não devemos tratá-lo como um instrumento para satisfazer nossos desejos nem aproximar-nos com irreverência.
A pedra tornou-se um memorial
Na manhã seguinte, Jacó levantou a pedra utilizada como travesseiro, colocou-a como coluna e derramou óleo sobre ela. O gesto marcava aquele encontro e serviria como lembrança da promessa recebida.
Na Bíblia, memoriais ajudavam o povo a recordar as obras de Deus. A memória espiritual é importante porque o coração humano esquece rapidamente. Depois de recebermos um livramento, podemos voltar a duvidar diante do próximo problema.
Não precisamos levantar pedras físicas, mas podemos conservar registros das respostas recebidas, lembrar textos bíblicos que nos sustentaram e compartilhar com a família aquilo que Deus realizou.
Essas lembranças não servem para viver preso ao passado. Elas fortalecem a fé no presente. Quando surge uma nova dificuldade, recordamos que o Senhor já demonstrou Sua fidelidade e continua sendo o mesmo.
Jacó ainda precisava ser transformado
O encontro em Betel foi marcante, mas não significou que todo o caráter de Jacó mudou instantaneamente. Sua transformação seria progressiva e envolveria muitos anos de disciplina e aprendizado.
Isso também acontece na vida cristã. Podemos ter um encontro verdadeiro com o Evangelho e ainda possuir áreas que precisam ser corrigidas. A conversão inicia uma nova vida, mas o processo de santificação continua enquanto estivermos nesta terra.
Deus não apenas nos livra da condenação; trabalha para remover orgulho, mentira, egoísmo e autossuficiência. Muitas vezes, utiliza relacionamentos, esperas e dificuldades para revelar aquilo que precisa ser transformado.
Não devemos desanimar ao perceber nossas fraquezas, mas também não podemos acomodar-nos nelas. A graça que perdoa é a mesma graça que nos ensina a abandonar o pecado.
Deus muda o nome de Jacó
Anos depois, quando Jacó retornava à terra prometida e temia o reencontro com Esaú, teve outra experiência decisiva. Durante a noite, lutou com um homem até o amanhecer e saiu daquele encontro mancando.
Seu nome foi mudado de Jacó para Israel. A mudança indicava uma nova etapa e mostrava que o Senhor estava transformando sua identidade. O homem acostumado a obter vantagens por seus próprios métodos agora precisava aprender a depender da bênção de Deus.
Jacó saiu daquele encontro abençoado, mas também fisicamente marcado. Seu caminhar passou a lembrar-lhe diariamente que não era invencível. A fraqueza tornou-se uma lição permanente de dependência.
Muitas vezes pedimos que Deus fortaleça nossa autossuficiência, mas Ele trabalha para quebrá-la. O Senhor não deseja apenas tornar nossos planos bem-sucedidos; deseja formar em nós um coração humilde.
O reencontro com Esaú
Quando Jacó soube que Esaú se aproximava acompanhado por muitos homens, ficou tomado pelo medo. O passado retornou à sua memória, e ele imaginou que o irmão ainda procurava vingança.
Jacó tomou medidas práticas, organizou sua família e enviou presentes, mas também orou. Em sua oração, reconheceu que não era digno de toda a misericórdia e fidelidade demonstradas por Deus.
Essa declaração revela crescimento. O homem que antes procurava garantir tudo por meio da astúcia agora confessava sua indignidade e pedia livramento ao Senhor.
O reencontro aconteceu de maneira diferente daquilo que Jacó temia. Esaú correu ao seu encontro, abraçou-o e chorou. Deus havia trabalhado em circunstâncias que Jacó não podia controlar.
Não temas, porque Deus está presente
O medo pode fazer-nos imaginar o pior. Jacó pensou na possível vingança de Esaú, mas o Senhor já havia preparado um reencontro pacífico. Isso não significa que todos os nossos temores terminarão exatamente dessa maneira, mas mostra que nossa percepção não consegue prever tudo o que Deus está fazendo.
Quando atravessamos situações assustadoras, precisamos evitar tanto a negligência quanto o desespero. Podemos tomar decisões prudentes, pedir ajuda e organizar aquilo que está ao nosso alcance, enquanto entregamos o resultado ao Senhor.
A Palavra nos lembra: “Não temas, porque Eu sou contigo”. Essa promessa não significa que nunca sentiremos medo, mas que o temor não precisa governar nossas escolhas.
A presença de Deus é maior do que a ameaça que enxergamos. Mesmo quando o resultado não corresponde ao que desejávamos, podemos continuar confiando que nada escapou ao Seu domínio.
Os planos de Deus não podem ser frustrados
A história de Jacó confirma que o propósito do Senhor permanece firme apesar das falhas humanas. O engano de Jacó, a ira de Esaú, as manipulações de Labão e os conflitos familiares não conseguiram destruir a promessa.
Isso não significa que todas as decisões humanas sejam controladas de maneira que ninguém seja responsável. A Bíblia mantém juntas duas verdades: Deus é soberano e os seres humanos respondem moralmente por suas escolhas.
O Senhor possui sabedoria para cumprir Sua vontade até mesmo em um mundo marcado pelo pecado. Ele pode limitar a maldade, redirecionar acontecimentos e utilizar circunstâncias difíceis sem tornar-se autor do pecado.
Nossa esperança não está em uma vida perfeitamente organizada, mas em um Deus cujo governo nunca entra em crise. As pessoas podem falhar, os planos podem mudar e as portas podem fechar, mas o propósito eterno do Senhor permanece.
Nada pode separar-nos do amor de Deus
Jacó precisava aprender que a fidelidade divina não estava fundamentada em seu desempenho perfeito. Da mesma forma, nossa segurança em Cristo não está baseada na capacidade de nunca tropeçar.
Isso não é uma licença para viver no pecado. Quem pertence a Cristo é chamado ao arrependimento e à santidade. Entretanto, nossa esperança repousa na obra completa de Jesus, não em uma suposta perfeição pessoal.
As acusações, as tribulações e as lembranças do passado podem tentar convencer-nos de que fomos abandonados. Contudo, as Escrituras ensinam que nada poderá separar-nos do amor de Deus revelado em Cristo Jesus.
Esse amor nos corrige, restaura e sustenta. Deus não começa Sua obra para abandoná-la na metade. Ele conduz Seus filhos, inclusive através de processos difíceis, até que Sua vontade seja realizada.
Como aplicar a história de Jacó à nossa vida?
Primeiramente, devemos confiar nas promessas de Deus sem utilizar meios pecaminosos para tentar apressá-las. A mentira, a manipulação e a injustiça nunca se tornam corretas porque acreditamos possuir um bom objetivo.
Em segundo lugar, precisamos reconhecer que a disciplina pode fazer parte da transformação. Nem toda dificuldade é punição por um pecado específico, mas Deus pode utilizar circunstâncias dolorosas para revelar e corrigir nosso caráter.
Em terceiro lugar, devemos lembrar que a presença do Senhor não depende de nossa percepção. Jacó disse que Deus estava naquele lugar, embora ele não soubesse. Mesmo nos períodos de silêncio, podemos continuar apoiados na Palavra.
Em quarto lugar, precisamos cultivar uma memória agradecida. Os “memoriais” da fidelidade divina fortalecem-nos quando uma nova provação surge.
Por fim, devemos aceitar que o propósito de Deus não é simplesmente realizar todos os nossos sonhos, mas transformar-nos à imagem de Cristo e conduzir-nos à vida eterna.
Conclusão: Deus estará conosco durante a caminhada
A história de Jacó não é a história de um homem perfeito que conseguiu tudo porque era mais esperto do que os outros. É a história de um Deus fiel que escolheu, corrigiu, guardou e transformou um homem cheio de fraquezas.
A bênção ligada a Jacó fazia parte do propósito divino antes de seu nascimento. Entretanto, seus enganos continuaram sendo pecaminosos e produziram consequências. A soberania de Deus não absolve a mentira nem transforma a manipulação em virtude.
Em Betel, Jacó recebeu a certeza de que não caminharia sozinho. Deus estaria com ele, guardaria sua viagem e o traria de volta. A estrada ainda seria longa, mas a promessa seria maior do que todos os obstáculos.
Em Cristo, também recebemos a garantia de uma presença contínua. Jesus prometeu acompanhar Sua Igreja até o fim. Isso não significa ausência de tribulações, mas segurança de que nenhuma delas poderá separar-nos do Seu amor ou impedir a conclusão da obra que Ele começou.
Quando não percebermos a presença do Senhor, continuemos confiando em Sua Palavra. Quando o medo surgir, recordemos que Ele conhece o caminho completo. Quando o passado nos acusar, busquemos arrependimento e descanso na graça de Cristo.
Também não devemos medir o propósito da nossa vida pela fama, pelas riquezas ou pela quantidade de anos que viveremos. O maior propósito é conhecer a Deus, glorificá-lo e caminhar em obediência durante os dias que Ele nos conceder.
O Deus que encontrou Jacó no caminho continua encontrando pecadores necessitados de graça. Ele perdoa os arrependidos, confronta nossos enganos e transforma progressivamente aqueles que lhe pertencem.
Talvez hoje você esteja atravessando uma etapa parecida com aquela noite em Betel: sozinho, cansado e sem compreender o futuro. Lembre-se de que a falta de percepção não significa ausência divina. O Senhor pode estar trabalhando justamente onde seus olhos ainda não conseguem enxergar.
Confie em Cristo, permaneça na Palavra e não tente alcançar por caminhos errados aquilo que deve ser recebido das mãos de Deus. Sua vontade não precisa da nossa desobediência para ser cumprida.
Que possamos levantar memoriais de gratidão no coração, recordando cada livramento, correção e demonstração da fidelidade do Senhor. Essas lembranças nos ajudarão a enfrentar as novas batalhas sem esquecer quem nos sustentou até aqui.
Deus está conosco, Sua graça é suficiente e Seu propósito jamais falhará. Aquele que conduziu Jacó durante anos de transformação também é poderoso para guardar Seus filhos, corrigir seus caminhos e levá-los em segurança até o fim.
18 comments on “Sempre te guardarei”
Querido Deus, eu tenho vivido os seus milagres dias após dias
E alegro me pois sei que o senhor é fiel e grandiosos são os seus planos pra minha vida, serei tão próspera que as pessoas vão ti glorificar por tamanhas maravilhas
Em nome de Jesus Amém
Obrigado meu Deus
Glória a Deus
Amém
Amém! O nosso Deus é fiel…
Obrigado meu Deus por sempre estar ao meu lado! Obrigado Jesus pelo teu imenso amor por mim, meu Senhor e Salvador! Obrigado por tua proteção e bençãos que tem me dado! Em nome de Jesus te peço Pai que sempre me coloque nos teus caminhos para que eu e minha família tenhamos a vitória e possamos desfrutar da tua misericórdia! Te amo meu Deus e sempre te louvarei! Amém!
Amém amém obrigada meu senhor Deus por tudo como e bom viver com o senhor meu Deus obrigada Deus lhe dou glória em nome de Jesus Cristo meu senhor.
Obrigada Senhor por estar comigo sempre.
Amém! Eu creio e muito obrigado meu Deus por estar sempre comigo e com minha família um Pai maravilhoso e misericordioso toda honra e toda glória agora e sempre.Te amo Jesus meu Senhor e Salvador 🙏🙏
Amém. Só de saber que Deus está conosco, não tememos mau algum. Deus nos proteje e nos livra de todo maligno, Amém.
Amém! Eu creio… 🙏
Obrigado pai por por o senhor me guardar aonde eu for eu sei que o senhor está comigo agradeço muito pai preciso muito do ensinamento do senhor para minha vida para eu conduzir a minha família para sua casa por isso que eu preciso muito da ajuda do senhor para me fortalecer mais na presença do senhor e peço sempre que eu estiver fraco eu me ajude a me levantar mas que o senhor ajuda agradeço te amo te adoro obrigada amém
Pai acredito na promessa do senhor acredito também que o senhor guarda e protege que o senhor tem plano para nossa vida por isso que eu peço se eu estiver fraca me ajuda a levantar obrigada amém
Sim Deus esta comigo e me guardará até o fim..gloria a ti senhor Deus todo poderoso grandioso és tu Senhor..
Obrigada por cuidar de mim….
Nós estamos no colo do nosso pai amado, sendo agraciados e protegidos por Ele. É Jesus, o único ser que não conhecemos fisicamente que nos ama genuinamente e fortemente, como filhos dEle. Tenhamos muita fé nos planos que Ele tem para as nossas vidas, e na forma como Ele nos envolve em seus braços. Amém!
Amém.
Meu Senhor e meu Deus, em.nome de Jesus, meu Senhor e Salvador, agradeço por nos amar tanto e nos proteger de todos os males. Obrigado Jesus por Tua misericórdia por nós e por segurar as minhas mãos todos os dias e mostrar o verdadeiro caminho da salvação. Obrigado Jesus por cuidar da nossa saúde e sempre nos dar livramento de todas as coisas ruins. Tu es poderoso, maravilhoso e misericordioso Senhor e sem a Tua presença na minha vida nada sou. Toda honra e toda glória seja dada a Ti Senhor! Glória a Deus, louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo e o Espírito Santo de Deus! Amém!
Somos muito abençoados por termos um pai presente em nossas vidas que nos cuida e nos protege em todas as circunstâncias. Um pai que nunca vimos mas que já fez e faz muito por nós. Cuidemos sempre da nossa fé, para que ela nunca se perca, tenhamos sempre um pensamento digno de filhos de Deus, sejamos sempre protetores da sua palavra e guardemos Ele conosco sempre. Amém!
Sejamos sempre gratos a Deus por sempre nos guardar em seu manto e nos dá a devida proteção que precisamos. Sabemos que os seus planos são bem maiores que os nossos e devemos sempre agradecê-lo por pensar em nós de uma forma tão grandiosa. Antes de nascermos o nosso destino já estava formado, pois Ele nos forneceu esta dádiva. Entreguemos nossas vidas em suas mãos e tudo fará. Amém!