Todos os que entram no caminho do Senhor encontram uma alegria que o mundo não consegue produzir. Essa alegria não depende de uma vida sem problemas, mas da presença de Cristo e da certeza de que pertencemos a Ele. Mesmo quando as circunstâncias parecem desfavoráveis, podemos declarar: “Ainda que a figueira não floresça, eu me alegrarei no Senhor”.
A verdadeira alegria nasce em Deus
A alegria cristã não é simplesmente uma emoção agradável que aparece quando tudo acontece conforme nossos desejos. As emoções humanas mudam rapidamente. Em um mesmo dia podemos sentir entusiasmo, preocupação, tristeza, esperança e cansaço. Se nossa alegria dependesse completamente desses sentimentos, jamais possuiríamos estabilidade.
A alegria oferecida por Cristo possui um fundamento mais profundo. Ela nasce da reconciliação com Deus, do perdão dos pecados e da esperança da vida eterna. O cristão pode atravessar momentos emocionalmente difíceis e, ainda assim, conservar dentro de si uma razão segura para continuar confiando.
Isso não significa que a pessoa estará sorrindo o tempo inteiro. A Bíblia não apresenta a vida cristã como uma negação da dor. Jesus chorou, os profetas lamentaram e os apóstolos passaram por períodos de profunda aflição.
A alegria do Senhor pode coexistir com lágrimas sinceras. Podemos sentir tristeza por uma perda e, ao mesmo tempo, possuir esperança. Podemos lamentar uma circunstância sem concluir que Deus deixou de ser bom.
A verdadeira alegria não elimina nossa humanidade. Ela impede que a tristeza se transforme na única realidade que conseguimos enxergar. Mesmo no vale, continuamos sabendo que existe um Pastor, uma promessa e um destino eterno.
A caminhada cristã também possui aflições
Algumas pessoas imaginam que entrar no caminho do Senhor significa abandonar para sempre os dias difíceis. Pensam que uma fé suficientemente forte impedirá enfermidades, crises familiares, perdas financeiras e decepções.
Entretanto, Jesus nunca prometeu uma vida terrena sem aflição. Ele preparou Seus discípulos para enfrentar oposição, perseguição e sofrimento. Ao mesmo tempo, assegurou-lhes que havia vencido o mundo.
A diferença entre o cristão e aquele que não possui esperança não está na ausência de problemas. A diferença está em quem caminha conosco no meio deles.
As provações podem ferir, cansar e confundir. Contudo, não conseguem destruir a obra de Deus nem separar-nos do amor de Cristo. O Senhor utiliza até experiências dolorosas para amadurecer a fé e formar perseverança.
Isso não significa que todo sofrimento será imediatamente compreendido. Algumas perguntas permanecerão sem resposta durante muito tempo. Certos acontecimentos talvez só sejam plenamente entendidos na eternidade.
Mesmo assim, podemos confiar. A alegria cristã não depende de compreendermos cada detalhe, mas de conhecermos o caráter daquele que governa nossa história.
O contexto de João 15
As palavras de João 15 foram pronunciadas por Jesus pouco antes de Sua prisão e crucificação. Os discípulos estavam prestes a enfrentar um dos períodos mais confusos e dolorosos de suas vidas.
Cristo sabia que seria traído, abandonado, julgado e morto. Também sabia que Seus seguidores ficariam assustados e que, depois da ressurreição, enfrentariam oposição por anunciarem o Evangelho.
Foi nesse contexto, e não em um momento de tranquilidade humana, que Jesus falou sobre permanência, amor e alegria completa.
Antes dos versículos sobre a alegria, Ele apresentou a imagem da videira e dos ramos. Cristo é a videira verdadeira, e Seus discípulos são os ramos que dependem completamente dEle para produzir fruto.
Um ramo separado da videira não possui vida em si mesmo. Pode conservar uma aparência durante pouco tempo, mas logo seca. Da mesma maneira, não podemos produzir verdadeira alegria, santidade ou amor longe de Jesus.
A alegria completa está ligada à permanência em Cristo. Não é resultado de técnicas emocionais, pensamentos positivos ou ausência de dificuldades, mas de comunhão viva com o Salvador.
Permanecer no amor de Cristo
Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor, do mesmo modo que eu tenho guardado os mandamentos de meu Pai e permaneço no seu amor.
João 15:10
Jesus relaciona a permanência em Seu amor à obediência. Isso não significa que compramos o amor de Deus por meio das obras ou que Cristo nos amará somente se nunca falharmos.
A salvação é um presente da graça. Somos recebidos por causa da obra perfeita de Jesus, e não porque conseguimos alcançar um padrão de perfeição.
Entretanto, a graça que salva também transforma. A pessoa que ama a Cristo deseja guardar Seus mandamentos. Pode tropeçar e necessitar de perdão, mas não trata a vontade do Senhor com indiferença.
A obediência demonstra que valorizamos as palavras de Jesus. Quando seguimos Seus ensinamentos, permanecemos no caminho no qual experimentamos comunhão, paz e alegria espiritual.
O pecado promete prazer, mas produz escravidão, culpa e afastamento. Os mandamentos de Cristo podem exigir renúncia, porém nos conduzem à liberdade verdadeira.
Por isso, permanecer no amor de Jesus envolve continuar na fé, no arrependimento e na obediência. A reflexão sobre como Deus permanece em nós mostra que essa comunhão se evidencia na fé em Cristo, no amor ao próximo e no compromisso com Sua Palavra.
Obediência não é um peso sem propósito
Muitas pessoas consideram os mandamentos de Deus limitações que impedem a felicidade. Imaginam que seriam mais livres se pudessem viver de acordo com todos os seus desejos.
O problema é que nossos desejos nem sempre são bons. O coração pode desejar vingança, imoralidade, orgulho, ganância e reconhecimento excessivo. Seguir todos esses impulsos não produz liberdade; produz escravidão.
Os mandamentos funcionam como limites de amor. O Criador conhece aquilo que destrói a alma e aquilo que promove uma vida santa, responsável e cheia de propósito.
Quando Deus proíbe a mentira, está protegendo relacionamentos e conduzindo-nos à verdade. Quando ordena o perdão, não está dizendo que o mal foi insignificante, mas libertando-nos do domínio da vingança.
Quando chama à pureza, não está tentando destruir nossa alegria. Está protegendo o corpo, a consciência e os relacionamentos dos efeitos devastadores da imoralidade.
A obediência cristã é uma resposta de gratidão. Não obedecemos para sermos amados; obedecemos porque fomos amados de maneira extraordinária na cruz.
A alegria que Jesus concede
Tenho-vos dito isso para que a minha alegria permaneça em vós, e a vossa alegria seja completa.
João 15:11
Jesus não promete apenas uma alegria criada pelo ser humano. Ele diz: “A minha alegria permaneça em vós”. Trata-se da alegria do próprio Cristo compartilhada com Seus discípulos.
Jesus possuía alegria mesmo sabendo que a cruz se aproximava. Sua alegria não vinha da ausência de sofrimento, mas de Sua comunhão perfeita com o Pai e da certeza de que estava cumprindo a missão recebida.
Ele suportou a cruz por causa da alegria que estava diante dEle. Essa alegria incluía glorificar o Pai, completar a redenção e receber um povo salvo de todas as nações.
Quando permanecemos em Cristo, participamos dessa alegria. Nossa satisfação mais profunda passa a estar ligada à glória de Deus, ao avanço do Evangelho e à esperança da eternidade.
Isso não significa que os prazeres comuns da vida sejam proibidos. Podemos alegrar-nos com a família, a amizade, o alimento, o trabalho e o descanso. Essas coisas são dádivas que devem ser recebidas com gratidão.
Contudo, nenhuma delas pode carregar o peso de ser nossa alegria final. Pessoas mudam, bens podem ser perdidos e circunstâncias agradáveis terminam. Somente Cristo permanece.
A alegria completa não é uma vida perfeita
A expressão “alegria completa” pode ser interpretada como uma promessa de felicidade emocional permanente. Contudo, o próprio contexto mostra que os discípulos ainda enfrentariam tristeza.
Pouco depois, Jesus afirmou que eles chorariam enquanto o mundo se alegraria. Porém, também prometeu que sua tristeza se transformaria em alegria quando O vissem ressuscitado.
Alegria completa significa possuir em Cristo aquilo que o mundo não pode oferecer nem retirar. É uma satisfação fundamentada na salvação, na presença de Deus e na certeza de Seu Reino.
Ainda haverá dias em que nosso coração parecerá pesado. Podemos enfrentar depressão, ansiedade, luto ou cansaço emocional. Esses sofrimentos não devem ser tratados com frases superficiais.
Uma pessoa pode amar profundamente a Deus e ainda necessitar de apoio pastoral, cuidado familiar e acompanhamento profissional. Buscar ajuda adequada não contradiz a fé.
A alegria de Cristo sustenta-nos, mas Deus também cuida por meio de pessoas, tratamentos, descanso e diferentes recursos de Sua providência.
A tristeza não é sempre falta de fé
É importante corrigir a ideia de que a alegria do Senhor não permitirá que a angústia entre em nossa vida. A Bíblia mostra que servos fiéis experimentaram profunda angústia.
Davi escreveu salmos marcados por lágrimas e sensação de abandono. Elias sentiu-se esgotado depois de uma grande vitória. Paulo falou sobre conflitos externos e temores internos.
Jesus, no Getsêmani, declarou que Sua alma estava profundamente triste até a morte. Sua tristeza não foi consequência de falta de fé ou pecado.
Portanto, sentir angústia não significa automaticamente que perdemos a alegria do Senhor. Podemos possuir uma esperança profunda enquanto atravessamos emoções dolorosas.
O perigo está em permitir que a tristeza nos afaste definitivamente de Deus, nos conduza ao isolamento absoluto ou nos convença de que não existe mais esperança.
Quando o coração estiver abatido, devemos falar com o Senhor, buscar apoio e lembrar que nossa condição emocional presente não define nosso futuro eterno.
A paz de Deus guarda o coração
A paz bíblica também não é ausência de conflitos. Ela nasce da reconciliação com Deus e manifesta-se como descanso em Sua soberania.
Existem situações nas quais não conseguimos mudar imediatamente aquilo que nos preocupa. Podemos, porém, apresentar cada necessidade em oração e pedir sabedoria para cumprir nossas responsabilidades.
A mensagem de que Deus mantém em completa paz aquele que confia nEle não significa que jamais sentiremos ansiedade. Significa que nossa mente encontra um fundamento firme ao permanecer voltada para o Senhor.
A paz pode chegar como serenidade para tomar uma decisão, força para enfrentar uma conversa difícil ou capacidade de descansar mesmo sem possuir todas as respostas.
Também precisamos cultivar hábitos que favoreçam essa paz. Alimentar continuamente a mente com notícias negativas, comparações e preocupações pode aumentar o desânimo.
A Palavra, a oração, o descanso responsável e a comunhão cristã ajudam-nos a reorganizar os pensamentos e lembrar aquilo que é verdadeiro.
A Palavra produz alegria no coração
Guardar as palavras de Jesus não significa apenas memorizá-las. Envolve receber, meditar e permitir que elas transformem nossas decisões.
A Bíblia oferece alimento para a mente e para a alma. Ela recorda quem Deus é quando as circunstâncias tentam produzir dúvidas. Mostra o caminho quando estamos confusos e confronta atitudes que roubam nossa comunhão.
Jeremias atravessou um ministério marcado por rejeição e sofrimento. Mesmo assim, declarou que as palavras do Senhor se tornaram gozo e alegria para seu coração.
Essa verdade é desenvolvida na reflexão sobre as palavras de Deus que produzem alegria. A Escritura não elimina magicamente todos os problemas, mas alimenta a fé para que possamos enfrentá-los.
Quando conhecemos as promessas, estamos mais preparados para responder aos pensamentos de desespero. Quando a culpa nos acusa, recordamos o perdão em Cristo. Quando o medo cresce, lembramos que Deus continua soberano.
Uma mente alimentada pela verdade possui mais recursos para resistir às mentiras.
A alegria do Senhor é nossa força
A conhecida declaração de que a alegria do Senhor é nossa força foi pronunciada em um contexto de renovação espiritual. O povo havia ouvido a Lei e começou a chorar ao reconhecer suas falhas.
Neemias e os líderes não disseram que o pecado não importava. Contudo, lembraram que aquele dia também era marcado pela restauração e pela graça.
A alegria do Senhor fortalece-nos porque muda nossa atenção. Em vez de permanecermos presos apenas à culpa, olhamos para a misericórdia que oferece perdão.
Essa alegria concede energia espiritual para continuar obedecendo. O desânimo extremo pode levar-nos a abandonar a luta, enquanto a esperança lembra que Deus ainda está operando.
Não somos fortes porque produzimos entusiasmo artificial. Somos fortalecidos quando contemplamos aquilo que o Senhor realizou e reconhecemos que Sua graça ainda está disponível.
O Espírito Santo produz alegria
A alegria aparece entre os aspectos do fruto do Espírito. Isso significa que ela não é apenas um produto de personalidade ou circunstâncias favoráveis.
Algumas pessoas são naturalmente mais expansivas, enquanto outras possuem uma personalidade mais reservada. A alegria espiritual não exige que todos demonstrem suas emoções da mesma maneira.
O Espírito produz uma satisfação em Deus que pode manifestar-se por meio de louvor, gratidão, perseverança e amor. Em alguns, será expressa com grande entusiasmo; em outros, com uma serenidade profunda.
Não devemos medir a espiritualidade apenas pelo volume da voz, pela frequência do sorriso ou pela intensidade das manifestações exteriores.
Uma pessoa silenciosa pode possuir profunda alegria em Cristo. Da mesma forma, alguém aparentemente entusiasmado pode estar escondendo uma vida distante do Senhor.
O fruto verdadeiro será percebido ao longo do tempo por meio de caráter, obediência e perseverança.
Pecados que roubam nossa alegria
Embora as circunstâncias não possam destruir a alegria fundamentada em Cristo, o pecado não confessado pode prejudicar profundamente nossa experiência de comunhão.
Davi, depois de pecar, pediu que Deus restaurasse a alegria da salvação. Ele não havia deixado de conhecer a verdade, mas a culpa e a distância produzida por sua desobediência afetavam sua alma.
O orgulho rouba a alegria porque nos leva a competir e comparar. A inveja impede-nos de agradecer pelo que recebemos. A falta de perdão mantém o coração preso à ofensa.
A imoralidade promete prazer, mas produz culpa, escravidão e relacionamentos quebrados. A ganância faz com que nunca estejamos satisfeitos com aquilo que Deus concedeu.
Quando o Espírito revela essas áreas, precisamos confessar e abandonar o pecado. Não devemos tentar recuperar a alegria apenas por meio de músicas ou mensagens motivacionais.
A restauração da alegria passa pelo arrependimento e pelo retorno à comunhão com Deus.
A gratidão alimenta a alegria
A gratidão ajuda-nos a perceber manifestações da graça que frequentemente ignoramos. Quando olhamos somente para aquilo que falta, o coração torna-se cada vez mais insatisfeito.
Isso não significa negar necessidades reais. Podemos agradecer e, ao mesmo tempo, continuar orando por cura, trabalho, reconciliação ou provisão.
A gratidão apenas se recusa a permitir que um único problema apague todas as evidências do cuidado divino.
Podemos agradecer pela salvação, pela Palavra, pela igreja, pelo alimento e pela oportunidade de recomeçar. Até em dias difíceis existem misericórdias que merecem ser reconhecidas.
Também é útil recordar respostas anteriores. A memória da fidelidade de ontem fortalece a confiança para enfrentar as incertezas de amanhã.
Louvar mesmo durante a provação
Louvar durante uma dificuldade não significa chamar o mal de bem nem fingir que a dor não existe. Significa reconhecer que Deus continua digno independentemente das circunstâncias.
Jó adorou depois de receber notícias devastadoras. Habacuque declarou que se alegraria mesmo diante da ausência de colheitas. Paulo e Silas cantaram enquanto estavam presos.
Esses homens não possuíam uma vida emocionalmente insensível. Eles apenas conheciam uma realidade maior do que a situação presente.
O louvor também ajuda a reorganizar nossa atenção. Quando pensamos apenas no problema, ele começa a parecer maior do que tudo. Ao contemplarmos Deus, recordamos Seu poder, Sua sabedoria e Sua eternidade.
Talvez o louvor comece sem grande emoção. À medida que meditamos na verdade, porém, a esperança pode ser renovada.
A comunhão cristã fortalece a alegria
A alegria cristã não foi planejada para ser cultivada em completo isolamento. Deus utiliza a comunhão da igreja para encorajar, corrigir e sustentar Seus filhos.
Quando estamos abatidos, talvez não consigamos recordar sozinhos todas as promessas. Um irmão pode orar, ouvir e apontar novamente para Cristo.
Também encontramos alegria ao servir. O isolamento excessivo faz com que nossa atenção permaneça concentrada apenas nos próprios problemas.
Ao ajudar alguém, percebemos que Deus ainda pode utilizar nossa vida mesmo durante períodos de fraqueza. Um gesto simples pode trazer consolo para outra pessoa e renovar nosso senso de propósito.
A igreja deve ser um lugar no qual as pessoas possam falar honestamente sobre tristeza. Não devemos exigir uma aparência permanente de felicidade.
Alegramo-nos com os que se alegram e choramos com os que choram. As duas atitudes fazem parte do amor cristão.
A alegria se manifesta no amor ao próximo
Depois de falar sobre Sua alegria, Jesus ordenou que os discípulos amassem uns aos outros. Isso mostra que a alegria cristã não é individualista.
Quem permanece no amor de Cristo aprende a compartilhar, servir e perdoar. A alegria recebida de Deus começa a alcançar aqueles que estão ao redor.
Uma pessoa dominada pelo egoísmo terá dificuldade para experimentar satisfação profunda. Quanto mais vive apenas para si, mais exige que todas as circunstâncias atendam às suas expectativas.
O amor liberta-nos dessa prisão. Começamos a encontrar alegria ao ver o bem do próximo, ao contribuir e ao utilizar nossos dons para edificar.
Isso não significa ignorar os próprios limites. Servir com sabedoria inclui descanso, organização e capacidade de dizer “não” quando necessário.
O objetivo não é esgotar-nos tentando salvar todas as pessoas, mas permitir que o amor de Cristo governe nossos relacionamentos.
A alegria e a esperança da eternidade
Nossa alegria também está ligada ao futuro prometido por Deus. A vida atual não é o capítulo final da história.
Um dia, Cristo retornará, os mortos serão ressuscitados e toda injustiça será julgada. Deus enxugará as lágrimas de Seu povo, e não haverá mais morte, luto ou dor.
Essa esperança não torna o sofrimento presente insignificante. Pelo contrário, mostra que a dor possui um limite estabelecido.
As circunstâncias podem parecer permanentes, mas não são. A eternidade na presença de Deus será infinitamente maior do que todos os anos de aflição deste mundo.
A alegria cristã olha para trás, para a cruz; olha para o presente, para a presença do Espírito; e olha para o futuro, para a volta de Cristo.
Nenhuma dessas realidades depende das mudanças econômicas, políticas ou pessoais. Por isso, nossa esperança permanece firme.
Como cultivar diariamente a alegria do Senhor
Primeiramente, precisamos permanecer em Cristo. Isso significa continuar confiando no Evangelho, buscando Sua presença e submetendo-nos à Sua Palavra.
Também devemos confessar rapidamente o pecado. Quanto mais tempo protegemos uma área de desobediência, mais nossa comunhão é prejudicada.
A leitura bíblica precisa tornar-se um hábito. Não apenas para adquirir informações, mas para contemplar o caráter do Senhor e corrigir nossos pensamentos.
A oração oferece espaço para apresentar preocupações e agradecer. Podemos falar com sinceridade, sem imaginar que precisamos esconder a tristeza.
A comunhão e o serviço também são importantes. A alegria cresce quando compartilhamos a vida com outros cristãos e utilizamos nossos recursos para o bem.
Por fim, precisamos cuidar responsavelmente do corpo e das emoções. Sono, alimentação, descanso e acompanhamento adequado podem afetar profundamente nosso estado emocional.
Quando não sentimos alegria
Haverá dias em que leremos sobre alegria, mas não conseguiremos senti-la. Nesses momentos, não devemos concluir imediatamente que Deus nos rejeitou.
Podemos começar com sinceridade: “Senhor, estou abatido e preciso de ajuda”. Deus não se ofende com uma oração honesta.
Também é importante examinar se existe pecado não confessado, esgotamento, isolamento ou alguma situação emocional que necessita de cuidado.
Talvez seja necessário conversar com alguém, diminuir certas responsabilidades, procurar acompanhamento ou simplesmente descansar.
Não precisamos fabricar entusiasmo. Podemos continuar confiando mesmo quando as emoções ainda não acompanharam a verdade.
A fé diz: “Ainda não sinto alívio, mas sei que Cristo permanece comigo”. Essa confiança silenciosa também é uma expressão de alegria espiritual.
Conclusão: que a alegria de Cristo permaneça em nós
João 15 ensina que a alegria completa está diretamente ligada à permanência em Jesus. Como ramos unidos à videira, dependemos dEle para receber vida, força e fruto.
Guardar Seus mandamentos não é uma tentativa de comprar Seu amor. É a resposta de pessoas que foram alcançadas pela graça e desejam permanecer em comunhão com o Salvador.
A alegria de Cristo não promete uma vida sem lágrimas. Os próprios discípulos enfrentariam perseguição e tristeza. Contudo, possuiriam uma esperança que nenhuma circunstância conseguiria destruir.
Da mesma maneira, podemos atravessar dificuldades sem perder nossa identidade. Podemos sentir angústia sem concluir que Deus nos abandonou. Podemos chorar e continuar confiando.
Quando o pecado roubar nossa comunhão, retornemos em arrependimento. Quando o coração estiver cansado, procuremos ajuda. Quando a preocupação crescer, apresentemos tudo ao Senhor.
Alimentemos a mente com a Palavra, cultivemos gratidão e permaneçamos em comunhão com a igreja. Lembremos diariamente da cruz, da ressurreição e da promessa da volta de Cristo.
A alegria do Senhor não depende de circunstâncias perfeitas. Ela nasce do Deus imutável, é sustentada pela presença do Espírito e será plenamente experimentada na eternidade.
Que as palavras de Jesus permaneçam profundamente em nosso coração: “Tenho-vos dito isso para que a minha alegria permaneça em vós, e a vossa alegria seja completa”. Mesmo nos dias difíceis, permaneçamos em Cristo, pois somente nEle encontramos uma alegria verdadeira, segura e eterna.
16 comments on “Caminho de alegria”
Amém, Deus é maravilhoso. Obrigado senhor por um dia de bênçãos.
Querido Deus muito obrigada pelo teu imenso amor e cuidado, sem dúvida nenhuma a tua alegria é a minha força
E eu sei que o melhor do senhor está por vim em minha vida,para tua honra e gloria em nome de Jesus Amém
O Senhor nos conduz a uma boa vida, através das nossas ações. Procuremos fazer de tudo para agradar o Senhor, para sermos pessoas boas na terra e alcançarmos as maravilhas do céu! Sejamos humildes e andemos nos bons caminhos. Deus nos dará uma grande recompensa diante das nossas ações. Ele sempre nos ajudará em todos os momentos de nossas vidas. Amém!
Obrigado meu Deus por estar sempre ao meu lado e me proporcionar as tuas bênçãos! Em nome de Jesus, meu Senhor e Salvador, te agradeço Pai por me fazer feliz na tua presença, pois sei que tu és a minha fortaleça e o meu grande apoio e sempre me darás a vitória! Dou Glórias a ti Senhor e sempre testemunharei as tuas maravilhas e misericórdias para honra e glória do teu nome Jesus! Te amo e te louvo Pai e agradeço por tudo que tens feito por mim! Amém!
Amém.muito obrigada meu senhor Deus por tudo por minha família e nos dá alegria paz no senhor em nome de Jesus Cristo meu senhor.
Senhor sem ti eu não sou nada tú és minha alegria,minha força.
Amém.
Amor gloria a Deus
Obrigado meu Deus
Amém
Amém
Muito obrigado meu Deus por está sempre comigo, Pai maravilhoso e misericordioso toda honra e toda glória agora e sempre, Amém.Te amo Jesus 🙏🙏
Alegria do Senhor é a nossa força porque sem alegria do senhor nós é muito fraco por isso que Deus dá alegria dá ânimo coragem para nós vencer as dificuldades mas com alegria no coração porque a gente deixa Deus feliz só de saber que nós estamos com alegria mesmo que venha dificuldade mas nós tem um Deus todo poderoso que está sempre conosco nos ajudando por isso que ele fala permanece na alegria e no amor porque jamais te abandonará porque Deus nunca abandona a gente Deus está sempre conosco por isso que nós tem que estar sempre na presença dele agradeço por tudo que o Senhor faz na minha vida te amo te adoro e muito obrigado por tudo mesmo amém
Os caminhos de Deus são perfeitos para que nós tenhamos felicidade e prosperidade. Sempre nos atentemos para seguir aquilo que Deus fez para nós, para provarmos o nosso amor por Ele, para que tenhamos vida eterna. O nosso Senhor é o nosso pai celeste, aquele que só quer o nosso bem, façamos por onde para sermos bem recompensados. Tenhamos sempre bons pensamentos e uma boa índole. Amém!
Caminhar com Deus é saber que estamos no rumo certo da vida, é entender que ao lado dEle teremos prosperidade e tudo o que poderá ser feito por nós será. Confiemos em suas palavras e nas suas orientações que seremos seres dignos da vitória, da conquista. O nosso pai sempre está presente por nós, sempre procurou fazer de tudo para nos dar uma boa vida. Portanto, recompensamos-o e caminharemos ao seu lado. Amém!