O Senhor luta por você

Deuteronômio 20 nos ensina que o povo de Deus não deveria medir suas possibilidades pelo tamanho do exército inimigo. Israel precisava lembrar-se de que o mesmo Senhor que o libertou do Egito continuava presente em suas batalhas. Por isso, também podemos confiar que o nosso socorro está no nome do Senhor, e não apenas em nossa força, experiência ou capacidade humana.

Israel foi libertado do jugo do Egito

O livro de Deuteronômio recorda muitas experiências vividas pelo povo de Israel desde sua libertação do Egito. Durante muitos anos, os israelitas permaneceram debaixo do domínio de Faraó, trabalhando como escravos e sofrendo uma opressão cada vez mais cruel.

Os egípcios obrigavam o povo a realizar trabalhos pesados, construindo cidades e servindo aos interesses de um reino que não demonstrava misericórdia. Faraó temia o crescimento dos israelitas e procurou enfraquecê-los por meio da exploração e da violência.

Israel não possuía exército organizado, armas suficientes nem poder político para enfrentar o Egito. Humanamente, a libertação parecia impossível. Contudo, o Senhor ouviu o clamor dos oprimidos, lembrou-se de Sua aliança e decidiu agir em favor deles.

Deus levantou Moisés, enviou sinais poderosos e demonstrou que nenhuma autoridade humana está acima de Seu domínio. As pragas sobre o Egito revelaram a impotência dos falsos deuses e mostraram que o Senhor governa sobre a criação, sobre os reis e sobre as nações.

A saída do Egito não foi resultado da inteligência militar dos israelitas. Eles não venceram Faraó por possuírem mais soldados ou melhores estratégias. Foi Deus quem rompeu suas cadeias e abriu o caminho da liberdade.

Essa verdade precisava permanecer viva na memória do povo. Sempre que enfrentassem um novo inimigo, deveriam lembrar-se de que o Senhor já havia derrotado um dos impérios mais poderosos daquela época.

Deus não abandonou Seu povo durante a escravidão

O longo período de opressão poderia fazer os israelitas pensar que Deus havia esquecido Sua promessa. Gerações nasceram e cresceram debaixo da escravidão, sem conhecer uma realidade diferente daquela imposta pelos egípcios.

Entretanto, o silêncio aparente do Senhor não significava ausência. Deus conhecia cada lágrima, cada injustiça e cada golpe recebido por Seu povo. Ele não havia perdido o controle da história nem abandonado a aliança feita com Abraão, Isaque e Jacó.

O socorro chegou no momento determinado pela sabedoria divina. Quando Deus decidiu libertar Israel, Faraó não conseguiu impedir Seus propósitos. Mesmo depois de resistir repetidamente, o rei do Egito precisou reconhecer que estava lutando contra um poder muito superior.

Também atravessamos períodos em que parece que nossas orações não estão sendo respondidas. Algumas lutas duram mais do que esperávamos, e podemos perguntar por que o Senhor ainda não interveio.

Nessas ocasiões, precisamos lembrar que a demora não significa esquecimento. Deus conhece o tempo certo, vê aquilo que nós não vemos e continua trabalhando mesmo quando não percebemos nenhuma mudança.

Isso não significa que todas as nossas dificuldades terminarão da forma exata que desejamos. Contudo, podemos ter a certeza de que nada escapa ao conhecimento do Senhor e que nenhuma oposição pode frustrar Sua vontade.

Israel precisava lembrar-se dos livramentos passados

Depois de libertar Israel, Deus não permitiu que o povo esquecesse facilmente o que havia acontecido. A saída do Egito tornou-se uma referência constante em toda a história bíblica.

Os pais deveriam contar aos filhos como o Senhor havia derrotado Faraó, protegido as famílias durante a Páscoa e aberto o mar Vermelho. Cada nova geração precisava conhecer os grandes feitos de Deus.

Essa memória não servia apenas para preservar informações históricas. Ela deveria fortalecer a fé diante de novos desafios. O Deus que agiu ontem continuava sendo poderoso no presente.

Quando esquecemos aquilo que o Senhor já realizou, tornamo-nos mais vulneráveis ao medo. Uma nova dificuldade pode parecer maior do que todas as anteriores porque deixamos de recordar as experiências da fidelidade divina.

Por isso, é saudável lembrar as orações respondidas, os livramentos recebidos, as portas abertas e a graça que nos sustentou nos momentos difíceis. Essas lembranças não eliminam a luta atual, mas ajudam-nos a interpretá-la corretamente.

Se Deus nos sustentou antes, temos motivos para confiar novamente. Seu caráter não mudou, Seu poder não diminuiu e Suas promessas continuam firmes.

Não tenham medo dos cavalos e carros de guerra

Moisés disse ao povo:

Quando saíres à peleja contra os teus inimigos e vires cavalos, e carros, e povo maior em número do que tu, não os temerás; pois o Senhor, teu Deus, que te fez subir da terra do Egito, está contigo.

Deuteronômio 20:1

Os cavalos e carros de guerra representavam uma grande vantagem militar. Exércitos que possuíam esses recursos podiam movimentar-se rapidamente, atacar com força e causar medo nos adversários.

Israel, muitas vezes, encontraria povos mais numerosos e mais bem equipados. Ao olhar somente para as circunstâncias, poderia concluir que não existia possibilidade de vitória.

Deus não negou a realidade. Ele não disse que os inimigos eram fracos nem que os carros não ofereciam perigo. O Senhor reconheceu que Israel veria um exército maior, mas ordenou que o povo não fosse dominado pelo medo.

A razão da confiança não estava na superioridade dos israelitas. O versículo declara: “o Senhor, teu Deus, está contigo”. A presença divina era a diferença decisiva.

Isso nos ensina que a fé não consiste em fingir que os problemas são pequenos. Podemos reconhecer a gravidade de uma situação sem permitir que ela ocupe o lugar de Deus em nosso coração.

Um diagnóstico pode ser sério, uma dívida pode ser grande e um conflito pode parecer difícil de resolver. Entretanto, nenhuma dessas realidades é maior do que o Senhor.

A presença de Deus era a segurança de Israel

Israel não deveria confiar em sua quantidade de soldados. Em vários momentos, Deus permitiu que Seu povo enfrentasse inimigos superiores para deixar claro que a vitória não vinha da capacidade humana.

Quando dependemos apenas de nossos recursos, facilmente nos tornamos orgulhosos. Se tudo acontece conforme nossos planos, podemos acreditar que não precisamos do Senhor.

Deus, porém, conhece a fragilidade de nossas forças. Ele pode permitir situações que revelem nossas limitações para que aprendamos a depender verdadeiramente dEle.

Isso não significa que devemos desprezar planejamento, preparação ou prudência. Israel possuía líderes, soldados e estratégias. A Bíblia não incentiva a irresponsabilidade.

A diferença está no fundamento da confiança. Podemos preparar-nos, trabalhar e utilizar os recursos disponíveis, mas precisamos reconhecer que o resultado final permanece nas mãos do Senhor.

A presença de Deus não era um amuleto religioso que Israel poderia utilizar enquanto permanecesse rebelde. O povo precisava andar em aliança, obedecer às orientações divinas e confiar humildemente.

Não temas, porque Deus está contigo

A ordem para não temer aparece muitas vezes nas Escrituras. Deus conhece a facilidade com que nosso coração fica perturbado quando enfrentamos algo desconhecido.

O medo é uma reação humana natural diante do perigo. Sentir medo não significa automaticamente que não possuímos fé. O problema começa quando o medo passa a controlar nossas decisões e nos impede de obedecer.

Josué sentiu o peso de assumir a liderança depois de Moisés. Davi enfrentou gigantes e exércitos. Os discípulos ficaram apavorados durante uma tempestade. Em cada situação, a resposta estava na presença e no poder do Senhor.

Deus não diz apenas: “não tenha medo”, como se devêssemos produzir coragem por nós mesmos. Ele apresenta uma razão: não temas, porque Eu estou contigo.

A coragem cristã não é ausência de emoções. É a decisão de continuar confiando e obedecendo, mesmo quando o coração ainda sente o peso da batalha.

Podemos apresentar nossos temores a Deus em oração. Não precisamos esconder nossa fragilidade. O Senhor já conhece aquilo que nos preocupa e convida-nos a lançar sobre Ele toda ansiedade.

O sacerdote deveria encorajar o povo

Antes da batalha, o sacerdote deveria aproximar-se e falar aos israelitas:

Ouvi, ó Israel, hoje vos achegais à peleja contra os vossos inimigos; não se amoleça o vosso coração; não temais, nem tremais, nem vos aterrorizeis diante deles.

Deuteronômio 20:3

Essas palavras revelam que Deus conhecia o impacto emocional provocado pela proximidade da guerra. Os soldados poderiam ouvir o barulho dos carros, ver a quantidade dos inimigos e sentir o coração perder a firmeza.

Por isso, antes de avançar, precisavam ouvir uma mensagem que direcionasse seus olhos para o Senhor. A Palavra de Deus deveria falar mais alto do que as ameaças do inimigo.

Também precisamos cercar-nos da verdade quando enfrentamos dias difíceis. O medo alimenta-se constantemente de notícias, possibilidades negativas e pensamentos repetitivos.

A fé é fortalecida quando ouvimos, meditamos e recordamos aquilo que Deus revelou. Não se trata de repetir frases vazias, mas de firmar a mente nas promessas e no caráter do Senhor.

A comunidade de fé também possui uma responsabilidade importante. Assim como o sacerdote encorajava os soldados, os cristãos devem fortalecer uns aos outros.

Existem irmãos que chegam à igreja com o coração abatido, enfrentando batalhas que ninguém conhece. Uma oração, uma palavra bíblica ou um gesto de cuidado pode ajudá-los a continuar.

Não permitam que o coração desfaleça

Moisés falou sobre o coração porque sabia que uma batalha pode ser perdida internamente antes mesmo de começar. Quando o medo domina a mente, a pessoa perde a capacidade de avaliar corretamente a situação.

O coração desfalecido transforma obstáculos em monstros invencíveis. Ele esquece os recursos disponíveis, ignora os livramentos passados e imagina sempre o pior resultado.

Por isso, precisamos vigiar os pensamentos que alimentamos. Nem tudo o que surge em nossa mente corresponde à verdade. Algumas preocupações são baseadas em possibilidades que nunca acontecerão.

Isso não significa ignorar riscos reais. A fé bíblica permite avaliar perigos e tomar medidas prudentes. Entretanto, não devemos viver antecipando tragédias e carregando hoje o peso de problemas que talvez nunca existam.

A oração ajuda-nos a colocar cada preocupação diante de Deus. A Palavra reorganiza nossos pensamentos e lembra que continuamos debaixo do cuidado soberano do Senhor.

Quando o coração começar a desfalecer, devemos recordar: Deus continua no trono, Cristo continua intercedendo por Seu povo e nenhuma circunstância está fora do controle divino.

O Senhor lutaria ao lado de Seu povo

O sacerdote continuaria dizendo:

Porque o Senhor, vosso Deus, é o que vai convosco, a pelejar por vós contra os vossos inimigos, para salvar-vos.

Deuteronômio 20:4

Essa declaração apresentava a razão definitiva para Israel não se entregar ao medo. Deus não permaneceria distante, observando passivamente a batalha. Ele iria com Seu povo.

A expressão “pelejar por vós” mostrava que a vitória dependia da intervenção divina. Os israelitas participariam do combate, mas o Senhor seria o verdadeiro responsável pelo livramento.

Essa verdade protege-nos tanto do desespero quanto do orgulho. Não precisamos desesperar-nos, porque não lutamos sozinhos. Também não podemos vangloriar-nos, porque toda vitória verdadeira depende da graça de Deus.

O Senhor não prometeu que Israel nunca entraria em uma batalha. Prometeu acompanhá-lo. Da mesma maneira, a vida cristã não é caracterizada pela ausência de conflitos.

Enfrentamos tentações, oposição, enfermidades, perdas e períodos de incerteza. A promessa mais preciosa não é que jamais teremos problemas, mas que Deus não abandonará aqueles que Lhe pertencem.

Deus luta por nós, mas também nos chama a agir

Dizer que Deus luta por nós não significa permanecer completamente passivos. Israel ainda precisava levantar-se, organizar-se e caminhar na direção que o Senhor havia ordenado.

Em algumas situações, confiamos em Deus enquanto trabalhamos. Oramos por emprego e enviamos currículos. Pedimos restauração familiar e iniciamos conversas difíceis. Buscamos cura e procuramos atendimento médico.

A fé não elimina a responsabilidade. Ela impede que nossa responsabilidade se transforme em autossuficiência.

Também precisamos entender que nem toda batalha deve ser enfrentada da mesma maneira. Há momentos em que Deus nos chama a permanecer firmes, outros em que devemos fugir da tentação e situações nas quais precisamos esperar.

A orientação vem da Palavra, da oração e da sabedoria. Agir impulsivamente e depois afirmar que Deus está conosco pode conduzir a decisões perigosas.

O povo de Israel só poderia esperar a ajuda divina enquanto estivesse seguindo a direção do próprio Senhor. Não poderia iniciar guerras movido por orgulho e exigir que Deus aprovasse seus planos.

A batalha não é vencida apenas pela força humana

A história bíblica mostra repetidamente que o poder humano possui limites. Faraó tinha exército, carros e autoridade, mas não conseguiu impedir a saída de Israel.

Golias possuía tamanho, experiência e armamento, mas foi derrotado por um jovem que confiava no nome do Senhor. Gideão enfrentou um grande exército com um grupo reduzido para que Israel não atribuísse a vitória à própria força.

Esses exemplos ensinam que não é por força nem por violência, mas pelo poder de Deus que Seus propósitos são realizados.

Isso não significa que habilidade, experiência e esforço sejam inúteis. Davi sabia utilizar a funda, os soldados treinavam e os líderes precisavam agir com sabedoria.

Entretanto, nenhuma capacidade substitui a dependência do Senhor. Podemos possuir muitos recursos e fracassar se Deus não estiver conosco. Também podemos parecer fracos e ainda assim cumprir grandes propósitos quando Ele nos sustenta.

Nossas batalhas não são iguais às guerras de Israel

Precisamos aplicar Deuteronômio 20 com cuidado. As guerras de Israel estavam relacionadas a um momento específico da história da redenção e às ordens dadas por Deus àquela nação.

O cristão não deve utilizar esse texto para justificar violência pessoal, vingança ou conflitos motivados por interesses próprios. Jesus ensinou Seus discípulos a amar os inimigos, orar pelos perseguidores e anunciar o Evangelho.

Nossa principal batalha é espiritual. Lutamos contra o pecado, as tentações, as mentiras e tudo aquilo que procura afastar-nos da obediência.

Também enfrentamos dificuldades da vida cotidiana, mas não devemos identificar automaticamente qualquer pessoa que discorde de nós como um inimigo que Deus precisa destruir.

Há conflitos que devem ser resolvidos por meio de diálogo, perdão, justiça e reconciliação. A presença de Deus não nos autoriza a agir com arrogância ou crueldade.

Precisamos vestir a armadura de Deus

Paulo utilizou a imagem de um soldado para descrever a preparação espiritual do cristão. Ele ensinou que devemos fortalecer-nos no Senhor e revestir-nos de toda a armadura de Deus.

A verdade protege-nos contra o engano. A justiça orienta nossa conduta. O Evangelho da paz dirige nossos passos. A fé apaga os dardos inflamados do maligno, e a esperança da salvação guarda nossa mente.

A Palavra de Deus é apresentada como a espada do Espírito, e a oração acompanha toda a batalha. Por isso, precisamos conhecer a armadura espiritual que o Senhor oferece aos Seus filhos.

Não devemos enfrentar tentações confiando apenas na força de vontade. Existem pecados que se fortalecem quando negligenciamos a oração, a Escritura e a comunhão.

Um soldado não espera o início da batalha para procurar sua armadura. Da mesma maneira, precisamos desenvolver hábitos espirituais antes dos momentos de crise.

Deus pode não remover a batalha imediatamente

Às vezes imaginamos que a ajuda divina sempre significa o desaparecimento imediato do problema. Contudo, Deus pode decidir conduzir-nos através da batalha, em vez de removê-la.

Israel precisou marchar, enfrentar o deserto e lutar em diversas ocasiões. A presença do Senhor não eliminava todo esforço nem todo desconforto.

Paulo pediu que seu espinho na carne fosse retirado, mas recebeu graça suficiente para continuar. Os três jovens hebreus foram lançados na fornalha, porém Deus permaneceu com eles dentro do fogo.

Talvez desejemos uma libertação instantânea, enquanto o Senhor está formando perseverança, humildade e maturidade durante o processo.

Isso não torna a dor menos real. Podemos continuar pedindo alívio e utilizando os recursos disponíveis. Ao mesmo tempo, precisamos confiar que Deus sabe como trabalhar em nós.

A vitória nem sempre terá a forma que imaginamos

Quando pensamos em vitória, normalmente imaginamos que tudo terminará exatamente como desejamos. A enfermidade desaparecerá, o conflito será resolvido e todas as portas serão abertas.

Deus pode conceder esse tipo de livramento, mas a vitória bíblica é mais profunda. Algumas vezes, vencer significa permanecer fiel mesmo quando as circunstâncias não mudam.

Os mártires cristãos não foram derrotados por perderem a vida. Permaneceram firmes até o fim e receberam a coroa prometida.

Jesus venceu por meio da cruz. Aos olhos humanos, Sua morte parecia uma derrota, mas foi justamente por meio dela que o pecado e a morte foram vencidos.

Portanto, devemos permitir que Deus defina o significado da vitória. Nossa maior conquista não é viver sem sofrimento, mas permanecer unidos a Cristo e chegar ao fim guardando a fé.

Quando o inimigo parecer maior

Existem períodos em que os problemas parecem multiplicar-se. Uma dificuldade chega antes que a anterior tenha sido resolvida, e o coração começa a perder a esperança.

Israel olharia para exércitos maiores, cavalos e carros. Nós olhamos para contas, exames, conflitos, perdas e incertezas. As formas são diferentes, mas o sentimento de impotência pode ser semelhante.

Nesses momentos, precisamos perguntar: onde está firmada nossa confiança? Estamos avaliando tudo apenas pelos recursos visíveis ou lembrando que Deus continua presente?

A fé não garante que compreenderemos cada etapa. Israel nem sempre sabia como o livramento aconteceria. O povo precisava seguir a direção recebida.

Talvez não saibamos como o problema será resolvido, mas podemos continuar realizando aquilo que Deus já deixou claro: orar, obedecer, agir com honestidade e esperar com paciência.

Não lute usando as armas erradas

Quando nos sentimos ameaçados, podemos reagir com raiva, manipulação, mentiras ou vingança. Essas são armas humanas que frequentemente aumentam o conflito.

O cristão é chamado a lutar de maneira diferente. Precisamos falar a verdade, manter a integridade, buscar justiça pelos meios corretos e recusar o ódio.

Isso não significa aceitar abusos ou permanecer em situações perigosas. Em casos de violência, é necessário procurar proteção, autoridades competentes e ajuda responsável.

Confiar que Deus luta por nós não significa tolerar passivamente o mal. Significa agir sem abandonar os princípios do Reino.

Não precisamos tornar-nos semelhantes ao inimigo para enfrentar a oposição. A vitória que exige a destruição de nosso caráter não é uma vitória verdadeira.

O Senhor vai à nossa frente

Israel deveria caminhar com a certeza de que Deus já estava presente no caminho. Ele não enviava o povo para um lugar desconhecido enquanto permanecia distante.

Essa verdade continua trazendo consolo. Antes de chegarmos ao dia de amanhã, Deus já conhece tudo o que encontraremos.

Não sabemos quais dificuldades surgirão, mas não precisamos antecipá-las com desespero. A graça necessária será concedida no momento apropriado.

O Senhor vai à frente preparando, dirigindo e limitando aquilo que pode alcançar-nos. Muitas proteções divinas permanecem invisíveis porque nunca descobrimos os perigos dos quais fomos livrados.

Quando percebemos um livramento, devemos agradecer. Quando não compreendemos o caminho, precisamos continuar confiando no caráter de Deus.

Como enfrentar nossas batalhas com fé?

Primeiramente, precisamos lembrar quem Deus é. Ele é poderoso, sábio, santo e fiel. Nenhuma situação altera Seu caráter.

Também devemos recordar o que Ele já fez. A memória dos livramentos passados fortalece-nos para o presente.

Depois, precisamos apresentar o medo em oração. Não devemos permitir que preocupações cresçam escondidas dentro do coração.

É necessário ouvir a Palavra. Assim como Israel recebia encorajamento antes da batalha, precisamos alimentar a mente com a verdade.

Também devemos agir com responsabilidade, utilizando os meios legítimos disponíveis. A confiança em Deus não elimina o planejamento.

Finalmente, precisamos descansar os resultados nas mãos do Senhor. Fizemos aquilo que era correto; agora confiamos que Ele conduzirá todas as coisas segundo Sua vontade.

Conclusão: não tenham medo, o Senhor está com vocês

Deuteronômio 20:1-4 lembra-nos que Israel enfrentaria exércitos maiores, cavalos e carros de guerra. Deus não prometeu ausência de batalhas, mas garantiu Sua presença.

O mesmo Senhor que libertou Israel do Egito iria com o povo. O livramento passado era a prova de que poderiam confiar novamente.

Também precisamos guardar essa verdade. Quando o cenário parecer desfavorável, não devemos avaliar tudo somente por aquilo que nossos olhos conseguem enxergar.

Deus continua soberano. Ele conhece nossas limitações, vê os adversários e sabe exatamente do que precisamos.

Não devemos transformar essa passagem em uma promessa de que todos os nossos desejos serão realizados. A verdadeira confiança submete-se à vontade divina e reconhece que Ele sabe o que é melhor.

Talvez a batalha termine rapidamente. Talvez o Senhor conduza você por um processo mais longo. Em ambos os casos, Sua presença continuará sendo suficiente.

Lembre-se dos livramentos passados, alimente-se da Palavra e não permita que o medo controle suas decisões. Procure ajuda quando necessário, aja com sabedoria e mantenha o coração firme.

O tamanho do inimigo nunca será maior do que o poder do nosso Deus. Cavalos, carros, ameaças e circunstâncias não podem impedir aquilo que Ele decidiu realizar.

Portanto, não se assuste, não desanime e não abandone o caminho. O Senhor vai à sua frente, permanece ao seu lado e oferece forças para continuar.

Que nossa confiança esteja firmada no Deus Todo-Poderoso, que libertou Seu povo da escravidão, abriu o mar e continuou guiando Israel em cada etapa da caminhada.

O Senhor, nosso Deus, está conosco para lutar ao nosso lado e salvar-nos. Essa é a certeza que sustenta o coração do crente em todas as batalhas da vida.

Não torneis a ninguém mal por mal
Bem-aventurado aquele cuja força está em Ti

22 comments on “O Senhor luta por você

  1. Senhor Deus meu, graças eu te dou por nunca me deixar só
    Por tomar as minhas lágrimas e por guerrear sempre em meu favor
    Ti amo meu Deus,meu pai e meu Salvador
    Em nome de Jesus Amém

  2. Deus está sempre cuidando de nós para que nenhum mal nos aconteça, e se caso acontecer, foi para uma preparação de que virá alguma coisa maior em nossa vida, e que precisamos estar preparados, mas mesmo assim, Ele estará do nosso lado nos apoiando e nos dando forças. Amém

  3. Obrigado meu Deus por me proteger e estar sempre do meu lado nas horas difíceis e boas da vida! Tu és maravilhoso, poderoso e misericordioso! Desde que entreguei a minha vida aTi Senhor tens me protegido e livrado de todos os males! Louvado seja o teu Filho meu Deus, Nosso Senhor Jesus Cristo que veio ao mundo para fazer grande sacrifício para nos salvar e amar. Te amo e adoro meu Deus! Em nome de Jesus te peço que continues me protegendo e fazendo com que sempre siga os teus mandamentos, amém!

  4. Senhor Deus , abençoe a todos nós ,pois é em ti que confio e sei que estará sempre nos protegendo com sua infinita presença em nossas vidas Amém 🙏🏻. De Japatech

  5. Obrigado meu querido Deus,por lutar por mim meu amado Deus,Deus todo poderoso eu preciso de ti senhor,eu sem o senhor não sou nada,ó pai celestial meu amado Deus,peço perdão dos meus pecados em nome do senhor Jesus Cristo amém.

  6. O Deus Poderoso gratidão sempre obrigado por estar sempre comigo em nome do Senhor Jesus Cristo obrigado Deus

  7. Amém! 🙏🏻
    Glórias a Deus em nome do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo! 🙌🏻
    Que Deus abençoe a todos nós! 🙏🏻
    Aleluias!!

  8. Meu Deus me perdoa,me perdoa sei que meu redentor vive e está sempre comigo que o teu socorro esteja sempre presente em minha vida 🙏amém

  9. Deus sempre tem piedade de nós quando somos bons filhos e merecemos ser bem recompensados. Ele sempre cuida de nós para que nós fiquemos sempre bem e em segurança. Ele é o nosso pai e o nosso protetor. Portanto, sejamos sempre fiéis e honestos a Ele para que continueis cuidado do nosso bem estar e como forma de agradecimento. Amém!

  10. Meu Senhor e meu Deus, em nome de Jesus, meu Senhor e Salvador, agradeço Pai pelas maravilhas que tem feito na minha vida e da minha familia. Obrigado Jesus por segurar as minhas mãos todos os dias e me mostrar o verdadeiro caminho da felicidade, da vida eterna e da salvação. Te amo e Te adoro Senhor. Toda honra e toda gloria seja dada a Ti Senhor! Nos livra de todos os males e nos protege meu Deus! Glória a Deus, louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo e o Espírito Santo de Deus! Amém!

  11. Obrigado Deus por o senhor lutar comigo para derrotar os meus inimigos eu acredito em ti pai que o senhor está conosco nos ajudando nos levantando para seguir em frente se ele tem medo porque a gente nunca está só o senhor está sempre conosco porque Deus o senhor é poderoso é que criou o céu e da terra só temos que agradecer por tudo que seu para nossa vida obrigado pai Amém

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