Não torneis a ninguém mal por mal

A Bíblia nos ensina que o amor ao próximo é uma marca indispensável da vida cristã. Em uma sociedade dominada pelo egoísmo, somos chamados a agir de maneira diferente, aprendendo a perdoar para também sermos perdoados e demonstrando o caráter de Cristo até mesmo diante daqueles que nos ferem.

O mundo frequentemente nos ensina a responder na mesma medida em que fomos tratados. Se alguém nos ofende, somos incentivados a ofender; se alguém nos prejudica, sentimos vontade de causar-lhe o mesmo sofrimento. Entretanto, o Evangelho apresenta um caminho completamente diferente. O cristão não deve permitir que a maldade das outras pessoas determine seu comportamento.

Isso não significa que o sofrimento causado pelos outros seja insignificante. Existem palavras que deixam feridas profundas, traições que destroem relacionamentos e injustiças que produzem consequências durante muitos anos. Contudo, mesmo diante dessas experiências, Deus nos chama a não alimentar a vingança, o ódio ou o desejo de destruição.

Amar o próximo não é apenas demonstrar carinho por quem nos trata bem. O verdadeiro desafio aparece quando precisamos agir com misericórdia diante de pessoas difíceis, suportar ofensas sem revidar e continuar praticando o bem quando não recebemos reconhecimento.

O apóstolo Paulo apresenta esse ensino de maneira clara em sua carta aos Romanos:

17 A ninguém torneis mal por mal; procurai as coisas honestas perante todos os homens.
18 Se for possível, quanto estiver em vós, tende paz com todos os homens.
19 Não vos vingueis a vós mesmos, amados, mas dai lugar à ira, porque está escrito: Minha é a vingança; eu recompensarei, diz o Senhor.

Romanos 12:17-19

Não devemos retribuir o mal com o mal

Paulo começa dizendo: “A ninguém torneis mal por mal”. Essa ordem não deixa espaço para escolhermos quais pessoas merecem uma resposta cristã. A expressão “a ninguém” inclui amigos, familiares, desconhecidos, autoridades, colegas de trabalho e até aqueles que deliberadamente procuram nos prejudicar.

Retribuir o mal com o mal parece natural ao coração humano. Quando somos atacados, nossa primeira reação pode ser defender o orgulho, ferir a reputação do outro ou buscar uma oportunidade para fazê-lo sofrer. Porém, quando respondemos dessa maneira, permitimos que a ofensa recebida produza mais pecado.

A vingança cria um ciclo que dificilmente termina. Uma pessoa ofende, a outra responde, e cada nova reação se torna justificativa para uma agressão ainda maior. Famílias, amizades e comunidades inteiras podem permanecer divididas durante anos porque ninguém está disposto a interromper esse ciclo.

O cristão é chamado a agir de forma diferente. Em vez de reproduzir a maldade recebida, deve responder segundo os princípios de Cristo. Isso exige domínio próprio, oração e dependência do Espírito Santo, pois não conseguimos vencer o desejo de vingança apenas com força de vontade.

O amor cristão não depende do merecimento

É relativamente fácil amar aqueles que nos respeitam, ajudam e demonstram consideração. Até pessoas que não conhecem a Deus conseguem tratar bem seus amigos. Entretanto, Jesus ensinou que Seus discípulos deveriam ir além desse amor baseado na reciprocidade.

O amor cristão não pergunta apenas: “O que essa pessoa fez por mim?”. Ele considera primeiramente o que Deus fez por nós. Éramos pecadores, estávamos distantes e não possuíamos méritos para exigir misericórdia. Mesmo assim, Deus demonstrou Seu amor ao enviar Cristo para morrer em nosso lugar.

Quando compreendemos a graça recebida, encontramos motivos para demonstrar misericórdia. Não perdoamos porque a ofensa foi pequena, mas porque fomos perdoados de uma dívida muito maior. Não amamos porque todos são amáveis, mas porque desejamos refletir o amor daquele que nos amou primeiro.

O comportamento do próximo não deve controlar nossa obediência a Deus. Mesmo quando alguém age de maneira injusta, continuamos responsáveis por nossas palavras, decisões e intenções. A maldade do outro não nos concede autorização para pecar.

Procurar as coisas honestas diante de todos

Paulo também orienta os cristãos a procurarem aquilo que é honesto perante todos. Isso significa que nossa conduta precisa ser cuidadosamente considerada. Não devemos apenas evitar o mal evidente, mas buscar uma vida que testemunhe publicamente a transformação realizada por Cristo.

Uma resposta impulsiva pode comprometer anos de testemunho. Às vezes, alguém nos provoca esperando que percamos o controle. Quando respondemos com agressividade, acabamos dando mais atenção ao nosso comportamento do que à injustiça inicialmente cometida contra nós.

Por isso, antes de falar ou agir em momentos de conflito, devemos pedir sabedoria. Nem toda acusação exige uma resposta imediata. Em muitas situações, o silêncio evita que palavras duras sejam pronunciadas. Em outras, será necessário esclarecer os fatos, mas isso deve ser feito com verdade e domínio próprio.

Buscar o que é honesto também envolve reconhecer nossos próprios erros. Em um conflito, é comum enxergarmos claramente a culpa do outro e ignorarmos nossa participação. A maturidade cristã nos ensina a perguntar se também falamos de maneira inadequada, alimentamos um mal-entendido ou deixamos de agir com amor.

Quanto depender de nós, devemos ter paz

Romanos 12:18 apresenta uma ordem acompanhada de duas expressões importantes: “se for possível” e “quanto estiver em vós”. A Bíblia reconhece que nem sempre conseguiremos estabelecer uma relação pacífica com todas as pessoas. A reconciliação depende da disposição de mais de uma parte.

Podemos pedir perdão, explicar nossas intenções, oferecer diálogo e demonstrar boa vontade. Mesmo assim, a outra pessoa pode rejeitar todas essas tentativas. Não controlamos a resposta de ninguém. Nossa responsabilidade é fazer honestamente aquilo que está ao nosso alcance.

Ter paz não significa concordar com tudo para evitar desconforto. Uma paz construída sobre mentira, injustiça ou encobrimento do pecado não é verdadeira. Em determinados momentos, será necessário confrontar um erro, estabelecer limites ou denunciar uma situação grave.

Jesus declarou bem-aventurados os pacificadores, característica apresentada entre as qualidades de um cristão bem-aventurado. O pacificador não ignora os problemas; ele trabalha para que sejam resolvidos com verdade, justiça e misericórdia.

Ser pacificador não significa aceitar abusos

Alguns interpretam o chamado ao amor e ao perdão como uma obrigação de permanecer passivamente em situações de abuso. Essa interpretação pode colocar pessoas vulneráveis em perigo e não representa corretamente o ensino bíblico.

Perdoar alguém não significa permitir que essa pessoa continue agindo sem consequências. Também não significa esconder crimes, impedir a atuação das autoridades ou voltar imediatamente a uma relação que continua sendo perigosa.

É possível perdoar no coração e, ao mesmo tempo, estabelecer distância. É possível abandonar o desejo de vingança e ainda exigir que determinada atitude seja investigada. A justiça exercida corretamente pelas autoridades não deve ser confundida com vingança pessoal.

Em situações de violência, ameaça ou abuso, buscar proteção e ajuda é uma decisão sábia. O amor cristão não exige que uma vítima continue disponível para novas agressões. Limites saudáveis podem impedir a continuidade do pecado e proteger outras pessoas.

Não vos vingueis a vós mesmos

A ordem de não buscar vingança confronta diretamente nosso desejo de controlar a justiça. Quando somos feridos, queremos decidir qual punição o ofensor merece e de que forma ela deve acontecer. Entretanto, Paulo nos chama a entregar esse julgamento ao Senhor.

Deixar a vingança nas mãos de Deus não é sinal de fraqueza. É uma demonstração de fé. Estamos reconhecendo que o Senhor conhece todos os fatos, vê as intenções escondidas e pode julgar com uma perfeição que não possuímos.

Nossa percepção é limitada. Podemos exagerar a culpa de alguém porque estamos dominados pela dor ou minimizar nossas próprias atitudes. Deus, porém, não é influenciado por orgulho, raiva ou informações incompletas. Seu julgamento é sempre verdadeiro.

Entregar a causa ao Senhor também nos liberta de carregar o peso da vingança. A pessoa ressentida revive constantemente a ofensa, imagina diferentes maneiras de revidar e permite que o agressor continue ocupando sua mente. A confiança na justiça divina possibilita que o coração comece a descansar.

O perdão é uma decisão, não apenas um sentimento

Muitas pessoas dizem que ainda não conseguiram perdoar porque continuam sentindo dor. Entretanto, o perdão não depende do desaparecimento imediato de todas as emoções. Ele começa como uma decisão de não alimentar o desejo de vingança e de entregar a ofensa a Deus.

Isso não significa que a dor terminará no mesmo instante. Algumas feridas precisam de tempo, oração e acompanhamento para serem tratadas. Uma pessoa pode decidir perdoar e ainda experimentar tristeza quando se recorda do que aconteceu.

Com o passar do tempo, o perdão precisa ser reafirmado. Certas lembranças podem despertar novamente a ira. Nesses momentos, devemos entregar mais uma vez nossos pensamentos ao Senhor, recusando-nos a construir fantasias de vingança ou a utilizar a ofensa como arma.

Perdoar é abrir mão do direito de executar pessoalmente a vingança. É confiar que Deus cuidará da justiça e pedir que Ele livre nosso coração da amargura, ainda que o ofensor nunca reconheça completamente o mal que causou.

Perdão e reconciliação não são exatamente iguais

O perdão pode ser concedido por uma pessoa que deseja obedecer a Deus, mas a reconciliação exige participação de ambos os lados. Para que um relacionamento seja restaurado, normalmente é necessário arrependimento, reconhecimento da ofensa e mudança de comportamento.

Se alguém continua mentindo, manipulando ou agindo violentamente, pode não ser possível reconstruir imediatamente a confiança. A pessoa ofendida pode perdoar, mas ainda precisar observar frutos concretos antes de restabelecer a proximidade anterior.

A confiança é construída ao longo do tempo e pode ser destruída rapidamente. O perdão cristão não exige fingir que nada aconteceu. Em alguns casos, a restauração será rápida; em outros, acontecerá gradualmente; e existem situações nas quais o relacionamento nunca retornará à mesma forma.

Nosso objetivo deve ser manter o coração livre de ódio e permanecer aberto àquilo que Deus pode fazer. Porém, essa esperança não elimina a prudência. Amor e sabedoria devem caminhar juntos.

Amar os inimigos como Jesus ensinou

Jesus ordenou que Seus discípulos amassem os inimigos e orassem por aqueles que os perseguiam. Esse mandamento é impossível de cumprir apenas com sentimentos naturais. Nossa tendência é pedir que Deus castigue rapidamente quem nos prejudicou, não que tenha misericórdia.

Orar por um inimigo não significa pedir que seu pecado continue sem correção. Podemos pedir que Deus o confronte, conduza ao arrependimento e transforme seu coração. Essa oração procura a salvação e a restauração da pessoa, em vez de desejar sua destruição.

Jesus demonstrou esse amor na cruz. Enquanto sofria injustamente, pediu perdão por aqueles que participavam da Sua crucificação. Ele não negou a gravidade do pecado deles, mas revelou uma misericórdia que ultrapassa nossa compreensão.

Estêvão também seguiu esse exemplo. Enquanto era apedrejado, clamou para que aquele pecado não fosse atribuído aos seus perseguidores. O amor de Cristo havia transformado profundamente sua maneira de reagir ao sofrimento.

Cristo precisa ser formado em nós

Agir de maneira contrária às inclinações pecaminosas é uma das grandes batalhas da vida cristã. Nossa carne deseja orgulho, controle, reconhecimento e vingança. O Espírito Santo, porém, produz amor, paz, paciência, benignidade, mansidão e domínio próprio.

A transformação não acontece de uma vez. Ao longo da caminhada, Deus utiliza conflitos para revelar aquilo que ainda existe em nosso coração. Muitas vezes, acreditamos ser pacientes até encontrarmos alguém que testa nossa paciência. Pensamos que somos humildes até recebermos uma crítica.

Essas situações podem ser dolorosas, mas também se tornam oportunidades de crescimento. Em vez de apenas pedir que Deus remova todas as pessoas difíceis, podemos pedir que Ele utilize essas experiências para nos tornar mais semelhantes a Cristo.

A maturidade espiritual aparece principalmente na maneira como reagimos quando somos contrariados. É nesses momentos que percebemos se estamos sendo governados pelo orgulho ou pelo Espírito de Deus.

O amor ao próximo resume a vontade de Deus

Jesus ensinou que os grandes mandamentos são amar a Deus de todo o coração e amar o próximo como a nós mesmos. Isso não significa que todos os outros mandamentos perderam sua importância. Significa que a verdadeira obediência nasce de um amor corretamente direcionado.

Quem ama a Deus deseja honrá-lo, ouvir Sua Palavra e rejeitar a idolatria. Quem ama o próximo não mente para prejudicá-lo, não toma aquilo que lhe pertence e não deseja sua destruição. Assim, o amor cumpre a lei porque nos conduz a buscar o bem.

Entretanto, o amor bíblico não é uma aprovação indiscriminada de todas as escolhas. Às vezes, amar alguém exige dizer a verdade, advertir sobre um caminho perigoso ou recusar-se a participar de uma atitude pecaminosa.

O amor não se alegra com a injustiça, mas com a verdade. Portanto, corrigir com humildade pode ser uma expressão de cuidado. A diferença está na intenção: não confrontamos para humilhar, vencer uma discussão ou demonstrar superioridade, mas para procurar o bem da pessoa.

O amor precisa aparecer em atitudes práticas

É fácil falar sobre amor de maneira abstrata. O desafio está em transformar esse discurso em ações. O apóstolo João ensina que não devemos amar apenas de palavra, mas por obras e em verdade.

Amar pode significar ouvir alguém que está sofrendo, compartilhar alimento, visitar um enfermo, encorajar uma pessoa desanimada ou oferecer ajuda sem esperar reconhecimento. Também pode envolver sacrificar parte do nosso tempo para servir alguém que não poderá nos recompensar.

A generosidade cristã nasce da compreensão de que tudo o que possuímos veio de Deus. Por isso, aprendemos que Deus ama quem dá com alegria, não por pressão ou para receber elogios, mas como expressão de gratidão e confiança.

Amar também significa tratar com dignidade pessoas que a sociedade costuma ignorar. Jesus aproximou-se de enfermos, pobres, estrangeiros e rejeitados. Ele não buscava apenas a companhia daqueles que poderiam aumentar Sua reputação.

O perigo de amar somente com palavras

Podemos cantar sobre o amor de Deus, compartilhar versículos e participar de reuniões religiosas, mas continuar tratando mal as pessoas mais próximas. Quando isso acontece, existe uma contradição entre nossa confissão e nossa maneira de viver.

A família geralmente conhece nosso caráter com maior profundidade. É fácil demonstrar paciência durante alguns minutos diante de desconhecidos, mas a verdadeira transformação aparece na convivência diária, quando estamos cansados ou quando ninguém está tentando nos impressionar.

O amor cristão precisa alcançar a maneira como falamos com o cônjuge, educamos os filhos, tratamos os pais e respondemos aos irmãos. Palavras duras podem deixar marcas profundas, mesmo quando são pronunciadas dentro de casa.

Também devemos observar nosso comportamento nas redes sociais. Algumas pessoas demonstram uma linguagem religiosa pessoalmente, mas utilizam a internet para insultar, humilhar e espalhar acusações. O chamado para amar o próximo continua válido quando estamos diante de uma tela.

A misericórdia que recebemos transforma nosso coração

Não conseguiremos amar biblicamente enquanto estivermos convencidos de nossa própria superioridade. Quando olhamos para os outros apenas como pecadores piores do que nós, tornamo-nos duros, impacientes e incapazes de demonstrar compaixão.

O Evangelho nos lembra que também necessitávamos desesperadamente da misericórdia de Deus. Não fomos salvos porque éramos melhores, mais inteligentes ou moralmente superiores. Fomos alcançados pela graça.

Quando reconhecemos isso, começamos a tratar os outros com humildade. Podemos reprovar o pecado sem esquecer que também dependemos diariamente do perdão. Podemos corrigir sem agir como se nunca tivéssemos falhado.

O Senhor nos coroa de benignidade e misericórdia, removendo a culpa e ensinando-nos a estender aos outros parte da compaixão que recebemos. Quem vive aos pés da cruz perde o direito de alimentar orgulho espiritual.

Como responder quando somos ofendidos?

A primeira atitude deve ser controlar a resposta imediata. Quando estamos dominados pela ira, podemos dizer coisas que aumentarão o conflito. Em vez de responder impulsivamente, é sábio fazer uma pausa, orar e organizar os pensamentos.

Depois, precisamos avaliar os fatos com honestidade. A ofensa foi realmente grave ou nosso orgulho exagerou a situação? Houve intenção de prejudicar ou apenas um mal-entendido? Essa reflexão pode evitar conflitos desnecessários.

Quando for necessário conversar, devemos procurar a pessoa diretamente, em vez de espalhar o assunto. Fofocas transformam um problema entre duas pessoas em uma divisão muito maior. O objetivo da conversa deve ser esclarecimento e restauração, não humilhação.

Também devemos estar preparados para ouvir. Talvez descubramos que nossas ações contribuíram para o conflito. Pedir perdão por nossa parte não significa assumir uma culpa que não possuímos, mas reconhecer honestamente aquilo em que falhamos.

Quando a paz não é aceita

Mesmo depois de fazermos tudo corretamente, algumas pessoas continuarão escolhendo o conflito. Podem rejeitar nosso pedido de perdão, interpretar mal nossas intenções ou insistir em acusações falsas. Nesses casos, precisamos lembrar a expressão: “quanto depender de vós”.

Não devemos viver tentando controlar a opinião de todos. Existe um momento em que precisamos entregar a situação a Deus e continuar nossa caminhada. Insistir indefinidamente em uma reconciliação rejeitada pode aumentar ainda mais o sofrimento.

Nossa consciência deve permanecer limpa diante do Senhor. Se reconhecemos nossos erros, buscamos a paz e não estamos alimentando vingança, podemos descansar. Deus conhece a verdade mesmo quando outras pessoas não desejam reconhecê-la.

Ter paz com todos não significa ser aprovado por todos. Jesus viveu perfeitamente e ainda assim foi odiado, acusado e perseguido. Portanto, a rejeição humana nem sempre demonstra que estamos agindo de maneira errada.

O amor cristão é um testemunho para o mundo

Jesus afirmou que o mundo reconheceria Seus discípulos pelo amor existente entre eles. Uma comunidade cristã marcada por perdão, serviço e reconciliação apresenta um testemunho poderoso do Evangelho.

Isso não significa que as igrejas nunca enfrentarão conflitos. Enquanto houver pessoas imperfeitas, existirão diferenças, erros e mal-entendidos. A diferença deve estar na maneira como esses problemas são tratados.

Quando os cristãos confessam pecados, pedem perdão e trabalham pela restauração, demonstram que o Evangelho possui poder real. Quando alimentam divisões, disputas e ressentimentos durante anos, contradizem a mensagem que anunciam.

Em uma época marcada por hostilidade e polarização, responder com mansidão pode despertar perguntas. Uma pessoa que se recusa a revidar, mas também permanece firme na verdade, demonstra um caráter que o mundo não consegue produzir naturalmente.

Conclusão: vençamos o mal com o bem

O chamado de Romanos 12 não é fácil. Não retribuir o mal, buscar a paz e abandonar a vingança exige uma transformação profunda. Essas atitudes não nascem automaticamente do coração humano, mas são frutos da graça de Deus operando em nós.

Amar o próximo não significa ignorar injustiças, esconder crimes ou permanecer em situações perigosas. Podemos estabelecer limites, procurar proteção e buscar justiça sem permitir que o ódio controle nosso coração.

Também precisamos lembrar que perdoar não é declarar que o mal foi aceitável. É entregar o julgamento ao Senhor e recusar-nos a continuar presos ao desejo de vingança. A reconciliação poderá acontecer quando houver arrependimento e segurança, mas a liberdade da amargura pode começar antes disso.

Que Deus nos conceda sabedoria para responder com mansidão, coragem para dizer a verdade e humildade para reconhecer nossos próprios erros. Que nossas palavras não aumentem os conflitos e que nossas atitudes promovam a paz sempre que isso for possível.

Em vez de imitarmos o egoísmo e a malícia da sociedade, devemos demonstrar o caráter de Cristo. Isso acontece quando ajudamos quem necessita, perdoamos quem nos ofende, oramos por quem nos persegue e tratamos cada pessoa com dignidade.

O amor é uma das evidências mais claras de que Cristo está sendo formado em nós. Quanto mais compreendemos a misericórdia que recebemos, mais preparados estaremos para demonstrá-la aos outros.

Que o Senhor remova de nosso coração todo ressentimento, orgulho e desejo de vingança. Que Ele nos ensine a confiar em Sua justiça perfeita e a vencer o mal praticando o bem. Dessa maneira, nossa vida apontará para Jesus e mostrará ao mundo que Seu amor continua transformando pessoas.

O verdadeiro jejum
O Senhor luta por você

23 comments on “Não torneis a ninguém mal por mal

  1. Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu filho unigênito para que nele crer não pereça mas tenha a vida eterna , Deus ama a todos seus filhos sem exceção de cor ,religião ou se e rico ou mais humilde..dou graça ao senhor todos os dia ,por tudo de bom que nos consede, obrigado pai por tudo .. amém 🙏

  2. Amar a deus sobre todas as coisa,e ao próximo como a nós mesmo,muito forte é essa passagem 🙏🙏🙏🙏🙏🙏🙏🙏🙏🙏🙏🙏🙏🙏🙏🙏🙏🙏🙏

  3. O mundo precisa de mais paz e mais amor ao próximo, temos que ouvir os ensinamentos de Deus e amar a todos, principalmente nosso inimigo. Plantando amor que se colhe amor! Amém!

    1. Penso eu,que as pessoas que receberam o batismo do Espírito Santo,exalam o seu perfume,mostram com suas atitudes,qual é O Deus,que habita dentro dela. E o maior sinal de que o Espírito Santo,habita o corpo desta pessoa, é o amor pelas almas.

  4. Verdade a gente tem que amar o próximo como Deus ama nós sem troca porque Deus gosta das pessoas que ama de coração sem fazer maldade para outro vamos plantar o amor e não ódio para agradar o senhor de todo coração obrigado pai amém

  5. Senhor meu Deus, creio em ti Senhor, e sei que somente através do perdão aqueles que nos fizeram algum mal, poderemos te louvar e te honrar e assim Tu Senhor também pode perdoar os nossos pecados! Amo ao próximo como a
    mim mesmo Jesus, assim como Tu Cristo morreu na cruz para nos salvar! Obrigado meu Pai por sempre segurar as minhas mãos e fazer com que eu siga as tuas palavras e obtenha as bênção desejadas! Glória a Deus! Louvado seja Jesus Cristo! Amém!

  6. Verdade senhor Deus nos ajude a amar o próximo como se fosse a gente.amem em nome de Jesus Cristo meu senhor.

  7. Glória ao pai e ao filho e ao espírito santo. Ó meu querido Deus pai amado perdoa pai as pessoas que me ofendeu assim como o senhor nos perdoa pai,ó meu grandioso Deus eu agradeço ao senhor por tudo meu querido Deus,e me perdoi por todos os erros em nome do senhor Jesus Cristo amém.

  8. Amém! 🙏🏻
    Glórias a Deus em nome do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo! 🙌🏻
    Que Deus abençoe a todos nós! 🙏🏻
    Aleluias!!

  9. Temos que semear e propagar o amor sempre à todos aqueles que ao nosso redor. Sejamos todos misericordiosos com o próximo, da mesma maneira que Deus é misericordioso conosco. Tenhamos sempre fé e compaixão pois é esse sentimento que Deus deseja que nós tenhamos. Fazei o bem a todos. Amém!

  10. Meu Senhor e meu Deus, em nome de Jesus, meu Senhor e Salvador, Te peço Pai que perdoe os meus pecados e também me perdoe se fiz algum mal a alguém. Neste momento também perdoo todos aqueles que me fizeram algum mal, pois quero sempre seguir a Tua Santa Palavra Senhor, Te amando sobre todas as coisas meu Deus e ao próximo como a mim mesmo. Obrigado Jesus por proteger a mim e a minha família e pelas reiteradas bênçãos que tem nos dado. Toda honra e toda glória seja dada a Ti Senhor. Glória a Deus, louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo e o Espírito Santo de Deus! Amém!

  11. Deus ensina a gente amar o próximo como ele amou nós porque Deus é amor e na verdade Deus só quer que nós siga o caminho dele amando uns aos outros e não odiando que quem odeia o seu irmão não ama a Deus porque o nossos irmãos nós está vendo e Deus não por isso que nós temos que amar nossos irmãos para que nós amém a Deus e todo o nosso coração agradeço Deus por o senhor ensinar como que nós devemos fazer com nossos irmãos e não odiar e sim amar e fazer o bem e não fazer o mal quem faz o mal a gente tem que fazer o bem para agradar a Deus obrigado pai cada dia que passa o Senhor ensina as coisas boas para nós agradecemos por tudo amém

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