Nunca devemos desistir de praticar a bondade, mesmo quando não recebemos reconhecimento ou gratidão. A Palavra nos chama a não nos cansarmos de fazer o bem, porque nossa motivação não está na reação das pessoas, mas no amor de Cristo e na vontade de Deus.
Vivemos em uma sociedade na qual muitas pessoas estão concentradas apenas nos próprios interesses. A pressa, a competição, a indiferença e o egoísmo podem tornar-nos insensíveis às necessidades que existem ao nosso redor. Vemos alguém sofrendo, mas pensamos que outra pessoa ajudará. Percebemos uma necessidade, mas seguimos adiante porque não queremos interromper nossos planos.
O cristão, porém, foi chamado para viver de maneira diferente. Deus não nos salvou para permanecermos fechados em nós mesmos. Ele nos alcançou pela graça e começou a formar em nós o caráter de Jesus Cristo, que se aproximou dos necessitados, recebeu os desprezados, alimentou os famintos e demonstrou compaixão pelos aflitos.
Fazer o bem não significa tentar conquistar a salvação por meio de obras. Somos salvos somente pela graça, mediante a fé em Jesus Cristo. Entretanto, a fé verdadeira produz frutos. A pessoa alcançada pela misericórdia de Deus começa a desejar demonstrar misericórdia aos outros.
Não fazemos o bem para que Deus nos transforme em Seus filhos; fazemos o bem porque, em Cristo, fomos recebidos como filhos e estamos sendo transformados por Seu Espírito.
A bondade de Deus é a fonte da bondade cristã
A afirmação de que Deus faz o bem até mesmo aos maus precisa ser compreendida corretamente. Jesus ensinou que o Pai faz nascer o sol sobre maus e bons e envia chuva sobre justos e injustos. Essa realidade é frequentemente chamada de graça comum.
Deus concede vida, alimento, capacidades, relacionamentos e muitas outras dádivas a pessoas que não O reconhecem. Ele demonstra paciência e permite que muitos continuem vivendo, embora diariamente rejeitem Sua autoridade.
Essa bondade, contudo, não significa aprovação do pecado. O Senhor continua sendo santo e julgará toda injustiça. Sua paciência deve conduzir ao arrependimento, e não ser utilizada como desculpa para permanecer na rebeldia.
A maior manifestação da bondade divina não está apenas na chuva, no alimento ou na preservação da vida. Ela está no envio de Jesus Cristo. Deus ofereceu Seu Filho para salvar pecadores que não poderiam salvar a si mesmos.
Cristo morreu por pessoas culpadas, não por pessoas que já haviam conquistado o direito de serem amadas. Por isso, a cruz destrói nosso orgulho e se torna o modelo da bondade cristã.
Jesus é nosso maior exemplo de fazer o bem
Durante Seu ministério terreno, Jesus não passou indiferente pelas necessidades humanas. Ele curou enfermos, alimentou multidões, consolou os que choravam e ensinou a verdade com autoridade e compaixão.
O livro de Atos resume Seu ministério declarando que Jesus andou fazendo o bem e curando todos os oprimidos pelo diabo, porque Deus estava com Ele. Sua bondade não era uma estratégia para conquistar popularidade. Era expressão do Seu caráter santo e amoroso.
Cristo também fez o bem quando confrontou o pecado. A bondade bíblica não significa aprovar tudo o que uma pessoa deseja. Algumas vezes, amar exige advertir, corrigir e dizer a verdade.
Jesus recebeu pecadores com misericórdia, mas também os chamou ao arrependimento. Ele não humilhou os quebrantados nem fortaleceu sua rebeldia. Ofereceu perdão e uma nova vida.
Na cruz encontramos a expressão máxima dessa bondade. Enquanto era injustamente condenado, Jesus entregou-Se para resgatar aqueles que eram inimigos de Deus. Seu sacrifício não foi apenas um exemplo moral, mas uma obra redentora que remove a culpa de todos os que creem.
A bondade cristã é um testemunho diante do mundo
Em um ambiente marcado por egoísmo e indiferença, uma atitude de compaixão pode chamar a atenção. Quando alguém ajuda sem exigir pagamento, perdoa sem buscar vingança ou oferece tempo a uma pessoa esquecida, demonstra uma lógica diferente da lógica deste mundo.
Isso não significa que toda boa ação será imediatamente reconhecida como cristã. Muitas pessoas podem receber nossa ajuda sem desejar conhecer o evangelho. Ainda assim, nossa conduta deve ser coerente com a mensagem que anunciamos.
Não podemos falar sobre o amor de Cristo enquanto ignoramos deliberadamente quem sofre ao nosso lado. Tiago pergunta qual é a utilidade de dizer a uma pessoa com fome e sem roupas que vá em paz, sem oferecer aquilo de que necessita.
As boas obras não substituem a proclamação do evangelho, mas confirmam que nossa mensagem não é apenas teórica. Palavras e ações devem caminhar juntas.
Quando ajudamos alguém, não devemos agir como se fôssemos superiores. Somos apenas administradores daquilo que recebemos. Tudo o que possuímos — tempo, recursos, força, conhecimento e oportunidades — veio do Senhor.
Não rejeite aquele que realmente necessita
A Bíblia ordena que não neguemos o bem a quem dele necessita quando temos condições de ajudar. Isso exige atenção, porque muitas necessidades permanecem escondidas.
Existem pessoas que não possuem alimento suficiente, roupas adequadas ou um lugar seguro para morar. Outras possuem recursos materiais, mas enfrentam solidão, luto, enfermidade ou esgotamento emocional.
Fazer o bem pode significar preparar uma refeição, contribuir financeiramente, oferecer transporte ou ajudar alguém a encontrar atendimento adequado. Também pode significar ouvir com paciência, visitar uma pessoa enferma ou acompanhar alguém durante um período difícil.
Nem sempre conseguiremos resolver completamente o problema. Nossa limitação não deve ser motivo para indiferença. Talvez não possamos fazer tudo, mas podemos fazer alguma coisa responsável e útil.
Também precisamos evitar promessas que não poderemos cumprir. A bondade deve ser sincera, organizada e acompanhada de sabedoria.
Fazer o bem não se limita à ajuda material
Quando falamos sobre ajudar o próximo, pensamos rapidamente em dinheiro, alimentos e roupas. Essas formas de auxílio são importantes, mas a prática do bem possui uma dimensão muito mais ampla.
Uma palavra de encorajamento pode fortalecer alguém que estava perto de desistir. Uma visita pode lembrar a uma pessoa idosa que ela não foi esquecida. Uma oração pode sustentar um irmão que enfrenta uma luta desconhecida pelos demais.
Também fazemos o bem quando ensinamos uma habilidade, ajudamos alguém a encontrar trabalho, cuidamos temporariamente de uma criança ou orientamos uma pessoa que precisa tomar uma decisão.
Em alguns casos, a melhor ajuda não será oferecer dinheiro, mas orientação. Uma contribuição sem discernimento pode alimentar vícios, irresponsabilidade ou manipulação. A bondade bíblica busca o verdadeiro bem da pessoa, e não apenas o alívio momentâneo da nossa consciência.
Por isso, amor e sabedoria precisam caminhar juntos. Devemos perguntar como nossa ajuda poderá contribuir para a dignidade, a responsabilidade e a restauração daquele que a recebe.
A fé verdadeira produz obras
Tiago ensina que a fé sem obras é morta. Ele não afirma que somos justificados diante de Deus por acumularmos boas ações. Seu objetivo é mostrar que uma profissão de fé sem qualquer fruto deve ser examinada.
Uma árvore viva produz frutos de acordo com sua natureza. Da mesma forma, a pessoa regenerada começa a demonstrar amor, misericórdia, generosidade e obediência.
Esse processo não acontece de maneira perfeita ou instantânea. O cristão ainda luta contra o egoísmo e pode falhar em muitas ocasiões. Contudo, existe uma nova direção.
Aquele que pertence a Deus não deve imitar o mal, mas buscar aquilo que é bom. Como aprendemos ao considerar que aquele que pratica o bem demonstra pertencer a Deus, nossas ações revelam muito sobre a condição e a direção do coração.
Isso não significa que pessoas não cristãs sejam incapazes de praticar atos socialmente bons. A questão bíblica é que somente uma vida reconciliada com Deus pode produzir obras que fluam da fé e sejam oferecidas para Sua glória.
A oração também é uma maneira de fazer o bem
Paulo escreveu aos tessalonicenses:
No demais, irmãos, rogai por nós, para que a palavra do Senhor tenha livre curso e seja glorificada, como também o é entre vós.
2 Tessalonicenses 3:1
Paulo não estava pedindo apenas uma oração geral por conforto pessoal. Ele desejava que a igreja intercedesse pelo avanço da Palavra. O evangelho precisava correr, alcançar outras pessoas e ser recebido com fé.
Essa passagem mostra que a oração participa da obra missionária. Os cristãos de Tessalônica talvez não pudessem acompanhar fisicamente Paulo em todas as viagens, mas poderiam cooperar por meio da intercessão.
Orar pelos irmãos é uma forma real de cuidado. Podemos pedir que Deus fortaleça os enfermos, console os enlutados, conceda sabedoria aos líderes e abra portas para a pregação.
Entretanto, não devemos utilizar a oração como desculpa para evitar uma ação possível. Se alguém está com fome e temos condições de oferecer alimento, não basta apenas dizer que oraremos.
A oração e a ação não são rivais. Oramos pedindo que Deus intervenha e permanecemos disponíveis para ser instrumentos dessa intervenção.
Ore para que a Palavra do Senhor avance
O pedido de Paulo deve continuar presente nas orações da igreja. Vivemos em um mundo no qual milhões de pessoas ainda não conhecem claramente o evangelho de Jesus Cristo.
Precisamos orar por missionários, pastores, evangelistas, professores e tradutores das Escrituras. Eles enfrentam oposição, limitações culturais, dificuldades financeiras e, em alguns lugares, perseguição.
Também devemos orar para que a mensagem seja fiel. Não basta que algo chamado “evangelho” se espalhe. A Palavra precisa ser anunciada sem distorções, sem falsas promessas de prosperidade e sem esconder a necessidade de arrependimento.
O verdadeiro evangelho anuncia que Deus é santo, o homem é pecador e Jesus morreu e ressuscitou para salvar todos os que se arrependem e creem.
Quando essa mensagem é recebida, Cristo é glorificado. Pessoas deixam os ídolos, abandonam caminhos de pecado e começam uma nova vida de obediência.
O contexto de 2 Tessalonicenses 3
A segunda carta aos Tessalonicenses trata de perseverança, esperança na volta de Cristo e correção de alguns problemas existentes na igreja.
No capítulo três, Paulo confronta irmãos que estavam vivendo de maneira desordenada. Alguns haviam parado de trabalhar e dependiam indevidamente dos demais, embora aparentemente possuíssem capacidade para exercer suas responsabilidades.
É possível que uma compreensão equivocada sobre a volta de Cristo tenha contribuído para essa atitude. Se pensavam que o dia do Senhor aconteceria imediatamente, talvez tenham concluído que o trabalho cotidiano não possuía mais importância.
Paulo rejeita essa conclusão. A esperança da volta de Cristo não produz irresponsabilidade. Pelo contrário, deve levar-nos a viver de maneira fiel, organizada e útil enquanto aguardamos.
O apóstolo lembra que ele e seus companheiros trabalharam durante sua permanência entre os tessalonicenses. Embora possuíssem direito de receber sustento, esforçaram-se para oferecer um exemplo.
Trabalhando com sossego
A esses tais, porém, mandamos e exortamos, por nosso Senhor Jesus Cristo, que, trabalhando com sossego, comam o seu próprio pão.
2 Tessalonicenses 3:12
Paulo não condena pessoas impossibilitadas de trabalhar por causa de enfermidade, idade, deficiência, falta de oportunidades ou outras circunstâncias reais. Seu confronto é dirigido àqueles que podiam trabalhar, mas se recusavam deliberadamente.
A distinção é essencial. A igreja deve cuidar dos verdadeiramente necessitados, mas também precisa incentivar a responsabilidade daqueles que possuem capacidade.
A expressão “trabalhando com sossego” apresenta uma vida ordenada, sem agitação desnecessária e sem interferência irresponsável na vida alheia. A pessoa deveria ocupar-se honestamente de suas próprias tarefas.
O trabalho não é resultado da queda. Antes da entrada do pecado, Adão já havia recebido a responsabilidade de cultivar e guardar o jardim. A queda tornou o trabalho doloroso, mas não removeu sua dignidade.
Por meio do trabalho, servimos ao próximo, sustentamos nossa família e obtemos recursos para ajudar quem necessita. Por isso, a diligência cristã não é apenas um assunto econômico; faz parte do testemunho.
A preguiça não deve ser confundida com necessidade
É injusto chamar toda pessoa desempregada ou dependente de preguiçosa. Existem situações complexas nas quais alguém procura trabalho e não encontra, enfrenta limitações de saúde ou precisa cuidar de familiares.
A igreja deve ouvir, conhecer a realidade e evitar julgamentos precipitados. A compaixão não pode ser substituída por rótulos.
Ao mesmo tempo, a misericórdia não exige que fortaleçamos comportamentos irresponsáveis. Quando alguém possui capacidade e oportunidades, mas escolhe viver explorando continuamente outras pessoas, precisa ser orientado e corrigido.
A ajuda mais amorosa pode incluir acompanhamento, capacitação profissional, organização financeira e estabelecimento de limites. Dar dinheiro indefinidamente sem enfrentar o problema pode não produzir o verdadeiro bem.
O objetivo da disciplina cristã não é humilhar, mas restaurar. Paulo deseja que os desordenados voltem a viver de maneira responsável e honrosa.
O trabalho honesto glorifica a Deus
Não existem apenas profissões religiosas capazes de glorificar ao Senhor. O cristão pode honrar a Deus trabalhando na construção, na educação, na saúde, no comércio, no transporte, na tecnologia ou cuidando do lar.
A questão principal não é apenas qual trabalho realizamos, mas como o realizamos. Devemos agir com honestidade, pontualidade, responsabilidade e respeito.
Paulo ensinou que tudo deve ser feito de coração, como para o Senhor. Por isso, devemos fazer nosso trabalho para o Senhor e não apenas para os homens.
Essa perspectiva transforma tarefas comuns. Mesmo quando o chefe não reconhece o esforço, Deus vê. Mesmo quando a atividade parece pequena, pode ser realizada com excelência e gratidão.
Trabalhar para o Senhor também significa rejeitar a corrupção, a mentira e a exploração. Um lucro obtido por meios injustos não glorifica a Deus.
Não se cansem de fazer o bem
E vós, irmãos, não vos canseis de fazer o bem.
2 Tessalonicenses 3:13
Depois de corrigir os que se recusavam a trabalhar, Paulo dirige-se aos irmãos fiéis. Eles não deveriam permitir que o abuso de algumas pessoas destruísse sua disposição para praticar o bem.
Esse detalhe é muito importante. Quando ajudamos alguém e percebemos que fomos enganados, podemos tornar-nos desconfiados e decidir nunca mais auxiliar ninguém.
A decepção é real e deve ensinar-nos discernimento. Contudo, não pode transformar nosso coração em pedra. O mau uso da ajuda por uma pessoa não significa que todos os necessitados sejam manipuladores.
Paulo une duas verdades: a igreja precisa corrigir a irresponsabilidade e continuar praticando a bondade. Discernimento sem misericórdia torna-se dureza; misericórdia sem discernimento pode tornar-se ingenuidade.
A bondade cristã não é cega, mas também não permite que as decepções matem a compaixão.
Por que nos cansamos de fazer o bem?
Podemos cansar-nos porque não vemos resultados. Investimos tempo em uma pessoa, oferecemos conselhos e ajudamos repetidamente, mas ela parece continuar tomando as mesmas decisões.
Também podemos desanimar porque não recebemos gratidão. Algumas pessoas recebem ajuda e nunca voltam para agradecer. Outras chegam a criticar aquele que as serviu.
Outro motivo é a comparação. Observamos pessoas menos comprometidas recebendo mais reconhecimento e começamos a perguntar por que continuamos servindo.
O excesso de responsabilidades também pode produzir esgotamento. Não somos chamados a resolver todas as necessidades do mundo sozinhos. Precisamos reconhecer limites, repartir tarefas e descansar.
Jesus serviu intensamente, mas também se retirava para orar. Em algumas ocasiões, afastou-Se das multidões. A perseverança no bem exige uma vida ordenada, e não ativismo sem limites.
Nossa motivação não deve ser o reconhecimento
Se fazemos o bem apenas para receber elogios, desistiremos quando os aplausos não chegarem. Jesus advertiu contra a prática da justiça realizada para ser vista pelos homens.
Isso não significa que toda ação precisa ser secreta. Existem boas obras públicas que inspiram outras pessoas e mobilizam a comunidade. A questão está na motivação do coração.
Podemos ajudar alguém e, ao mesmo tempo, desejar construir uma imagem de generosidade. Somente Deus conhece completamente nossas intenções.
Por isso, devemos perguntar: eu faria essa mesma ação se ninguém soubesse? Continuaria servindo se meu nome não fosse mencionado?
Quando fazemos tudo para a glória do Senhor, o reconhecimento humano deixa de ser nossa recompensa principal.
Deus vê o que é feito em secreto
Muitas boas ações nunca serão conhecidas publicamente. Uma pessoa oferece ajuda discretamente, intercede durante anos por um familiar ou cuida diariamente de alguém enfermo sem receber qualquer homenagem.
Deus vê cada detalhe. Ele conhece o custo, a intenção e o amor envolvidos. Nada do que é realizado para Sua glória passa despercebido.
Entretanto, precisamos falar com cuidado sobre recompensa. Não fazemos o bem para obrigar Deus a conceder prosperidade material ou para criar uma dívida que Ele deverá pagar.
A recompensa pode não aparecer nesta vida da maneira esperada. Muitos servos fiéis morreram sem receber reconhecimento. Sua esperança estava na ressurreição e na aprovação de Cristo.
A maior recompensa não é uma coleção de benefícios terrenos, mas ouvir a aprovação do Senhor e viver eternamente em Sua presença.
Fazer o bem durante o sofrimento
É relativamente fácil ajudar quando possuímos energia, recursos e tranquilidade. O desafio aumenta quando nós mesmos estamos sofrendo.
Pedro escreveu a cristãos que enfrentavam perseguição e os orientou a continuar praticando o bem. Eles deveriam entregar a vida ao fiel Criador e permanecer na obediência.
Essa verdade é aprofundada quando aprendemos a confiar a vida ao fiel Criador e continuar fazendo o bem, mesmo durante períodos de aflição.
O sofrimento pode tornar-nos excessivamente concentrados em nós mesmos. Isso é compreensível, porque a dor exige atenção. Ainda assim, algumas pessoas encontram renovação quando, dentro dos próprios limites, continuam servindo.
Não se trata de ignorar nossa necessidade de cuidado. Quem está esgotado também precisa receber ajuda. A igreja deve ser uma comunidade na qual todos servem e também permitem ser servidos.
Fazer o bem aos inimigos
A bondade cristã não está limitada aos amigos e às pessoas que nos tratam bem. Jesus ordenou que amássemos os inimigos e orássemos pelos perseguidores.
Isso não significa aprovar abusos, permanecer em situações perigosas ou impedir que a justiça seja aplicada. Podemos amar alguém e, ao mesmo tempo, estabelecer limites, denunciar um crime ou afastar-nos de uma ameaça.
Fazer o bem ao inimigo significa recusar a vingança pessoal, não responder ao mal com outro mal e desejar que aquela pessoa seja levada ao arrependimento.
Paulo ensina que, se o inimigo estiver com fome, devemos alimentá-lo. Ao agir assim, vencemos o mal com o bem.
Essa postura não nasce da fraqueza, mas da confiança na justiça de Deus. Não precisamos destruir o adversário porque sabemos que o Senhor julgará perfeitamente.
A misericórdia não elimina limites
Algumas pessoas acreditam que fazer o bem significa nunca dizer “não”. Essa ideia pode produzir culpa, manipulação e esgotamento.
Jesus ajudou muitas pessoas, mas não atendeu a todas as exigências colocadas diante Dele. Em alguns momentos, retirou-Se; em outros, confrontou motivações erradas.
Podemos negar um pedido quando ele alimentaria um vício, uma mentira ou uma irresponsabilidade. Também podemos encaminhar a pessoa para uma ajuda mais adequada.
Estabelecer limites não é necessariamente falta de amor. Muitas vezes, é uma forma de buscar o verdadeiro bem a longo prazo.
A questão deve ser examinada com oração, sabedoria e, quando necessário, conselho de irmãos maduros.
A igreja deve ser uma comunidade de cuidado
A prática do bem não deve depender apenas de iniciativas individuais. A igreja inteira é chamada a cuidar dos vulneráveis, apoiar famílias e responder às necessidades existentes na comunidade.
No livro de Atos, os cristãos compartilhavam recursos para que ninguém permanecesse desamparado. Também foram escolhidos homens para organizar a distribuição diária às viúvas.
Esse exemplo mostra a importância da organização. Boa intenção sem administração pode produzir injustiça, desperdício e favorecimento.
As igrejas podem criar fundos de misericórdia, programas de alimentação, apoio profissional e redes de cuidado. Também devem prestar contas dos recursos recebidos.
O objetivo não é transformar a igreja apenas em uma instituição social. Sua missão central continua sendo glorificar a Deus, proclamar o evangelho e fazer discípulos. Contudo, o evangelho produz amor concreto pelo próximo.
Cuidar dos órfãos, das viúvas e dos vulneráveis
A Bíblia demonstra atenção especial aos órfãos, às viúvas, aos estrangeiros e aos pobres. Essas pessoas frequentemente possuíam pouca proteção social e podiam ser exploradas.
Tiago afirma que a religião pura inclui visitar órfãos e viúvas em suas aflições. Isso mostra que a verdadeira espiritualidade não é indiferente ao sofrimento.
Hoje, também existem crianças vulneráveis, mães sozinhas, idosos abandonados, migrantes, pessoas com deficiência e famílias afetadas pelo desemprego.
Nem todos poderão envolver-se em todas essas áreas, mas cada cristão e cada igreja pode avaliar onde possui condições de servir de maneira responsável.
O cuidado deve preservar a dignidade. Não devemos expor imagens e histórias de pessoas necessitadas apenas para promover nossa própria reputação.
Pequenos gestos também possuem valor
Nem toda boa obra será grandiosa ou pública. Jesus falou sobre oferecer até mesmo um copo de água em Seu nome.
Uma mensagem enviada no momento certo pode impedir que alguém se sinta completamente sozinho. Uma refeição simples pode aliviar uma família cansada. Uma visita breve pode iluminar o dia de uma pessoa enferma.
Não devemos desprezar as pequenas oportunidades enquanto esperamos realizar algo extraordinário. A maior parte da fidelidade cristã acontece em decisões comuns.
O Reino de Deus frequentemente avança por meio de sementes discretas. Talvez nunca saibamos nesta vida todo o impacto de uma palavra, uma oração ou um gesto de compaixão.
A bondade é fruto do Espírito
Nossa capacidade natural de fazer o bem é limitada e frequentemente misturada com egoísmo. Necessitamos da ação do Espírito Santo.
Paulo inclui a bondade entre os frutos produzidos pelo Espírito. Isso significa que a prática cristã do bem não nasce apenas de disciplina externa, mas de uma transformação interior.
Quanto mais conhecemos Cristo, mais percebemos nosso egoísmo. Também descobrimos que não conseguimos amar consistentemente apenas com nossa força.
Por isso, devemos orar: “Senhor, torna-me atento às necessidades, liberta-me da indiferença e concede-me sabedoria para servir”.
O Espírito utiliza a Palavra, a comunhão e as oportunidades diárias para formar em nós o caráter de Jesus.
Como perseverar sem se esgotar?
Primeiramente, precisamos lembrar que não somos o Salvador. Jesus já ocupa essa posição. Não conseguimos resolver todos os problemas nem atender todas as necessidades.
Também devemos servir dentro dos limites estabelecidos por Deus. Há momentos para oferecer ajuda e momentos para descansar. Ignorar continuamente o corpo e a família não é espiritualidade.
É importante repartir responsabilidades. A igreja é um corpo, e nenhum membro recebeu todos os dons ou recursos.
Também precisamos renovar nossas motivações no evangelho. Quando servimos apenas por culpa, pressão ou necessidade de aprovação, o cansaço torna-se ainda maior.
Finalmente, devemos permanecer em oração. A bondade cristã precisa ser alimentada pela comunhão com a fonte de toda bondade.
Conclusão: não desistamos de fazer o bem
A ordem de Paulo continua necessária: “Irmãos, não vos canseis de fazer o bem”. O mundo está cheio de razões para a indiferença, mas o evangelho oferece uma razão maior para a compaixão.
Deus demonstrou bondade quando éramos pecadores e enviou Seu Filho para nossa salvação. Não merecíamos essa graça, mas fomos alcançados por ela.
Agora somos chamados a refletir o caráter de Cristo. Isso inclui alimentar o faminto, acompanhar o aflito, orar pelos irmãos, trabalhar honestamente e tratar até os inimigos com misericórdia.
As boas obras não compram a salvação. Elas são frutos de uma vida transformada. Fazemos o bem porque Cristo nos amou primeiro e Seu Espírito está formando em nós uma nova disposição.
Também precisamos unir compaixão e discernimento. Paulo corrigiu aqueles que não desejavam trabalhar, mas imediatamente advertiu os irmãos para que não abandonassem a bondade.
Uma experiência negativa não deve tornar-nos indiferentes a todos. Podemos aprender, estabelecer limites e melhorar a maneira de ajudar sem fechar o coração.
Talvez ninguém reconheça aquilo que fazemos. Mesmo assim, Deus conhece as intenções e vê o serviço realizado em secreto.
Não devemos exigir uma recompensa material imediata. Nossa esperança está em Cristo, na ressurreição e na certeza de que nenhum trabalho feito para o Senhor é inútil.
Comecemos com aquilo que está diante de nós. Talvez exista uma pessoa que precisa ser ouvida, uma família que necessita de alimento ou um irmão que precisa de oração.
Não esperemos possuir grandes recursos para agir. Podemos utilizar o tempo, as habilidades, a atenção e aquilo que Deus já colocou em nossas mãos.
Fazer o bem é uma expressão prática do evangelho: recebemos graça sem merecer e, por isso, oferecemos amor sem transformar cada gesto em uma negociação.
Que o Senhor nos livre da preguiça, da indiferença e da busca por reconhecimento. Que também nos conceda sabedoria para ajudar sem alimentar comportamentos destrutivos.
Continuemos trabalhando com honestidade, orando pelo avanço da Palavra e servindo aqueles que Deus colocar em nosso caminho.
Mesmo quando estivermos cansados, decepcionados ou pouco reconhecidos, não abandonemos a prática da bondade. O Deus que vê em secreto é fiel, e tudo o que é feito para Sua glória possui valor eterno.
21 comments on “Não te canses de fazer o bem”
As nossas ações devem ser coerentes às ações de Deus para conosco, se Deus é bom conosco, nós devemos ser bons com todos os que nos cercam. Deus nos mandou amar o próximo e fazer o bem, assim como ele nos ama e só nos faz bem. As pessoas, hoje em dia, precisam de mais amor. Ajudais essas pessoas assim como Deus nos ajuda. Amém!
Amém eu te amo meu senhor Deus muito obrigada por me ajudar a caminhar e praticar a sua palavra em nome de Jesus Cristo meu senhor.
Meu Senhor e meu Deus eu te amor e te adoro e Tu me ensinastes que devo amar ao próximo como a mim mesmo! Senhor tenho feito a tua vontade e ajudo o meu irmão no momento necessário! Fazei com que eu sempre cumpra o teu mandamento e possa ter condições de sempre amparar o próximo Jesus, meu Senhor e Salvador! Obrigado meu Pai por tudo que tem dado, obrigado pelas bênçãos rotineiras, obrigado por tua bondade e misericórdia meu Deus! Glória a Deus! Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo! Amém!
Amém senhor meu Deus maravilhoso me ajude a ser um cristão melhor 🙏
Ó Deus poderoso pai celestial,ensina-me senhor à amar o próximo como a mim mesmo senhor Jesus,e prepara-me meu querido Deus o meu coração para ajudar os demais que precisa de ajuda,em nome do senhor Jesus que é o nosso salvador.
Amém
Amém, que assim seja em nome de Jesus, que nunca me falte o meu pão de cada dia, pra que eu possa ajudar as pessoas que necessitar,obg senhor por tudo agradeço por cada momento da minha vida ,que assim seja Amém
Obrigada Senhor por me ensinar a fazer o bem.
Que faz bem recebe recebe bem do senhor Jesus Cristo amém. Obrigado por estás palavras nesta manhã.
Faça o bem sempre pois deus te recompensa em dobro🙏🙏
Amémll
Amém. Gratidão Pai Celestial!
Amém! Devemos fazer o bem sem olhar a quem.Glória a Deus.Louvado seja Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.Te amo Jesus 🙏🙏
Meu Senhor e meu Deus, em nome de Jesus, meu Senhor e Salvador, agradeço Senhor por ter me ensinado que devemos sempre fazer o bem, e amar ao próximo como a nos mesmos. Obrigado Jesus por me ajudar a enfrentar os obstáculos da vida, e sempre segurar as minhas mãos na hora que mais preciso. Se Tu estás comigo meu Deus nada temerei e honrarei sempre o Teu Nome Senhor, pois Tu me ensinaste que serei mais do que vencedor. Toda honra e toda glória seja dada a Ti Senhor. Glória a Deus, louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo e o Espírito Santo de Deus! Amém!
Aleluia Aleluia Glórias e Glórias para todo sempre obrigado Senhor Jesus Cristo pelas suas palavras que eu possa fazer sempre o Bem sem olha as circunstâncias e nem a quem te agradeço Pai em Nome do Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo Amém 🙏
Tem certos tipos de atitudes que, mesmo simples, são extremamente valiosas e necessárias, não só para nós, mas também como para aqueles que nos rodeiam e para Deus. Portanto, sempre procuremos pregar o bem, não importa a quem seja, daremos sempre o nosso melhor e sejamos adoráveis. Amém!
Amém! Eu creio e te agradeço meu Deus por tudo pelo teto que me abriga pelo pão nosso de cada dia e por tudo que tens feito por nós, o quão Tu és poderoso, maravilhoso e misericordioso e devemos sim sempre ajudar as pessoas necessitadas pois somos todos irmãos e te peço meu Deus em nome de Jesus meu Senhor e Salvador que me perdoe os meus pecados pois somos falhos e também te peço meu Senhor que traz a cura tanto pra mim como pra a minha esposa pois Tu és o meu refúgio e a minha fortaleza a Ti toda honra e toda glória agora e para sempre, Amém. Te amo e te adoro Jesus de todo meu coração 🙏🙏
Obrigado Deus pela essa mensagem que ensina tudo que a gente precisa ajudar o próximo como assim mesmo e não olhar para trás o que o senhor nos ajuda também o senhor não rejeita nós você está sempre do nosso lado obrigado por o senhor ensinar que nós tem que fazer o bem mesmo que aquelas pessoas não passa por nós mas nós tem que mostrar que nós tem um Deus todo poderoso que tá sempre nos ajudando ajudar sem olhar para quem obrigado pai Amém
Procuremos fazer sempre aquilo que Deus nos ordenou, que é amar o próximo e fazer o bem sem esperar nada em troca. Simples gestos são extremamente necessários para a pessoa do outro lado, para fazer com que o seu dia melhore e a sua vida prospere. Quando nós ajudamos o outro, parte de nós se favorece também, pois nossa consciência e nossa alma ficam limpas e tem consciência de que fizeram algo bom. Amém!
Senhor, meu Deus as vezes tenho portado-me mal diante dos teus olhos, peço que o pai todo poderoso perdoa- me e purifica- me com toda sua justiça, encontro-me longe da perfeição, capacita-me dia pós dia para que eu possa amar o meu próximo assim como o senhor amou-me. Amém.