Não saiba a sua esquerda o que a sua direita faz

Não devemos fazer boas obras para sermos vistos pelos homens, mas para glorificar a Deus. Por isso, é importante lembrar que tudo deve ser feito para a glória de Deus, inclusive nossa generosidade.

Não é de bom gosto andar publicando as boas obras que fazemos com grande fanfarra, nem tampouco exibir nossas ações como se fossem troféus espirituais. A razão é simples: tudo o que fazemos deve ser para a glória de Deus e não para alimentar nosso orgulho pessoal. O Senhor não compartilha Sua glória com ninguém, e qualquer obra que realizemos deve nascer de um coração sincero, não de desejos de aplauso humano.

A motivação correta é tão importante quanto a ação em si. Uma pessoa pode ajudar alguém e, ainda assim, fazer isso por vaidade. Pode dar uma oferta, servir em uma obra, alimentar o necessitado ou socorrer alguém em dificuldade, mas se o objetivo principal é ser admirada, elogiada ou reconhecida, então seu coração está distante do propósito correto. Por isso, quando ajudamos alguém, devemos nos perguntar: estamos fazendo isso para ser vistos pelos homens ou para glorificar o nome do nosso Deus?

Jesus confrontou a generosidade hipócrita

Quando Jesus passou pelas aldeias e províncias anunciando a Palavra de Deus, Ele observou algo que ainda hoje acontece em nosso tempo. Os escribas e fariseus, ao realizarem atos de caridade, faziam questão de que tudo fosse visto e comentado. Tocavam trombetas, chamavam atenção, buscavam aplausos e reconhecimento. Eles queriam que o mundo soubesse o quão “bons” eram.

Aos olhos humanos, talvez parecessem pessoas muito piedosas. Afinal, estavam dando esmolas, praticando obras religiosas e ajudando publicamente. Porém, Jesus não se impressionava com a aparência. Ele via o coração. Ele sabia que, por trás daquela aparente generosidade, havia orgulho, desejo de honra e hipocrisia espiritual.

Cristo confrontou essa prática porque ela transforma uma obra boa em instrumento de exaltação pessoal. Ajudar o próximo é algo bíblico e necessário, mas ajudar para ser visto é uma perversão da verdadeira caridade. A obra pode parecer bonita por fora, mas se a motivação está contaminada pela vaidade, ela perde seu valor diante de Deus.

Por isso, precisamos aprender que Deus não avalia apenas o que fazemos, mas também por que fazemos. O homem observa a ação; Deus examina a intenção. O homem vê a mão que entrega; Deus vê o coração que deseja ser aplaudido. O homem pode elogiar uma obra visível; Deus pode rejeitá-la se ela nasceu da hipocrisia.

Não toque trombetas diante dos homens

Portanto, quando você der esmola, não anuncie isso com trombetas, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, a fim de serem honrados pelos outros. Eu lhes garanto que eles já receberam sua plena recompensa.
Mateus 6:2

Jesus denuncia uma atitude que se tornou muito comum: pessoas que se exaltam por terem ajudado alguém. Ajudar o próximo é bom, é bíblico e agrada ao Senhor, mas Jesus nos ensina que, quando fizermos isso, não devemos procurar reconhecimento. Quando a motivação é ser visto, admirado ou elogiado, então a recompensa já foi recebida.

A expressão “tocar trombetas” aponta para uma atitude pública de autopromoção. É como se a pessoa dissesse: “Olhem para mim, vejam o que estou fazendo, reconheçam minha bondade”. Mesmo que hoje não toquemos trombetas literais, podemos fazer a mesma coisa de outras formas: publicações exageradas, discursos de autopromoção, vídeos calculados, comentários que destacam nossa própria generosidade e atitudes que buscam aplauso.

Há uma diferença entre testemunhar a bondade de Deus e promover a própria imagem. Há momentos em que uma obra pode ser conhecida para inspirar outros, prestar contas ou motivar generosidade coletiva. Porém, o perigo está no coração que deseja ser o centro. Quando a caridade se transforma em vitrine pessoal, ela deixa de apontar para Deus e passa a apontar para o homem.

Jesus disse que esses hipócritas já receberam sua plena recompensa. Qual recompensa? O aplauso humano. Foram vistos, elogiados, admirados e considerados piedosos. Mas essa recompensa é pequena demais comparada ao galardão que Deus dá. O aplauso dos homens passa rapidamente; a aprovação do Pai permanece para sempre.

A generosidade cristã deve nascer da humildade

A verdadeira generosidade não nasce do desejo de aparecer, mas de um coração transformado pela graça. Quem compreendeu a misericórdia de Deus não ajuda o próximo para se sentir superior, mas porque reconhece que também recebeu tudo pela bondade do Senhor. A caridade cristã não humilha quem recebe; ela serve com amor, respeito e discrição.

Quando ajudamos alguém, devemos lembrar que não somos donos absolutos dos recursos que possuímos. Somos mordomos. Tudo o que temos veio de Deus: saúde, força, trabalho, oportunidades, sustento e capacidade de servir. Portanto, quando damos, não estamos fazendo algo para engrandecer nosso nome, mas administrando aquilo que o próprio Deus nos confiou.

A humildade nos protege da vaidade espiritual. Ela nos faz lembrar que poderíamos estar no lugar da pessoa necessitada. Hoje ajudamos; amanhã talvez precisemos ser ajudados. Hoje estendemos a mão; amanhã talvez alguém precise estender a mão para nós. Essa consciência nos impede de tratar a generosidade como motivo de orgulho.

Por isso, devemos meditar no ensino de que Deus ama quem dá com alegria. A generosidade que agrada ao Senhor não é forçada, exibida ou interesseira. Ela nasce de um coração grato, livre e disposto a servir sem exigir reconhecimento.

A mão esquerda não deve saber o que faz a direita

Mas quando você der esmola, que a sua mão esquerda não saiba o que está fazendo a direita,
Mateus 6:3

Essa expressão é profundamente simbólica. “Que a sua mão esquerda não saiba o que está fazendo a direita” significa que a ajuda deve ser discreta, humilde e livre de vanglória. A obra deve ser feita de maneira tão natural e despretensiosa que nem mesmo nós devemos ficar alimentando orgulho por causa dela.

Jesus nos chama a uma generosidade silenciosa, a um amor que não busca holofotes. É como se Ele dissesse: “Ajudem de tal forma que somente Deus saiba, porque Ele é o único cuja aprovação realmente importa”. Essa é uma lição muito difícil para o coração humano, porque nossa natureza pecaminosa gosta de reconhecimento.

Muitas vezes não queremos apenas fazer o bem; queremos que os outros saibam que fizemos. Queremos que comentem nossa bondade, que nos vejam como espirituais, que reconheçam nossa dedicação. Mas Cristo nos chama a matar esse desejo de autopromoção. Ele nos convida a servir diante dos olhos do Pai, não diante dos aplausos da multidão.

A generosidade secreta purifica nosso coração porque nos obriga a depender da recompensa de Deus. Quando ninguém vê, ninguém elogia. Quando ninguém sabe, ninguém nos coloca em destaque. Então nossa alma é testada: será que continuaremos fazendo o bem mesmo sem reconhecimento? Essa pergunta revela muito sobre nossa maturidade espiritual.

O Pai vê o que é feito em segredo

de forma que você preste a sua ajuda em segredo. E seu Pai, que vê o que é feito em segredo, o recompensará.
Mateus 6:4

Esse é um dos ensinamentos mais preciosos de Cristo: Deus vê o que é feito em segredo. O Senhor observa cada gesto de bondade que nasce de um coração sincero. Nada escapa aos Seus olhos. Ele vê quando ajudamos uma pessoa necessitada sem esperar nada em troca. Ele vê quando estendemos a mão ao oprimido. Ele vê quando alimentamos o faminto, consolamos o quebrantado e socorremos alguém em silêncio.

Essa verdade deve nos consolar profundamente. Talvez ninguém saiba o que você fez. Talvez ninguém agradeça. Talvez a pessoa ajudada nem reconheça plenamente seu esforço. Talvez seu serviço permaneça invisível aos olhos de todos. Mas Deus viu. E se Deus viu, isso é suficiente. O Pai que vê em secreto recompensa no tempo certo e da maneira certa.

A recompensa de Deus não deve ser entendida apenas como bens materiais. Muitas vezes, o Senhor recompensa com paz, alegria, crescimento espiritual, comunhão mais profunda, fruto eterno e aprovação diante dEle. A maior recompensa não é receber algo de Deus, mas saber que agradamos ao nosso Pai celestial.

Quando fazemos o bem em secreto, aprendemos a viver diante de Deus. Isso nos liberta da escravidão da opinião humana. Não precisamos anunciar tudo, provar tudo, mostrar tudo ou justificar tudo. Nosso Pai vê. Nosso Pai conhece. Nosso Pai recompensa.

Deus também vê as intenções escondidas

Da mesma forma que Deus vê o bem feito em segredo, Ele também vê o mal que o homem pratica, mesmo quando tenta escondê-lo. Não adianta disfarçar intenções ou mascarar ações, porque diante do olhar divino tudo está nu e patente. O Senhor conhece cada pensamento, cada desejo e cada motivação.

Isso deve produzir temor em nós. Podemos enganar pessoas com aparência de piedade, mas não podemos enganar a Deus. Podemos fazer uma obra bonita por fora e, ainda assim, carregarmos um coração cheio de vaidade por dentro. Podemos ajudar alguém publicamente e, ao mesmo tempo, estarmos buscando apenas nossa própria glória.

Por isso, devemos pedir ao Senhor que purifique nossas motivações. A oração do salmista deve ser também a nossa: que Deus sonde nosso coração e veja se há em nós algum caminho mau. Muitas vezes, nem percebemos o quanto desejamos reconhecimento. O orgulho pode se esconder até mesmo nas obras mais religiosas.

É importante lembrar que as obras e a Palavra de Deus devem caminhar juntas. A Palavra corrige nossas intenções, revela nossos pecados e nos ensina a servir de maneira que agrade ao Senhor. Sem a Palavra, podemos transformar boas obras em instrumentos de vaidade.

Boas obras não compram salvação

Outro ponto importante é entender que boas obras não compram salvação. Ajudar o próximo, dar esmolas, servir na igreja ou praticar generosidade não nos torna justos diante de Deus por mérito próprio. Somos salvos pela graça, mediante a fé em Cristo. As boas obras não são a raiz da salvação, mas o fruto de uma vida transformada.

Isso nos livra de dois erros. O primeiro é o orgulho religioso, quando alguém pensa que suas obras o tornam superior aos outros ou digno do favor de Deus. O segundo é a negligência, quando alguém diz crer em Cristo, mas não demonstra nenhum fruto de amor, misericórdia e serviço. A fé verdadeira produz obras, mas as obras jamais substituem a fé em Cristo.

Quando ajudamos alguém, não devemos pensar que Deus fica em dívida conosco. O Senhor não nos deve nada. Tudo o que fazemos de bom só é possível porque Ele primeiro nos alcançou com Sua graça. Se há amor em nós, é porque Ele derramou Seu amor em nosso coração. Se há generosidade, é porque Ele nos ensinou a dar.

Portanto, nossas obras devem ser resposta de gratidão, não moeda de troca. Servimos porque fomos servidos por Cristo. Amamos porque fomos amados. Perdoamos porque fomos perdoados. Damos porque recebemos do Senhor muito mais do que poderíamos merecer.

A caridade não deve humilhar quem recebe

Um perigo muito comum é ajudar alguém de forma que a pessoa seja exposta, envergonhada ou usada como meio de promoção. Isso não é amor cristão. A verdadeira caridade preserva a dignidade do necessitado. Ela não transforma a dor do outro em conteúdo para autopromoção. Ela não usa a miséria alheia como cenário para parecer bondoso.

Quando ajudamos alguém, precisamos lembrar que aquela pessoa foi criada à imagem de Deus. Ela não é um objeto para nossa vaidade. Ela não é uma ferramenta para melhorar nossa reputação. Ela é alguém que deve ser tratado com respeito, cuidado e sensibilidade. A generosidade cristã não apenas entrega algo; ela comunica amor.

Há momentos em que obras públicas são necessárias, especialmente quando envolvem projetos comunitários, prestação de contas ou mobilização de recursos. Mesmo nesses casos, devemos ter cuidado com o tom, a exposição e a motivação. A pergunta continua sendo a mesma: estamos servindo ao próximo ou usando o próximo para nos promover?

Ajudar sem humilhar é um sinal de maturidade espiritual. É possível ser generoso e, ao mesmo tempo, discreto. É possível servir e preservar a dignidade do outro. É possível fazer o bem sem transformar tudo em espetáculo.

O perigo da vaidade nas redes sociais

Em nossos dias, esse ensino de Jesus se torna ainda mais urgente por causa das redes sociais. Vivemos em uma época em que quase tudo é publicado, registrado, compartilhado e comentado. Muitas pessoas sentem necessidade de mostrar cada gesto, cada ajuda, cada oferta e cada boa ação. O perigo é que a caridade se transforme em conteúdo e o necessitado se transforme em instrumento de engajamento.

Não podemos ignorar que as redes sociais podem ser usadas para o bem. Elas podem divulgar necessidades reais, mobilizar ajuda, inspirar generosidade e prestar contas de projetos sérios. Contudo, o coração humano é enganoso. A linha entre inspirar e se promover pode ser muito fina. Por isso, precisamos de discernimento e temor de Deus.

Antes de publicar uma boa obra, devemos perguntar: isso é necessário? Vai glorificar a Deus ou a mim? Vai preservar a dignidade da pessoa ajudada? Vai estimular outros a servir ou vai alimentar minha imagem? Estou buscando edificação ou aplauso? Essas perguntas nos ajudam a examinar o coração.

A generosidade que Jesus ensina não precisa de plateia. Ela pode acontecer longe das câmeras, longe dos comentários, longe dos elogios. E, muitas vezes, é justamente essa generosidade escondida que mais agrada ao Pai.

O serviço secreto forma o caráter cristão

Servir em secreto é uma disciplina espiritual. Ele nos ensina a depender da aprovação de Deus e não da aprovação dos homens. Também nos ajuda a combater o orgulho, porque impede que transformemos tudo em reputação pessoal. Quando servimos em silêncio, nosso caráter é moldado diante do Pai.

Há muitas formas de serviço secreto: uma oferta anônima, uma visita discreta, uma oração constante por alguém, uma ajuda financeira sem exposição, uma palavra de encorajamento em particular, uma refeição enviada sem alarde, um apoio dado sem exigir retorno. Tudo isso pode parecer pequeno aos olhos humanos, mas é precioso diante de Deus.

O cristão maduro aprende que não precisa ser reconhecido por todos. Ele descansa no fato de que Deus vê. Isso traz liberdade. Já não servimos para construir uma imagem, mas para amar. Já não damos para sermos lembrados, mas porque Cristo nos ensinou a repartir. Já não buscamos aplausos, mas a alegria de obedecer ao Pai.

Esse tipo de serviço também protege a igreja. Quando todos querem aparecer, a comunhão se enfraquece. Mas quando muitos servem em secreto, a igreja se torna mais saudável, humilde e amorosa. O Reino de Deus cresce por meio de muitos atos invisíveis de fidelidade.

A recompensa humana é passageira

Jesus disse que os hipócritas já receberam sua recompensa. Isso deve nos fazer refletir. Que recompensa é essa? O elogio dos homens, o reconhecimento público, a admiração da multidão. Mas tudo isso passa rapidamente. O mesmo público que elogia hoje pode esquecer amanhã. A opinião humana é instável, limitada e incapaz de satisfazer a alma.

Buscar recompensa humana é trocar o eterno pelo passageiro. É preferir aplausos temporários à aprovação do Pai. É vender uma obra espiritual por alguns momentos de admiração. Quando pensamos nisso com seriedade, percebemos como é pequeno viver para ser visto pelos homens.

A recompensa de Deus é infinitamente superior. Ele recompensa com justiça perfeita, no tempo perfeito e com sabedoria perfeita. Nada feito por amor a Ele será esquecido. Mesmo um copo de água dado em nome de Cristo não ficará sem recompensa. Essa promessa deve nos encorajar a continuar fazendo o bem, ainda que ninguém veja.

Por isso, não devemos nos vangloriar pelas boas ações que realizamos. Deixemos que fiquem entre nós e Deus, sempre que possível. Ele é o nosso recompensador fiel. O que é feito por amor, em humildade e sinceridade, não se perde diante do Senhor.

Façamos o bem com alegria e discrição

A vida cristã deve ser marcada por boas obras. Não fomos chamados à indiferença. Há necessitados, aflitos, órfãos, viúvas, irmãos em dificuldade, famílias sofrendo e pessoas que precisam de ajuda concreta. A discrição não deve ser desculpa para omissão. Jesus não nos manda deixar de dar; Ele nos manda dar com a motivação correta.

Portanto, façamos o bem. Repartamos o pão. Socorramos o aflito. Visitemos o enfermo. Ajudemos quem está passando necessidade. Contribuamos para a obra do Senhor. Sejamos instrumentos de misericórdia. Mas façamos tudo com humildade, sem transformar a bondade em espetáculo.

A generosidade cristã deve ser alegre. Não damos como quem perde, mas como quem participa da graça de Deus. Não ajudamos com peso, mas com gratidão. Não servimos para comprar reconhecimento, mas porque o amor de Cristo nos constrange. Deus ama a disposição sincera de quem dá com alegria.

Também devemos lembrar que a discrição não diminui o valor da obra. Pelo contrário, muitas vezes a torna ainda mais bela. Aquilo que é feito em secreto, diante de Deus, carrega uma pureza especial, porque não depende do olhar humano para ter sentido.

O exemplo de Cristo nos ensina a servir

Jesus é o maior exemplo de serviço humilde. Ele, sendo Senhor e Mestre, lavou os pés dos discípulos. Ele se aproximou dos desprezados, tocou os enfermos, alimentou multidões, acolheu pecadores arrependidos e entregou Sua vida na cruz. Cristo não veio para ser servido, mas para servir e dar Sua vida em resgate por muitos.

Quando olhamos para Cristo, todo orgulho perde força. Como podemos buscar glória pessoal se o Filho de Deus se humilhou? Como podemos transformar serviço em autopromoção se nosso Senhor serviu com mansidão? Como podemos desejar aplausos se Cristo foi rejeitado, humilhado e crucificado por amor aos pecadores?

O serviço cristão deve nascer da contemplação de Cristo. Quanto mais conhecemos o Salvador, mais desejamos servir como Ele serviu. Não para sermos vistos, mas para manifestar Seu amor. Não para sermos exaltados, mas para que outros vejam a bondade de Deus através de nós.

Esse é o caminho da verdadeira grandeza no Reino. O maior não é aquele que mais aparece, mas aquele que serve com humildade. O maior não é o que recebe mais aplausos, mas o que se entrega em amor. O maior não é o que anuncia suas obras, mas o que vive para a glória do Pai.

Deus não se esquece das boas obras

Às vezes podemos nos sentir desanimados porque fazemos o bem e ninguém reconhece. Servimos, ajudamos, oramos, contribuímos e seguimos em silêncio, mas parece que tudo passa despercebido. Contudo, a Escritura nos lembra que Deus não é injusto para se esquecer da obra e do amor demonstrado em Seu nome.

Essa verdade deve trazer descanso. Não precisamos disputar reconhecimento. Não precisamos provar constantemente nosso valor. Não precisamos anunciar cada gesto para que ele conte. Se foi feito diante de Deus, com amor e sinceridade, Ele viu. E se Ele viu, está guardado diante dEle.

O cristão que entende isso consegue servir com mais liberdade. Ele não fica ressentido quando não é elogiado. Não desanima quando não é visto. Não abandona o bem porque não recebeu agradecimento. Sua alegria está em saber que o Pai celestial conhece todas as coisas.

Essa confiança também nos ajuda a perseverar. Continuemos fazendo o bem, mesmo quando parecer pequeno. Continuemos servindo, mesmo quando ninguém notar. Continuemos repartindo, mesmo quando não houver aplausos. O Senhor vê em secreto e recompensa segundo Sua perfeita vontade.

O verdadeiro tesouro está no céu

Pouco depois de ensinar sobre esmolas, oração e jejum, Jesus também fala sobre ajuntar tesouros no céu. Isso mostra que há uma ligação entre nossas motivações e nosso tesouro. Quem vive para ser visto pelos homens está ajuntando tesouros na terra. Quem vive para agradar a Deus está ajuntando tesouros no céu.

Os tesouros da terra são vulneráveis. Podem ser destruídos, roubados, esquecidos ou perdidos. A reputação humana também é frágil. Hoje alguém pode ser admirado; amanhã pode ser esquecido. Mas aquilo que é feito para Deus permanece. Nenhum ato sincero de amor é desperdiçado no Reino.

Por isso, devemos pensar seriamente onde está nosso coração. Se nossa alegria depende de sermos vistos, nosso tesouro está nos olhos dos homens. Se nossa alegria está em obedecer ao Pai, nosso tesouro está em Deus. Essa diferença muda completamente nossa maneira de servir.

O ensino de Jesus nos convida a viver com os olhos na eternidade. A obra feita em segredo pode parecer invisível agora, mas será conhecida no tempo certo. A aprovação do Pai vale mais do que qualquer reconhecimento terreno.

Conclusão: façamos o bem diante de Deus

Vivamos, portanto, uma vida de generosidade silenciosa, lembrando que o verdadeiro valor de uma obra está na intenção do coração. Que tudo o que façamos seja para a glória de Deus, e não para nossa própria exaltação. Ajudemos, sirvamos, repartamos e consolemos, mas sem transformar essas ações em troféus pessoais.

Não precisamos tocar trombetas. Não precisamos anunciar cada gesto. Não precisamos buscar aplausos. Nosso Pai vê o que é feito em segredo. Ele conhece a sinceridade do coração e recompensa aqueles que servem com humildade. Essa verdade deve nos libertar da necessidade de aprovação humana.

Peçamos ao Senhor que purifique nossas motivações. Que Ele nos livre da hipocrisia, da vaidade religiosa e do desejo de sermos vistos. Que nossas boas obras apontem para Cristo, não para nós. Que nosso serviço seja expressão de gratidão, não instrumento de orgulho.

E, acima de tudo, lembremos que a maior alegria é saber que o nosso nome está inscrito nos céus. Essa alegria é maior do que qualquer aplauso humano. Quem pertence a Cristo não precisa viver para ser visto pelos homens, porque já foi visto, amado e recebido pelo Pai.

Fala, pois o teu servo está ouvindo
O sacrifício de Cristo remove o pecado

21 comments on “Não saiba a sua esquerda o que a sua direita faz

  1. Humildade acima de tudo! Deus nos ajuda quando nós ajudamos os outros, mas não precisamos mostrar para o mundo que estamos fazendo uma coisa boa, somente para Ele.

  2. Obrigado meu Deus por segurar as minhas mãos todos os dias! Me ensina Senhor a ser mais humilde para que possa fazer a tua obra e ajudar e amar o meu próximo ! Tu és maravilhoso, poderoso e misericordioso. Te agradeço Jesus pelas bênçãos que tens me dado. Glória a Deus nosso Pai, amém!

  3. Glórias e Glórias a Deus para todo sempre te agradeço Senhor Pelas tuas palavras e ensinamentos toda honra e Glória seja dada a Ti Deus

  4. Meu pai,eu te amo com todas as forças que há em mim. Perdoa os meus pecados,lança-os no mar do esquecimento,em nome Do seu filho amado Jesus. Me purifica e serei mas alva que a neve. E renova em mim a Sua unção e o Seu poder. Eis-me aqui,ouvindo o Seu chamado. Eu te amo meu Deus,glórias e glórias. Louvado seja o Santo nome de Jesus.

  5. Amém! 🙏🏻
    Glórias a Deus em nome do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo! 🙌🏻
    Que Deus abençoe a todos nós! 🙏🏻
    Aleluias!!

  6. Deus é tão maravilhoso que pensou ate nisso,sermos recompensados quando ajudamos a alguém,e ser em secreto e o certo Pois a boa obra não precisa ser para todos saberem só nosso pai que está nos céus sabe amém 🙏

  7. Aleluia Aleluia Glórias e Glórias para todo sempre ao único digno de Honra e Glória Bendito seja Deus muito obrigado Pai pelas suas palavras te agradeço em nome de Jesus Cristo Amém 🙏
    O Senhor é meu Pastor nada Me Faltara

  8. Meu Senhor e meu Deus, em nome de Jesus, meu Senhor e Salvador, agradeço Pai por todas as maravilhas que tem feito na minha vida e da minha familia. Tu és maravilhoso, poderoso e misericordioso Pai e sempre quero cumprir os Teus ensinamentos a fim de que, por meio de Jesus Cristo, possa obter a salvação eterna. Te amo e Te adoro Senhor sobre todas as coisas e ao meu próximo como a mim mesmo, e desejo continuar ajudando ao meu irmão no silêncio visando cumprir a Tua palavra Senhor. Toda honra e toda glória seja dada a Ti Senhor! Glória a Deus, louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo! Amém!

  9. Eu só posso dizer que muito obrigado Deus por que o Senhor faz na minha vida é bonito essa mensagem que o Senhor ensina quando ajudar os outros não precisa sair falando só entregar para ti porque a honra e a glória é do Senhor e a gente tem que glorificar o seu nome e não nós porque tudo que vem é do Senhor então quando a gente ajudar o próximo fica na em segredo porque o Senhor sabe todas as coisas obrigado pai amém

  10. Temos de ser discretos com as nossas conquistas, jamais usemos elas para nos gabar para terceiros, temos de ser gratos a Deus por elas e continuarmos a seguir a nossa vida desejando que mais bençãos caiam sobre nossos caminhos. Devemos desejar que o nosso caminho e o do próximo seja regado de luz e sucesso, sempre visando nosso crescimento e o dos nossos irmãos. Amém!

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