A oração de fé

A fé é indispensável na vida cristã, pois ninguém pode aproximar-se verdadeiramente de Deus sem confiar em Seu caráter e em Suas promessas. Ao estudarmos alguns versículos sobre a importância da fé, entendemos que ela sustenta nossa oração, nossa obediência e nossa esperança em Cristo.

A Bíblia fala repetidamente sobre a fé. Desde o livro de Gênesis até o Apocalipse, encontramos homens e mulheres que aprenderam a confiar em Deus mesmo quando as circunstâncias pareciam contradizer Suas promessas. Eles não eram pessoas perfeitas, imunes ao medo ou incapazes de cometer erros. Eram seres humanos frágeis que foram ensinados a depender da fidelidade do Senhor.

A conhecida afirmação de que sem fé é impossível agradar a Deus não aparece no livro de Romanos, mas em Hebreus:

Ora, sem fé é impossível agradar-lhe, porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe e que é galardoador dos que o buscam.

Hebreus 11:6

Esse versículo mostra que a fé não é um detalhe secundário da experiência cristã. Ela está presente desde o momento em que nos aproximamos de Deus. Oramos porque cremos que Ele existe, que ouve e que responde segundo Sua perfeita sabedoria. Obedecemos porque confiamos que Seus mandamentos são bons. Perseveramos porque sabemos que Suas promessas não falharão.

Entretanto, a fé bíblica não consiste em acreditar intensamente que tudo acontecerá conforme nossos desejos. Ela não é uma técnica para controlar Deus, conquistar riquezas ou evitar toda forma de sofrimento. A verdadeira fé descansa em quem Deus é e se submete ao que Ele determinou.

O que significa ter fé em Deus?

Ter fé em Deus significa confiar em Seu caráter, receber Sua Palavra como verdadeira e depender de Sua graça. Essa confiança não está fundamentada na força das nossas emoções, mas na fidelidade daquele em quem cremos.

Existem dias em que nos sentimos espiritualmente fortes. Em outros momentos, somos atacados por dúvidas, medo e cansaço. Se nossa segurança dependesse apenas do que sentimos, viveríamos constantemente instáveis. Porém, a fé olha para além das emoções e se apoia no Deus que não muda.

A fé também possui conteúdo. Não basta dizer: “Eu tenho fé”, sem perguntar em quem ou em que estamos acreditando. Muitas pessoas possuem confiança em si mesmas, no dinheiro, na sorte ou em ideias religiosas produzidas pela imaginação. A fé salvadora, porém, está depositada em Jesus Cristo e em Sua obra.

Cristo viveu em perfeita obediência, morreu pelos pecadores e ressuscitou ao terceiro dia. Aquele que crê Nele deixa de confiar em seus próprios méritos e descansa na justiça do Salvador. Somos justificados pela fé, não porque a fé seja uma obra merecedora, mas porque ela recebe aquilo que Cristo conquistou.

Portanto, a fé cristã não é um salto no escuro. Ela é uma resposta à revelação de Deus. Confiamos porque o Senhor falou, agiu na história e demonstrou definitivamente Seu amor e Sua justiça na cruz.

Abraão creu em Deus

Um dos maiores exemplos bíblicos de fé é Abraão. Deus o chamou para deixar sua terra, seus parentes e a casa de seu pai, seguindo em direção a um lugar que ainda lhe seria mostrado. Abraão não recebeu antecipadamente todos os detalhes da viagem. Ele precisou obedecer confiando na direção do Senhor.

Posteriormente, Deus prometeu que Abraão teria uma descendência numerosa. O problema era evidente: ele e Sara já estavam avançados em idade, e ela era estéril. Do ponto de vista humano, a promessa parecia impossível.

O Senhor levou Abraão para fora e pediu que olhasse para o céu. Assim como ele não conseguia contar as estrelas, sua descendência também seria numerosa. Então, a Escritura declara:

E creu ele no Senhor, e imputou-lhe isto por justiça.

Gênesis 15:6

Abraão foi considerado justo não por causa de uma vida moralmente perfeita, mas porque creu na promessa de Deus. Paulo utiliza esse acontecimento em Romanos 4 para explicar a justificação pela fé. Antes que Abraão realizasse qualquer obra capaz de ser apresentada como mérito, ele recebeu a justiça pela fé.

Sua confiança, entretanto, não foi sempre igualmente forte. Abraão também demonstrou medo, tomou decisões equivocadas e tentou ajudar no cumprimento da promessa por meios humanos. A Bíblia não esconde suas fraquezas. Isso nos ensina que os heróis da fé dependiam da mesma graça da qual nós dependemos.

Deus permaneceu fiel apesar das limitações de Abraão. No tempo determinado, Isaque nasceu. O cumprimento da promessa deixou claro que a glória não pertencia à capacidade humana, mas ao poder divino. O Senhor trouxe vida de uma situação considerada praticamente morta.

A fé se fortalece ao contemplar a promessa

Paulo afirma que Abraão não considerou apenas a fraqueza de seu corpo ou a esterilidade de Sara. Ele também considerou o poder daquele que havia feito a promessa. A fé não nega a realidade dos problemas, mas contempla uma realidade ainda maior: Deus continua sendo poderoso e fiel.

Negar os fatos não é ter fé. Uma pessoa enferma não precisa fingir que está saudável. Quem enfrenta dificuldades financeiras não deve agir como se não existissem contas. O coração angustiado não precisa esconder sua dor. A fé reconhece honestamente a situação e, ainda assim, confia que ela não está fora do controle de Deus.

Abraão sabia que humanamente a promessa era impossível. Sua esperança não estava em ignorar sua idade, mas em reconhecer que Deus podia realizar aquilo que nenhum homem seria capaz de produzir.

Essa distinção é importante porque algumas mensagens religiosas transformam a fé em pensamento positivo. Ensinam que mencionar uma dificuldade demonstra incredulidade e que basta declarar palavras otimistas para modificar a realidade. Contudo, os salmos estão cheios de orações nas quais homens fiéis descrevem suas dores com profunda sinceridade.

A fé verdadeira pode chorar, lamentar e fazer perguntas. O que ela não faz é abandonar definitivamente o Senhor. Mesmo sem compreender tudo, continua voltando-se para Deus e confessando que Ele permanece digno de confiança.

A fé é provada nas dificuldades

É relativamente fácil afirmar que confiamos em Deus quando tudo acontece conforme nossos planos. A verdadeira condição da nossa confiança é revelada quando surgem perdas, atrasos, enfermidades e portas fechadas.

As provações não significam necessariamente que Deus nos abandonou. Muitas vezes, Ele as utiliza para purificar nossa confiança e mostrar onde nosso coração realmente está apoiado. Pedro comparou a fé provada ao ouro purificado pelo fogo.

O ouro é submetido ao calor para que as impurezas sejam separadas. De maneira semelhante, as dificuldades expõem a ansiedade, a autossuficiência, os ídolos e as expectativas equivocadas que estavam escondidos dentro de nós. Por isso, uma fé provada é mais preciosa do que o ouro, pois seu valor permanece além desta vida.

Isso não quer dizer que o sofrimento seja agradável. A disciplina, a espera e a dor podem ser intensas. Entretanto, o cristão sabe que Deus não desperdiça nenhuma experiência. Até mesmo aquilo que não conseguimos entender pode ser usado para nos tornar mais dependentes de Cristo.

A provação também nos ensina perseverança. A fé madura não é aquela que experimentou apenas respostas rápidas, mas a que continuou confiando quando a resposta demorou. Existem lições sobre o caráter de Deus que somente são aprendidas durante longos períodos de espera.

O ensino de Tiago sobre oração e sofrimento

No capítulo cinco de sua carta, Tiago oferece orientações práticas para diferentes situações enfrentadas pela comunidade cristã. Ele escreve aos que sofrem, aos que estão alegres e aos que se encontram enfermos:

13 Entre vocês há alguém que está sofrendo? Que ele ore. Há alguém que se sente feliz? Que ele cante louvores.

14 Entre vocês há alguém que está doente? Que ele mande chamar os presbíteros da igreja, para que estes orem sobre ele e o unjam com óleo, em nome do Senhor.

15 A oração feita com fé curará o doente; o Senhor o levantará. E, se houver cometido pecados, ele será perdoado.

Tiago 5:13-15

Tiago mostra que todas as circunstâncias da vida devem nos conduzir a Deus. Quem está sofrendo deve orar. Quem está alegre deve cantar louvores. Quem está enfermo deve buscar o cuidado e a oração da igreja.

A oração não é apresentada como último recurso, utilizado somente depois que todas as possibilidades humanas fracassaram. Ela deve ser a resposta natural de quem reconhece sua dependência do Senhor.

Também encontramos nesse texto a importância da comunidade cristã. O enfermo não é orientado a enfrentar tudo sozinho. Ele chama os presbíteros, recebe oração e é cercado pelo cuidado da igreja. A fé bíblica não promove isolamento, mas comunhão.

A menção ao óleo tem recebido diferentes interpretações. Alguns entendem que possuía valor medicinal; outros destacam seu significado simbólico de consagração. Independentemente da interpretação adotada, o poder não estava no óleo nem nos presbíteros. Era o Senhor quem levantava o enfermo.

O que é a oração feita com fé?

A oração da fé não é uma tentativa de obrigar Deus a realizar determinado milagre. Também não significa que receberemos automaticamente tudo o que pedirmos, desde que consigamos eliminar toda dúvida da mente.

Orar com fé é aproximar-se de Deus confiando em Seu poder, em Sua bondade e em Sua sabedoria. Cremos que Ele pode curar, abrir portas e transformar situações. Ao mesmo tempo, reconhecemos que Sua vontade é superior à nossa.

O próprio Jesus, no Getsêmani, pediu que o cálice fosse afastado, mas acrescentou: “Não seja feita a minha vontade, mas a tua”. Ninguém poderia acusar Cristo de falta de fé. Sua submissão demonstra que a oração mais perfeita une confiança e obediência.

João também ensina que temos confiança quando pedimos segundo a vontade de Deus. Saber que Deus nos ouve quando pedimos conforme Sua vontade impede que transformemos a oração em uma fórmula de exigências pessoais.

A fé diz: “Senhor, Tu podes fazer”. A submissão acrescenta: “Senhor, Tu sabes o que é melhor”. Essas duas verdades não se contradizem. Elas formam uma oração madura e centrada na glória de Deus.

A cura continua debaixo da soberania de Deus

Tiago declara que a oração da fé salvará o enfermo e que o Senhor o levantará. Devemos receber essas palavras com confiança, sem diminuir o poder de Deus. O Senhor pode curar enfermidades graves e responder de maneira extraordinária às orações do Seu povo.

Contudo, a Bíblia não ensina que todos os cristãos serão curados imediatamente nesta vida. Paulo conviveu com um espinho na carne. Timóteo possuía frequentes enfermidades. Trófimo foi deixado doente em Mileto. Esses exemplos impedem que culpemos o enfermo por supostamente não possuir fé suficiente.

A cura física é uma expressão da misericórdia divina, e devemos pedi-la. Entretanto, Deus pode decidir sustentar uma pessoa durante a enfermidade em vez de removê-la imediatamente. Sua graça continua sendo suficiente, mesmo quando a resposta assume uma forma diferente daquela que esperávamos.

Todo cristão será finalmente curado na ressurreição. O corpo corruptível será revestido de incorruptibilidade, e não haverá mais morte, doença ou dor. Assim, mesmo quando a cura completa não acontece agora, a promessa final permanece garantida em Cristo.

Nossa esperança não repousa apenas na possibilidade de viver mais alguns anos neste mundo. Ela está na certeza de que Jesus venceu a morte e concederá vida eterna a todos os que pertencem a Ele.

Fé e confissão de pecados

Tiago também menciona o perdão dos pecados. No versículo seguinte, orienta os cristãos a confessarem suas faltas uns aos outros e a orarem mutuamente para serem curados.

Isso não significa que toda enfermidade seja causada por um pecado específico. Jesus rejeitou essa interpretação simplista ao responder sobre o homem cego de nascença. Jó também sofreu intensamente, embora seus amigos insistissem equivocadamente que uma transgressão secreta deveria explicar sua condição.

Todavia, algumas doenças podem estar relacionadas à disciplina de Deus, como Paulo explica em 1 Coríntios 11. Por isso, a enfermidade é uma ocasião apropriada para examinarmos nosso coração, confessarmos os pecados conhecidos e buscarmos reconciliação.

A confissão não compra a cura nem transforma a oração em um contrato. Ela demonstra humildade e reconhecimento de nossa necessidade da graça. O cristão não precisa esconder suas falhas atrás de uma aparência religiosa. Em Cristo, pode aproximar-se do trono da graça e encontrar misericórdia.

A oração do justo pode muito

Tiago prossegue afirmando que a oração de um justo é poderosa e eficaz. Depois apresenta Elias como exemplo. Ele era um homem sujeito às mesmas fraquezas que nós, mas orou fervorosamente, e Deus respondeu.

A ênfase não está em Elias possuir uma natureza superior. Tiago faz questão de mostrar que ele era semelhante a nós. O poder pertencia ao Deus que ouviu sua oração.

Isso nos encoraja a orar. Não precisamos ser personagens famosos, possuir títulos religiosos ou utilizar palavras impressionantes. Podemos aproximar-nos do Pai por meio de Cristo, sabendo que nossa aceitação está fundamentada no Salvador.

A justiça mencionada por Tiago também não deve ser entendida como perfeição sem pecado. O justo é aquele que foi reconciliado com Deus e procura viver em obediência. Uma vida dominada pela rebeldia prejudica a comunhão e revela um coração que não deseja submeter-se ao Senhor.

Não podemos tratar a oração como instrumento para receber bênçãos enquanto rejeitamos os mandamentos de Deus. A fé verdadeira produz arrependimento, amor e desejo de santidade.

A fé verdadeira também produz obras

Na mesma carta, Tiago ensina que a fé sem obras é morta. Ele não contradiz Paulo, que afirma que somos justificados pela fé, independentemente das obras da lei. Os dois apóstolos combatem erros diferentes.

Paulo confronta aqueles que tentavam conquistar a salvação por seus próprios méritos. Tiago confronta os que afirmavam possuir fé, mas não apresentavam nenhum fruto de transformação. Paulo explica a raiz da salvação; Tiago mostra o fruto.

As obras não nos tornam merecedores da graça, mas demonstram que a fé está viva. Uma árvore não se torna viva porque produz frutos; ela produz frutos porque está viva. Da mesma maneira, aquele que foi alcançado por Cristo começa a manifestar obediência, misericórdia e amor.

Abraão foi justificado pela fé em Gênesis 15. Anos depois, sua disposição de oferecer Isaque demonstrou publicamente a realidade dessa confiança. Sua obra não criou a fé, mas revelou que ele levava a promessa de Deus a sério.

Quando buscamos outros braços

Durante os períodos de sofrimento, somos tentados a buscar rapidamente aquilo que parece oferecer alívio. Podemos depender excessivamente de pessoas, recursos financeiros, distrações ou soluções impulsivas. Algumas dessas coisas podem ser instrumentos legítimos, mas nenhuma deve substituir nossa confiança no Senhor.

Buscar ajuda médica, aconselhamento responsável ou apoio de familiares não demonstra falta de fé. Deus pode utilizar pessoas e recursos para cuidar de nós. O erro acontece quando transferimos para essas coisas a confiança absoluta que pertence somente a Ele.

O coração humano deseja controle. Quando Deus não responde no tempo esperado, procuramos atalhos. Foi o que aconteceu quando Abraão e Sara decidiram utilizar Agar para tentar produzir o filho prometido. A iniciativa humana trouxe consequências dolorosas.

Esperar no Senhor não significa permanecer irresponsavelmente parado. Significa agir com obediência, sem tentar alcançar por meios pecaminosos aquilo que Deus não concedeu naquele momento.

Jesus oferece descanso aos cansados

Nos momentos em que o peso parece maior do que nossa capacidade, devemos recordar o convite de Cristo:

Venham a mim, todos os que estão cansados e sobrecarregados, e eu lhes darei descanso.

Mateus 11:28

Jesus não convida apenas os que estão fortes, organizados e espiritualmente satisfeitos. Ele chama os cansados e sobrecarregados. O reconhecimento da nossa fraqueza não nos afasta de Cristo; ele nos mostra por que precisamos aproximar-nos Dele.

O descanso oferecido por Jesus começa com a reconciliação com Deus. O pecador já não precisa tentar justificar a si mesmo, pois Cristo carregou sua culpa. Também encontramos descanso para as ansiedades diárias quando entregamos nossos fardos ao cuidado do Pai.

Isso não significa ausência de responsabilidades. Jesus também fala sobre tomar Seu jugo e aprender Dele. O descanso cristão não é uma vida sem obediência, mas a liberdade de caminhar ao lado de um Salvador manso e humilde.

Por isso, todos os que estão abatidos devem recordar que podem aproximar-se do Senhor quando estiverem cansados e sobrecarregados. Ele não despreza o coração quebrantado nem rejeita quem clama sinceramente por misericórdia.

A fé encontra descanso na soberania de Deus

Muitas das nossas preocupações surgem porque desejamos controlar acontecimentos que estão além do nosso alcance. Não sabemos o que ocorrerá amanhã, não conseguimos mudar o coração das pessoas e não podemos garantir que todos os nossos planos terão sucesso.

A fé reconhece essas limitações e descansa na soberania divina. Deus conhece aquilo que desconhecemos. Ele vê perigos que não conseguimos perceber e compreende como cada acontecimento se relaciona com Seus propósitos eternos.

Descansar não é deixar de sentir preocupação imediatamente. É levar repetidamente nossas inquietações a Deus. Algumas batalhas precisam ser entregues em oração muitas vezes, porque o coração tenta recuperá-las depois de alguns minutos.

A oração diária nos lembra que não somos o centro do universo nem os governantes da história. Somos criaturas dependentes, sustentadas pela providência de um Pai sábio.

Como fortalecer a fé diariamente

A fé é um dom de Deus, mas também é fortalecida por meios que Ele estabeleceu. Um desses meios é a Palavra. Quanto mais conhecemos o caráter do Senhor e recordamos Suas obras, mais razões encontramos para confiar.

A oração também fortalece a fé. Ao apresentarmos nossas necessidades, aprendemos a depender menos de nós mesmos. Quando recebemos respostas, somos encorajados. Quando precisamos esperar, somos treinados em perseverança.

A comunhão da igreja é igualmente importante. Existem momentos em que nossa força parece pequena, e precisamos das orações, do encorajamento e da sabedoria de outros cristãos. Tiago não imaginava uma fé isolada, mas uma comunidade que orava e cuidava de seus enfermos.

Também devemos recordar as respostas passadas. Israel frequentemente era chamado a lembrar os livramentos do Senhor. A memória da fidelidade divina fortalece o coração diante dos desafios presentes.

Finalmente, devemos olhar constantemente para Cristo. A fé não cresce quando permanecemos excessivamente concentrados em nossa própria capacidade de crer. Ela é fortalecida quando contemplamos o Salvador, Sua obra completa e Suas promessas.

Quando a resposta não chega rapidamente

Um dos maiores testes da fé é a demora. Oramos por uma situação durante semanas, meses ou anos e não percebemos mudanças. Nesses períodos, podemos concluir equivocadamente que Deus não está ouvindo.

Entretanto, a demora não significa ausência. Deus pode estar realizando uma obra que ainda não conseguimos enxergar. Ele pode estar mudando nossas motivações, preparando circunstâncias ou simplesmente ensinando-nos que Sua presença é mais preciosa do que a resposta desejada.

Paulo orou três vezes para que seu espinho fosse removido. A resposta recebida não foi a que inicialmente pediu, mas foi suficiente: “A minha graça te basta”. O apóstolo aprendeu que o poder de Cristo se aperfeiçoava em sua fraqueza.

A fé madura não afirma apenas que Deus concederá tudo o que queremos. Ela declara que, aconteça o que acontecer, a graça do Senhor continuará sendo suficiente.

Conclusão: aproxime-se de Deus com fé

A fé é essencial porque nos conecta às promessas de Deus e nos leva a depender de Cristo. Não somos salvos pela intensidade dos nossos sentimentos, mas pela obra perfeita daquele em quem confiamos.

Abraão creu na promessa mesmo diante da impossibilidade humana. Tiago ensinou os cristãos a orar durante o sofrimento, louvar na alegria e buscar o cuidado da igreja durante a enfermidade. Jesus convidou todos os cansados a encontrarem descanso Nele.

Isso não significa que o cristão jamais sentirá medo, tristeza ou dúvida. Significa que, em meio a todas essas experiências, continuará voltando-se para o Senhor. A fé pode ser pequena e ainda assim descansar em um Salvador infinitamente poderoso.

Quando estivermos enfermos, oremos. Quando estivermos felizes, louvemos. Quando o caminho parecer fechado, confiemos. Quando a resposta demorar, permaneçamos firmes. E quando nossas forças acabarem, corramos para os braços de Cristo.

Deus não promete realizar todos os nossos desejos, mas promete agir com perfeita sabedoria e amor. Ele pode curar, libertar e transformar qualquer circunstância. E, quando decide conduzir-nos por um caminho diferente, Sua graça permanece suficiente para sustentar-nos.

Portanto, não coloquemos nossa confiança em recursos passageiros nem em nossa própria força. Aproximemo-nos do trono da graça, confessemos nossos pecados e apresentemos nossas necessidades. O Senhor continua ouvindo as orações do Seu povo.

A fé que agrada a Deus é aquela que olha para Cristo, recebe Sua Palavra, obedece aos Seus mandamentos e permanece firme mesmo quando ainda não vê o cumprimento da promessa. Que o Senhor fortaleça nossa confiança e nos ensine a orar sempre segundo Sua santa e perfeita vontade.

Tornará as trevas em luz
Deus ouvirá tua voz e redimirá tua alma

14 comments on “A oração de fé

  1. Senhor Deus meu, eu creio na tua palavra e nas tuas promessas para minha vida pois tenho testemunho de muitas vezes em que eu clamei ao senhor e o senhor meu Deus veio em meu socorro graças te dou meu senhor e reconheço que o senhor é o senhor das minhas finanças, dos meus sonhos da minha vida E da minha família, e eu tomo posse das minhas bênçãos em nome de Jesus Amém

  2. Deus é capaz de fazer tudo por nós, basta confiarmos nEle com a nossa fé. Ele ergue pedras e montanhas por nós, devemos fazer o mesmo por Ele confiando nEle e o adorando sempre. Deus é um ser misericordioso que é capaz de perdoar todos os nossos pecados. Amém!

    1. Obrigado meu Senhor e meu Deus pelas maravilhas que tens feito na minha vida. Em Ti Pai sempre coloquei a minha fé e a minha esperança de dias melhores! Tu Jesus, meu Senhor e Salvador, sempre ouve as minhas orações e me dá as bençãos desejadas. Tu és Senhor o meu ajudador e vem dirigindo a minha vida e me socorrido nos momentos mais défices da caminhada. Obrigado Jesus, obrigado meu Deus por tua misericórdia. Glória a Deus, Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo de Nazaré! Amém!

  3. Amém! Eu creio e te agradeço meu Pai por esta sempre comigo um Pai maravilhoso e misericordioso meu protetor e meu ajudador.Glória a Deus, Amém.Louvado seja nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.Te amo te amo Jesus 🙏🙏

  4. Acreditemos no nosso pai, recorreremos a Ele em todos os nossos momentos de angústia e de preocupação, pois somente nEle encontramos a nossa paz. Tenhamos sempre fé, pois Ele tudo fará. Não hesitemos em pedir o nosso socorro ao nosso Senhor, Ele nos ouve, nos acolhe e nos ajuda quantas vezes for preciso, principalmente se formos cidadãos de esperança e fé. Amém!

  5. O nosso pai está de ouvidos abertos para escutar todas as nossas súplicas, as nossas angústias. Procuremos conversar sempre com o nosso pai para que Ele possa fazer o possível para nos ajudar e acalmar nossos corações. Não temamos-o, sempre confiemos nos seus feitos e sempre caminhemos junto a Ele, para que continue nos abençoando e nos dando motivos para acreditar. Que todos os nossos pedidos sejam atendidos. Amém!

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