Muitas coisas podem nos separar da busca constante de Deus: trabalho, entretenimento, círculos sociais, responsabilidades acumuladas, metas pessoais e até preocupações que ocupam nossa mente. Tudo isso pode nos afastar daquele momento tão necessário em que devemos estar a sós com o Senhor, em silêncio, com o coração rendido diante dEle. A verdade é que, em meio às circunstâncias que enfrentamos, inclusive as mais difíceis, existe um lado que pode ser transformado em bênção se for recebido com fé. Podemos enxergar esse tempo como uma oportunidade para retomar disciplinas espirituais que antes eram constantemente adiadas pela correria da vida.
É um convite para lembrar que nossa alma precisa de alimento celestial e que nenhum sucesso terreno consegue substituir a comunhão com Deus. Como nos lembra a Escritura em Romanos 8:28, o Senhor é poderoso para fazer até mesmo os tempos difíceis cooperarem para o bem daqueles que o amam. Este momento, portanto, pode ser transformado em tempo de crescimento, fortalecimento interior, amadurecimento espiritual e renovação da esperança.
Às vezes pensamos com saudade nas coisas que fazíamos quando o Senhor nos trouxe ao Seu rebanho. Ah, aqueles primeiros anos de fé, quando passávamos longos períodos orando, louvando, lendo as Escrituras e nos enchendo da presença de Deus. Recordamos com carinho os momentos em que buscávamos ao Senhor com uma entrega tão intensa que nada parecia ter mais valor do que estar aos pés dEle. Havia zelo, havia encantamento, havia sede pela Palavra, havia disposição para ouvir sermões, meditar, cantar e permanecer por muito tempo em oração. Muitas vezes, até as lágrimas vinham com facilidade, porque o coração estava sensível e profundamente consciente da graça que nos havia alcançado.
Porém, hoje percebemos que, por causa das responsabilidades que a vida adulta nos trouxe, simplesmente não temos o mesmo tempo nem a mesma disposição de antes para fazer essas coisas extensivamente. Ainda assim, Deus continua nos dando momentos preciosos. E nesses momentos, mesmo que breves, devemos aproveitar para fortalecer nossa espiritualidade e reacender o amor pelo Senhor que sempre esteve presente em nós. O problema não é apenas a falta de tempo, mas o fato de que nosso coração se distrai com facilidade. Por isso, precisamos aprender novamente a priorizar aquilo que é eterno.
Oh, querido cristão, você ama a Deus? Então lembre-se: se amamos verdadeiramente ao Senhor, tudo o que acontece conosco, inclusive circunstâncias inesperadas ou indesejadas, acabará servindo para o nosso bem. Nada na vida do crente é desperdiçado, e Deus sabe transformar qualquer situação em instrumento de crescimento espiritual. O mesmo Deus que nos consola também nos corrige, o mesmo
Deus que nos alegra também nos molda, o mesmo Deus que nos sustenta também usa tempos de prova para purificar nossa fé. Nem sempre entendemos o que Ele está fazendo, mas podemos descansar no fato de que Sua sabedoria é perfeita. O crente não vive guiado apenas pelo que vê, mas pela confiança de que o Pai continua sentado no trono, governando todas as coisas com justiça, bondade e propósito. Quando nossa rotina muda, quando os planos falham, quando somos forçados a desacelerar ou quando experimentamos perdas, podemos pensar que tudo está saindo do controle. Porém, para Deus, nada foge ao Seu domínio. O Senhor continua trabalhando em silêncio, conduzindo a história da nossa vida para fins santos e eternos.
Sabemos que Deus age em todas as coisas para o bem daqueles que o amam,
dos que foram chamados de acordo com o seu propósito.Romanos 8:28
Aqueles que amam a Deus realmente carregam essa promessa consigo: todas as coisas contribuem para o bem. Isso significa que até situações incômodas, períodos de pausa, isolamento, mudanças drásticas de rotina ou perdas aparentes podem ser usadas por Deus para moldar nosso caráter, fortalecer nossa fé e nos aproximar ainda mais do Pai. Este é um tempo que, se for recebido com sabedoria, deve nos ajudar para o bem. Não porque toda circunstância em si seja agradável, mas porque a mão de Deus é capaz de tirar frutos santos até de terrenos secos.
Ele pode usar a dor para nos fazer orar mais. Pode usar a pausa para nos ensinar a descansar nEle. Pode usar a escassez para nos mostrar que nossa suficiência não está nas coisas materiais. Pode usar o silêncio para nos levar a ouvir Sua voz com mais clareza. E pode usar até lágrimas para lavar nossos olhos e nos fazer perceber o quanto temos vivido distraídos, ocupados e espiritualmente enfraquecidos.
Este é um tempo para acreditar mais em Deus, para orar mais, para separar momentos de silêncio e conversar com o Senhor com sinceridade, derramando nossa alma diante dEle. É tempo de abrir novamente a Bíblia com mais disposição, lendo e estudando profundamente a Palavra que tantas vezes deixamos de lado por falta de tempo ou por distrações do cotidiano. Também é tempo de resgatar o que realmente importa: o convívio familiar, que tantas vezes foi prejudicado pela pressa e pelos compromissos incessantes.
Quantas vezes estivemos fisicamente perto das pessoas que amamos, mas emocionalmente ausentes, porque a mente estava presa aos problemas, às metas, ao cansaço ou às distrações digitais. Agora, porém, temos a chance de olhar nos olhos de quem está conosco, de ouvir com atenção, de servir com paciência, de exercer amor prático dentro do lar. A espiritualidade verdadeira também se revela nessas pequenas atitudes do dia a dia. Buscar a Deus não nos afasta das responsabilidades, mas nos ensina a vivê-las com graça, humildade e propósito.
Podemos aproveitar este período para valorizar aquele tempo valioso que o trabalho, o trânsito, a rotina repetitiva e as obrigações roubavam de nós. Agora podemos dedicar mais atenção à família, olhar com carinho para aqueles que Deus colocou ao nosso lado e reconhecer o quanto essas pessoas são importantes. Também percebemos o valor de amigos e parentes que, por causa da distância ou de circunstâncias adversas, não podemos ver por algum tempo, e isso desperta em nós um senso maior de gratidão e uma saudade saudável.
Muitas vezes só percebemos o valor de certas bênçãos quando somos privados delas por um tempo. O convívio, a reunião da igreja, um abraço, uma conversa simples, um culto presencial, uma refeição compartilhada, tudo isso pode parecer comum quando está sempre à nossa disposição. Mas quando nos falta, entendemos melhor o quanto era precioso. Deus muitas vezes nos ensina por contraste. Ele nos permite sentir a ausência de algumas coisas para que aprendamos a valorizá-las corretamente, sem idolatria, mas com gratidão sincera.
Todas essas coisas funcionam para o bem quando olhamos para elas com os olhos da fé. Elas nos ensinam a valorizar aquilo que antes era ignorado, a fortalecer aquilo que antes estava fraco, a buscar o que antes deixamos de lado. Este é um tempo de aprendizado, de renovação e de reavivamento espiritual. Deus está nos chamando para voltar ao primeiro amor, para restaurar a comunhão que talvez tenha diminuído ao longo do tempo e para trazer novamente ao centro da nossa vida aquilo que sempre deveria ter sido prioridade: a presença dEle.
Quantas vezes deixamos o Senhor em segundo plano, não por rebeldia aberta, mas por negligência silenciosa. Continuamos indo à igreja, talvez continuamos ouvindo mensagens e mantendo certa aparência de devoção, mas por dentro o coração já não queima como antes. Há pouco fervor, pouca sede, pouca sensibilidade espiritual. O Senhor, em Sua misericórdia, às vezes interrompe o ritmo da nossa vida para nos chamar de volta. Não é porque Ele se afastou de nós, mas porque fomos nós que nos dispersamos. E quando Ele nos chama de volta, isso é prova de amor, não de rejeição.
Há cristãos que pensam que só podem crescer espiritualmente quando tudo vai bem, quando a rotina está organizada e quando existe tranquilidade ao redor. Porém, a história do povo de Deus mostra exatamente o contrário. Muitos dos maiores momentos de intimidade com o Senhor nasceram em desertos, cavernas, prisões, exílios e tempos de grande aflição. Foi em cenários assim que servos de Deus aprenderam a depender menos de recursos humanos e mais da suficiência divina. O coração humano é inclinado a confiar no visível, no palpável, no previsível. Mas a fé madura aprende a descansar no invisível, no eterno, no caráter de Deus. Quando tudo nos falta, descobrimos melhor quem é o Senhor. Quando nossos apoios humanos falham, entendemos com mais clareza que Ele é a rocha que não se move. Quando os ruídos diminuem, percebemos o quanto precisamos ouvir Sua voz acima de todas as outras.
Este também é um tempo oportuno para examinar o coração. Em meio à correria, muitas falhas interiores passam despercebidas. Pecados sutis se escondem atrás da agenda lotada. Orgulho, impaciência, frieza, ansiedade descontrolada, autossuficiência, ingratidão, dureza com os outros e falta de compaixão podem crescer silenciosamente dentro de nós enquanto seguimos ocupados. Mas quando paramos, mesmo que por força das circunstâncias, aquilo que está em nosso interior fica mais evidente. E isso não precisa nos levar ao desespero; pelo contrário, pode nos conduzir ao arrependimento sincero.
É melhor ver nossas falhas e levá-las à cruz do que continuar vivendo distraídos enquanto a alma adoece. O Senhor disciplina os que ama, e uma das maiores provas do Seu amor é justamente não nos deixar confortáveis em nossa superficialidade espiritual. Ele quer formar Cristo em nós, e isso exige quebrantamento, sinceridade e rendição.
Muitos de nós pedimos a Deus crescimento, maturidade, mais intimidade, mais fé, mais comunhão, mais santidade. Mas poucas vezes consideramos que essas orações costumam ser respondidas por meio de processos. O Senhor não nos transforma apenas com momentos agradáveis; muitas vezes Ele usa pressões, interrupções e realidades desconfortáveis para esculpir em nós aquilo que tanto pedimos. Queremos paz, mas Ele nos ensina a encontrá-la em meio à luta. Queremos perseverança, e Ele permite provas nas quais essa perseverança se desenvolve. Queremos conhecer Seu cuidado, e então Ele nos permite passar por situações em que dependemos totalmente desse cuidado.
Queremos profundidade, mas profundidade não se alcança vivendo sempre na superfície. Por isso, mesmo quando não entendermos completamente o motivo de certos períodos, podemos recebê-los com humildade, dizendo: “Senhor, usa tudo isso para me fazer mais parecido com Cristo”.
Além disso, este é um chamado para reorganizar as prioridades. Quantas coisas receberam um peso exagerado em nossa vida? Quantos projetos, desejos e distrações ocuparam um espaço que deveria pertencer a Deus? Não é errado trabalhar, planejar, desenvolver dons ou assumir responsabilidades. Tudo isso pode ser feito para a glória de Deus. O problema começa quando essas coisas dominam a mente e o coração a ponto de a vida devocional se tornar um detalhe eventual.
O ser humano sempre encontra tempo para aquilo que considera indispensável. Se não encontramos tempo para orar, para meditar na Palavra ou para adorar com reverência, isso revela mais do que falta de agenda: revela uma batalha de prioridades. E talvez este período esteja sendo usado por Deus exatamente para nos mostrar que precisamos reconstruir nosso altar, reorganizar nossos dias e devolver ao Senhor o lugar central que é dEle por direito.
Também devemos considerar que tempos assim podem fortalecer nossa esperança eterna. Quando a vida segue em ritmo acelerado, é fácil nos acomodarmos ao presente século e agirmos como se tudo estivesse aqui. Mas quando experimentamos limitações, fragilidades e instabilidades, lembramos que este mundo não é nossa pátria final.
Somos peregrinos. Nossa cidadania está nos céus. Não fomos chamados para fincar nossas raízes definitivas nesta terra, mas para caminhar em santidade rumo à cidade cujo arquiteto e construtor é Deus. Isso não nos faz desprezar a vida presente, mas nos ajuda a colocá-la em perspectiva. O cristão fiel aprende a viver com os pés no chão e os olhos na eternidade. Trabalha, ama, serve, constrói, planeja, mas sem esquecer que tudo aqui é passageiro. Essa visão nos livra tanto do desespero quanto da idolatria. Se temos pouco, ainda temos Cristo. Se perdemos algo, ainda temos a promessa da herança eterna. Se enfrentamos dias difíceis, ainda caminhamos sustentados por uma esperança viva.
Portanto, não despreze este tempo. Talvez ele não tenha chegado da forma como você gostaria, talvez traga limitações, talvez imponha silêncio, talvez revele fraquezas, talvez desperte saudades, talvez o obrigue a desacelerar quando você queria continuar correndo. Ainda assim, Deus pode usar tudo isso de modo santo e poderoso. Ele pode restaurar sua alegria na oração. Pode reacender seu prazer pela Palavra. Pode curar áreas do coração que estavam secas. Pode renovar vínculos familiares. Pode corrigir prioridades. Pode produzir arrependimento. Pode ensinar contentamento. Pode aprofundar sua confiança. Pode tornar sua fé menos superficial e mais sólida. Pode fazer deste período um marco espiritual em sua história.
Que este período nos conduza a uma busca mais profunda pelo Senhor, a uma gratidão mais sincera e a uma fé ainda mais firme. Que possamos aproveitar cada oportunidade para crescer espiritualmente e reconhecer que, quando Deus permite algo, é porque Ele sabe usar cada situação para o nosso bem e para Sua glória. Que não saiamos deste tempo da mesma forma como entramos. Que saiamos mais rendidos, mais humildes, mais conscientes da nossa dependência, mais atentos à voz de Deus e mais desejosos da Sua presença.
Se o Senhor está nos chamando para perto, não endureçamos o coração. Voltemos à oração. Voltemos à Palavra. Voltemos ao primeiro amor. Voltemos a valorizar a comunhão dos santos, o convívio da família, a simplicidade da vida piedosa e o privilégio de andar com Deus. No fim de tudo, veremos que a graça do Senhor estava nos sustentando em cada detalhe e entenderemos, com ainda mais clareza, que realmente todas as coisas cooperam para o bem daqueles que O amam.
7 comments on “Um tempo para se aproximar de Deus”
Só vivemos bem quando Deus é o nosso companheiro ! Aleluia.
Juciara Rocha Silva
Pq sempre há na pag. alguém chamado para adivinhações. Querendo mostrar qual é o anjo q me guarda. Isso não condiz com a Palavra.
Amém verdade.
Temos de dar valor as coisas mais significativas da vida, coisas que se relacionam a Deus e a espiritualidade. Nos aproximemos daquelas pessoas que nos fazem bem, que nos deixam felizes, com a alma e energia renovadas. Estar perto de pessoas do bem faz com que nós possamos ser boas também, e isso nos aproxima de Deus. Portanto, valorizemos isso ao invés de coisas fúteis. Amém!
Meu Senhor e meu Deus, em nome de Jesus, meu Senhor e Salvador, quero Te dizer Pai que o amo sobre todas as coisas, pois Tu és poderoso e misericordioso para com os homens, tendo mandado Seu Filho Jesus Cristo para nos amar e nos salvar. Obrigado Jesus por segurar as minhas mãos todos os dias e me mostrar o verdadeiro caminho da salvação. Toda honra e toda glória seja dada a Ti Senhor. Glória a Deus, louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo e o Espírito Santo de Deus! Amém!
Amém! Obrigado meu Deus por tudo o quão Tu és poderoso, maravilhoso e misericordioso te amo e te adoro acima de todas as coisas, o que seria de nós sem a Tua presença nós ñ seríamos nada pois Tu és e sempre será o meu refúgio e a minha fortaleza. Glória a Deus Louvado seja Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, Amém. Te amo e te adoro Jesus de todo meu coração 🙏🙏
Deus preciso de muito D’Ajuda do Senhor para aproximar mais do Senhor para conhecer mais o que o senhor faz a nossa vida eu quero aproximar de ti pai porque só o senhor que ajuda as pessoas que precisa só o senhor que está no nosso lado nós pensa que estamos sozinho mas o senhor tá sempre do nosso lado nos ajudando guardando ensinando o caminho certo que é o Senhor e muito mais coisas agradeço por tudo amém