Sede santos, porque eu sou santo

Todo cristão é chamado a buscar uma vida de santidade, afastando-se do pecado e vivendo para a glória de Deus. Contudo, essa caminhada não começa no esforço humano, mas na graça de Cristo, pois somos salvos pela graça e transformados para obedecer ao Senhor.

O chamado de Deus para uma vida santa

A santidade não é um tema reservado apenas a pastores, missionários ou cristãos considerados mais maduros. É um chamado dirigido a todos aqueles que foram alcançados pelo evangelho de Jesus Cristo. Desde o início até o fim das Escrituras, Deus revela que Seu povo deve viver de maneira diferente, refletindo Seu caráter em um mundo marcado pelo pecado.

A vida cristã não se resume a frequentar uma igreja, conhecer doutrinas corretas, cantar louvores ou realizar boas obras. Todas essas coisas podem ocupar um lugar importante, mas nenhuma delas substitui uma vida verdadeiramente transformada. Uma pessoa pode possuir conhecimento bíblico e ainda alimentar orgulho, amargura, imoralidade ou hipocrisia.

Ser santo significa ser separado para Deus. O cristão já não pertence a si mesmo nem deve viver de acordo com os padrões de uma sociedade que rejeita a vontade do Criador. Ele foi chamado das trevas para a maravilhosa luz de Cristo e recebeu uma nova identidade.

Por isso, nossas palavras, pensamentos, relacionamentos, escolhas e prioridades devem demonstrar que pertencemos ao Senhor. A santidade não é apenas uma aparência religiosa, mas uma transformação que alcança todas as áreas da vida.

Essa transformação não acontece completamente em um único momento. Depois da conversão, começa um processo contínuo de santificação, no qual o Espírito Santo nos confronta, corrige e molda segundo a imagem de Cristo.

Sede santos, porque Deus é santo

O apóstolo Pedro escreveu:

16 Porquanto escrito está: Sede santos, porque eu sou santo.

17 E, se invocais por Pai aquele que, sem acepção de pessoas, julga segundo a obra de cada um, andai em temor, durante o tempo da vossa peregrinação,

18 sabendo que não foi com coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados da vossa vã maneira de viver que, por tradição, recebestes dos vossos pais,

19 mas com o precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro imaculado e incontaminado.

1 Pedro 1:16–19

Pedro fundamenta o chamado à santidade no próprio caráter de Deus. Não somos chamados a ser santos apenas porque isso traz benefícios pessoais, melhora nossa reputação ou evita problemas. Devemos buscar a santidade porque o Deus que nos chamou é santo.

A santidade de Deus significa que Ele é absolutamente puro, perfeito e separado de todo mal. Não existe pecado, engano, injustiça ou corrupção em Seu ser. Tudo o que Ele pensa, deseja e realiza está em perfeita harmonia com Sua natureza santa.

Quando Deus chama Seu povo a ser santo, não está dizendo que alcançaremos nesta vida a mesma perfeição absoluta que pertence somente a Ele. O chamado é para que nossa vida seja progressivamente conformada à Sua vontade.

Devemos amar aquilo que Deus ama, rejeitar aquilo que Ele condena e aprender a desejar aquilo que O glorifica. A santidade cristã não é definida pelos costumes pessoais de uma determinada cultura religiosa, mas pela verdade revelada nas Escrituras.

Santidade não é o caminho para comprar a salvação

Ao falar sobre santidade, precisamos evitar o erro do legalismo. Nenhuma pessoa é salva porque conseguiu obedecer suficientemente, abandonar muitos pecados ou praticar uma quantidade elevada de boas obras.

A Bíblia ensina que todos pecaram e estão destituídos da glória de Deus. Mesmo nossas melhores ações são incapazes de apagar a culpa acumulada diante do Senhor. Se a salvação dependesse de perfeição moral, ninguém poderia ser aceito.

Jesus Cristo viveu a vida perfeita que nós não conseguimos viver. Ele obedeceu completamente ao Pai, morreu em lugar de pecadores e ressuscitou ao terceiro dia. A salvação é recebida pela fé em Sua obra, e não por nossos méritos.

Entretanto, a graça que perdoa também transforma. Cristo não morreu apenas para livrar-nos da condenação, mas também para libertar-nos do domínio do pecado. Por isso, uma pessoa salva não pode utilizar a graça como desculpa para continuar vivendo deliberadamente em rebelião.

Não buscamos a santidade para sermos salvos; buscamos a santidade porque fomos salvos. A obediência não é a raiz da nossa justificação, mas um dos frutos visíveis de uma fé verdadeira.

Isso nos protege de dois extremos. O primeiro é pensar que podemos conquistar a aceitação de Deus por nossas obras. O segundo é imaginar que as obras não possuem nenhuma importância depois da conversão. O evangelho rejeita tanto o legalismo quanto uma graça sem transformação.

Fomos resgatados pelo precioso sangue de Cristo

Pedro recorda que não fomos resgatados com prata ou ouro. Mesmo os materiais mais valiosos deste mundo não poderiam pagar o preço da nossa redenção. O pecado produz uma culpa que nenhum recurso humano consegue remover.

Nosso resgate foi realizado pelo precioso sangue de Cristo, descrito como um Cordeiro imaculado e incontaminado. Jesus não possuía pecado algum, mas voluntariamente entregou Sua vida em favor de pecadores.

A cruz revela tanto a gravidade do pecado quanto a grandeza do amor de Deus. Se o pecado pudesse ser resolvido por disciplina, religião ou esforço pessoal, a morte de Cristo não teria sido necessária. O preço pago demonstra que nossa condição era muito mais séria do que imaginávamos.

Ao mesmo tempo, o sangue de Cristo mostra o valor da graça que recebemos. Não fomos comprados por algo corruptível, mas pela vida do Filho de Deus. Essa verdade deve produzir gratidão, reverência e desejo de viver para aquele que nos resgatou.

Quando a tentação parecer atraente, devemos recordar o preço da redenção. O pecado promete prazer, liberdade ou satisfação, mas Cristo morreu justamente para libertar-nos de sua escravidão.

Quem compreende o valor do sangue de Jesus não trata a santidade como um peso desnecessário. Ela passa a ser uma resposta de amor ao Salvador que entregou tudo por nós.

Não podemos continuar vivendo como antes

Pedro menciona a “vã maneira de viver” recebida dos antepassados. Antes de conhecermos Cristo, nossa vida estava marcada por uma forma de pensar distante de Deus. Mesmo quando parecíamos moralmente corretos diante das pessoas, nosso coração permanecia separado do Criador.

A conversão estabelece uma ruptura com essa vida antiga. O cristão não recebe apenas uma nova religião ou um conjunto diferente de costumes. Ele recebe uma nova identidade, novos desejos e uma nova direção.

Como explica a reflexão sobre como somos novas criaturas em Cristo, a transformação começa no interior e passa a produzir mudanças visíveis em nossas atitudes, decisões e prioridades.

Isso não significa que todas as lutas desaparecerão imediatamente. Há hábitos que precisam ser abandonados, pensamentos que necessitam ser renovados e relacionamentos que devem ser reorganizados. O crescimento espiritual costuma envolver confronto, arrependimento e perseverança.

Entretanto, existe uma diferença entre lutar contra o pecado e viver confortavelmente nele. O verdadeiro cristão pode tropeçar, mas não deseja estabelecer morada permanente na desobediência. Quando peca, sente tristeza, confessa sua falha e procura retornar ao caminho correto.

A nova criatura ainda enfrenta tentações, mas já não considera o pecado seu senhor. Cristo concedeu uma nova vida e o Espírito Santo habita naquele que crê.

Santidade não significa perfeição humana

Alguns cristãos ficam profundamente desanimados porque confundem santidade com ausência completa de falhas. Ao perceberem que ainda enfrentam tentações, pensamentos inadequados e fraquezas, começam a questionar se realmente pertencem a Deus.

A santificação é um processo. Enquanto estivermos nesta vida, continuaremos enfrentando a presença do pecado. Não alcançaremos uma condição na qual estaremos totalmente livres de qualquer possibilidade de cair.

Entretanto, o fato de não sermos perfeitos não deve ser utilizado para justificar a negligência. A mesma Bíblia que reconhece nossa fraqueza também nos chama a crescer, vigiar e mortificar os desejos pecaminosos.

Podemos comparar a vida cristã a uma caminhada. Em alguns momentos avançamos com firmeza; em outros, tropeçamos e precisamos levantar-nos. O importante é que nossa direção esteja voltada para Cristo.

Uma pessoa em processo de santificação aprende a confessar pecados com maior sinceridade, perdoar mais rapidamente, controlar melhor suas palavras e identificar perigos que antes ignorava. O crescimento pode ser lento, mas deve existir.

A perfeição será alcançada quando estivermos plenamente glorificados na presença do Senhor. Até esse dia, dependemos diariamente da graça, da Palavra e do poder do Espírito Santo.

Vigiar e orar para não entrar em tentação

Jesus ensinou Seus discípulos:

Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; na verdade, o espírito está pronto, mas a carne é fraca.

Mateus 26:41

A expressão “orai sem cessar” aparece em 1 Tessalonicenses 5:17. Já a orientação para não entrar em tentação foi pronunciada por Jesus no jardim do Getsêmani. Os dois ensinamentos se complementam, pois mostram a importância de uma vida constante de oração e vigilância.

Jesus não disse apenas para orar, mas também para vigiar. A vigilância envolve reconhecer nossas fraquezas, identificar situações perigosas e evitar aquilo que alimenta o pecado.

Não faz sentido pedir que Deus nos livre da tentação enquanto deliberadamente nos aproximamos de ambientes, conteúdos ou relacionamentos que enfraquecem nossa comunhão com Ele.

A reflexão sobre a necessidade de vigiar e orar para não entrar em tentação nos recorda que a oração fortalece o coração, mas deve ser acompanhada por decisões prudentes.

Se alguém luta contra imoralidade, precisa estabelecer limites claros para aquilo que vê. Se enfrenta problemas com ira, deve aprender a afastar-se de discussões antes de perder o controle. Se é tentado pela inveja, precisa vigiar o uso das redes sociais e cultivar gratidão.

A oração não substitui a vigilância, e a vigilância não substitui a oração. Precisamos das duas. Oramos porque dependemos de Deus e vigiamos porque levamos a sério nossa responsabilidade.

A batalha contra os desejos da carne

A vida cristã envolve uma batalha contínua entre os desejos da carne e a direção do Espírito Santo. A carne representa nossa inclinação pecaminosa, que procura satisfazer desejos contrários à vontade de Deus.

Essa luta não se limita aos pecados mais visíveis. A carne também se manifesta no orgulho, na inveja, na falta de perdão, na mentira, na vaidade, na preguiça espiritual e no desejo de receber reconhecimento.

Às vezes, uma pessoa consegue manter uma aparência religiosa enquanto alimenta pecados escondidos no coração. Pode cantar, pregar, servir e ainda assim ser dominada pela necessidade de aprovação ou por ressentimentos antigos.

Por isso, a santificação precisa atingir tanto as ações externas quanto as motivações internas. Deus não deseja apenas que evitemos determinados comportamentos, mas que nosso coração seja transformado.

O combate contra a carne exige que alimentemos aquilo que pertence ao Espírito. Precisamos dedicar tempo à oração, à leitura bíblica, à comunhão cristã, ao serviço e à adoração.

Quanto mais alimentamos desejos pecaminosos, mais fortes eles se tornam. Quanto mais submetemos nossa mente à Palavra e praticamos a obediência, mais aprendemos a reconhecer e rejeitar aquilo que desagrada ao Senhor.

Fazendo morrer aquilo que pertence ao pecado

A Bíblia não ensina que devemos apenas administrar cuidadosamente nossos pecados. Ela nos chama a mortificá-los, ou seja, tratá-los como inimigos que precisam ser combatidos.

Isso não significa causar dano ao próprio corpo, mas negar os desejos pecaminosos e retirar deles os meios pelos quais costumam ser alimentados. A batalha espiritual exige medidas concretas.

Como ensina a reflexão sobre como devemos fazer morrer o que pertence à natureza terrena, o cristão é chamado a abandonar tudo aquilo que pertence à velha vida e cultivar desejos coerentes com sua nova identidade.

Talvez seja necessário terminar um relacionamento que constantemente conduz ao pecado, abandonar um entretenimento prejudicial, confessar uma prática escondida ou pedir ajuda a alguém maduro.

Não devemos preservar secretamente aquilo que Cristo nos chama a abandonar. Pecados protegidos no coração tendem a crescer, produzir culpa e enfraquecer nossa comunhão com Deus.

A mortificação também envolve substituir comportamentos pecaminosos por atitudes santas. Não basta deixar de mentir; devemos falar a verdade. Não basta evitar o ódio; precisamos aprender a amar. Não basta parar de roubar; devemos trabalhar e compartilhar com quem necessita.

A santidade bíblica não consiste apenas em retirar o mal, mas em desenvolver o bem.

Andar em temor durante nossa peregrinação

Pedro ensina que devemos andar em temor durante o tempo de nossa peregrinação. Esse temor não é um terror servil diante de um Deus imprevisível, mas uma reverência profunda por aquele que é santo e justo.

O cristão sabe que Deus é Pai, mas não trata Sua presença com irreverência. A intimidade com o Senhor não elimina o respeito. Quanto mais conhecemos Sua santidade, mais compreendemos a seriedade do pecado.

Também somos chamados de peregrinos porque este mundo não é nosso lar definitivo. Vivemos aqui, trabalhamos, construímos famílias e cumprimos responsabilidades, mas nossa cidadania final está nos céus.

Essa perspectiva nos ajuda a avaliar corretamente os prazeres e as pressões do presente. Não precisamos aceitar todos os padrões da cultura para sermos reconhecidos. Nossa identidade não depende da aprovação de uma sociedade que muda constantemente.

O peregrino sabe para onde está indo. Por isso, não estabelece raízes espirituais nos valores passageiros do mundo. Ele utiliza os recursos terrenos com gratidão, mas não faz deles seu maior tesouro.

Andar em temor significa viver consciente de que nossas escolhas importam. Deus vê aquilo que fazemos em público e em secreto, conhece nossas motivações e julga com perfeita justiça.

A santidade deve alcançar todas as áreas da vida

A santidade não pode ficar limitada ao domingo ou aos momentos de culto. Ela deve aparecer no trabalho, na família, na forma como utilizamos dinheiro, na maneira como tratamos outras pessoas e no conteúdo que consumimos.

No trabalho, santidade significa honestidade, responsabilidade e respeito. Não devemos enganar, roubar tempo, manipular informações ou prejudicar colegas para alcançar uma posição.

Na família, significa controlar palavras, cumprir responsabilidades, perdoar e amar de maneira prática. É incoerente demonstrar gentileza na igreja e tratar com dureza aqueles que vivem em nossa casa.

Nos relacionamentos, santidade exige pureza, fidelidade e limites. Não devemos utilizar outras pessoas para satisfazer desejos egoístas nem chamar de amor aquilo que contradiz os mandamentos de Deus.

Nas redes sociais, significa evitar mentira, difamação, sensualidade, discussões desnecessárias e busca constante por aprovação. O fato de estarmos atrás de uma tela não remove nossa responsabilidade diante do Senhor.

Nos pensamentos, a santidade envolve rejeitar fantasias pecaminosas, inveja, vingança e orgulho. Nem todo pensamento indesejado representa um pecado deliberado, mas devemos evitar alimentá-lo e permitir que crie raízes.

A importância da Palavra e da comunhão cristã

Não podemos crescer em santidade ignorando as Escrituras. A Palavra revela o caráter de Deus, identifica o pecado e mostra como devemos viver. Ela corrige nossas percepções e expõe motivações escondidas.

Ler a Bíblia apenas para cumprir uma obrigação não é suficiente. Precisamos meditar, procurar compreender o contexto e perguntar como a verdade estudada deve transformar nossa vida.

A comunhão com a igreja também é essencial. Deus utiliza irmãos maduros para nos encorajar, aconselhar e corrigir. Uma pessoa isolada pode tornar-se incapaz de perceber seus próprios erros.

Receber correção não é fácil, mas faz parte do crescimento. Quando alguém apresenta uma preocupação legítima, devemos evitar a reação imediata de defesa e examinar sinceramente aquilo que foi dito.

Também precisamos confessar nossas lutas a pessoas confiáveis. Pecados mantidos em segredo crescem na escuridão, enquanto a confissão responsável pode trazer ajuda, oração e acompanhamento.

Isso não significa expor indiscriminadamente a vida pessoal, mas buscar irmãos maduros que saibam aconselhar com graça, verdade e discrição.

O que fazer quando caímos?

Mesmo desejando viver em santidade, podemos cair. Quando isso acontecer, não devemos esconder o pecado, transferir a culpa ou fingir que não foi grave.

O primeiro passo é confessar sinceramente diante de Deus. Confessar significa concordar com o julgamento divino, chamando o pecado pelo nome e abandonando as justificativas.

Também pode ser necessário pedir perdão às pessoas prejudicadas, reparar danos e aceitar consequências. O arrependimento verdadeiro produz frutos visíveis.

Entretanto, não devemos permanecer presos à condenação depois de confessar. Cristo é suficiente para perdoar aqueles que verdadeiramente se arrependem. A culpa deve conduzir-nos à cruz, e não ao desespero.

Pedro negou Jesus três vezes, mas foi restaurado. Davi cometeu pecados graves, confessou e encontrou misericórdia. Esses exemplos não diminuem a seriedade do pecado, mas demonstram a grandeza da graça.

O verdadeiro cristão não utiliza o perdão como licença para cair novamente. Ele aprende com o fracasso, estabelece limites e procura caminhar com maior vigilância.

Santidade é um privilégio

Às vezes, a santidade é apresentada apenas como uma lista de proibições. Entretanto, viver para Deus é também um grande privilégio. Fomos libertos de uma vida vazia e recebemos a oportunidade de refletir o caráter de Cristo.

O pecado promete liberdade, mas produz escravidão. A obediência pode exigir renúncia, mas conduz à verdadeira liberdade. Somos livres não para fazer tudo o que desejamos, mas para viver segundo o propósito para o qual fomos criados.

A santidade protege relacionamentos, preserva a consciência e produz comunhão mais profunda com Deus. Isso não significa que uma vida santa será livre de sofrimento, mas evita muitas dores produzidas por decisões pecaminosas.

Também oferece um testemunho ao mundo. As pessoas precisam enxergar cristãos que não apenas falam sobre Jesus, mas demonstram Sua transformação por meio da honestidade, pureza, misericórdia e amor.

Nosso testemunho nunca será perfeito, mas deve ser coerente. Quando falharmos, a humildade para pedir perdão também pode demonstrar a realidade do evangelho.

Vivamos para aquele que nos resgatou

O chamado à santidade está fundamentado em duas grandes verdades: Deus é santo e Cristo nos resgatou com Seu precioso sangue. Não pertencemos mais à velha maneira de viver.

Isso significa que cada dia deve ser encarado como uma oportunidade de glorificar o Senhor. Nossas decisões mais simples possuem importância espiritual. A maneira como falamos, trabalhamos, pensamos e tratamos as pessoas revela quem governa nosso coração.

Não conseguiremos viver assim por nossa própria força. Precisamos pedir continuamente que o Espírito Santo nos dê discernimento, domínio próprio, coragem e perseverança.

Também precisamos recordar diariamente o evangelho. A santidade não cresce apenas quando pensamos no que devemos fazer, mas quando contemplamos aquilo que Cristo já fez por nós.

Quanto mais compreendemos o amor demonstrado na cruz, mais desejamos abandonar aquilo que entristece o Senhor. A obediência deixa de ser apenas uma obrigação externa e passa a ser uma resposta de gratidão.

Não fomos resgatados para continuar escravizados à antiga vida. Fomos comprados pelo sangue de Cristo, recebemos o Espírito Santo e fomos chamados para refletir a beleza do nosso Salvador.

Portanto, vivamos em temor durante o tempo da nossa peregrinação. Vigiemos, oremos e combatamos seriamente o pecado. Quando cairmos, confessemos nossas falhas e retornemos à graça.

Que nossas palavras, atitudes, relacionamentos e pensamentos revelem que pertencemos a Jesus. Não busquemos uma aparência de santidade para receber elogios humanos, mas uma transformação verdadeira que agrade ao Pai.

A caminhada pode ser difícil, mas não estamos sozinhos. O mesmo Deus que nos chamou também trabalha em nós, produzindo o querer e o realizar segundo Sua boa vontade.

Sejamos santos porque nosso Deus é santo. Não para conquistar Seu amor, mas porque fomos amados, resgatados e separados para Ele. Que cada dia de nossa vida testemunhe que o sangue de Cristo não apenas perdoou nosso passado, mas também está conduzindo-nos a uma vida nova, pura e dedicada à glória de Deus.

Derramamento do Espírito de Deus
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14 comments on “Sede santos, porque eu sou santo

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  2. Deus nos deixou um legado em nossas vidas, e é o nosso dever como filhos, segui-lo. Deus não faz nada pro nosso mal, Ele só avista o nosso bem e faz de tudo para que consigamos permanecer nele. Portanto, não pequeis contra Jesus, pedi-lhe perdão frequentemente por todos os seus pecados, pois Deus terá piedade de nós. Amém!

  3. Meu Senhor e meu Deus, em nome de Jesus meu Senhor e Salvador, te peço que me livre de todo o mal e de todas as tentações para que possa sempre seguir a tua santa palavra, em santidade. Obrigado Jesus por ter me feito e a minha família novas criaturas, a fim de tivéssemos uma nova vida seguindo os teus mandamentos. Me ajuda Senhor a continuar nos teus caminhos pois só assim terei a tua proteção e receberei as tuas bênçãos e a salvação eterna. Glória a Deus, Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo! Amém!

  4. Meu amado Deus,todo poderoso,dar-me mais e mais conhecimento de tua palavra para que eu posso obedecer a tua santa palavra, e livra-me do laço do inimigo,eu peço em nome do senhor Jesus Cristo o nosso salvador Jesus Cristo,e me perdoi os meus pecados no seu santo nome Jesus Cristo amém.

  5. Aleluia aleluia Glórias e Glórias obrigado Deus por me orientar com suas palavras te agradeço em nome de Jesus Cristo Amém 🙏

  6. Amém! Eu creio e te agradeço meu Deus por tudo pois Tu és todo-poderoso, maravilhoso e misericordioso, peço em nome de Jesus meu Senhor e Salvador que me perdoe os meus pecados pois somos falhos.Glória a Deus Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo, Amém.Te amo Jesus de todo meu coração 🙏🙏

  7. Obrigada DEUS Todo Poderoso por me haveres resgatado da velha criatura. Hoje desfruto de uma Comunhão com o meu Senhor JESUS CRISTO Amèm

  8. Nós, filhos de Jesus, temos que viver em santidade. Somos extremamente privilegiados de termos um pai celestial que nos acode e não nos desampara em nenhum momento, fazendo com que nós confiemos fielmente nEle para tudo o que for preciso, pois Ele é o responsável por todas as coisas que acontecem conosco. Sejamos sempre fiéis e honestos, seguindo sempre seus caminhos. Amém!

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