Derramamento do Espírito de Deus

A Bíblia está repleta de promessas que revelam a fidelidade, a misericórdia e o poder de Deus. Podemos esperar com segurança porque o Senhor nosso Deus é fiel e nenhuma palavra pronunciada por Ele deixará de cumprir o propósito para o qual foi enviada.

Deus é fiel em tudo o que promete

As promessas de Deus ocupam um lugar central nas Escrituras. Desde o livro de Gênesis até o Apocalipse, encontramos o Senhor revelando Seus planos, estabelecendo alianças, anunciando juízos, oferecendo salvação e garantindo um futuro glorioso para Seu povo.

Entretanto, a confiança nas promessas divinas não deve estar fundamentada apenas naquilo que desejamos receber. Ela está fundamentada no caráter daquele que prometeu. Deus é santo, verdadeiro, soberano e imutável. Ele não mente, não se engana e não descobre posteriormente que realizou um plano equivocado.

Os seres humanos podem fazer promessas com boas intenções e, ainda assim, não conseguir cumpri-las. Nossa capacidade é limitada, as circunstâncias mudam e nem sempre possuímos controle sobre os resultados. Deus, porém, conhece o fim desde o princípio e possui todo o poder necessário para realizar Sua vontade.

Quando a Bíblia afirma que Deus não muda, isso não significa que Ele seja indiferente ou incapaz de relacionar-se com Suas criaturas. Significa que Seu caráter, Seus propósitos santos e Sua fidelidade permanecem perfeitos. Ele nunca deixa de ser quem é.

Nossa esperança não está na força da nossa fé, mas na fidelidade daquele em quem depositamos a fé. Mesmo quando estamos fracos, Deus continua forte. Mesmo quando nossa compreensão é limitada, Sua sabedoria permanece infinita.

Precisamos interpretar corretamente as promessas

Ao falar sobre promessas bíblicas, precisamos exercer cuidado. Nem toda promessa encontrada nas Escrituras foi dirigida diretamente a todas as pessoas em todas as épocas. Algumas foram dadas a indivíduos específicos, outras à nação de Israel em determinado contexto e outras pertencem claramente a todos os que estão em Cristo.

Por exemplo, Deus prometeu a Abraão que ele teria um filho chamado Isaque. Essa foi uma promessa específica dada ao patriarca. Não significa que todo casal cristão receberá exatamente a mesma promessa.

O Senhor também prometeu a Israel uma terra determinada. Essa promessa estava relacionada à aliança, à história da redenção e ao propósito de formar a nação da qual viria o Messias.

Por outro lado, existem promessas que pertencem claramente a todos os cristãos: o perdão dos pecados para aqueles que creem em Cristo, a presença do Espírito Santo, a ressurreição dos mortos, a volta de Jesus e a vida eterna.

Portanto, não devemos retirar um versículo de seu contexto e aplicá-lo automaticamente aos nossos desejos. Precisamos perguntar quem recebeu a promessa, em qual situação ela foi dada e como se relaciona com o restante da revelação bíblica.

Essa prudência não enfraquece nossa fé. Pelo contrário, protege-nos de falsas expectativas e nos ajuda a confiar naquilo que Deus realmente declarou.

A promessa feita a Abraão

Abraão recebeu de Deus a promessa de uma descendência numerosa. Humanamente, isso parecia impossível, pois ele e Sara já estavam avançados em idade, e Sara era estéril.

Durante muitos anos, o cumprimento não aconteceu. A espera foi longa, e Abraão enfrentou momentos de dúvida. Em determinada ocasião, ele e Sara tentaram encontrar uma solução humana para realizar aquilo que Deus havia prometido.

Entretanto, o Senhor permaneceu fiel. No tempo determinado, Isaque nasceu. O cumprimento não aconteceu porque Abraão possuía uma fé perfeita ou porque Sara nunca duvidou. A promessa se cumpriu porque Deus é fiel.

A história de Abraão nos ensina que a demora não significa esquecimento. O Senhor pode permitir um longo período entre a promessa e seu cumprimento, mas Sua capacidade não diminui com o passar dos anos.

Também aprendemos que não devemos utilizar meios pecaminosos para tentar acelerar aquilo que Deus está fazendo. A pressa pode conduzir-nos a decisões que produzem consequências dolorosas.

Esperar no Senhor envolve continuar obedecendo, mesmo quando ainda não vemos o resultado. A fé não é passividade, mas uma confiança perseverante na sabedoria e no tempo de Deus.

A libertação de Israel do Egito

Deus havia anunciado a Abraão que seus descendentes viveriam como estrangeiros e seriam afligidos, mas também prometeu libertá-los. Muitos anos depois, os israelitas encontravam-se escravizados no Egito.

Do ponto de vista humano, Faraó possuía todo o poder. Israel não tinha exército, liberdade política nem recursos para enfrentar o império egípcio. Entretanto, Deus levantou Moisés e demonstrou Sua autoridade por meio de grandes sinais.

O Senhor julgou os deuses do Egito, libertou Seu povo e abriu o mar Vermelho. Aquilo que parecia impossível tornou-se uma demonstração pública de que nenhum governante pode impedir os propósitos divinos.

Essa libertação também aponta para uma obra ainda maior. Assim como Israel foi retirado da escravidão do Egito, Cristo liberta pecadores da escravidão do pecado.

A Páscoa, o cordeiro sacrificado e o sangue colocado nas portas apontavam para Jesus, o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. A fidelidade divina na história de Israel preparava o caminho para a revelação completa do evangelho.

A promessa da terra e a missão de Josué

Depois da morte de Moisés, Josué recebeu a responsabilidade de conduzir o povo à terra prometida. Diante dele havia cidades fortificadas, povos numerosos e desafios que poderiam produzir medo.

Deus prometeu estar com Josué, assim como havia estado com Moisés. Essa presença não eliminaria a necessidade de coragem, obediência e ação. Josué precisaria liderar o povo, atravessar o Jordão e enfrentar batalhas.

A promessa divina não era uma desculpa para a passividade, mas o fundamento para uma obediência corajosa. Josué poderia avançar porque sabia que o Senhor cumpriria aquilo que havia determinado.

Ao final de sua vida, ele reconheceu que nenhuma das boas palavras de Deus havia falhado. Tudo o que o Senhor havia prometido ao povo se cumprira segundo Seu propósito.

Essa história nos mostra que a fidelidade de Deus não elimina nossa responsabilidade. Devemos confiar, obedecer, trabalhar e perseverar, deixando os resultados nas mãos do Senhor.

A promessa anunciada pelo profeta Joel

As Escrituras dizem:

28 E há de ser que, depois, derramarei o meu Espírito sobre toda a carne, e vossos filhos e vossas filhas profetizarão, os vossos velhos terão sonhos, os vossos jovens terão visões.

29 E também sobre os servos e sobre as servas, naqueles dias, derramarei o meu Espírito.

Joel 2:28–29

Joel anunciou um tempo no qual Deus derramaria Seu Espírito de maneira extraordinária. A promessa destacava que a ação do Espírito não ficaria restrita a reis, sacerdotes ou profetas escolhidos para missões específicas.

Filhos e filhas, jovens e idosos, servos e servas seriam alcançados. A linguagem demonstra a amplitude da obra que Deus realizaria entre Seu povo.

Essa promessa aparece dentro de uma mensagem que também chamava Israel ao arrependimento. O povo precisava voltar-se para Deus de todo o coração, rasgando o coração e não apenas as vestes.

Portanto, o derramamento do Espírito não deve ser separado da santidade, do arrependimento e da restauração. O Espírito Santo não foi dado para exaltar o ser humano, mas para glorificar a Deus e formar um povo obediente.

O cumprimento da promessa em Pentecostes

No segundo capítulo de Atos, a profecia de Joel começou a cumprir-se de maneira pública e gloriosa. Depois da morte, ressurreição e ascensão de Jesus, os discípulos permaneceram reunidos, aguardando a promessa do Pai.

Subitamente, veio do céu um som semelhante ao de um vento impetuoso. Línguas como de fogo apareceram e pousaram sobre os discípulos. Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito lhes concedia.

Jerusalém estava cheia de judeus provenientes de diversas regiões. Partos, medos, elamitas, habitantes da Mesopotâmia, Capadócia, Ponto, Ásia, Egito, Roma e outras regiões ouviram as grandezas de Deus em seus próprios idiomas.

Aquilo não era uma manifestação sem propósito. Deus estava capacitando Sua Igreja para testemunhar sobre Jesus entre as nações. A confusão das línguas ocorrida em Babel encontra aqui um importante contraste: pessoas de diferentes povos ouvem a mesma mensagem sobre as obras de Deus.

Pedro levantou-se e explicou que o acontecimento representava o cumprimento daquilo que havia sido anunciado pelo profeta Joel. O apóstolo não atribuiu o fenômeno à emoção humana, mas à ação soberana do Espírito Santo.

O Espírito Santo e a missão da Igreja

O derramamento do Espírito marcou uma nova etapa na história da redenção. Jesus havia prometido que Seus discípulos receberiam poder quando o Espírito Santo viesse sobre eles e seriam Suas testemunhas até os confins da terra.

Esse poder não tinha como objetivo produzir fama pessoal, entretenimento religioso ou superioridade espiritual. O Espírito capacitaria a Igreja para anunciar Cristo, viver em santidade e perseverar diante da perseguição.

A presença do Espírito Santo continua indispensável. É Ele quem convence do pecado, conduz ao arrependimento, ilumina a compreensão das Escrituras e transforma o caráter dos crentes.

Como aprendemos ao estudar a obra do Espírito Santo, Ele não é uma energia impessoal, mas a terceira pessoa da Trindade, que age de acordo com a vontade do Pai e glorifica o Filho.

O Espírito também distribui dons para a edificação da Igreja. Esses dons não foram dados para alimentar competição, orgulho ou divisão. Devem ser utilizados para servir, ensinar, encorajar e fortalecer o corpo de Cristo.

A maior evidência da presença do Espírito não é apenas uma experiência extraordinária, mas uma vida transformada pelo evangelho. O fruto do Espírito manifesta amor, alegria, paz, paciência, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio.

A promessa é para os que Deus chamar

Depois de pregar sobre a morte e a ressurreição de Jesus, Pedro chamou seus ouvintes ao arrependimento e ao batismo. Ele afirmou que a promessa era para eles, para seus filhos e para todos os que estavam longe, isto é, para todos quantos o Senhor chamasse.

Isso demonstra que o Espírito Santo não foi concedido apenas aos primeiros discípulos. Todos os que verdadeiramente pertencem a Cristo recebem o Espírito como selo, garantia e presença de Deus.

O cristão não precisa viver procurando convencer Deus a conceder-lhe uma presença que já foi prometida aos que creem. Ele deve viver cheio do Espírito, submetendo-se diariamente à Sua direção.

Ser cheio do Espírito envolve permitir que a Palavra de Cristo governe nossos pensamentos, nossas palavras e nossas decisões. Não é apenas uma experiência emocional momentânea, mas uma vida contínua de dependência e obediência.

Também não significa que todos os crentes possuirão exatamente os mesmos dons ou experiências. O Espírito distribui dons conforme Sua vontade, enquanto todos os cristãos são chamados a demonstrar Seu fruto.

Cristo cumpriu a promessa da redenção

A morte e a ressurreição de Jesus representam o centro das promessas bíblicas. Desde Gênesis, Deus havia anunciado que o descendente da mulher esmagaria a cabeça da serpente.

Os sacrifícios, o sacerdócio, o templo e muitas profecias apontavam para a obra do Messias. No tempo determinado, o Filho de Deus veio ao mundo, viveu sem pecado e entregou Sua vida na cruz.

Jesus carregou a culpa de Seu povo e recebeu o juízo que nós merecíamos. Ao terceiro dia, ressuscitou, demonstrando que Seu sacrifício havia sido aceito e que a morte havia sido vencida.

A ressurreição não foi uma metáfora nem apenas uma lembrança espiritual. Cristo levantou-se corporalmente e apareceu a muitas testemunhas. Sobre esse acontecimento está fundamentada a esperança cristã.

Porque Jesus vive, aqueles que creem Nele também viverão. A vida eterna não começa somente depois da morte; ela começa quando somos reconciliados com Deus, embora alcance sua plenitude na ressurreição futura.

Promessas para a caminhada presente

Enquanto aguardamos o cumprimento final da redenção, Deus concede promessas que sustentam nossa caminhada. Jesus afirmou que permaneceria com Seus discípulos todos os dias, até a consumação dos séculos.

Essa promessa não significa que nunca enfrentaremos solidão, perseguição ou tristeza. Significa que Cristo estará presente, sustentando Sua Igreja em meio a todas essas circunstâncias.

Deus também prometeu conceder sabedoria aos que pedem com fé. Isso não significa que receberemos conhecimento completo sobre tudo, mas que podemos buscar orientação para viver de maneira agradável ao Senhor.

A Bíblia assegura que nenhuma condenação existe para aqueles que estão em Cristo Jesus. O crente pode enfrentar disciplina, acusações e consequências de erros, mas sua culpa diante de Deus foi removida pela obra de Cristo.

Também temos a promessa de que Deus completará a boa obra iniciada em Seus filhos. Nossa perseverança não depende apenas da força humana, mas da fidelidade do Senhor que nos guarda.

Todas as coisas cooperam para o bem

Uma das promessas mais conhecidas afirma que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus e são chamados segundo Seu propósito.

Esse versículo não ensina que todas as coisas são boas. Enfermidades, injustiças, perdas e perseguições continuam sendo dolorosas. A promessa é que Deus é capaz de utilizar todas as circunstâncias para cumprir Seu propósito.

O contexto mostra que esse bem está relacionado à conformidade com a imagem de Cristo. Portanto, o objetivo principal não é garantir conforto imediato, mas formar em nós o caráter do Salvador.

Deus pode usar uma dificuldade para desenvolver perseverança, revelar um pecado escondido, ensinar compaixão ou redirecionar nossos passos. Entretanto, não devemos fingir conhecer todos os motivos específicos de cada sofrimento.

Existem perguntas que talvez permaneçam sem resposta nesta vida. Mesmo assim, podemos descansar na certeza de que nada conseguirá frustrar os propósitos eternos de Deus.

A promessa do sustento de Deus

A Bíblia apresenta o Senhor como provedor de Seu povo. Jesus ensinou que o Pai conhece nossas necessidades e cuida até mesmo das aves e das flores.

Isso não significa que todo cristão viverá na abundância material ou nunca experimentará fome. O próprio apóstolo Paulo conheceu tanto a abundância quanto a necessidade.

A promessa do cuidado divino deve ser compreendida dentro da soberania e da sabedoria de Deus. Ele pode prover por meio do trabalho, da generosidade da Igreja, de familiares, de oportunidades e de muitos outros instrumentos.

Confiar na provisão não elimina a responsabilidade de trabalhar, administrar recursos e ajudar aqueles que passam necessidade. A fé bíblica não é uma desculpa para negligência.

Mesmo quando os recursos são limitados, Deus promete que Sua graça será suficiente e que nada poderá separar Seus filhos de Seu amor.

A promessa da volta de Cristo

Entre todas as promessas ainda aguardadas pela Igreja, a volta de Jesus ocupa um lugar central. Antes de ascender aos céus, Cristo garantiu que voltaria.

Os anjos disseram aos discípulos que aquele mesmo Jesus, levado ao céu, retornaria da mesma maneira. Os apóstolos repetiram essa esperança em suas cartas, encorajando a Igreja a permanecer vigilante.

A volta de Cristo será pessoal, visível, gloriosa e definitiva. Ele não retornará novamente em humilhação para ser crucificado, mas em poder para julgar, ressuscitar os mortos e estabelecer plenamente Seu Reino.

A reflexão sobre a certeza de que Jesus está voltando nos lembra de que essa promessa deve produzir esperança, santidade e fidelidade, e não especulações irresponsáveis sobre datas.

Ninguém conhece o dia nem a hora. Por isso, a preparação cristã não consiste em calcular calendários, mas em viver diariamente em comunhão com Deus.

Aquele que acredita na volta de Cristo procura estar pronto hoje. Ele abandona o pecado, serve ao próximo, anuncia o evangelho e utiliza seus dons para a glória de Deus.

A ressurreição dos mortos

Quando Cristo voltar, os mortos em Cristo ressuscitarão. A esperança cristã não é apenas a sobrevivência da alma, mas a ressurreição do corpo.

Nosso corpo atual está sujeito à enfermidade, ao envelhecimento e à morte. Na ressurreição, os que pertencem a Jesus receberão um corpo incorruptível, glorioso e livre da presença do pecado.

Essa promessa oferece consolo diante da morte. O cristão sente tristeza quando perde alguém amado, mas não sofre como quem não possui esperança.

A separação continua sendo dolorosa, mas não é definitiva para aqueles que morreram em Cristo. Haverá reencontro, ressurreição e vida eterna na presença do Senhor.

A ressurreição de Jesus é a garantia da nossa. Assim como Ele venceu a morte, todos os que estão unidos a Ele também participarão de Sua vitória.

Novos céus e nova terra

A Bíblia promete um futuro no qual a criação será libertada da corrupção. Deus fará novos céus e nova terra, onde habitará a justiça.

A esperança cristã não consiste em permanecer eternamente como espíritos sem corpo em uma existência abstrata. Deus restaurará Sua criação, e Seu povo viverá para sempre em Sua presença.

Ali não haverá mais maldição, pecado, injustiça, enfermidade ou morte. Tudo aquilo que atualmente produz dor será removido.

A história humana não terminará com a vitória do caos. Terminará com Cristo reinando, a justiça estabelecida e a criação renovada.

Essa esperança deve mudar a maneira como vivemos hoje. Sabemos que o sofrimento não durará para sempre e que nossa fidelidade no Senhor não é inútil.

Deus enxugará toda lágrima

Uma das promessas mais consoladoras do Apocalipse declara que Deus enxugará dos olhos de Seu povo toda lágrima. Não haverá mais morte, pranto, clamor nem dor.

A imagem apresenta o próprio Deus consolando Seus filhos. Ele não apenas removerá as causas do sofrimento, mas receberá Seu povo em comunhão perfeita.

Cada lágrima derramada nesta vida é conhecida pelo Senhor. Nenhuma dor é invisível para Ele, mesmo quando outras pessoas não conseguem compreender nossa luta.

Como recorda a mensagem de que Deus enxugará toda lágrima de Seu povo, o sofrimento presente possui um limite determinado. A eternidade com Cristo não terá luto, despedidas nem enfermidades.

Essa promessa não nos manda ignorar a dor atual. Podemos chorar, buscar ajuda e lamentar diante de Deus. Entretanto, não precisamos viver como se a dor tivesse a palavra final.

O que fazer enquanto esperamos?

Esperar nas promessas de Deus não significa permanecer inativo. Abraão precisou caminhar pela fé, Josué precisou liderar Israel e os discípulos precisaram anunciar o evangelho.

Enquanto aguardamos, devemos obedecer ao que Deus já revelou. Muitas pessoas desejam receber novas orientações, mas ignoram mandamentos claros das Escrituras.

Devemos orar, estudar a Palavra, congregar, servir, perdoar, trabalhar com honestidade e anunciar Cristo. A fidelidade no presente demonstra que nossa esperança é verdadeira.

Também devemos evitar tentar controlar o tempo de Deus. A ansiedade pode levar-nos a tomar atalhos e abandonar princípios bíblicos. Contudo, aquilo que Deus realiza não precisa de métodos pecaminosos para ser concluído.

A espera pode ser utilizada pelo Senhor para amadurecer nossa fé. Durante ela, aprendemos paciência, humildade e dependência.

Quando a promessa parece demorar

Existem períodos nos quais parece que Deus está em silêncio. Oramos, esperamos e não percebemos mudanças. Nessas horas, podemos ser tentados a pensar que o Senhor se esqueceu.

Entretanto, a demora aos nossos olhos não significa atraso nos planos divinos. Deus trabalha com uma perspectiva eterna e conhece elementos que nós não conseguimos enxergar.

José passou anos como escravo e prisioneiro antes de compreender como Deus estava conduzindo sua história. Davi foi ungido rei, mas precisou enfrentar um longo período de perseguição antes de ocupar o trono.

O próprio povo de Israel esperou séculos pela chegada do Messias. Quando chegou a plenitude do tempo, Deus enviou Seu Filho.

Esses exemplos nos ensinam que a espera não é um espaço vazio. Deus pode estar preparando circunstâncias, moldando nosso caráter e realizando Sua vontade de maneiras ainda ocultas.

Fiel é aquele que prometeu

Nossa confiança não deve estar em uma interpretação particular dos acontecimentos, mas no Deus revelado nas Escrituras. Podemos compreender erroneamente uma situação, mas o Senhor nunca deixará de ser fiel.

Algumas expectativas pessoais podem não se realizar porque nunca foram promessas de Deus. Por isso, precisamos aprender a distinguir entre aquilo que desejamos e aquilo que o Senhor realmente declarou.

Quando uma expectativa humana falha, isso não significa que a Palavra de Deus falhou. Pode significar que aplicamos indevidamente um texto, ignoramos seu contexto ou confundimos nossos planos com a vontade divina.

As promessas verdadeiras do Senhor permanecerão. Cristo salvará todos os que se aproximam Dele pela fé. O Espírito continuará santificando a Igreja. Jesus voltará. Os mortos ressuscitarão. O mal será julgado e o povo de Deus viverá eternamente com Ele.

Essas certezas são maiores do que qualquer promessa de conforto temporário. Elas oferecem uma esperança que nem a morte pode destruir.

Descansemos nas promessas de Deus

Talvez você esteja esperando por uma resposta e sinta que suas forças estão diminuindo. Continue apresentando sua necessidade ao Senhor, mas submeta seus desejos à Sua sabedoria.

Não transforme uma promessa bíblica em uma tentativa de obrigar Deus a realizar exatamente aquilo que você deseja. Em vez disso, permita que a Palavra transforme seu coração e fortaleça sua confiança.

Recorde o que Deus já cumpriu. O Filho prometido veio, morreu e ressuscitou. O Espírito Santo foi derramado. O evangelho alcançou povos e nações. A Igreja continua sendo sustentada apesar de perseguições e dificuldades.

Aquilo que ainda aguardamos também acontecerá no tempo determinado. Cristo voltará, a morte será vencida em sua manifestação final e a criação será renovada.

A promessa pode parecer demorada, mas aquele que prometeu nunca falha. Ele não precisa de circunstâncias favoráveis, recursos humanos extraordinários ou aprovação das pessoas para cumprir Sua vontade.

Permaneça firme na fé, continue obedecendo e alimente sua esperança por meio das Escrituras. Não permita que a dificuldade presente faça você esquecer o caráter eterno de Deus.

O Senhor cumpriu Sua palavra no passado, continua realizando Seus propósitos no presente e completará tudo no futuro. Nenhuma promessa verdadeira ficará esquecida.

Portanto, esperemos com paciência, sirvamos com fidelidade e vivamos em santidade. O Espírito Santo continua presente, Cristo permanece reinando e o futuro do povo de Deus está seguro.

Quando finalmente contemplarmos o Senhor face a face, perceberemos que nenhuma espera fiel foi inútil. Toda lágrima será enxugada, toda injustiça será julgada e todas as promessas de Deus encontrarão sua plena realização em Cristo.

Lição de humildade: O lavatório de pés
Sede santos, porque eu sou santo

12 comments on “Derramamento do Espírito de Deus

  1. As promessas do senhor é maravilhosa por isso não posso fraquejar,tenho que esta sempre firme com meu senhor que vive e reina para sempre amém 🙏🙏🙏

  2. Deus tem um plano para cada uma de nossas vidas. E esse plano, será perfeito para nós e atenderá todas as nossas necessidades. Se não o recebemos ainda, foi porque não chegou nossa hora, mas confiemos na palavra do Senhor, e acreditemos naquilo que há de melhor para nos aguardar. Deus sabe o que faz. Amém!

  3. Senhor Deus e pai maravilhoso eu creio e minha na sua promessa, pois é fiel te agradeço pela suas bênçãos na minha vida e minha família, acredito que maravilhoso e bondoso comigo lhe dou glória em nome de Jesus Cristo meu senhor e salvador amém.

  4. Meu Senhor e meu Deus sei que Tu és fiel e sempre cumpre com tuas promessas. Derrama sobre mim o batismo do Espírito Santo Senhor e faz com que eu e minha família sempre sigamos os teus caminhos Senhor pois somente assim receberemos as tuas promessas e teremos a vitória! Obrigado Jesus por tudo que tem feito na minha vida e da minha família! Glória a Deus! Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo! Amém!

  5. Obrigado senhor meu Deus por tudo na minha vida. Senhor é ar que eu respiro minha fortaleza. Gloria seu santo nome. Amém.

  6. Amém! Eu creio Deus é fiel.Glória a Deus! Louvado seja Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, Amém.Te amo Jesus de todo meu coração 🙏🙏

  7. Eu sei que Deus é fiel e ele cumpre com a promessa dele porque ele nunca falhou e nunca falhará porque Deus é Deus e quando ele promete ele cumpre verdade a palavra dele nunca vem vazia vem cheio de promessa por quê Deus é fiel eu agradeço muito por ter Deus na minha vida imagina sem ele como seria horrível porque Deus é a vida é a paz caminho a gente tem sempre que está com ele obrigado pai Amém

  8. Tenhamos sempre confiança e esperança em Deus, pois somente Ele sabe o que está nos reservado, e Ele não nos daria uma cruz na qual não teríamos forças o suficiente para carregá-la. Portanto, sigamos seus caminhos e as suas súplicas, busquemos sempre estar próximos dEle, sejamos honestos e fiéis que tudo acontecerá da melhor forma conosco. Amém!

  9. O nosso Senhor é o ser mais fiel que existe, se Ele nos promete algo, devemos ter a certeza de que Ele irá cumprir e irá executar com maestria. Tenhamos sempre em mente que Deus está conosco e que enquanto estivermos neste plano, nada de mau irá nos ocorrer, pois é misericordioso, compassivo, protetor e escudeiro nosso. Confiemos nas promessas de Cristo e vivamos com o propósito de sempre seguir seus caminhos. Amém!

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