O apóstolo Pedro diz o seguinte sobre aquelas pessoas que falam de coisas que não entendem, são seres irracionais e agem sempre como se fossem crentes. No entanto, as suas ações não comprovam a sua fé, e por isso é inevitável que pereçam na sua própria perdição, pois o tempo da paciência de Deus já se esgotou para aqueles que se levantam contra a verdade. Pedro escreve para advertir a igreja acerca de homens corruptos que se infiltravam entre os irmãos, simulando piedade, mas cujo interior estava cheio de engano. Eles levantavam discursos arrogantes e cheios de vaidade, usando palavras persuasivas para seduzir os incautos, mas não tinham qualquer reverência real ao Senhor. Viviam satisfazendo os próprios desejos carnais enquanto aparentavam uma vida espiritual que jamais possuíram. São exemplos perigosos de como alguém pode aparentar fé, mas viver completamente separado da santidade de Deus.
São como animais irracionais, tolos e presas muito fáceis para o inimigo das nossas almas. As suas mentes estão endurecidas, obscurecidas pelo pecado, e só pensam em desviar aqueles que fazem a vontade divina do Senhor. Pedro afirma que tais pessoas zombam da verdade e até mesmo da promessa da vinda de Cristo, pensando, erradamente, que o dia do Senhor não virá para julgar os injustos pelas suas más ações. A soberba delas as impede de enxergar a longanimidade de Deus e a urgência do arrependimento.
Pedro é muito claro ao descrever essas pessoas maliciosas, afirmando que elas agem segundo a carne e não segundo o Espírito. Não têm discernimento, pois recusaram o conhecimento que liberta e insistem em viver dominadas pelos seus instintos. Para elas, as coisas espirituais são oportunidade de lucro ou manipulação. Tratam o sagrado como comum e pregam aquilo que não vivem, enganando os mais fracos na fé.
Mas estes, como animais irracionais, que seguem a natureza, feitos para serem presos e mortos, blasfemando do que não entendem, perecerão na sua corrupção,
2 Pedro 2:12
A mensagem de Pedro é clara em relação a esses enganadores que se fazem passar por crentes, mas que, na realidade, procuram desviar os outros da presença de Deus. São perigosos não apenas pelo que dizem, mas pelo estilo de vida que levam. Eles prometem liberdade, mas são escravos da corrupção. Pregam graça, mas vivem em rebelião. Criticam a verdade, mas não suportam que sua própria maldade seja exposta.
O julgamento pronunciado por este servo do Senhor é para aqueles que espalham um evangelho diferente e causam problemas na comunidade de fé. Pedro afirma que tais homens “trazem sobre si mesmos destruição repentina”, pois brincam com aquilo que é santo. Eles rejeitam os alertas, zombam da doutrina, e distorcem as Escrituras para justificar seus desejos. Esse comportamento não passará despercebido diante de Deus, pois Ele não se deixa escarnecer.
Como podemos ver no capítulo 2 da segunda carta de Pedro, também hoje somos confrontados com comportamentos semelhantes por parte de numerosos falsos mestres que se fazem passar por crentes, mas cujas ações provam o contrário. Eles se infiltram nas redes sociais, nas igrejas, nos grupos de estudo, e até mesmo em plataformas que se apresentam como cristãs. Seus discursos são apelativos, mas carecem de verdade. Suas palavras são doces, mas carregam veneno. Muitos se deixam enganar por sua aparência piedosa, mas o seu modo de viver revela orgulho, sensualidade, rebelião e desprezo pela autoridade divina.
Todos eles receberão o justo castigo pela sua injustiça e perecerão na sua própria corrupção. Pedro afirma que o juízo de Deus não tardará, e assim como os ímpios da antiguidade foram julgados, também estes agentes de engano serão tratados conforme as suas obras. É por isso que devemos permanecer vigilantes, firmados na Palavra, discernindo tudo à luz da verdade do Evangelho, para que não sejamos enganados por aqueles que dizem servir a Deus, mas, na realidade, servem apenas a si mesmos.