O propósito da lei

Não devemos ficar confusos a respeito da lei do Antigo Testamento. Ela revela a santidade de Deus, mostra o que é pecado e expõe nossa culpa, mas não possui poder para justificar o pecador. A salvação é recebida gratuitamente por aqueles que são salvos pela graça mediante a fé em Jesus Cristo.

A relação entre a lei e o Evangelho é um tema essencial para compreendermos corretamente a mensagem das Escrituras. Quando essa distinção não é entendida, algumas pessoas começam a imaginar que podem conquistar a aceitação de Deus por meio de suas obras. Outras vão ao extremo contrário e passam a tratar os mandamentos divinos como se não tivessem qualquer importância para a vida cristã.

A Bíblia não apresenta a lei como algo mau. Pelo contrário, ela é santa, justa e boa, porque procede do próprio Deus. O problema não está na lei, mas no coração pecaminoso do homem, que é incapaz de obedecê-la perfeitamente. A lei mostra o padrão divino, porém não concede ao pecador a força necessária para alcançar esse padrão.

Por isso, precisamos olhar para Cristo. Ele não veio apenas para oferecer novos conselhos religiosos, mas para realizar aquilo que nenhum de nós poderia fazer. Jesus obedeceu perfeitamente, tomou sobre Si a culpa de Seu povo e ressuscitou para conceder vida eterna aos que creem.

O apóstolo Paulo explicou essa verdade aos cristãos da Galácia:

19 Logo, para que é a lei? Foi ordenada por causa das transgressões, até que viesse a posteridade a quem a promessa tinha sido feita, e foi posta pelos anjos na mão de um medianeiro.

20 Ora, o medianeiro não o é de um só, mas Deus é um.

21 Logo, a lei é contra as promessas de Deus? De nenhuma sorte; porque, se dada fosse uma lei que pudesse vivificar, a justiça, na verdade, teria sido pela lei.

22 Mas a Escritura encerrou tudo debaixo do pecado, para que a promessa pela fé em Jesus Cristo fosse dada aos crentes.

Gálatas 3:19-22

O contexto da carta aos Gálatas

Paulo escreveu aos gálatas porque alguns mestres estavam perturbando as igrejas e acrescentando exigências humanas ao Evangelho. Eles ensinavam que a fé em Cristo não era suficiente e que os cristãos gentios precisavam adotar práticas da lei mosaica para serem plenamente aceitos por Deus.

O apóstolo considerou esse ensino extremamente grave. Acrescentar obras como fundamento da justificação não era apenas uma pequena diferença de opinião; era uma distorção do Evangelho. Se o homem pudesse ser declarado justo por cumprir a lei, então a morte de Cristo teria sido desnecessária.

Paulo não estava dizendo que a obediência é irrelevante. Ele estava defendendo que a obediência não é a base de nossa aceitação diante de Deus. Somos justificados unicamente por causa da obra de Cristo, recebida pela fé.

As boas obras aparecem como fruto da salvação, não como seu preço. O pecador não obedece para convencer Deus a salvá-lo. Ele obedece porque foi alcançado pela graça, recebeu o Espírito Santo e deseja viver para a glória daquele que o resgatou.

Por que a lei foi acrescentada?

Paulo pergunta: “Logo, para que é a lei?”. Essa pergunta surge porque ele havia acabado de afirmar que a promessa feita a Abraão veio antes da lei de Moisés. A lei, dada muitos anos depois, não poderia cancelar uma promessa estabelecida por Deus.

A resposta é que a lei foi acrescentada “por causa das transgressões”. Ela tornou o pecado claramente identificável, definiu a desobediência e revelou a profundidade da corrupção humana.

O homem já era pecador antes da entrega da lei no monte Sinai. Contudo, os mandamentos revelaram com maior clareza aquilo que Deus exige e mostraram que o pecado não é apenas uma imperfeição, mas uma transgressão contra a autoridade divina.

A lei funciona como uma luz que entra em um quarto escuro. A luz não criou a sujeira; apenas tornou visível aquilo que já estava presente. Da mesma maneira, os mandamentos não produziram a corrupção do coração humano, mas a expuseram.

Quando a lei ordena que não tenhamos outros deuses, percebemos nossa idolatria. Quando proíbe o falso testemunho, revela nossas mentiras. Quando condena a cobiça, mostra que o pecado não está limitado às ações externas, mas também alcança os desejos do coração.

A lei revela o pecado, mas não pode removê-lo

Podemos comparar a lei a um espelho. Quando olhamos para um espelho, ele revela a sujeira no rosto, mas não possui poder para lavá-lo. Da mesma forma, a lei mostra nossa culpa, porém não oferece em si mesma a purificação necessária.

Também podemos compará-la a um exame médico. Um exame identifica a enfermidade, mostra sua gravidade e alerta sobre o perigo. Entretanto, o diagnóstico não é o tratamento. Conhecer a doença não significa estar curado.

A lei afirma: “Não cobiçarás”, mas não transforma automaticamente um coração dominado pela cobiça. Ela proíbe o ódio, porém não produz por si mesma o amor. Condena a idolatria, mas não cria um novo coração que se deleita no Deus verdadeiro.

Isso não acontece porque exista algum defeito nos mandamentos. A incapacidade está em nós. A lei é boa, mas nós somos pecadores. Ela exige justiça, porém encontra seres humanos inclinados à desobediência.

Se colocarmos uma régua perfeitamente reta ao lado de uma linha torta, a régua revelará o desvio. Entretanto, ela não endireitará a linha. Assim, o padrão santo de Deus demonstra o quanto nos afastamos de Sua vontade, mas precisamos de uma intervenção mais profunda.

A lei não é contrária às promessas de Deus

Paulo antecipa outra pergunta: “Logo, a lei é contra as promessas de Deus?”. Sua resposta é enfática: “De nenhuma sorte”. Não existe conflito entre aquilo que Deus prometeu a Abraão e aquilo que revelou por meio de Moisés.

A promessa e a lei cumprem funções diferentes dentro do plano divino. A promessa anuncia a bênção recebida pela fé. A lei expõe a necessidade do pecador e demonstra que ninguém pode alcançar justiça por mérito próprio.

A lei não foi dada como um plano alternativo de salvação que posteriormente fracassou. Deus nunca descobriu, depois de muitos séculos, que o homem não conseguiria obedecer. O Senhor conhecia perfeitamente a condição humana.

Seu propósito era revelar o pecado e conduzir o povo à necessidade de um Salvador. Os sacrifícios, o sacerdócio e as cerimônias do Antigo Testamento também apontavam para uma realidade superior que seria plenamente manifestada em Cristo.

Portanto, a graça não é uma correção improvisada de um plano defeituoso. Desde o início, a salvação dependeu da misericórdia divina e da obra do Redentor prometido.

Se uma lei pudesse dar vida

Paulo declara que, se tivesse sido dada uma lei capaz de vivificar, a justiça realmente viria pela lei. Essa afirmação demonstra que nenhum conjunto de mandamentos pode conceder vida espiritual a um coração morto no pecado.

A lei pode informar, ordenar, proibir e condenar. Porém, não pode ressuscitar espiritualmente o pecador. Ela diz o que deve ser feito, mas não produz internamente a disposição perfeita para fazê-lo.

O problema humano é muito mais profundo do que falta de informação. Não pecamos apenas porque ignoramos o que é correto. Muitas vezes conhecemos o mandamento e, ainda assim, escolhemos o caminho contrário.

Precisamos, portanto, de um novo nascimento. Necessitamos que Deus retire o coração de pedra, conceda um coração sensível e coloque Seu Espírito em nós.

É nesse ponto que entendemos a obra do Espírito Santo. Ele convence o homem do pecado, revela a suficiência da justiça de Cristo e começa a transformar aqueles que foram alcançados pelo Evangelho.

Todos estão encerrados debaixo do pecado

Gálatas 3:22 afirma que a Escritura encerrou tudo debaixo do pecado. A imagem é semelhante à de uma prisão. Todos os seres humanos, independentemente de origem, educação ou condição social, encontram-se culpados diante de Deus.

O homem religioso também está debaixo do pecado. Conhecer mandamentos, participar de cerimônias e possuir uma boa reputação não remove a culpa. Ninguém obedeceu perfeitamente em pensamentos, palavras e ações.

O homem moral também precisa de salvação. Talvez não pratique os mesmos pecados visíveis de outras pessoas, mas continua incapaz de amar a Deus com todo o coração e de cumprir perfeitamente Sua vontade.

O homem irreligioso está igualmente preso. Sua rejeição aberta dos mandamentos não o torna livre; apenas demonstra de outra maneira sua rebelião contra o Criador.

Paulo elimina toda possibilidade de orgulho. Judeus e gentios, instruídos e simples, ricos e pobres, todos possuem a mesma necessidade fundamental: ser reconciliados com Deus por meio de Cristo.

A lei silencia toda tentativa de justificação própria

Quando compreendemos seriamente a lei, deixamos de comparar nossa vida apenas com a de outras pessoas. É fácil sentir-se justo quando escolhemos alguém que parece moralmente pior do que nós.

Contudo, Deus não nos julgará usando outro pecador como padrão. Seu próprio caráter santo é a medida. Diante dessa perfeição, toda boca é fechada e ninguém pode apresentar mérito suficiente.

A lei confronta até mesmo nossa obediência exterior. Jesus mostrou que o homicídio possui raízes na ira e que o adultério começa na cobiça do coração. Deus não avalia somente aquilo que outras pessoas conseguem ver.

Nossas boas obras também são imperfeitas. Podemos ajudar alguém por desejo de reconhecimento, orar para sermos admirados ou servir enquanto alimentamos orgulho. Até as melhores ações precisam da misericórdia divina.

Isso não significa que todas as ações humanas possuam o mesmo grau de maldade. Significa que nenhuma delas consegue produzir a perfeição necessária para justificar um pecador diante do Deus santo.

A promessa é recebida pela fé em Jesus Cristo

Depois de mostrar que todos estão debaixo do pecado, Paulo apresenta a esperança: a promessa é concedida aos que creem em Jesus Cristo.

A fé não é uma obra que merece a salvação. Ela é a mão vazia que recebe aquilo que Cristo conquistou. Não confiamos na qualidade de nossa fé, mas na perfeição do Salvador.

Uma fé fraca pode receber um Cristo poderoso. O pecador não precisa esperar até sentir que sua confiança é perfeita. Precisa abandonar a esperança em si mesmo e olhar para Jesus.

Crer envolve conhecimento, concordância e confiança. Precisamos conhecer a mensagem do Evangelho, reconhecer que ela é verdadeira e descansar pessoalmente em Cristo.

Não basta acreditar genericamente que Deus existe ou que Jesus foi uma pessoa importante. A fé salvadora reconhece que Ele morreu pelos pecadores, ressuscitou e é o único fundamento de nossa aceitação diante do Pai.

Cristo cumpriu aquilo que nós não conseguimos cumprir

Jesus nasceu debaixo da lei e viveu em perfeita obediência. Ele amou o Pai sem qualquer falha, cumpriu todos os mandamentos e jamais cometeu pecado.

Essa obediência é essencial para nossa salvação. Não precisávamos apenas que alguém pagasse pelas transgressões cometidas; precisávamos também de uma justiça perfeita diante de Deus.

Na cruz, Cristo recebeu a condenação devida ao Seu povo. Ele não morreu como um pecador culpado, mas como o substituto inocente que carregou os pecados de muitos.

Sua ressurreição demonstrou que o sacrifício havia sido aceito e que a morte não poderia retê-Lo. A obra necessária para a redenção foi concluída.

Por isso, as palavras “Está consumado” anunciam a vitória de Cristo. Não resta qualquer pagamento que o pecador precise acrescentar como preço de sua salvação.

Jesus não é apenas um pacto melhor

É importante corrigir uma expressão comum. Jesus não é simplesmente “um pacto melhor” como se fosse apenas um acordo abstrato. Ele é o Mediador do novo pacto, aquele que o estabeleceu por meio de Seu sangue.

O antigo pacto mosaico possuía leis, sacerdotes, sacrifícios e cerimônias que apontavam para uma realidade futura. Esses elementos eram incapazes de aperfeiçoar definitivamente a consciência do adorador.

Cristo, porém, ofereceu um único sacrifício suficiente. Ele não precisa morrer repetidamente. Seu sangue alcançou aquilo que o sangue de animais apenas simbolizava.

Jesus também é o grande Sumo Sacerdote que vive para interceder por Seu povo. Não precisamos de outro mediador que complete Sua obra ou nos conceda acesso adicional ao Pai.

No novo pacto, Deus perdoa os pecados, escreve Sua lei no coração e concede o Espírito Santo. A salvação envolve tanto uma nova posição diante de Deus quanto uma transformação progressiva da vida.

O lugar da lei na vida do cristão

Se não somos justificados pela lei, isso significa que os mandamentos não possuem qualquer valor para o cristão? A resposta bíblica é não. A lei não é nosso Salvador, mas continua revelando o caráter santo de Deus e orientando uma vida de gratidão.

Não obedecemos para conquistar filiação; obedecemos porque fomos recebidos como filhos. Não buscamos santidade para comprar o perdão; buscamos santidade porque fomos perdoados.

O cristão não vive sem lei, como se pudesse mentir, roubar ou praticar imoralidade livremente. Ele está debaixo da autoridade de Cristo e deseja cumprir a vontade de Deus.

A diferença está no fundamento. Antes, o pecador tentava usar a obediência como moeda de troca. Agora, reconhece que tudo recebeu pela graça e responde com amor.

A graça não destrói a obediência; ela produz a verdadeira obediência. Quem foi unido a Cristo recebe novos desejos e começa a lutar contra aquilo que antes dominava sua vida.

Justificação e santificação não são a mesma coisa

A justificação é o ato pelo qual Deus declara justo o pecador que crê em Cristo. Essa declaração não acontece porque a pessoa já se tornou moralmente perfeita, mas porque a justiça de Jesus é recebida pela fé.

A santificação, por outro lado, é a obra progressiva pela qual Deus transforma o cristão. Ao longo da vida, o Espírito Santo corrige pensamentos, desejos, palavras e comportamentos.

A justificação é completa desde o momento em que o pecador crê. A santificação continua durante toda a caminhada terrena. Nenhum cristão alcança perfeição absoluta nesta vida.

Não devemos misturar essas duas verdades. Se transformarmos a santificação na base da justificação, nossa segurança dependerá do desempenho diário. Se separarmos completamente uma da outra, poderemos imaginar uma fé que não produz mudança alguma.

A doutrina bíblica mantém ambas unidas e distintas: somos justificados somente pela fé, mas a fé que justifica nunca permanece sozinha. Ela produz frutos de arrependimento, amor e obediência.

Boas obras são fruto, não raiz, da salvação

Uma árvore não produz vida porque apresenta frutos; ela apresenta frutos porque está viva. Da mesma maneira, as boas obras não criam a nova vida espiritual. Elas demonstram que Deus já começou Sua obra no coração.

Isso elimina dois erros. O primeiro é o legalismo, que tenta conquistar o favor de Deus pelo desempenho. O segundo é a falsa segurança de quem afirma ter fé, mas não apresenta qualquer desejo de obedecer.

O legalista vive comparando-se, orgulhando-se de suas disciplinas e condenando quem não alcança seus padrões. Quando falha, pode cair em profundo desespero porque sua esperança estava em si mesmo.

A pessoa que usa a graça como desculpa para o pecado comete outro erro. Ela deseja os benefícios da salvação, mas rejeita o senhorio de Cristo.

O Evangelho produz humildade e transformação. Sabemos que não contribuímos com mérito para nossa salvação, mas também reconhecemos que fomos salvos para uma vida de boas obras preparadas por Deus.

Não retornemos à escravidão do mérito

Os gálatas haviam começado pela fé, mas estavam sendo convencidos a completar sua posição diante de Deus por meio de obras. Paulo mostrou que esse caminho os levaria novamente à escravidão.

Algo semelhante acontece quando cristãos começam a medir o amor de Deus apenas por seu desempenho recente. Depois de uma semana disciplinada, sentem que possuem mais direito à oração. Depois de uma queda, imaginam que precisam passar dias punindo a si mesmos antes de voltar ao Senhor.

A disciplina espiritual é importante, e o pecado precisa ser confessado. Contudo, nosso acesso ao Pai permanece fundamentado no sangue de Cristo, não na qualidade da semana que tivemos.

Quando pecamos, não corrigimos a culpa acrescentando sofrimento ao sacrifício de Jesus. Confessamos, arrependemo-nos e descansamos novamente na suficiência da cruz.

Isso não torna o pecado pequeno. Pelo contrário, compreendemos sua gravidade ao recordar o preço pago por Cristo. Porém, também reconhecemos que Seu pagamento é suficiente.

A lei nos conduz ao Salvador

Quando a lei é pregada corretamente, ela não termina em condenação sem esperança. Ela mostra a enfermidade para que o pecador procure o Médico.

Antes de ouvir o mandamento, alguém pode imaginar que é uma boa pessoa. Ao compreender a profundidade das exigências de Deus, percebe que necessita de misericórdia.

A lei retira nossas falsas desculpas. O Evangelho apresenta Cristo como resposta. Uma pregação equilibrada não esconde a culpa, mas também não deixa o ouvinte em desespero sem apontar para a cruz.

Não basta dizer às pessoas que precisam melhorar. Um morto espiritualmente não necessita apenas de conselhos; necessita de vida. Um culpado não precisa somente de um novo começo, mas de perdão.

Jesus oferece ambas as coisas. Ele remove a condenação e concede nova vida aos que creem.

A salvação pertence ao Senhor

Se a lei não pode salvar, as obras não podem justificar e a fé apenas recebe o que Cristo realizou, então toda glória pertence a Deus.

Ninguém chegará ao céu dizendo que foi mais inteligente, disciplinado ou digno do que os outros. Todos os redimidos reconhecerão que foram alcançados pela misericórdia.

Essa verdade destrói o orgulho e fortalece a gratidão. Não existe espaço para superioridade espiritual quando entendemos que dependemos completamente da graça.

Por isso, podemos confessar com alegria que a salvação pertence ao nosso Deus. Ele planejou a redenção, enviou o Filho, aplica a obra pelo Espírito e preserva Seus filhos até o fim.

Essa certeza também oferece segurança. Se a salvação dependesse fundamentalmente de nossa força, ninguém conseguiria permanecer. Porém, aquele que iniciou a boa obra é poderoso para completá-la.

Como devemos responder a essa verdade?

A primeira resposta é abandonar toda confiança na justiça própria. Talvez você tenha crescido em uma igreja, realizado boas obras e procurado viver de maneira respeitável. Tudo isso pode possuir valor em seu devido lugar, mas não consegue apagar um único pecado.

A segunda resposta é crer em Jesus Cristo. Não apenas admirar Seus ensinamentos, mas confiar pessoalmente em Sua morte e ressurreição como única esperança de reconciliação com Deus.

A terceira resposta é viver em gratidão. Quem compreende que foi perdoado gratuitamente deseja honrar aquele que pagou um preço tão elevado.

A quarta resposta é abandonar o pecado. A graça não nos permite fazer as pazes com a iniquidade. Ela nos ensina a renunciar aos desejos mundanos e a viver de maneira santa.

Finalmente, devemos anunciar essa mensagem. Muitas pessoas permanecem tentando construir sua própria justiça e precisam ouvir que existe descanso na obra completa de Cristo.

Conclusão

Gálatas 3:19-22 responde claramente à pergunta sobre a função da lei. Ela foi acrescentada por causa das transgressões, revelou a culpa humana e demonstrou a necessidade de um Salvador.

A lei é santa, justa e boa, mas não possui poder para vivificar. Ela mostra a doença, porém não oferece a cura. Expõe a sujeira, mas não consegue lavar o pecador.

Todos foram encerrados debaixo do pecado. Nenhuma pessoa consegue apresentar obediência perfeita ou mérito suficiente diante de Deus.

A esperança está na promessa recebida pela fé em Jesus Cristo. Ele cumpriu a lei, tomou sobre Si a condenação e ressuscitou para conceder vida eterna.

Não somos salvos por rituais, sacrifícios humanos ou desempenho religioso. Somos justificados gratuitamente pela graça, mediante a fé no Filho de Deus.

Essa fé, porém, não nos deixa sem transformação. O Espírito Santo escreve a vontade divina no coração e começa a produzir uma vida de obediência.

Portanto, não use a lei para construir orgulho nem use a graça como desculpa para o pecado. Permita que a lei revele sua necessidade e que o Evangelho conduza seu coração ao Salvador.

A lei mostrou nossa culpa, mas Cristo providenciou a justiça de que necessitamos. Descansemos em Sua obra, caminhemos pelo Espírito e vivamos para a glória daquele a quem pertence toda a salvação.

Meu anjo irá adiante de você
O caminho dos injustos

2 comments on “O propósito da lei

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *