O cristão vive neste mundo, mas sua identidade definitiva não pertence a ele. Como ensinam as Escrituras, nossa cidadania está nos céus, de onde aguardamos o Salvador e a pátria eterna preparada por Deus para Seu povo.
Este mundo não é o nosso lar definitivo
Algo que deve ocupar seriamente o coração de todo crente em Jesus Cristo é a verdade de que este mundo não é nosso lar definitivo. Fomos colocados aqui por um tempo determinado, com uma missão e um propósito, mas nossa esperança não termina nas experiências desta vida. Somos peregrinos, estrangeiros e cidadãos de um Reino que não pode ser abalado.
Isso não significa que a criação de Deus seja má ou que devamos desprezar completamente a vida presente. O Senhor criou todas as coisas, concedeu-nos responsabilidades e chamou-nos para servi-Lo no lugar onde estamos. Devemos trabalhar, cuidar da família, ajudar o próximo, administrar os recursos e participar da sociedade com responsabilidade.
Entretanto, nenhuma dessas coisas deve ocupar o lugar que pertence a Deus. O perigo começa quando deixamos de enxergar esta vida como uma passagem e começamos a tratá-la como nosso destino final. Quando isso acontece, as conquistas terrenas se tornam nossa maior ambição, e a eternidade perde importância em nossos pensamentos.
O cristão está no mundo, mas não pertence ao sistema pecaminoso do mundo. Sua identidade foi transformada pela graça, seus valores são definidos pela Palavra e sua esperança está fundamentada nas promessas eternas de Deus.
Somos peregrinos e estrangeiros
A figura do peregrino aparece repetidamente nas Escrituras. Um peregrino está atravessando uma terra que não é sua morada permanente. Ele pode passar algum tempo naquele lugar, cumprir tarefas importantes e relacionar-se com as pessoas, mas sabe que sua jornada aponta para outro destino.
Da mesma maneira, o cristão não deve construir toda a sua esperança sobre aquilo que possui aqui. Casas, empregos, posições, reconhecimento e bens materiais podem ser úteis, mas são temporários. Nenhuma dessas coisas poderá acompanhar-nos quando nossa caminhada terrena chegar ao fim.
Ser estrangeiro também significa que nem sempre compartilharemos os valores dominantes da sociedade. O mundo chama de sabedoria aquilo que Deus considera loucura e muitas vezes celebra aquilo que as Escrituras condenam. O cristão precisa estar preparado para permanecer fiel mesmo quando sua obediência o torna diferente.
Essa diferença não deve produzir arrogância. Não somos melhores por natureza do que as pessoas que ainda vivem longe de Cristo. Também estávamos perdidos e fomos alcançados pela misericórdia. Nossa condição de peregrinos é resultado da graça, não de alguma superioridade encontrada em nós.
Vivemos entre as pessoas com amor, humildade e compaixão, mas não permitimos que o pensamento predominante determine nossas convicções. Nossa mente precisa ser renovada pela Palavra para que possamos discernir a vontade de Deus.
O perigo de se sentir confortável demais
Uma das situações mais perigosas para a vida espiritual é sentir-se completamente confortável neste mundo. O conforto, quando ocupa o centro do coração, pode apagar nossa percepção da eternidade e diminuir nossa dependência de Deus.
Não existe pecado em desfrutar das bênçãos concedidas pelo Senhor. Podemos agradecer por uma casa, pelo alimento, pela saúde, pelo trabalho e pelos momentos de alegria. O problema surge quando essas dádivas se transformam em deuses e passamos a viver apenas para preservá-las.
O coração humano possui grande facilidade para apegar-se às coisas visíveis. Quando temos segurança financeira, reconhecimento ou tranquilidade, podemos começar a imaginar que não precisamos de nada mais. A oração diminui, o desejo pela Palavra esfria e a esperança da volta de Cristo deixa de ser urgente.
O conforto também pode tornar-nos indiferentes ao sofrimento dos outros. Ficamos tão concentrados em proteger nosso pequeno mundo que esquecemos os necessitados, os perseguidos, os enfermos e aqueles que ainda não ouviram o Evangelho.
As bênçãos devem conduzir-nos à gratidão, não à independência de Deus. Tudo o que possuímos precisa ser administrado com a consciência de que somos mordomos e de que prestaremos contas ao Senhor.
Os profetas viveram olhando para algo maior
Os profetas do Antigo Testamento não viveram em busca de glória terrena. Muitos deles foram rejeitados, perseguidos e desprezados porque anunciaram a verdade de Deus em tempos de profunda corrupção espiritual.
Eles poderiam ter adaptado sua mensagem para conquistar a aprovação dos reis e do povo. Poderiam ter prometido paz quando não havia paz ou permanecido em silêncio diante da idolatria. No entanto, escolheram obedecer ao Senhor.
Jeremias chorou pela condição de sua nação e sofreu rejeição por causa da mensagem que pregava. Elias enfrentou reis e falsos profetas. Daniel permaneceu fiel em uma terra estrangeira, mesmo quando sua devoção poderia custar-lhe a vida.
Esses homens compreenderam que a aprovação de Deus era mais importante do que a aceitação humana. Eles não estavam procurando construir uma vida confortável, mas cumprir o chamado recebido.
O exemplo dos profetas nos desafia a perguntar se estamos dispostos a permanecer fiéis quando a obediência produz perdas. É fácil declarar amor à verdade quando ela é popular; o verdadeiro teste acontece quando defendê-la exige coragem e renúncia.
Os apóstolos abandonaram tudo por Cristo
No Novo Testamento, encontramos homens que deixaram barcos, redes, negócios e projetos pessoais para seguir Jesus. Eles não conheciam todos os detalhes da caminhada, mas reconheceram que Cristo era mais precioso do que qualquer segurança terrena.
Depois da ressurreição e da ascensão do Senhor, os apóstolos enfrentaram oposição, prisões, ameaças e perseguições. Ainda assim, continuaram proclamando o Evangelho. Não consideraram suas vidas mais importantes do que a missão recebida.
Pedro e João foram advertidos a não falar mais em nome de Jesus, mas responderam que não poderiam deixar de anunciar aquilo que haviam visto e ouvido. Paulo atravessou cidades, enfrentou açoites, naufrágios, fome e rejeição, porém permaneceu fiel ao chamado.
Esses homens não estavam buscando um lugar confortável no sistema do mundo. Sabiam que sua verdadeira recompensa estava no Senhor. A morte não era o fim de sua esperança, porque Cristo havia ressuscitado.
O testemunho apostólico nos recorda que o cristianismo bíblico não é um caminho construído apenas para aumentar o conforto pessoal. Seguir Jesus envolve negar a si mesmo, tomar a cruz e obedecer mesmo quando isso exige sacrifício.
A igreja primitiva viveu com os olhos na eternidade
A igreja dos primeiros séculos enfrentou perseguições severas. Muitos cristãos perderam propriedades, posições, liberdade e até a própria vida por se recusarem a negar Cristo.
Humanamente, poderiam ter concluído que o custo era alto demais. Bastaria oferecer uma pequena demonstração de lealdade aos poderes do mundo ou permanecer em silêncio sobre sua fé. Porém, muitos preferiram sofrer em vez de abandonar o Salvador.
Essa firmeza não nasceu de uma personalidade extraordinária, mas da certeza da ressurreição e da vida eterna. Eles acreditavam que a morte física não poderia separá-los de Cristo e que uma pátria superior os aguardava.
A esperança celestial não os tornou inúteis na terra. Pelo contrário, os primeiros cristãos cuidavam uns dos outros, ajudavam os necessitados, anunciavam o Evangelho e demonstravam um amor que chamava a atenção da sociedade.
Quem possui esperança eterna pode servir com maior liberdade, porque não precisa agarrar-se desesperadamente aos bens e privilégios desta vida. Sabe que sua maior riqueza está guardada em Deus.
Jesus não buscou a glória deste mundo
Acima de todos os exemplos humanos está o nosso Senhor Jesus Cristo. Embora fosse o Filho de Deus, Ele não veio ao mundo para construir um império político, acumular riquezas ou receber a honra dos poderosos.
Jesus nasceu em condições humildes, viveu sem ostentação e serviu pessoas desprezadas. Ele não adaptou Sua mensagem para conquistar a aprovação das autoridades religiosas. Falou a verdade, confrontou o pecado e cumpriu perfeitamente a vontade do Pai.
Quando a multidão tentou fazê-Lo rei por causa da multiplicação dos pães, Jesus não permitiu que expectativas humanas definissem Sua missão. Seu Reino não seria estabelecido pelos métodos políticos ou militares deste mundo.
Cristo também rejeitou as propostas do tentador, que lhe apresentou os reinos e a glória terrena. Jesus permaneceu submisso ao Pai, sabendo que o caminho determinado passava pela cruz.
Seu exemplo nos ensina que sucesso diante dos homens não é a medida final da fidelidade. Podemos ser rejeitados pelo mundo e, ainda assim, aprovados por Deus. Também podemos ser celebrados pelas pessoas enquanto vivemos distantes da vontade divina.
Os heróis da fé esperavam uma pátria melhor
Hebreus 11 apresenta uma grande galeria de homens e mulheres que viveram pela fé. Muitos receberam promessas que não viram completamente cumpridas durante sua existência terrena.
13 Todos estes viveram pela fé, e morreram sem receber o que tinha sido prometido; viram-no de longe e de longe o saudaram, reconhecendo que eram estrangeiros e peregrinos na terra.
14 Os que assim falam mostram que estão buscando uma pátria.
15 Se estivessem pensando naquela de onde saíram, teriam oportunidade de voltar.
16 Em vez disso, esperavam eles uma pátria melhor, isto é, a pátria celestial. Por essa razão Deus não se envergonha de ser chamado o Deus deles, e lhes preparou uma cidade.
Hebreus 11:13-16
Esses servos de Deus enxergaram as promessas de longe e as receberam pela fé. Não possuíam todos os detalhes, mas confiavam no caráter daquele que havia prometido.
Eles morreram sem receber tudo nesta vida, e isso não significou que Deus havia falhado. Sua esperança ultrapassava os limites da existência terrena. Sabiam que o Senhor havia preparado algo melhor.
Essa perspectiva é necessária em uma época que deseja resultados imediatos. Muitas pessoas avaliam a fidelidade de Deus apenas pelo que recebem agora. Se uma oração demora ou uma promessa não se cumpre conforme sua expectativa, rapidamente se desanimam.
Hebreus 11 ensina que a fé pode continuar firme mesmo quando ainda não vemos. Nossa confiança não depende de possuir todas as respostas, mas de conhecer aquele que fez as promessas.
Eles confessaram que eram estrangeiros
Os heróis da fé não apenas se sentiam estrangeiros; eles confessavam essa identidade. Suas escolhas demonstravam que buscavam uma pátria superior.
Abraão deixou sua terra sem saber exatamente para onde iria. Viveu em tendas, aguardando a cidade que possui fundamentos eternos. Moisés recusou ser identificado apenas com os privilégios do Egito e escolheu sofrer com o povo de Deus.
Essa confissão também precisa aparecer em nossa maneira de viver. Não basta afirmar que o céu é nossa pátria enquanto todas as nossas decisões demonstram que o mundo é nosso maior tesouro.
A maneira como utilizamos o tempo, o dinheiro e as oportunidades revela onde está nosso coração. Nossas prioridades mostram se realmente acreditamos que a eternidade é mais valiosa do que as conquistas temporárias.
Ser peregrino não significa abandonar responsabilidades, mas cumpri-las com uma perspectiva eterna. Trabalhamos para a glória de Deus, educamos nossos filhos na verdade e utilizamos nossos recursos para servir ao Reino.
Eles poderiam ter voltado
Hebreus afirma que, se aqueles homens estivessem pensando constantemente na terra de onde saíram, teriam oportunidade de voltar. Essa declaração revela que existia uma escolha.
A caminhada da fé apresenta momentos em que olhar para trás parece tentador. As dificuldades podem fazer-nos idealizar a antiga vida, esquecer suas cadeias e recordar apenas os prazeres temporários.
Israel experimentou essa tentação no deserto. Quando enfrentou fome, sede e incerteza, parte do povo começou a desejar o Egito. Eles esqueceram a escravidão e lembraram apenas o alimento.
Também podemos ser tentados a voltar aos velhos padrões quando seguir Cristo se torna difícil. O mundo oferece aceitação, prazeres e caminhos aparentemente mais fáceis. Entretanto, voltar significa abandonar a direção daquele que nos chamou.
Os homens e mulheres de Hebreus 11 continuaram avançando porque desejavam algo melhor. Sua esperança era maior do que sua saudade e mais poderosa do que o sofrimento do caminho.
Deus preparou uma cidade para Seu povo
A esperança cristã não consiste em uma ideia vaga sobre uma existência futura. A Bíblia apresenta a promessa de uma cidade, uma pátria e uma habitação preparadas por Deus.
Tudo aquilo que o ser humano constrói neste mundo é vulnerável. Grandes cidades podem ser destruídas, monumentos podem desaparecer e impérios podem chegar ao fim. A cidade de Deus, porém, possui fundamentos eternos.
Nessa pátria não haverá corrupção, injustiça, enfermidade ou morte. O pecado não contaminará os relacionamentos, e nenhuma ameaça perturbará a segurança dos filhos de Deus.
A maior glória dessa cidade não serão as ruas, construções ou riquezas, mas a presença do próprio Senhor. Estaremos para sempre com aquele que nos amou, nos redimiu e nos sustentou durante a peregrinação.
Essa promessa não é uma fuga imaginária criada para suportar dificuldades. Ela está fundamentada na ressurreição de Jesus Cristo. Porque Ele vive, também viveremos e participaremos de Seu Reino eterno.
Deus enxugará toda lágrima
Nossa peregrinação atual inclui dores, perdas e lágrimas. O cristão não está protegido de todas as consequências de viver em um mundo caído. Também enfrentamos enfermidades, despedidas, injustiças e frustrações.
Entretanto, nenhuma dessas dores é definitiva. A promessa de que Deus enxugará toda lágrima do Seu povo oferece uma esperança que ultrapassa qualquer consolo humano.
O Senhor não apenas reduzirá nosso sofrimento; Ele removerá completamente aquilo que o produz. A morte será vencida, a dor chegará ao fim e não haverá mais separação.
Essa esperança não elimina o direito de chorar hoje. Jesus chorou diante do túmulo de Lázaro, e os salmos estão cheios de lamentos. A fé não exige que finjamos estar bem quando estamos sofrendo.
A diferença é que nossas lágrimas não são derramadas sem esperança. Sabemos que chegará o dia em que a tristeza não terá mais autoridade e em que veremos claramente aquilo que agora compreendemos apenas em parte.
Não podemos nos conformar com este século
O perigo de esquecer nossa cidadania celestial é começar a adaptar-nos aos valores do mundo. A conformidade acontece quando permitimos que a cultura determine nossa maneira de pensar em vez da Palavra de Deus.
O mundo apresenta o prazer como objetivo supremo, o dinheiro como segurança definitiva e a fama como medida de valor. Também transforma a autonomia pessoal em um absoluto, ensinando que cada pessoa deve viver segundo seus próprios desejos.
O Evangelho apresenta uma direção diferente. Não pertencemos a nós mesmos; fomos comprados por preço. Nosso corpo, nossa mente, nossos recursos e nosso futuro pertencem a Cristo.
Isso significa que nem tudo o que é popular deve ser aceito. Precisamos examinar ideias, costumes e comportamentos à luz das Escrituras. A quantidade de pessoas que apoia algo não determina se aquilo é correto diante de Deus.
O peregrino não permite que a terra de passagem defina sua identidade. Ele vive segundo os valores da pátria para a qual está caminhando.
Não amar o mundo não significa desprezar as pessoas
Quando a Bíblia nos ordena a não amar o mundo, não está ensinando que devemos odiar a humanidade ou tratar os incrédulos com desprezo. Deus amou pecadores e enviou Seu Filho para salvá-los.
O “mundo” que não devemos amar é o sistema organizado em oposição a Deus, marcado pela cobiça, pela soberba e pela rebelião. Não podemos abraçar seus valores nem encontrar neles nossa maior satisfação.
Ao mesmo tempo, somos chamados a amar as pessoas, servir os necessitados e anunciar o Evangelho. Jesus conviveu com pecadores sem participar de seus pecados. Ele demonstrou compaixão e também os chamou ao arrependimento.
Podemos trabalhar, estudar e manter relacionamentos com pessoas que não compartilham nossa fé. Porém, precisamos vigiar para que nossa influência sobre elas seja maior do que a influência do pecado sobre nós.
A separação cristã não consiste em isolamento arrogante, mas em santidade ativa. Vivemos no meio da sociedade como luz, demonstrando o caráter de Cristo e apontando para uma esperança superior.
Os prazeres deste mundo são passageiros
O pecado frequentemente se apresenta como uma fonte imediata de prazer. Ele promete satisfação, liberdade e felicidade, mas esconde suas consequências.
Moisés escolheu sofrer com o povo de Deus em vez de desfrutar os prazeres temporários do pecado. Ele compreendeu que aquilo que o Egito oferecia não poderia comparar-se à recompensa eterna.
O mundo continua apresentando propostas semelhantes. Somos tentados a trocar fidelidade por aceitação, pureza por prazer e verdade por conveniência. A decisão parece pequena no momento, mas revela qual reino possui nosso coração.
A fé olha além do prazer imediato e considera a eternidade. Pergunta não apenas “o que desejo agora?”, mas “isso agrada a Deus e conduz minha vida na direção correta?”.
O pecado oferece algo rápido e depois produz escravidão. Cristo pode chamar-nos à renúncia, mas conduz à verdadeira liberdade, à alegria santa e à vida eterna.
As riquezas não podem ser nossa pátria
O dinheiro pode proporcionar conforto, acesso e oportunidades, mas não pode oferecer segurança absoluta. As riquezas podem desaparecer, ser roubadas ou perder seu valor.
A Bíblia não condena automaticamente a posse de recursos. Ela condena o amor ao dinheiro, a confiança nas riquezas e a utilização egoísta dos bens.
O cristão deve lembrar que nada trouxemos para este mundo e nada poderemos levar quando partirmos. Somos administradores temporários de tudo aquilo que está em nossas mãos.
Essa verdade deve produzir generosidade. Se nossa riqueza definitiva está nos céus, podemos utilizar os recursos terrenos para ajudar, servir e contribuir com a expansão do Evangelho.
Também nos protege da ansiedade. Trabalhamos com responsabilidade e planejamos com sabedoria, mas não colocamos nossa confiança final em contas, propriedades ou investimentos. Nossa segurança está no Pai que conhece nossas necessidades.
Aquele que faz a vontade de Deus permanece
Tudo neste mundo está passando. Modas, opiniões, governos, empresas e gerações surgem e desaparecem. Aquilo que hoje parece indispensável amanhã pode ser esquecido.
A Palavra, porém, ensina que aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre. Essa promessa deve reorganizar nossas prioridades.
Muitas pessoas dedicam toda a vida à construção de algo que inevitavelmente terminará. Trabalham apenas para receber reconhecimento, acumulam sem desfrutar e sacrificam família, saúde e comunhão com Deus para conquistar uma posição temporária.
O cristão deve perguntar quais de suas escolhas possuem valor eterno. Isso não significa que todas as atividades precisam parecer religiosas. Um trabalho comum pode glorificar a Deus quando é realizado com honestidade, excelência e amor.
O importante é que toda a vida esteja submetida ao Senhor. Comemos, trabalhamos, descansamos e servimos buscando Sua glória, sabendo que somente aquilo que está alinhado à vontade divina permanecerá.
A esperança celestial transforma o presente
Alguns pensam que falar sobre o céu torna as pessoas indiferentes aos problemas atuais. Entretanto, quando compreendida corretamente, a esperança eterna produz responsabilidade, coragem e serviço.
Quem sabe que comparecerá diante de Deus deseja utilizar bem o tempo. Quem espera uma cidade marcada pela justiça procura agir com justiça hoje. Quem aguarda um Reino de amor serve o próximo com compaixão.
A esperança celestial também fortalece durante o sofrimento. Podemos enfrentar perdas sem concluir que tudo terminou, porque sabemos que nossa história continua além da morte.
Ela ainda nos ajuda a perdoar. Não precisamos fazer justiça com as próprias mãos, pois confiamos no Juiz perfeito. Podemos abrir mão da vingança e entregar ao Senhor aquilo que não conseguimos resolver.
O céu não nos afasta das responsabilidades terrenas; ele coloca essas responsabilidades na perspectiva correta. Servimos aqui porque pertencemos a outro Reino.
Vivemos como embaixadores de Cristo
Um embaixador vive em um país estrangeiro, mas representa os interesses de sua pátria. Da mesma maneira, o cristão vive no mundo como representante do Reino de Deus.
Nossas palavras, atitudes e relacionamentos devem refletir o caráter do Rei a quem pertencemos. As pessoas precisam enxergar em nós honestidade, compaixão, pureza, justiça e humildade.
Também recebemos a mensagem da reconciliação. Anunciamos que pecadores podem ser perdoados e recebidos por Deus por meio de Jesus Cristo.
Um embaixador não possui autoridade para inventar sua própria mensagem. Ele comunica fielmente aquilo que recebeu. Da mesma forma, não podemos alterar o Evangelho para torná-lo mais popular.
Nossa missão é anunciar Cristo crucificado e ressurreto, chamar pessoas ao arrependimento e demonstrar por meio de nossa vida que existe um Reino superior.
Como recuperar a visão da eternidade?
As preocupações cotidianas podem ocupar tanto espaço que começamos a viver como se esta vida fosse tudo. Por isso, precisamos cultivar intencionalmente uma visão eterna.
O primeiro passo é permanecer nas Escrituras. A Palavra recorda-nos continuamente que o mundo passa, que Cristo voltará e que compareceremos diante de Deus.
Também precisamos desenvolver uma vida de oração. Quando nos aproximamos do Senhor, nossos desejos são confrontados e nossas prioridades começam a mudar.
A comunhão com a igreja é igualmente importante. Irmãos maduros podem encorajar-nos, corrigir nosso pensamento e ajudar-nos a permanecer firmes quando as distrações se tornam intensas.
Devemos ainda avaliar a maneira como usamos nosso tempo. Se todas as horas são consumidas por entretenimento, ambição e preocupações, dificilmente manteremos o coração voltado para a eternidade.
Não precisamos abandonar toda atividade legítima, mas devemos impedir que qualquer coisa ocupe o lugar central que pertence a Deus.
Examine onde está seu coração
Jesus ensinou que onde estiver nosso tesouro, ali estará também nosso coração. Portanto, precisamos examinar honestamente aquilo que mais desejamos, tememos e procuramos proteger.
O que produz maior alegria em nós: a comunhão com Deus ou o reconhecimento das pessoas? O que mais tememos perder: a fidelidade a Cristo ou nosso conforto? Em que investimos nossas melhores forças?
Essas perguntas podem revelar a presença de ídolos escondidos. Podemos continuar participando da igreja enquanto o coração está dominado pelo dinheiro, pela reputação, pelo prazer ou pelo desejo de controle.
Quando percebemos que o mundo está ocupando espaço demais, não devemos esconder a situação. Precisamos confessar, pedir misericórdia e voltar nossos olhos para Cristo.
O Evangelho nos lembra que nossa aceitação diante de Deus não depende de uma peregrinação perfeita, mas da obra perfeita de Jesus. Essa graça não nos deixa acomodados; ela nos chama de volta à fidelidade.
Nossa pátria está preparada
O cristão não caminha em direção a um futuro incerto. Jesus prometeu preparar lugar para Seu povo e voltar para recebê-lo.
Nossa pátria não está sendo ameaçada por crises econômicas, guerras ou instabilidade política. Ela permanece segura porque foi preparada pelo próprio Deus.
Essa certeza deve encher-nos de alegria e também de santo desejo. Não estamos simplesmente esperando o fim do sofrimento; estamos aguardando a presença plena de Cristo.
Ali não haverá distância entre aquilo que cremos e aquilo que vemos. Contemplaremos o Salvador, compreenderemos mais claramente Sua obra e O adoraremos sem a interferência do pecado.
Tudo aquilo que hoje tenta capturar nossa atenção parecerá pequeno diante da glória revelada. As maiores riquezas, conquistas e honras deste mundo não poderão comparar-se à alegria de estar eternamente com o Senhor.
Vivamos com o coração voltado para o céu
Não permitamos que as distrações, ambições e prazeres desta vida roubem nossa visão da eternidade. Tudo aquilo que vemos é temporário, mas Deus e Suas promessas permanecem para sempre.
Isso não significa viver triste, desprezando os dias que recebemos. Pelo contrário, quem conhece seu destino pode aproveitar o presente com gratidão, propósito e liberdade.
Podemos amar nossa família sem transformá-la em ídolo, trabalhar sem fazer do sucesso nosso deus e desfrutar das bênçãos sem esquecer aquele que as concedeu.
Vivamos como peregrinos fiéis, utilizando cada oportunidade para glorificar a Deus. Que nossas escolhas revelem que buscamos uma pátria melhor e que nossa maior alegria não está presa às circunstâncias.
O mundo não é nosso lar definitivo. Estamos caminhando para a cidade preparada pelo Senhor, onde a justiça habita, as lágrimas terminam e a morte não possui mais autoridade.
Se o conforto terreno começou a apagar sua esperança, volte seus olhos para Cristo. Se as preocupações ocuparam todo o seu coração, recorde as promessas eternas. Se o mundo parece mais atraente do que a presença de Deus, peça ao Senhor que renove sua visão espiritual.
Que nosso sonho, nossa prioridade, nosso objetivo e nossa alegria sejam o próprio Deus. Continuemos caminhando pela fé, confessando que somos estrangeiros e aguardando com esperança firme a pátria celestial.
Um dia, a peregrinação terminará. Veremos o Rei, entraremos na cidade preparada e compreenderemos que nenhuma renúncia, espera ou sofrimento foi inútil. Até esse dia, permaneçamos fiéis, com os pés na terra, as mãos ocupadas no serviço e o coração permanentemente voltado para o céu.
19 comments on “O mundo não é nosso lar”
Nós devemos tomar cuidado e zelar por tudo que Deus nos proporciona. Devemos ser cidadãos bons que só pensam no bem do próximo e do meio onde vivemos. Temos de ter mais gratidão para com os outros, fazendo com que os ensinamentos de Deus sejam valorizados, pois Ele faz de tudo por nós. Amém!
Obrigado meu Deus por tudo que esta fazendo por mim.Amém.
Amen! Verdadeiramente só Deus e Senhor de todas as coisas! Ele conhece o final desde o princípio e suas verdadeiras e certas! Devemos confiar no nosso Deus de todo nossos corações!
Amém obrigada meu senhor Deus por tudo.
Obrigado meu Senhor e meu Deus por tudo que tem me dado e a minha família. Tu és fiel Senhor e protege os justos. Em nome de Jesus, meu Senhor e Salvador, te peço meu Deus que perdoe os meus pecados e me livre todos os males, para que sempre eu possa seguir os teus mandamentos! Glória a Deus. Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo! Amém!
Glória a Deus,obgd senhor eu creio nas tuas promessas,que o nosso lar está em te senhor,aleluia Glória a Deus,abençoe-me senhor para que eu mereço este lar celestial em nome do senhor Jesus Cristo.
Obrigado meu Deus por tudo
Glória a Deus
Amém
Amém
Amém verdade.
Obrigado senhor por tudo que você fala na minha vida por isso mesmo eles te mandam o mundo e pertence a nós é o mundo do senhor isso ninguém tira obrigado por tudo de seu pai amém
Amém! Obrigado meu Deus por tudo toda honra e toda glória agora e sempre.Louvado seja Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.Te amo Jesus de todo meu coração 🙏🙏
Pai meu Pai que eu nunca me esqueça que sou Pelegrino nessa terra que o Senhor têm algo melhor e maior para mim que é seu Reino muito obrigado pela suas palavras te agradeço em Nome do Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo Amém 🙏
É o nosso dever sermos gratos ao nosso Senhor por nos da um local provisório e uma vida para que possamos desfrutar de uma boa maneira. Porém, este não é o nosso lugar, o nosso lugar é perto do nosso pai celestial, nosso Deus, o responsável por tudo. Sejamos tementes a Ele e façamos tudo de acordo com as suas vontades sempre. Amém!
Meu Senhor e meu Deus, em nome de Jesus, meu Senhor e Salvador, Te peço Pai que perdoe os meus pecados para que eu possa sempre viver nos Teus caminhos. Te ao e Te adoro Senhor e sei que ao Teu lado sempre terei a proteção divina. Me ajuda Senhor a sair desse deserto, me protege contra os meus inimigos e faz com que a paz volte a reinar no meu lar e minha esposa volte para casa. Toda honra e toda glória seja dada a Ti Senhor. Glória a Deus, louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo e o Espírito Santo de Deus! Amém!
Verdade este mundo não pertencia nós estamos só de passagem por isso temos que aprender que a gente só leva deste mundo a salvação porque Deus está sempre conosco nos ajudando nós devemos confiar na palavra dele porque ele nunca falhou e nunca vai falhar porque Deus é Deus por isso que nós temos que aprender muito sobre Deus e dá valor o que ele faz na nossa vida porque sem ele nós não é nada como eu falei este mundo só é de passagem a gente não leva o que a gente tem que levar para internidade é a salvação obrigado pai amém
A nossa prioridade deve ser sempre o nosso Senhor. Deixemos a luxúria e a ostentação de lado, pois nada disso restará quando partirmos desse plano. Devemos sempre zelar e agradecer sim pelo o que temos, mas não devemos agir como se isso fosse tudo o que temos em nossas vidas. Sejamos sempre gratos pelas oportunidades que Deus nos dá e façamos por merecer cada uma delas. Amém!
O Senhor é o nosso Pai,que nos guia,nos proteje do mal,está sempre conosco onde estivermos, eu te louvo e te glorifico Senhor! Em o nome do teu filho amado Jesus Cristo amém
Que Deus todo poderoso,tenha misericórdia de nós e nós da a salvação eterna!