Ele tomou sobre si as nossas enfermidades e levou as nossas doenças

Encontramos Jesus em toda a narrativa bíblica, pois as promessas, figuras e profecias do Antigo Testamento apontam para Sua pessoa e Sua obra. Ao compreender quem Jesus realmente é, percebemos que a história da redenção foi planejada por Deus desde o princípio.

Jesus é o centro da história da redenção

A Bíblia não é uma coleção de histórias desconectadas nem apenas um livro de conselhos morais. Do início ao fim, ela apresenta o plano de Deus para redimir pecadores e restaurar aquilo que foi afetado pela queda. No centro desse plano está Jesus Cristo, o Filho eterno de Deus, que veio ao mundo para salvar Seu povo.

No Antigo Testamento encontramos promessas, alianças, sacrifícios, reis, sacerdotes e acontecimentos que preparavam o caminho para a chegada do Messias. Nem todo versículo deve ser transformado artificialmente em uma profecia direta sobre Cristo, mas toda a história bíblica conduz à necessidade de Sua obra.

Depois que Adão e Eva pecaram, Deus prometeu que o descendente da mulher esmagaria a cabeça da serpente. Mais tarde, o Senhor prometeu a Abraão que, por meio de sua descendência, todas as famílias da terra seriam abençoadas. Também anunciou que um descendente de Davi ocuparia um trono eterno.

Os sacrifícios realizados no Antigo Testamento mostravam que o pecado produz culpa e que o perdão exige derramamento de sangue. Contudo, o sangue dos animais não era suficiente para remover definitivamente os pecados. Esses sacrifícios apontavam para a necessidade de um Cordeiro perfeito.

Quando Jesus nasceu, viveu, morreu e ressuscitou, ficou claro que as promessas de Deus estavam encontrando seu cumprimento Nele. Cristo não surgiu de maneira inesperada ou separada da história de Israel. Ele é o Messias prometido, o verdadeiro Rei, o Sacerdote perfeito e o sacrifício suficiente.

Nem todas as profecias messiânicas já tiveram seu cumprimento final

Podemos afirmar com segurança que Jesus cumpriu perfeitamente tudo o que estava determinado para Sua primeira vinda. Seu nascimento, ministério, sofrimento, morte e ressurreição aconteceram conforme o plano revelado nas Escrituras.

Entretanto, é importante esclarecer que algumas profecias relacionadas ao Messias apontam para acontecimentos futuros. A Bíblia também anuncia Sua segunda vinda, o juízo final, a ressurreição dos mortos e a plena manifestação de Seu reino.

Portanto, não seria preciso dizer que todas as profecias sobre Cristo já se cumpriram em sua totalidade. Muitas se cumpriram literalmente em Sua primeira vinda, enquanto outras aguardam o momento determinado pelo Pai.

Essa realidade não enfraquece nossa confiança. Pelo contrário, fortalece-a. O cumprimento das promessas relacionadas à primeira vinda oferece segurança de que Deus também cumprirá aquilo que ainda está por acontecer.

O mesmo Deus que enviou o Salvador no tempo determinado enviará novamente o Rei para consumar a redenção e estabelecer plenamente Sua justiça.

Isaías anunciou o Servo que carregaria nossas dores

Entre as profecias mais importantes do Antigo Testamento está a descrição do Servo Sofredor encontrada em Isaías 53. Séculos antes da crucificação, o profeta falou daquele que seria desprezado, rejeitado, ferido por nossas transgressões e levado como cordeiro ao matadouro.

Isaías mostrou que o Messias não viria apenas para governar, mas também para sofrer em favor de pecadores. Ele carregaria nossas dores, receberia sobre Si nossa culpa e ofereceria Sua vida como sacrifício.

Essa profecia é essencial porque explica que a morte de Jesus não foi uma derrota inesperada. A cruz fazia parte do propósito redentor de Deus. Cristo foi rejeitado pelos homens, mas, por meio de Seu sofrimento, realizou aquilo que nenhum ser humano poderia realizar.

O Salvador viveu sem pecado e não possuía culpa própria pela qual precisasse morrer. Sua morte foi substitutiva: Ele tomou o lugar de outros. O justo sofreu em favor dos injustos para conduzi-los a Deus.

Quando Mateus descreve as curas realizadas por Jesus, ele cita a profecia de Isaías para mostrar que o ministério de Cristo estava ligado à chegada do Servo prometido.

Jesus curou muitos enfermos em Cafarnaum

16 E, chegada a tarde, trouxeram-lhe muitos endemoninhados, e ele, com a sua palavra, expulsou deles os espíritos e curou todos os que estavam enfermos,

17 para que se cumprisse o que fora dito pelo profeta Isaías, que diz: Ele tomou sobre si as nossas enfermidades e levou as nossas doenças.

Mateus 8:16-17

O texto descreve uma noite extraordinária no ministério de Jesus. Depois do pôr do sol, muitas pessoas levaram enfermos e endemoninhados até Ele. Cristo expulsou espíritos com Sua palavra e curou aqueles que foram apresentados.

Esses milagres revelavam Sua compaixão. Jesus não observava o sofrimento humano com indiferença. Ele via pessoas reais, com famílias, histórias, dores e limitações. Seu poder estava acompanhado de misericórdia.

As curas também revelavam Sua autoridade. Cristo não dependia de rituais supersticiosos nem lutava desesperadamente contra as forças espirituais. Com Sua palavra, demonstrava domínio sobre enfermidades e demônios.

Além disso, os milagres confirmavam Sua identidade messiânica. Aqueles acontecimentos não eram apresentações destinadas a entreter as multidões. Eram sinais de que o reino de Deus havia chegado na pessoa do Rei prometido.

A doença, a opressão e a morte são consequências da entrada do pecado no mundo. Ao curar, libertar e ressuscitar, Jesus oferecia sinais visíveis de que possuía autoridade para derrotar os efeitos da queda.

A cura da sogra de Pedro

Antes de Mateus descrever a multidão que chegou ao anoitecer, ele relata a cura da sogra de Pedro. Jesus entrou na casa e encontrou aquela mulher deitada, sofrendo com febre.

Cristo tocou sua mão, a febre desapareceu e ela se levantou para servi-los. A recuperação foi imediata e completa. Não foi apenas uma pequena melhora emocional; ela recebeu forças suficientes para levantar-se e retomar suas atividades.

Esse episódio mostra que Jesus não se preocupava apenas com acontecimentos públicos e grandiosos. Ele também entrou em uma casa e cuidou de uma mulher enferma. O mesmo Senhor que falava às multidões manifestava compaixão em um ambiente familiar.

A resposta da mulher também merece atenção. Depois de ser curada, ela começou a servir. O texto não ensina que recebemos a graça como pagamento por nosso serviço. Pelo contrário, o serviço aparece como resposta à misericórdia recebida.

Quem foi alcançado por Cristo deve desejar utilizar suas forças, dons e oportunidades para honrá-Lo. Não servimos para comprar Seu favor, mas porque já fomos favorecidos por Sua bondade.

Os milagres confirmavam a identidade de Jesus

Jesus realizou sinais que nenhum homem comum poderia produzir por sua própria capacidade. Transformou água em vinho, multiplicou alimentos, acalmou tempestades, caminhou sobre o mar, deu vista aos cegos e chamou mortos de volta à vida.

Esses milagres confirmavam que Ele era o Cristo prometido. Quando João Batista, preso, enviou discípulos para perguntar se Jesus era aquele que haveria de vir, Cristo apontou para as obras que estava realizando: cegos viam, coxos andavam, leprosos eram purificados e aos pobres era anunciado o evangelho.

Os sinais não eram separados da mensagem. Eles confirmavam a autoridade daquele que anunciava o reino e chamava pecadores ao arrependimento. O mesmo Jesus que curava corpos também perdoava pecados e ensinava a verdade de Deus.

Entretanto, nem todos os que testemunharam milagres se tornaram verdadeiros discípulos. Algumas pessoas procuravam Jesus apenas pelo pão, pela cura ou pela emoção de presenciar algo extraordinário.

Isso nos adverte contra uma fé baseada exclusivamente na busca de sinais. Os milagres apontavam para Cristo, mas não deveriam substituir o próprio Cristo. O maior presente não era apenas receber saúde física, mas conhecer o Filho de Deus e receber vida em Seu nome.

Jesus é o Cristo e o Filho de Deus

O Evangelho de João explica que os sinais registrados foram selecionados para conduzir os leitores à fé. O propósito não era satisfazer curiosidade, mas mostrar que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e que existe vida em Seu nome.

Reconhecer Jesus apenas como um curador poderoso é insuficiente. Ele é o Filho eterno que assumiu a natureza humana. É o Criador que entrou em Sua criação, o Senhor que assumiu a forma de servo e o Santo que se aproximou de pecadores.

Sua autoridade sobre enfermidades fazia parte de uma autoridade muito maior. Jesus possui poder sobre o pecado, a natureza, os demônios, a morte e o juízo. Todas as coisas foram criadas por meio Dele e permanecem debaixo de Seu governo.

Por isso, a resposta correta aos milagres não é apenas admiração. É fé, arrependimento e adoração. Os sinais nos convidam a olhar além do benefício recebido e contemplar a identidade daquele que o concedeu.

Muitas pessoas desejam a intervenção de Jesus, mas não Seu senhorio. Querem que Ele cure, abra portas e resolva problemas, porém não desejam abandonar o pecado nem submeter-se à Sua Palavra. Essa não é a fé apresentada nos Evangelhos.

João falou sobre todas as obras de Jesus

No final de seu Evangelho, João afirmou que Jesus realizou muitas outras coisas e que, se cada uma fosse escrita detalhadamente, o mundo não poderia conter os livros produzidos.

Essa linguagem é uma forma enfática de destacar a grandeza e a extensão do ministério de Cristo. João não se referia somente aos milagres, mas a todas as obras realizadas por Jesus.

Os Evangelhos não pretendem registrar cada dia, conversa e ação do Senhor. Eles apresentam uma seleção verdadeira e suficiente, conduzida pelo Espírito Santo, para que conheçamos o Salvador e creiamos Nele.

Não precisamos de relatos secretos ou evangelhos alternativos para completar a revelação bíblica. Deus nos deu nas Escrituras tudo aquilo que é necessário para conhecermos a pessoa e a obra de Cristo de maneira salvadora.

Os acontecimentos não registrados mostram que o ministério de Jesus foi ainda mais amplo do que podemos observar, mas o conteúdo preservado na Bíblia é suficiente para fundamentar nossa fé.

O que significa que Jesus levou nossas enfermidades?

Mateus aplica Isaías 53:4 às curas realizadas por Jesus durante Seu ministério. Cristo tomou sobre Si as enfermidades no sentido de que entrou em contato compassivo com o sofrimento humano e utilizou Seu poder para remover doenças.

Ele não curava de maneira fria ou distante. O Salvador aproximava-se, tocava pessoas consideradas impuras e carregava o peso de servir em um mundo marcado pela dor.

Isaías 53, porém, alcança seu ponto culminante na obra da cruz. O Servo não apenas se identificaria com nossas dores; seria ferido por nossas transgressões e esmagado por nossas iniquidades.

A enfermidade física e o pecado não são exatamente a mesma coisa. Nem toda doença é resultado direto de um pecado específico cometido pela pessoa enferma. Jesus rejeitou essa conclusão simplista em diferentes ocasiões.

Contudo, toda enfermidade existe dentro de um mundo afetado pela queda. A doença lembra que a criação não está em seu estado final e que ainda aguardamos a restauração completa prometida por Deus.

A cruz tratou de nossa necessidade mais profunda

Nossa maior necessidade não é a cura do corpo, mas o perdão dos pecados. Um corpo saudável não pode reconciliar-nos com Deus. Mesmo a pessoa que recebe uma cura extraordinária continuará necessitando da salvação oferecida em Cristo.

Na cruz, Jesus carregou a culpa de Seu povo. Não devemos imaginar o pecado como um peso material ou calcular quantos milhões de pecados foram colocados fisicamente sobre Ele. A linguagem bíblica ensina que Cristo assumiu nossa responsabilidade judicial e sofreu a penalidade que nos correspondia.

Ele suportou a ira justa de Deus contra o pecado e morreu como substituto. A condenação caiu sobre o inocente para que os culpados que creem fossem perdoados.

Esse sofrimento não foi apenas físico. A crucificação envolveu dor extrema, humilhação e rejeição. Contudo, o mistério mais profundo está no fato de que o Filho santo foi tratado judicialmente como portador de nossa culpa.

A grandeza da cruz não é medida apenas pela quantidade de sofrimento físico, mas pela identidade daquele que sofreu e pelo propósito redentor de Sua morte.

Pelas feridas de Cristo fomos sarados

A expressão “pelas suas feridas fomos sarados” é frequentemente usada como se fosse uma promessa de que todo cristão deveria experimentar cura física imediata. Entretanto, o contexto de Isaías destaca principalmente nossa cura espiritual: perdão, reconciliação e libertação da culpa.

O apóstolo Pedro cita essa passagem ao falar de Cristo carregando nossos pecados no madeiro, para que morrêssemos para o pecado e vivêssemos para a justiça. Portanto, a cura descrita está profundamente ligada à restauração de pecadores diante de Deus.

Isso não significa que Deus deixou de curar ou que não devemos orar pelos enfermos. O Senhor continua soberano sobre o corpo e pode conceder cura de acordo com Sua vontade. A igreja deve interceder com fé, compaixão e esperança.

Entretanto, não devemos transformar a cura física em um direito que podemos exigir. Servos fiéis também adoecem, envelhecem e morrem. Até que Cristo volte, continuamos vivendo em corpos sujeitos à fraqueza.

A obra de Jesus garante a restauração completa de Seu povo, mas parte dessa restauração será experimentada somente na ressurreição. Naquele dia, os redimidos receberão corpos incorruptíveis, livres da enfermidade e da morte.

Por que alguns cristãos continuam enfermos?

A presença de uma enfermidade não significa automaticamente falta de fé, pecado oculto ou abandono divino. A Bíblia apresenta homens fiéis que enfrentaram limitações físicas e não receberam cura imediata.

Paulo mencionou enfermidades e deixou companheiros doentes em determinadas ocasiões. Timóteo enfrentava problemas frequentes de saúde. Esses textos impedem que afirmemos que todo cristão fiel será necessariamente curado nesta vida.

Deus pode curar por meio de uma intervenção extraordinária, do tratamento médico, de um processo natural ou de outras providências. Também pode permitir que a enfermidade permaneça, concedendo graça para suportá-la.

Não conhecemos todos os propósitos do Senhor em cada situação. Por isso, devemos evitar julgar os enfermos ou fazer promessas que Deus não fez. Nossa responsabilidade é orar, oferecer apoio e permanecer ao lado daqueles que sofrem.

Visitar, ouvir e consolar os doentes são expressões práticas do amor cristão. Os textos bíblicos para visitar os enfermos podem oferecer esperança, desde que sejam compartilhados com sensibilidade e sem minimizar a dor.

A medicina não contradiz a confiança em Deus

Alguns cristãos sentem culpa ao procurar médicos, utilizar medicamentos ou submeter-se a tratamentos. Pensam que isso representa falta de fé. Entretanto, confiar na providência divina não exige rejeitar os recursos que Deus permite que existam.

O Senhor pode agir por meios extraordinários, mas também utiliza meios comuns. O conhecimento médico, os profissionais de saúde e os tratamentos podem servir como instrumentos de Sua bondade.

Procurar auxílio médico não impede a oração. Podemos pedir sabedoria para os profissionais, eficácia para o tratamento, provisão financeira e serenidade durante todo o processo.

Também devemos agir com responsabilidade. Nem toda promessa de cura encontrada na internet é confiável. Tratamentos sem comprovação podem causar prejuízos e colocar vidas em risco. A prudência é parte da sabedoria cristã.

Ao mesmo tempo, a medicina possui limites. Ela pode tratar muitas enfermidades, aliviar sintomas e prolongar a vida, mas não consegue eliminar definitivamente a morte. Nossa esperança final permanece em Cristo.

Os milagres antecipavam a restauração futura

As curas realizadas por Jesus eram sinais do reino. Elas mostravam, em pequena escala, aquilo que acontecerá plenamente quando Deus renovar todas as coisas.

Cada cego que passou a enxergar, cada paralítico que voltou a caminhar e cada pessoa libertada da opressão oferecia uma demonstração de que o Messias possuía poder para restaurar.

Entretanto, aqueles que foram curados durante o ministério terreno de Jesus continuaram mortais. A sogra de Pedro, Lázaro e todos os demais posteriormente enfrentaram a morte física. Seus milagres eram reais, mas ainda não representavam o estado eterno.

A ressurreição final será diferente. Os que pertencem a Cristo receberão corpos glorificados e nunca mais estarão sujeitos à corrupção. A cura será completa e permanente.

Por isso, a esperança cristã não está limitada à possibilidade de uma melhora nesta vida. Mesmo quando a cura física não acontece agora, o crente possui uma promessa que a enfermidade e a morte não conseguem destruir.

Deus não ignora nosso sofrimento

O fato de Deus nem sempre remover a enfermidade imediatamente não significa que Ele seja indiferente. Jesus chorou diante do túmulo de Lázaro, demonstrando que a dor humana não é desprezada pelo Senhor.

Cristo conhece o sofrimento não apenas porque possui conhecimento divino, mas porque experimentou dor, cansaço, rejeição e morte em Sua natureza humana. Temos um Salvador que pode compadecer-se de nossas fraquezas.

Quando alguém sofre, não devemos oferecer explicações rápidas ou dizer que tudo acontece simplesmente porque faltou fé. Muitas vezes, o melhor serviço cristão será ouvir, acompanhar e orar.

A presença de irmãos pode tornar-se um instrumento do consolo de Deus. Uma visita, uma refeição, uma ajuda financeira ou uma mensagem cuidadosa podem demonstrar que a pessoa enferma não está sozinha.

Mesmo quando não recebemos todas as respostas, sabemos que Deus vê cada lágrima. Ele promete que chegará o dia em que enxugará toda lágrima do Seu povo e removerá definitivamente a morte, o luto e a dor.

Devemos orar pelos enfermos

A Bíblia incentiva a igreja a orar pelos doentes. Podemos apresentar pedidos específicos e pedir que Deus manifeste misericórdia, conceda cura e sustente a pessoa durante o tratamento.

Devemos orar com fé, mas a fé não é a certeza de que Deus fará exatamente aquilo que determinamos. É a confiança de que Ele possui poder, sabedoria e bondade para responder da melhor maneira.

Podemos dizer com sinceridade: “Senhor, se for da Tua vontade, concede cura”. Essa submissão não enfraquece a oração. Jesus também apresentou Seu pedido ao Pai e submeteu-Se à vontade divina no Getsêmani.

Enquanto oramos, devemos considerar como podemos ajudar concretamente. Às vezes, Deus responde parte de uma necessidade por meio da generosidade da própria igreja.

Não é coerente orar por uma família enferma enquanto ignoramos necessidades práticas que estão ao nosso alcance. A fé atua por meio do amor e transforma intercessão em serviço.

Não devemos procurar Jesus somente pela cura

As multidões procuravam Jesus por diferentes motivos. Algumas reconheciam Sua autoridade e desejavam ouvir a verdade. Outras estavam interessadas principalmente nos benefícios materiais.

Também hoje podemos aproximar-nos do Senhor apenas porque desejamos que Ele resolva um problema. Orar pela cura é legítimo, mas Cristo é maior do que qualquer bênção que esperamos receber.

Uma pessoa pode receber melhora física e continuar espiritualmente distante de Deus. Também pode viver muitos anos com saúde e ainda morrer sem reconciliação com o Criador.

Por isso, o evangelho não é apenas uma mensagem de bem-estar. Jesus veio salvar pecadores. Sua obra principal não foi garantir conforto temporário, mas oferecer perdão e vida eterna.

O verdadeiro discípulo confia em Cristo tanto nos dias de saúde quanto nos períodos de enfermidade. Sua fé pode ser provada, mas permanece fundamentada na identidade e na obra do Salvador.

Jesus carregou nossos pecados na cruz

Todas as curas registradas nos Evangelhos apontam para a autoridade de Jesus, mas a cruz é o centro de Sua missão. Foi ali que o Filho de Deus entregou voluntariamente Sua vida em favor de pecadores.

Ele foi ferido, humilhado e crucificado, não porque tivesse cometido algum mal, mas para cumprir o propósito do Pai. Sobre o madeiro, carregou nossos pecados e recebeu a condenação que merecíamos.

Cristo não permaneceu morto. Ao terceiro dia ressuscitou, demonstrando Sua vitória sobre o pecado e a morte. A ressurreição confirma que Seu sacrifício foi suficiente e que a vida eterna pertence aos que creem.

Aquele que confia em Jesus recebe uma cura mais profunda do que qualquer recuperação física: é reconciliado com Deus, recebe um novo coração e passa da morte espiritual para a vida.

Essa salvação não é conquistada por obras, promessas ou méritos. É recebida pela graça, mediante a fé. O pecador abandona sua confiança pessoal e descansa na justiça e no sacrifício de Cristo.

Viver em gratidão pela obra de Cristo

Ao contemplarmos os milagres, as profecias e a cruz, nossa resposta deve ser gratidão. Deus cumpriu Sua promessa e enviou o Salvador de que necessitávamos.

A gratidão cristã não se limita a palavras pronunciadas durante uma oração. Ela deve aparecer na obediência, no amor ao próximo, na generosidade e no uso responsável de nossa vida.

Se Cristo nos comprou por Seu sangue, já não pertencemos a nós mesmos. Nossos corpos, recursos, talentos e dias devem ser utilizados para Sua glória.

Também devemos anunciar a esperança do evangelho. Um mundo marcado por enfermidade e medo precisa ouvir que Jesus possui autoridade sobre a morte e oferece vida eterna.

Não prometemos uma existência sem sofrimento. Anunciamos algo maior: existe um Salvador que entrou em nossa dor, venceu a sepultura e retornará para restaurar todas as coisas.

Conclusão: Cristo é nosso Salvador e nossa esperança

Mateus 8:16-17 mostra Jesus curando enfermos, expulsando demônios e cumprindo a palavra anunciada por Isaías. Esses acontecimentos revelaram Sua compaixão, Seu poder e Sua identidade como Messias.

Cristo tomou sobre Si nossas enfermidades ao aproximar-se do sofrimento humano e exercer autoridade para curar. Na cruz, realizou uma obra ainda mais profunda, carregando nossos pecados e oferecendo reconciliação com Deus.

Isso não significa que todo cristão será curado fisicamente nesta vida. Ainda enfrentamos enfermidades, limitações e morte. Contudo, a obra de Jesus garante que essas coisas não terão a palavra final.

Podemos orar por cura, procurar tratamento e confiar na providência do Senhor. Quando Deus concede recuperação, damos graças. Quando permite que a fraqueza permaneça, pedimos graça para continuar firmes.

Nossa esperança não está na promessa de que nunca sofreremos, mas na certeza de que pertencemos ao Salvador que venceu o pecado e a morte. Ele conhece nossas dores, ouve nossas orações e permanece conosco.

Um dia, Cristo voltará, ressuscitará Seu povo e removerá definitivamente toda enfermidade. Na nova criação não haverá morte, luto, clamor nem dor. Aquilo que os milagres anteciparam será finalmente experimentado em plenitude.

Jesus é o Messias prometido, o Servo que sofreu, o Cordeiro que levou nossos pecados e o Rei que restaurará todas as coisas. Por isso, devemos confiar Nele, render-Lhe glória e permanecer firmes na esperança que jamais será destruída.

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19 comments on “Ele tomou sobre si as nossas enfermidades e levou as nossas doenças”

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  2. Deus é o nosso pai misericordioso que é capaz de fazer todos os milagres por nós. Nós devemos ser gratos à Ele por tudo que faz por nós. Ele é o único ser capaz de nos perdoar depois de termos pecado inúmeras vezes. Deus tem piedade de nós. Amém!

  3. Obrigado meuDeus por ter me dado saúde e me curado da doença no coração. Tu és maravilhoso, poderoso e misericordioso Jesus, meu Senhor e Salvador, e a Ti dou toda a honra e toda Glória Senhor! Obrigado Pai por tudo que tem feito na minha vida e da minha família! Obrigado Jesus meu Senhor e ajudador pelas rotineiras bençãos que tem me dado! Perdoa os meus pecados Senhor para que possa estar sempre ao teu lado cumprindo os teus mandamentos! Glória a Deus! Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo! Amém!

  4. Amém obrigada meu senhor Deus por tudo por perdoar meus pecados e minhas falhas tem misericórdia de mim e da minha família também nos proteger o pai maravilhoso lhe dou glória e louvor por tudo em nome de Jesus Cristo meu senhor.

  5. Honrra e Glória ao senhor meu rei e salvador Jesus Cristo,obgd senhor Jesus Cristo por carregar o meu fardo,só o senhor é santo eu te amo Deus dos exércitos,Deus do céu e da terra,é no seu santo nome que te peço perdão dos meus pecados em nome do senhor Jesus Cristo amém.

  6. Amém! Eu creio e te agradeço meu Deus por tudo, um Pai maravilhoso e misericordioso que esta sempre com nós protegendo e guardando da ciladas do inimigo. Toda honra e toda glória agora e para sempre.Louvado seja Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, Amém.Te amo Jesus 🙏🙏

  7. Eu só posso dizer obrigado pai por tudo que o senhor fez na nossa vida agradeço por tudo pelo milagre que o Senhor faz na nossa vida tirando toda enfermidade a doença tudo isso que não é do Senhor o seu arranca do nosso coração do nosso caminho obrigado senhor amém

  8. Deus se sacrificou por nós e nos deu a oportunidade de ter uma vida. Por isso, devemos esta vida a Ele, devemos agir pelo bom caminho e temos de fazer as coisas certas para que Ele não tenha dado esta dádiva para jogarmos ela nos maus caminhos. Sejamos sempre sensatos e pensemos no que é o correto a se fazer sempre. Amém!

  9. Louvado seja Deus e Nossa Senhor Jesus Cristo toda Honra e Glória Gratidão Meu Senhor por favor que o Senhor fez por mim e ainda continua fazendo sou totalmente dependente de Ti Jesus te amo Pai e te agradeço hoje e sempre amém 🙏

  10. JESUS, MEU SENHOR E SALVADOR, E MEU DEUS TEM.MISERICORDIA DE MIM, toca o coração da minha esposa para que ela não vá embora de casa e restaura o nosso casamento, pois sei Senhor que somente Tu é capaz de fazer um milagre e destruir o inimigo que quer destruir a nossa família. Tenho Fé inabalável em Ti meu Deus e peço que ajude o teu servo neste momento tão dolorido. Obrigado Jesus por segurar as minhas mãos todos os dias e me dar as bênçãos desejadas. Toda honra e toda glori seja dada a Ti Senhor. Glória a Deus, louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo e o Espírito Santo de Deus! Amém!

  11. Sejamos gratos ao Senhor por todas as oportunidades e feitos que Ele faz em nossas vidas. Somente Ele tem o poder de nos curar, nos abençoar e proteger de tudo que possa tirar nossa paz. Tenhamos sempre em nossos corações e na nossa mente seus ensinamentos, suas súplicas e saibamos sempre como pedir aquilo que necessitamos pra Ele. Que consigamos sempre fazer aquilo que é o melhor pra todos. Amém!

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