O perdão é possivelmente a questão mais difícil, não apenas na igreja, mas em todos os sentidos da palavra. Dentro de nossas igrejas, não deve ser uma palavra difícil de assimilar, pois o cristianismo é sobre perdão. Antes de responder como aprendemos a perdoar, precisamos entender por que devemos perdoar.
Por que devemos perdoar?
Devemos perdoar porque Cristo nos perdoou, e nos perdoou mesmo vendo aquela condição de terríveis pecadores. O perdão de nosso Senhor não tinha condição, e essa é a prova de por que devemos perdoar nossos irmãos. Perguntamos: Se Cristo perdoou nossos terríveis pecados, por que não perdoar nossos irmãos?
Essa pergunta deve ecoar constantemente em nossos corações, pois ela revela a essência do evangelho. Não fomos alcançados por merecimento, mas por graça. Não fomos restaurados por justiça própria, mas pela misericórdia divina. Portanto, quando nos recusamos a perdoar, estamos, de certa forma, ignorando aquilo que recebemos gratuitamente de Deus.
Além disso, o perdão revela maturidade espiritual. Pessoas que entendem profundamente o amor de Cristo são mais inclinadas a perdoar, pois reconhecem que também necessitam diariamente desse mesmo perdão. O perdão não é apenas um ato isolado, mas um estilo de vida que reflete o caráter de Cristo em nós.
O ensinamento de Jesus sobre o perdão
Para Jesus, o perdão era vital na vida de um crente, e Ele ensinou isso a eles e queria que eles recebessem bem esse ensinamento:
21 Então Pedro aproximou-se de Jesus e perguntou: “Senhor, quantas vezes deverei perdoar a meu irmão quando ele pecar contra mim? Até sete vezes?”
22 Jesus respondeu: “Eu lhe digo: Não até sete, mas até setenta vezes sete.
Mateus 18:21-22
Essa é uma resposta magnífica de que o perdão não tem limites. Não vamos interpretar literalmente a expressão “setenta vezes” (70 x 7 = 490). Não é que anotemos o número de vezes que perdoamos e, quando atingimos esse número, podemos parar de perdoar. O que Jesus dá a entender aqui é que o perdão não tem limites, devemos perdoar quantas vezes for necessário.
Esse ensinamento quebra completamente a lógica humana, que muitas vezes busca limites, condições e justificativas para não perdoar. Jesus, porém, nos chama a viver um padrão mais elevado, um padrão celestial, onde o amor e a misericórdia prevalecem sobre o orgulho e o ressentimento.
Amados irmãos, a chave do perdão é entender como Cristo nos perdoou como pecadores terríveis.
O verdadeiro significado do perdão
Quando refletimos sobre o perdão, percebemos que ele vai muito além de uma simples decisão emocional. Perdoar não é esquecer automaticamente o que foi feito, nem fingir que nada aconteceu; é um ato espiritual que exige maturidade, quebrantamento e obediência à Palavra de Deus. Muitas vezes guardamos mágoas porque sentimos que a pessoa “não merece” ser perdoada, mas é justamente aí que encontramos o maior exemplo: Cristo nos perdoou quando nós também não merecíamos.
O perdão que Ele nos oferece não está baseado em nossos méritos, mas em Seu amor infinito e Sua graça abundante. Isso nos coloca diante da responsabilidade de refletir esse mesmo amor aos demais. Perdoar é decidir amar mesmo quando fomos feridos, é escolher a graça em vez da vingança.
Além disso, o perdão não significa ausência de justiça, mas sim confiar que Deus é justo e sabe lidar com todas as situações. Quando perdoamos, entregamos a Deus o direito de julgar e deixamos de carregar um peso que não nos pertence.
O perdão como caminho de cura
Além disso, o perdão traz cura ao nosso coração. Guardar rancor corrói a alma, tira a paz e se transforma em um peso que carregamos desnecessariamente. Muitas pessoas vivem presas a feridas antigas simplesmente porque nunca liberaram perdão. O perdão não beneficia apenas quem o recebe, mas principalmente quem o oferece.
É uma libertação interior, uma forma de romper com cadeias emocionais que impedem o crescimento espiritual. Quando decidimos perdoar, abrimos espaço para que Deus restaure nosso interior e renove a alegria da salvação.
Muitas enfermidades emocionais estão ligadas à falta de perdão. Ansiedade, tristeza constante e até mesmo dificuldades espirituais podem ter origem em um coração que ainda não liberou perdão. Por isso, perdoar é também cuidar da própria alma.
Perdoar não é esquecer
É importante entender que perdoar não significa apagar completamente a memória do que aconteceu. Somos humanos e lembranças podem surgir. No entanto, a diferença está em como lidamos com essas lembranças. Quando já perdoamos, elas deixam de ter o poder de ferir como antes.
Perdoar é lembrar sem dor, é olhar para o passado sem carregar ressentimento. É um processo que Deus trabalha em nosso interior pouco a pouco, à medida que nos rendemos à Sua vontade.
O perdão como processo contínuo
Outro ponto importante é entender que o perdão é um processo contínuo. Às vezes, perdoamos verbalmente, mas a lembrança da ofensa tenta voltar ao nosso coração. Nesses momentos, devemos reafirmar diante de Deus nossa decisão de perdoar.
O inimigo sempre tentará reavivar memórias dolorosas para gerar divisão, mas o Espírito Santo nos capacita a permanecer firmes no propósito de caminhar em amor. Perdoar repetidas vezes não é sinal de fraqueza, mas sim de maturidade espiritual.
Cada vez que escolhemos perdoar novamente, estamos fortalecendo nosso espírito e enfraquecendo as obras da carne. Esse exercício constante nos aproxima mais de Deus e molda nosso caráter à imagem de Cristo.
A seriedade de não perdoar
Jesus também nos alertou que, se não perdoarmos, nós mesmos não seremos perdoados. Essa é uma verdade profunda que deve despertar temor em nossos corações. Não podemos pedir a Deus que perdoe nossas faltas enquanto negamos perdão aos outros.
O perdão é parte essencial da vida cristã, tanto quanto a oração, a leitura da Palavra e a santidade. Ele revela o caráter de Cristo formado em nós.
Negar perdão é abrir portas para o endurecimento do coração. Com o tempo, isso pode nos afastar da presença de Deus e prejudicar nosso relacionamento com Ele e com os outros. Por isso, devemos tratar o perdão como algo sério e indispensável.
Vivendo uma vida de perdão
Por isso, amados irmãos, lembremos sempre que o perdão é um mandamento divino e uma demonstração prática do amor de Deus em nossas vidas. Assim como Cristo nos perdoou abundantemente, sejamos também misericordiosos uns com os outros, entendendo que todos somos falhos e necessitados da graça divina.
Viver em perdão é viver em liberdade. É caminhar leve, sem o peso do passado, confiando que Deus está no controle de todas as coisas. Uma vida de perdão é uma vida de paz, onde o coração encontra descanso na presença do Senhor.
Que possamos, diariamente, escolher o caminho do perdão, lembrando sempre do que Cristo fez por nós na cruz. Esse é o maior exemplo que temos, e é também a maior motivação para perdoar.
3 comments on “Como perdoar seu irmão”
O cristão ao se batizar em uma igreja e por vez com o passar do tempo visita uma outra , ambas são evangélica… ela poderá batizar-se pela segunda vez?
Quando você é Batizado você morreu com Cristo, se você se Batizar de novo você está Crucificado Cristo de novo…
Eu me Batizei na Universal, estou na Quadrangular, já pensei em me Batizar de novo mas acho que não devo…
Quando você é Batizado você morreu com Cristo, se você se Batizar de novo você está Crucificado Cristo de novo…
Eu me Batizei na Universal, estou na Quadrangular, já pensei em me Batizar de novo mas acho que não devo…