Benefícios da resposta branda

Falar sem pensar acontece com muita frequência e pode provocar feridas que permanecem durante anos. Por isso, a Bíblia nos chama a controlar a ira, medir nossas palavras e aprender como responder com sabedoria nos momentos de irritação.

As palavras podem ferir profundamente

Aquilo que dizemos possui um impacto muito maior do que algumas pessoas imaginam. Uma frase pode ser pronunciada em poucos segundos, mas permanecer na memória de alguém durante muitos anos. Palavras duras podem destruir a confiança, enfraquecer amizades, provocar conflitos familiares e deixar marcas profundas no coração.

Muitas pessoas tentam diminuir a gravidade de sua fala afirmando: “Eu estava com raiva”, “não foi isso que eu quis dizer” ou “você sabe que eu falo sem pensar”. Entretanto, a falta de intenção não apaga automaticamente as consequências. Depois que uma palavra é lançada, não podemos simplesmente recolhê-la.

É semelhante a lançar uma pedra contra uma janela. A pessoa pode arrepender-se imediatamente, mas o vidro continuará quebrado até que exista um processo de reparação. Da mesma forma, o pedido de perdão é necessário, porém algumas feridas emocionais precisam de tempo, paciência e atitudes consistentes para serem curadas.

A Bíblia trata a língua com grande seriedade porque nossas palavras revelam aquilo que está acontecendo dentro de nós. A boca não é apenas um instrumento independente; ela expressa pensamentos, emoções, desejos, ressentimentos e convicções que já existem no coração.

Controlar a língua exige mais do que aprender técnicas de comunicação. Precisamos permitir que Deus transforme nosso interior, pois um coração cheio de amargura, orgulho e impaciência produzirá palavras semelhantes.

A resposta branda pode impedir uma grande discussão

A resposta branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira.

Provérbios 15:1

Provérbios 15:1 apresenta dois caminhos e dois resultados. A resposta branda possui poder para desviar o furor, enquanto a palavra dura aumenta a ira. Isso significa que nossa maneira de responder pode contribuir para acalmar ou intensificar uma situação.

Imagine uma conversa em que uma pessoa chega irritada, falando em tom elevado e fazendo acusações. Se a outra responder com a mesma intensidade, provavelmente a discussão crescerá. Cada palavra mais agressiva servirá como combustível lançado sobre o fogo.

Por outro lado, uma resposta calma pode interromper esse ciclo. Isso não garante que a pessoa irritada mudará imediatamente, mas reduz a possibilidade de que o conflito se torne ainda maior. A mansidão cria espaço para que ambos pensem com mais clareza.

Responder com brandura não significa concordar com uma mentira, aceitar injustiça ou permitir que alguém nos trate de qualquer maneira. A resposta branda pode ser firme e estabelecer limites. A diferença está no domínio próprio, no tom e na intenção.

Podemos dizer: “Não concordo com o que você está afirmando, mas quero conversar sem ofensas”. Essa resposta é firme, porém não alimenta a hostilidade. Também podemos pedir que a conversa seja retomada em outro momento, quando todos estiverem mais calmos.

Brandura não é fraqueza

Algumas pessoas confundem mansidão com covardia. Acreditam que falar alto, interromper e impor-se são demonstrações de força. Entretanto, perder o controle não é sinal de poder; muitas vezes revela que a pessoa não consegue governar as próprias emoções.

A verdadeira força aparece quando alguém poderia responder com agressividade, mas escolhe agir com equilíbrio. É necessário domínio próprio para não devolver uma ofensa, não levantar a voz e não utilizar informações dolorosas apenas para ferir.

Jesus foi manso, mas nunca foi fraco. Ele confrontou a hipocrisia, denunciou o pecado e falou com firmeza quando necessário. Ao mesmo tempo, não permitiu que a ira humana controlasse Suas atitudes. Até diante de falsas acusações, manteve perfeita autoridade sobre Suas palavras.

A mansidão cristã é uma força submetida a Deus. A pessoa mansa não reage de acordo com todos os impulsos que surgem. Ela considera o que honra ao Senhor e o que pode contribuir para a restauração da situação.

Isso é especialmente importante quando temos razão. É possível defender uma verdade de maneira tão arrogante que terminamos pecando na forma como a apresentamos. Não basta possuir um argumento correto; precisamos comunicar a verdade com amor e sabedoria.

A palavra dura desperta ainda mais ira

O texto de Provérbios afirma que a palavra dura suscita a ira. Ela provoca, desperta e alimenta a reação do outro. Uma conversa que poderia ser resolvida com calma pode transformar-se em uma grande contenda por causa de uma única frase ofensiva.

Algumas palavras duras atacam diretamente a dignidade da pessoa: “Você nunca faz nada certo”, “você não serve para nada” ou “ninguém suporta você”. Essas frases não tratam apenas de um comportamento específico; atacam a identidade do outro.

Também existem palavras pronunciadas com sarcasmo. A pessoa não grita, mas utiliza ironia, desprezo e zombaria para humilhar. O tom aparentemente calmo não torna a fala sábia. A intenção continua sendo ferir ou demonstrar superioridade.

Outro problema é trazer erros antigos para uma discussão atual. Quando alguém deseja vencer a qualquer custo, começa a mencionar falhas que já haviam sido perdoadas. Em vez de resolver o assunto presente, abre novamente feridas antigas.

A sabedoria nos ensina a falar sobre o problema sem destruir a pessoa. Podemos confrontar uma atitude específica, explicar como fomos afetados e buscar uma solução. Não precisamos utilizar insultos, comparações humilhantes ou ameaças.

A língua revela aquilo que existe no coração

Jesus ensinou que a boca fala daquilo que está cheio o coração. Isso significa que palavras ofensivas não surgem simplesmente do nada. Elas frequentemente revelam sentimentos e pensamentos que já estavam sendo alimentados.

Uma explosão de ira pode revelar ressentimento acumulado. Uma crítica cruel pode nascer da inveja. A necessidade constante de vencer discussões pode revelar orgulho. A fofoca pode demonstrar desejo de prejudicar a reputação de alguém.

Por isso, não devemos preocupar-nos apenas em parecer educados externamente. Uma pessoa pode aprender a esconder suas emoções por algum tempo, mas se o coração não for tratado, a amargura encontrará outra forma de manifestar-se.

Precisamos pedir ao Senhor que examine nossas motivações. Antes de responder, podemos perguntar: “Por que desejo dizer isso?”, “Quero resolver o problema ou apenas machucar?”, “Estou procurando a verdade ou tentando proteger meu orgulho?”.

Quando reconhecemos uma motivação pecaminosa, devemos confessá-la. Deus não deseja apenas controlar nosso vocabulário, mas produzir em nós um coração renovado, cheio de amor, humildade e misericórdia.

A língua dos sábios utiliza bem o conhecimento

A língua dos sábios adorna a sabedoria, mas a boca dos tolos derrama a estultícia.

Provérbios 15:2

A língua do sábio torna o conhecimento agradável e útil. Isso não quer dizer que o sábio sempre dirá aquilo que todos desejam ouvir. Em algumas situações, ele precisará corrigir, advertir ou comunicar uma verdade difícil. Contudo, fará isso da maneira mais apropriada.

A pessoa sábia considera o momento. Uma palavra correta pronunciada na hora errada pode não alcançar o resultado esperado. Existem conversas que não devem acontecer na frente de outras pessoas, durante uma crise ou quando alguém está emocionalmente descontrolado.

Ela também considera a capacidade de quem ouve. Nem todas as pessoas recebem informações e correções da mesma maneira. A sabedoria procura comunicar-se com clareza, paciência e sensibilidade.

Além disso, o sábio sabe ouvir. Não chega a uma conclusão antes de conhecer os fatos e não interrompe constantemente para defender-se. Ele reconhece que pode ter compreendido algo de maneira errada.

É por isso que nos lábios do sábio se encontra prudência. Suas palavras não são governadas apenas pelo impulso do momento, mas pelo temor do Senhor e pelo desejo de fazer o bem.

A boca do tolo derrama insensatez

Provérbios apresenta um contraste entre o sábio e o tolo. O tolo fala sem avaliar consequências. Ele derrama palavras como alguém que despeja um recipiente sem controle. Sua fala é rápida, abundante e frequentemente prejudicial.

A pessoa insensata não sente necessidade de ouvir. Enquanto o outro fala, ela já está preparando a resposta. Sua preocupação principal não é compreender, mas vencer. Por isso, interpreta qualquer discordância como uma ameaça.

O tolo também pode orgulhar-se de sua agressividade. Diz que é “sincero” ou que “fala na cara”, como se sinceridade justificasse crueldade. Entretanto, falar tudo o que pensamos não é uma virtude bíblica. Muitos pensamentos precisam ser rejeitados, e não verbalizados.

A sinceridade cristã deve estar unida ao amor. Podemos dizer a verdade sem humilhar. Podemos ser claros sem ser cruéis. Podemos discordar sem tratar o outro como inimigo.

Outra característica da insensatez é repetir informações sem verificar. A pessoa ouve um comentário e imediatamente o compartilha. Dessa maneira, pode espalhar mentiras, prejudicar reputações e criar conflitos baseados em fatos incompletos.

A ira humana não produz a justiça de Deus

É possível sentir indignação diante de uma injustiça. A própria Bíblia apresenta situações em que a ira possui uma causa legítima. Entretanto, mesmo quando o motivo inicial parece correto, nossa maneira de reagir pode tornar-se pecaminosa.

Tiago ensina que a ira do homem não produz a justiça de Deus. Quando somos dominados pela raiva, nossa percepção pode ficar limitada. Começamos a exagerar fatos, atribuir intenções que não conhecemos e justificar atitudes que normalmente consideraríamos erradas.

A pessoa irada pode acreditar que está defendendo a justiça, quando na verdade está protegendo o orgulho. Talvez o problema principal não seja o que aconteceu, mas o fato de sentir que sua autoridade, imagem ou opinião foi desafiada.

Por isso, devemos examinar a ira antes de agir. Podemos perguntar se existe uma injustiça real, se compreendemos corretamente a situação e se nossa resposta está de acordo com o caráter de Cristo.

Mesmo diante de uma ofensa verdadeira, não temos permissão para pecar. A injustiça sofrida não transforma insultos, ameaças ou vingança em comportamentos aceitáveis.

Nossa responsabilidade não pode ser atribuída somente ao inimigo

A Bíblia ensina que Satanás procura criar divisão, acusação e destruição. Ele pode aproveitar nossa ira, nosso orgulho e nossas feridas para incentivar comportamentos pecaminosos. Por isso, não devemos ignorar a realidade da batalha espiritual.

Entretanto, não podemos atribuir ao inimigo toda palavra dura que pronunciamos. A Escritura também ensina que os maus desejos surgem do coração humano. Somos responsáveis pela maneira como respondemos às tentações e às provocações.

Dizer “o inimigo me fez falar” pode tornar-se uma maneira de evitar arrependimento. Mesmo quando existe tentação espiritual, ainda precisamos confessar nossas palavras, pedir perdão e assumir as consequências.

A resistência ao inimigo começa com submissão a Deus. Precisamos abandonar o orgulho, perdoar, rejeitar pensamentos vingativos e encher a mente com a Palavra. Não vencemos conflitos espirituais apenas identificando um adversário externo, mas permitindo que Deus trate nosso interior.

O cristão deve vigiar contra as estratégias do inimigo e, ao mesmo tempo, assumir responsabilidade por suas próprias atitudes. Essas duas verdades não se contradizem.

O domínio próprio é fruto do Espírito

Controlar a língua não depende somente de força de vontade. Precisamos da obra do Espírito Santo formando em nós um novo caráter. Entre os aspectos do fruto do Espírito encontramos amor, paz, paciência, mansidão e domínio próprio.

O domínio próprio nos ajuda a criar um espaço entre o sentimento e a ação. Podemos sentir a ira surgindo sem precisar obedecer imediatamente a ela. Em vez de responder no primeiro impulso, podemos parar, orar e considerar uma atitude melhor.

Esse fruto não aparece de maneira automática e completa. Ele é desenvolvido ao longo da caminhada cristã. Cada provocação pode transformar-se em uma oportunidade de praticar uma resposta mais sábia.

Também precisamos utilizar meios práticos. Se sabemos que estamos muito irritados, podemos afastar-nos por alguns minutos. Se uma conversa por mensagens está ficando agressiva, talvez seja melhor telefonar ou falar pessoalmente depois.

O estudo sobre o fruto do Espírito nos lembra que o domínio próprio demonstra que já não precisamos viver como escravos dos impulsos. Pela graça de Deus, podemos aprender novas maneiras de reagir.

Ouvir antes de responder

Muitos conflitos são agravados porque as pessoas não escutam verdadeiramente umas às outras. Cada lado está mais interessado em provar sua posição do que em compreender o que aconteceu.

Ouvir exige humildade. Precisamos admitir que talvez não conheçamos todos os fatos e que nossa interpretação pode estar incompleta. Também precisamos permitir que a pessoa termine de falar sem interromper a cada frase.

Uma boa prática é repetir com nossas próprias palavras aquilo que entendemos: “Então você está dizendo que se sentiu ignorado quando isso aconteceu?”. Essa pergunta pode esclarecer mal-entendidos antes que eles se transformem em acusações maiores.

Ouvir não significa concordar com tudo. Podemos compreender o sentimento do outro e ainda discordar de sua conclusão. Entretanto, quando alguém percebe que foi ouvido, geralmente se torna mais disposto a ouvir também.

A sabedoria bíblica nos ensina a ser rápidos para ouvir, tardios para falar e tardios para irar-nos. Essa ordem é importante. Muitas vezes fazemos exatamente o contrário: somos rápidos para falar e lentos para escutar.

O tom também comunica

Não são apenas as palavras que comunicam uma mensagem. O tom da voz, as expressões faciais e a postura também transmitem emoções. Podemos dizer uma frase aparentemente correta de maneira sarcástica ou desrespeitosa.

Algumas pessoas afirmam: “Eu não disse nada de errado”, mas ignoram que falaram gritando, com desprezo ou ironia. A outra pessoa não recebeu apenas o conteúdo; recebeu também a atitude.

Por isso, precisamos prestar atenção à maneira como comunicamos a verdade. Falar mais baixo, evitar gestos ameaçadores e manter uma postura respeitosa pode contribuir para uma conversa produtiva.

Em situações muito tensas, talvez seja necessário dizer: “Não estou conseguindo conversar com calma agora. Vamos interromper e retomar depois”. Isso é mais sábio do que continuar até que todos digam coisas das quais se arrependerão.

Contudo, a pausa não deve ser utilizada como fuga permanente. Depois que as emoções estiverem mais controladas, precisamos retornar ao assunto e procurar uma solução.

Como responder quando somos ofendidos?

Receber uma ofensa pode despertar imediatamente o desejo de retribuir. Queremos que o outro sinta a mesma dor que causou. Entretanto, devolver mal por mal apenas aumenta a destruição.

Antes de responder, precisamos avaliar o que aconteceu. Talvez tenha sido um mal-entendido, uma frase mal formulada ou uma falha sem intenção. Nem toda palavra desagradável precisa ser interpretada da maneira mais negativa possível.

Quando a ofensa é real, podemos explicar com clareza: “Aquilo que você disse me feriu”. Essa frase é melhor do que responder com outro insulto. Ela comunica o impacto sem transformar a conversa em uma competição de agressões.

Também podemos fazer perguntas antes de tirar conclusões: “Foi isso mesmo que você quis dizer?”. Às vezes, descobriremos que interpretamos a frase de maneira diferente da intenção da pessoa.

Quando existe um padrão contínuo de abuso verbal, a resposta branda não exige que permaneçamos em silêncio ou sem proteção. Podemos estabelecer limites, procurar ajuda pastoral, familiar, profissional ou, quando necessário, recorrer às autoridades responsáveis.

Corrigir com mansidão

Existem momentos em que o silêncio não é a resposta correta. Precisamos corrigir um erro, advertir alguém ou defender uma pessoa vulnerável. A mansidão não elimina a correção; determina a maneira como ela deve acontecer.

Corrigir com mansidão significa desejar a restauração, e não a humilhação. A pergunta principal não é: “Como posso mostrar que estou certo?”, mas: “Como posso ajudar esta pessoa a reconhecer o problema e mudar?”.

A correção deve ser específica. Em vez de atacar o caráter inteiro de alguém, devemos tratar da atitude concreta. Também é importante evitar correções públicas quando o assunto pode ser resolvido em particular.

Antes de corrigir, precisamos examinar nossa própria vida. Jesus advertiu contra a hipocrisia de querer remover um pequeno problema do outro enquanto ignoramos pecados maiores em nós.

O ensino de que o servo do Senhor deve ser gentil mostra que até a oposição precisa ser tratada com paciência e mansidão. A verdade não perde sua força quando é apresentada com graça.

A resposta branda dentro da família

É comum demonstrarmos paciência com pessoas de fora e agirmos com dureza dentro de casa. Alguns falam educadamente no trabalho e na igreja, mas respondem ao cônjuge, aos filhos ou aos pais com irritação constante.

A proximidade não deve ser utilizada como desculpa para o desrespeito. Nossa família não merece receber a pior versão de nossas emoções simplesmente porque acredita que continuará ao nosso lado.

No casamento, pequenas tensões podem crescer quando cada pessoa responde tentando defender-se. Uma crítica produz outra, e logo a discussão já não trata do assunto inicial. A resposta branda pode interromper esse padrão.

Pais também precisam corrigir os filhos sem humilhá-los. Disciplina e firmeza são necessárias, mas gritos constantes, insultos e comparações podem ferir profundamente. A criança precisa entender que seu comportamento foi errado sem concluir que ela não possui valor.

Os filhos, por sua vez, são chamados a honrar os pais, mesmo quando discordam. Honrar não significa aprovar todo comportamento, mas comunicar-se com respeito e evitar respostas insolentes.

A resposta branda nas redes sociais

As redes sociais facilitam respostas precipitadas. A distância entre as pessoas e a rapidez das publicações podem reduzir o senso de responsabilidade. Muitos escrevem coisas que jamais diriam olhando diretamente para alguém.

Antes de publicar um comentário, devemos perguntar se aquilo é verdadeiro, necessário e edificante. Também precisamos considerar se compreendemos todo o contexto. Uma imagem ou pequeno vídeo pode não revelar a história completa.

Discussões online frequentemente se tornam agressivas porque ninguém deseja parecer derrotado diante dos demais. O orgulho transforma uma simples discordância em uma disputa pública.

Nem toda provocação exige resposta. Às vezes, a atitude mais sábia é não continuar a conversa. Outras vezes, podemos responder em particular, onde existe menos pressão para defender uma imagem.

O cristão deve lembrar que seu testemunho também aparece na internet. Não podemos publicar versículos pela manhã e passar o restante do dia insultando pessoas que pensam de maneira diferente.

Quando precisamos pedir perdão

Mesmo buscando sabedoria, ainda falharemos. Em algum momento diremos algo precipitado, utilizaremos um tom inadequado ou feriremos alguém. Quando isso acontecer, precisamos pedir perdão de maneira sincera.

Um pedido verdadeiro não diz: “Desculpe se você se sentiu ofendido”. Essa frase coloca a responsabilidade sobre o sentimento do outro. É melhor dizer: “Eu falei de maneira dura e errei. Peço que me perdoe”.

Também devemos evitar justificar imediatamente o pecado. Podemos explicar o contexto depois, mas o pedido de perdão não deve transformar-se em uma nova acusação: “Eu errei, mas você também fez…”.

Quando possível, precisamos reparar o dano. Se espalhamos uma informação falsa, devemos corrigi-la diante das mesmas pessoas que a ouviram. Se humilhamos alguém publicamente, talvez seja necessário pedir perdão publicamente.

O arrependimento verdadeiro também produz mudança. Não basta pedir desculpas repetidamente e continuar escolhendo o mesmo comportamento sem procurar ajuda ou desenvolver novos hábitos.

Palavras que edificam

Controlar a língua não significa apenas evitar palavras ruins. Deus também nos chama a utilizar a fala de maneira positiva, oferecendo graça aos que ouvem.

Podemos encorajar alguém que está desanimado, agradecer por um serviço, reconhecer uma boa atitude e consolar quem está sofrendo. Uma palavra simples pode renovar as forças de uma pessoa.

Muitas vezes percebemos os erros rapidamente, mas deixamos de mencionar aquilo que os outros fazem bem. Dentro da família, da igreja e do trabalho, precisamos cultivar uma comunicação mais agradecida.

Isso não significa oferecer elogios falsos. As palavras edificantes devem ser sinceras. Podemos identificar qualidades reais, demonstrar gratidão e lembrar alguém da fidelidade de Deus.

A mesma língua que poderia espalhar destruição pode tornar-se instrumento de cura, esperança e reconciliação. Essa transformação glorifica o Senhor.

Práticas para aprender a responder melhor

O crescimento no domínio da língua exige intenção. Uma prática útil é criar o hábito de pausar antes de responder. Alguns segundos podem impedir uma frase impulsiva.

Também podemos memorizar textos bíblicos sobre a fala, a ira e a mansidão. Quando a Palavra ocupa nossa mente, ela pode orientar nossas reações nos momentos difíceis.

Outra prática é identificar situações que normalmente despertam irritação. Talvez seja o cansaço, a fome, a pressão financeira ou determinado assunto familiar. Conhecer nossos pontos de fraqueza ajuda-nos a preparar respostas mais sábias.

Podemos pedir a pessoas de confiança que nos alertem quando nosso tom estiver inadequado. Isso exige humildade, pois nem sempre percebemos a maneira como estamos falando.

Também precisamos cuidar do coração diariamente por meio da oração, da leitura bíblica e do arrependimento. A resposta branda não é apenas uma técnica utilizada durante conflitos, mas o fruto de uma vida que permanece perto de Deus.

Conclusão: escolha palavras que promovam a paz

Provérbios 15:1–2 nos mostra que nossas palavras podem conduzir uma conversa em direções completamente diferentes. A resposta branda pode desviar o furor, enquanto a palavra dura desperta ainda mais ira.

Isso não significa que conseguiremos controlar a reação de todas as pessoas. Podemos responder com mansidão e ainda ser rejeitados. Nossa responsabilidade é agir de maneira que honre ao Senhor, independentemente da resposta do outro.

Precisamos aprender a ouvir antes de falar, examinar nossas motivações e considerar o momento correto. Quando for necessário corrigir, devemos fazê-lo com firmeza e amor. Quando errarmos, devemos pedir perdão.

Também não devemos culpar exclusivamente o inimigo ou as circunstâncias por nossas explosões. Somos responsáveis por aquilo que permitimos sair de nossa boca. Ao mesmo tempo, não estamos sem ajuda: o Espírito Santo produz domínio próprio, paciência e mansidão em Seu povo.

Peça ao Senhor que guarde sua língua, transforme seu coração e ensine você a utilizar palavras que edifiquem. Antes de responder a uma provocação, lembre-se de que uma frase pode fechar uma porta durante anos, mas uma palavra sábia pode iniciar um processo de reconciliação.

Escolha a resposta branda, não porque a verdade seja fraca, mas porque a sabedoria sabe apresentar a verdade sem acrescentar destruição desnecessária. Quando falamos com graça, domínio próprio e amor, refletimos o caráter de Cristo e nos tornamos instrumentos de paz em um mundo marcado por conflitos.

A minha porção é Deus
A eterna misericórdia do Senhor

19 comments on “Benefícios da resposta branda

  1. E verdade meu Deus quando se ama ao próximo e se prática o bem nos temos as tuas bênçãos e misericórdia Senhor! Me ensina Jesus, meu Senhor e Salvador, a sempre cumprir os teus mandamentos para que continue a amar ao meu próximo e utilizar palavras que o estimule a Amar a Deus sobre todas as coisas! Obrigado Jesus por tudo que tem feito a mim e minha família, me dá saúde Senhor para que possa continuar ajudando ao meu próximo e cumprir as tuas santas palavras. Glória a Deus, Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo! Amém!

  2. Amém, e verdade.que o senhor Jesus Cristo meu senhor nos ajuda a manter a nossa conversa sempre calma com sabedoria obrigada meu senhor Deus.

  3. Deus, me ajuda a manter a calma, até nos momentos mais difíceis. Que minhas palavras possam ser brandas, que eu não fique tão nervoso, ajuda seu filho!
    No nome de Jesus, aquele que vive e reina para todo sempre! Amém!!!

  4. Senhor é verdade se praticarmos todos os dias teus ensinamentos e não deixarmos a ira tomar conta do nosso coração, seremos sempre sábios e vamos passar o amor e a paz pra outras pessoas.

  5. Glória a Deus;é pura verdade senhor Deus,a sabedoria vem do senhor e do seu filho Jesus Cristo o nosso salvador,aleluia santo Deus do universo pai de todas as Nações amado Deus,obgd senhor por tudo que me deste em nome do senhor Jesus Cristo amém,e graças a Deus.

  6. Aleluia aleluia Glórias e Glórias a Deus todo Poderoso agradeço em nome do Senhor e Salvador Jesus Cristo muito obrigado Pai por me fortalece cada dia mais com tuas Palavras e Sabedoria amém 🙏

  7. Amém! Eu agradeço meu Deus por está sempre comigo e com minha família dando livramentos e sabedoria para lidar com esses acontecimentos, Glória a Deus.Louvado seja Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, Amém.Te amo Jesus 🙏🙏

  8. Procuremos sempre ser honestos e sensatos para com Deus e com os outros. A honestidade é um bem indomável e necessário para evolução da sociedade. Não devemos mentir nem agir de forma ilegal. As respostas das coisas só irão aparecer em nossas vidas se fizermos por onde. Portanto, procuremos sempre seguir os caminhos corretos e honestos. Amém!

  9. O Deus Poderoso que a palavras que sair dar minha boca seja da Sua Sabedoria Pai muito obrigado por tudo Pai te agradeço em Nome do Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo Amém 🙏

  10. Meu Senhor e meu Deus, em nome de Jesus, meu Senhor e Salvador, Te peço Pai que perdoe os meus pecados para que possa continuar Te amando sobre todas as coisas e seguir a Tua Santa Palavra. Me perdoa meu Deus por ter contestado as palavras da minha esposa, o que fez com que ela se afastasse de mim. Restaura o meu casamento Senhor e faz com que a minha esposa amoleça o coração e fique em paz comigo, pois amo minha família e não quero destruí-la. Me ensina Senhor a conter as palavras da minha boca fazendo com que só saiam dela os mandamentos de Deus e a paz de Jesus Cristo. Toda honra e toda glória seja dada a Ti Senhor. Glória a Deus, louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo e o Espírito Santo de Deus! Amém!.

  11. Deveremos sempre pensar com cautela quando formos falar algo a alguém, muitas vezes ferimos as pessoas com a nossa impulsividade e acabamos despertando a ira nelas. Sejamos sempre sensatos e empáticos, procurando a melhor forma de agir e prestar ajuda aqueles que precisam de nós. Procuremos manter a calma e a razão para que nada façamos de errado. Amém!

  12. Tem sido difícil manter a calma, tem me faltado domínio próprio para exercitar a mansidão. Espírito Santo de Deus, és a única força capaz de me transformar. Tal como canta aquele hino” vem espírito divino, grande ensinador”

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