Confiar no Senhor é o que nos permite permanecer firmes quando surgem batalhas, incertezas e temores. Essa confiança não nasce da nossa força, mas da certeza de que Deus é fiel. Por isso, precisamos aprender diariamente a confiar no Senhor em todas as circunstâncias, entregando a Ele aquilo que não conseguimos controlar.
A confiança em Deus não significa que nunca sentiremos medo, preocupação ou cansaço. Homens piedosos mencionados nas Escrituras também enfrentaram momentos de profunda angústia. Davi teve medo, Elias ficou desanimado, Jeremias lamentou e Paulo reconheceu que passou por aflições superiores às suas forças naturais.
A diferença não estava na ausência de emoções difíceis, mas no lugar para onde esses servos corriam quando suas forças diminuíam. Eles voltavam-se para o Senhor, apresentavam suas inquietações em oração e recordavam que o poder de Deus continuava sendo maior do que qualquer adversidade.
Confiar em Deus é reconhecer o perigo sem permitir que ele ocupe o lugar do Senhor em nosso coração. A fé não nega a realidade, mas contempla cada situação a partir do caráter daquele que governa todas as coisas.
O Salmo 84 e o desejo pela presença de Deus
O Salmo 84 é um cântico marcado por profundo desejo pela presença do Senhor. O salmista fala sobre a beleza dos tabernáculos de Deus e declara que sua alma suspira pelos átrios do Senhor.
Para ele, aproximar-se da casa de Deus não era apenas cumprir uma obrigação religiosa. Era encontrar comunhão, alegria, segurança e sentido. Sua maior satisfação não estava nos bens, nas posições ou nas distrações deste mundo, mas em estar perto do Deus vivo.
O salmista chega a declarar que um único dia nos átrios do Senhor era melhor do que mil em qualquer outro lugar. Preferia permanecer à porta da casa de Deus a habitar nas tendas da perversidade.
Essa afirmação confronta nossas prioridades. Muitas vezes desejamos a ajuda de Deus, mas não desejamos verdadeiramente Sua presença. Queremos que Ele resolva problemas, abra portas e afaste perigos, mas não demonstramos o mesmo interesse em conhecer Sua Palavra e viver em obediência.
O Salmo 84 ensina que a maior bênção não é simplesmente receber alguma coisa de Deus. A maior bênção é possuir comunhão com o próprio Senhor.
Uma oração ao Deus dos Exércitos
8 Senhor, Deus dos Exércitos,
escuta a minha oração;
inclina os ouvidos, ó Deus de Jacó!9 Olha, ó Deus, escudo nosso,
e contempla o rosto do teu ungido.Salmos 84:8-9
O salmista chama Deus de “Senhor dos Exércitos”. Esse título destaca o poder, a autoridade e a soberania divina. O Senhor governa os exércitos celestiais e possui domínio absoluto sobre tudo o que existe.
Nenhum adversário pode igualar-se a Ele. Nenhum governo humano pode ameaçar Seu trono. Nenhuma força espiritual consegue frustrar Seus propósitos eternos.
Entretanto, o título “Senhor dos Exércitos” não significa que Deus realizará automaticamente todos os nossos desejos ou garantirá que venceremos cada conflito da forma que imaginamos. Sua vitória está sempre relacionada à Sua vontade, à Sua glória e ao cumprimento de Seus propósitos.
Algumas vezes, Deus concede um livramento imediato. Em outras ocasiões, sustenta Seus filhos durante uma provação prolongada. Também pode permitir uma perda temporária e utilizá-la para produzir maturidade, humildade e dependência.
O cristão não confia em Deus apenas porque espera receber uma solução específica. Confia porque sabe que o Senhor continua sendo bom, sábio e soberano, independentemente da forma como decidir responder.
Deus inclina os ouvidos para ouvir
Ao pedir que Deus incline os ouvidos, o salmista não está sugerindo que o Senhor seja incapaz de ouvi-lo. Essa é uma forma humana de expressar o desejo de receber atenção, misericórdia e resposta.
Deus conhece nossas necessidades antes mesmo que as apresentemos. Ele discerne pensamentos, intenções e sentimentos que não conseguimos colocar em palavras. Ainda assim, ordena que oremos porque deseja comunhão com Seu povo.
A oração não informa ao Senhor algo desconhecido. Ela nos coloca em uma posição de dependência, ensina-nos a entregar preocupações e alinha nossos desejos à vontade divina.
Podemos aproximar-nos com sinceridade. Não precisamos fingir coragem quando estamos com medo, nem esconder a tristeza para parecer espiritualmente fortes. Deus já conhece nossa condição.
A oração sincera pode dizer: “Senhor, estou preocupado, não sei o que fazer e necessito da Tua direção”. Essa declaração não demonstra incredulidade. Pode ser uma profunda confissão de dependência.
O Senhor é nosso escudo
O salmista também chama Deus de “escudo nosso”. O escudo era uma arma defensiva utilizada pelos soldados para proteger o corpo dos golpes, das flechas e dos ataques do inimigo.
Quando a Bíblia chama Deus de escudo, comunica cuidado, proteção e segurança. O Senhor se coloca como defensor daqueles que confiam Nele.
Isso não significa que nenhum ataque conseguirá atingir o cristão. Davi foi perseguido, Paulo foi preso, Estêvão foi apedrejado e muitos crentes sofreram por permanecerem fiéis.
A proteção de Deus é mais profunda do que uma garantia de conforto físico permanente. Ele protege a fé dos Seus filhos, impede que sejam finalmente separados de Cristo e os conduz à salvação completa.
Também existem inúmeros livramentos terrenos pelos quais devemos agradecer. Deus pode impedir acidentes, desfazer planos malignos, conceder sabedoria e utilizar pessoas para preservar nossa vida. Porém, nossa confiança final não está em evitar todo sofrimento, mas em saber que nada poderá separar-nos do amor de Cristo.
O rosto do ungido
O pedido para que Deus contemple o rosto do Seu ungido provavelmente possui uma relação com o rei de Israel, que havia sido separado para representar o povo. O bem-estar do rei afetava toda a nação.
Para os cristãos, essa linguagem também nos leva a pensar no Ungido definitivo, Jesus Cristo. Ele é o Rei prometido, o Filho de Davi e o único Mediador entre Deus e os homens.
Não somos recebidos diante de Deus por causa dos nossos méritos. Nossas orações não são aceitas porque conseguimos viver sem falhas. Aproximamo-nos do Pai por meio de Cristo.
Jesus viveu em perfeita obediência, morreu pelos pecadores e ressuscitou vitorioso. É por causa da Sua justiça que aqueles que creem podem entrar na presença de Deus com confiança.
Quando nossas palavras são frágeis e nossa fé parece pequena, continuamos possuindo um Mediador perfeito. Cristo intercede por Seu povo e garante nosso acesso ao trono da graça.
De onde vem o nosso socorro?
O Salmo 121 apresenta outra grande declaração de confiança:
1 Elevo os olhos para os montes:
de onde me virá o socorro?2 O meu socorro vem do Senhor,
que fez o céu e a terra.Salmos 121:1-2
O salmista olha para os montes e pergunta de onde virá a ajuda. A resposta não está nos montes, nos exércitos, nos recursos humanos ou nos lugares altos. O socorro vem do Senhor, Criador do céu e da terra.
Ao declarar que o nosso socorro vem do Senhor, confessamos que nossa esperança não depende de circunstâncias favoráveis. O Deus que criou tudo não está limitado pelos obstáculos que nos cercam.
Se Ele fez os céus e a terra, possui poder para sustentar-nos em qualquer dificuldade. Não existe problema maior do que o Criador, nem caminho escondido da Sua sabedoria.
Isso não significa que devemos rejeitar a ajuda das pessoas. O Senhor frequentemente socorre por meio de familiares, irmãos da igreja, médicos, autoridades e amigos. Receber ajuda humana pode ser uma maneira de reconhecer a providência divina.
O erro acontece quando transformamos o instrumento na fonte final da nossa segurança. Pessoas podem ajudar, mas continuam limitadas. Deus é a fonte de todo verdadeiro socorro.
Por que nos preocupamos?
Se Deus está conosco, por que continuamos sentindo preocupação? Porque ainda somos frágeis, possuímos conhecimento limitado e enfrentamos situações reais. A confiança cristã não elimina automaticamente todas as emoções.
Jesus não ensinou que os discípulos jamais sentiriam ansiedade. Ele os chamou a levar as preocupações ao Pai, recordando que Deus conhece suas necessidades.
A ansiedade frequentemente cresce quando tentamos controlar aquilo que está além da nossa capacidade. Queremos saber como tudo terminará, garantir que nenhuma perda acontecerá e antecipar cada detalhe do futuro.
A fé reconhece que não possuímos esse controle. Fazemos aquilo que está sob nossa responsabilidade e entregamos ao Senhor o que não podemos resolver.
Quando a preocupação retornar, devemos voltar à oração. Algumas cargas precisam ser entregues muitas vezes, porque o coração tende a recuperá-las depois de alguns minutos.
Descansar em Deus não é nunca sentir ansiedade; é aprender repetidamente a lançar sobre Ele aquilo que nos deixa ansiosos.
O Senhor guarda a nossa caminhada
O restante do Salmo 121 declara que Deus não permitirá que o pé do Seu servo vacile e que o guarda de Israel não dorme. O Senhor não fica distraído, cansado ou incapaz de acompanhar Seu povo.
Os guardas humanos precisam descansar. Podem deixar de perceber um perigo ou cometer erros. Deus, porém, possui conhecimento constante e perfeito.
Ele conhece o caminho antes que o percorramos. Vê perigos que não conseguimos perceber e pode fechar portas que pareciam vantajosas.
Às vezes ficamos frustrados quando um plano não se realiza, mas não sabemos de quais consequências Deus pode estar nos preservando. Em outras ocasiões, o Senhor permite que atravessemos um caminho difícil porque deseja formar algo em nosso caráter.
Sua proteção não deve ser interpretada como promessa de uma vida sem perdas. O salmo oferece segurança de que a vida dos que pertencem a Deus permanece debaixo do Seu cuidado soberano.
Deus é sol e escudo
Porque o Senhor Deus é sol e escudo;
o Senhor dará graça e glória;
não negará bem algum
aos que andam na retidão.Salmos 84:11
O Senhor é apresentado como sol e escudo. Como sol, Ele ilumina, aquece e dá vida. Como escudo, protege, guarda e sustenta.
Precisamos dessas duas realidades. Necessitamos de luz para conhecer o caminho e de proteção para permanecer nele. Sem a Palavra de Deus, facilmente confundimos nossos desejos com Sua vontade. Sem Sua graça, não possuímos força para continuar.
Cristo é a luz do mundo. Ele revela o Pai, expõe o pecado e conduz Seu povo no caminho da verdade. Quem O segue não permanece nas trevas, mas possui a luz da vida.
Ao mesmo tempo, Cristo é nosso refúgio contra a condenação. Na cruz, recebeu a penalidade dos pecadores e tornou-se a segurança eterna de todos os que creem.
O que significa não negar bem algum?
A declaração de que Deus não negará bem algum aos que andam em retidão não significa que Ele concederá tudo o que consideramos bom. Nossa percepção é limitada e frequentemente confundimos desejos com necessidades.
Podemos acreditar que determinada oportunidade, relacionamento ou recurso será indispensável para nossa felicidade. Deus, porém, conhece o futuro e sabe se aquilo realmente contribuirá para nosso bem eterno.
Se o Senhor nega alguma coisa, isso significa que, naquele momento, ela não constitui o melhor segundo Sua sabedoria. Ele pode concedê-la depois, substituí-la por algo diferente ou ensinar-nos a permanecer satisfeitos sem ela.
Paulo pediu que seu espinho na carne fosse removido. Deus não atendeu ao pedido da forma esperada, mas concedeu graça suficiente. A ausência da cura não significava ausência de bondade.
O maior bem que Deus oferece é Ele mesmo. Podemos perder vantagens terrenas e continuar possuindo tudo aquilo que é necessário para a salvação, a santidade e a vida eterna.
Andar em retidão
O Salmo 84 relaciona a promessa aos que andam em retidão. Isso não significa que pessoas moralmente perfeitas conquistam bênçãos mediante seu desempenho.
Todos pecaram e necessitam da graça. Nossa aceitação diante de Deus depende da justiça de Cristo, recebida pela fé.
Entretanto, a fé verdadeira produz uma nova direção. Aquele que foi alcançado por Cristo começa a desejar obedecer, abandonar o pecado e viver de maneira coerente com o evangelho.
Andar em retidão não significa nunca tropeçar. Significa não fazer paz com a desobediência. Quando o cristão cai, confessa, arrepende-se e retorna ao caminho.
A obediência não compra o amor de Deus, mas demonstra que fomos alcançados por esse amor. Jesus declarou que aqueles que O amam guardam Seus mandamentos.
Deus não abandona imediatamente cada filho que tropeça
O texto original afirmava que, se não fizermos o que Deus ordenou, Ele irá embora. Essa ideia precisa ser esclarecida.
O pecado prejudica nossa comunhão, entristece o Espírito e pode trazer disciplina e consequências dolorosas. Não devemos tratar a desobediência como algo pequeno.
Contudo, a segurança do cristão não depende de nunca cometer uma falha. Se Deus abandonasse definitivamente Seus filhos a cada tropeço, ninguém poderia permanecer.
Pedro negou Jesus três vezes, mas foi restaurado. Davi caiu em pecados graves, recebeu disciplina e encontrou perdão quando se arrependeu.
O verdadeiro filho de Deus não utiliza essa segurança como licença para pecar. Pelo contrário, ao compreender a graça, deseja viver de maneira agradável ao Pai.
Deus disciplina aqueles que ama. Sua correção não é sinal de que deixou de ser Pai, mas demonstra que não permitirá que Seus filhos permaneçam confortavelmente em caminhos destrutivos.
Bem-aventurado aquele que confia
Senhor dos Exércitos,
bem-aventurado o homem
que em ti põe a sua confiança.Salmos 84:12
O salmo termina chamando de bem-aventurado aquele que confia no Senhor. Essa pessoa é feliz não porque possui uma vida sem problemas, mas porque sua segurança está firmada em um Deus que não muda.
O dinheiro pode desaparecer, a saúde pode enfraquecer e as pessoas podem falhar. O Senhor permanece fiel em todas as gerações.
Por isso, bem-aventurado é o homem que confia no Senhor. Ele pode atravessar períodos de seca sem perder completamente a esperança, porque suas raízes estão em uma fonte que não depende das circunstâncias.
Sua paz não nasce do controle do futuro. Surge da certeza de que o futuro está nas mãos do Senhor.
A força para permanecer na batalha
Permanecer “no pé da batalha” significa continuar firme quando surgem oposição, tentações e cansaço. Contudo, nossa batalha não deve ser entendida apenas como conflito contra pessoas.
Paulo ensina que a luta cristã possui uma dimensão espiritual. Enfrentamos mentiras, tentações, incredulidade e forças do mal. Por isso, precisamos vestir toda a armadura de Deus.
A verdade protege contra o engano. A justiça guarda nosso testemunho. A fé funciona como escudo contra os dardos do maligno. A Palavra de Deus é a espada do Espírito, e a oração mantém-nos dependentes.
Isso não autoriza o cristão a enxergar todas as pessoas que discordam dele como inimigas espirituais. Somos chamados a tratar os seres humanos com amor, enquanto resistimos ao pecado e às mentiras.
Nossa força não está em gritar mais alto, atacar pessoas ou demonstrar superioridade. Está em permanecer na verdade, amar os inimigos, obedecer a Cristo e perseverar em oração.
A presença de Deus é melhor do que qualquer vitória
O centro do Salmo 84 não é uma batalha, mas a presença de Deus. O salmista deseja os átrios do Senhor, chama felizes os que habitam em Sua casa e reconhece que Deus é sol e escudo.
Isso nos ensina que não devemos procurar o Senhor apenas para vencer problemas. Ele é maior do que qualquer resposta que possa conceder.
Podemos receber uma vitória e, ainda assim, permanecer espiritualmente vazios se não desejarmos comunhão com Deus. Também podemos atravessar uma perda e continuar profundamente enriquecidos se o Senhor for nosso tesouro.
A reflexão sobre o desejo de permanecer na casa do Senhor recorda que a proximidade com Deus vale mais do que os prazeres passageiros oferecidos longe Dele.
A igreja não substitui Deus, mas é um dos lugares nos quais Ele decidiu alimentar, corrigir e fortalecer Seu povo. Não devemos abandonar a comunhão, especialmente durante períodos de fraqueza.
Como fortalecer a confiança no Senhor?
Primeiramente, precisamos conhecer a Palavra. A confiança não cresce apenas repetindo que tudo dará certo. Ela cresce quando conhecemos o caráter de Deus, Suas obras e Suas promessas.
Também devemos desenvolver uma vida de oração. Podemos apresentar medos, decisões e necessidades sem tentar esconder nossa fragilidade.
É importante recordar os livramentos anteriores. A memória da fidelidade divina fortalece o coração para enfrentar novas dificuldades.
A comunhão da igreja também é necessária. Irmãos maduros podem orar, aconselhar e ajudar-nos a distinguir fé de imprudência.
Finalmente, devemos obedecer. A confiança não é apenas uma declaração pronunciada durante uma crise. Demonstramos que cremos quando escolhemos os caminhos do Senhor, mesmo que uma alternativa pecaminosa pareça mais rápida.
Quando o medo aparecer
Quando o medo surgir, não precisamos fingir que ele não existe. Podemos levá-lo ao Senhor e perguntar o que a Palavra diz sobre a situação.
Talvez seja necessário agir, estabelecer limites, procurar ajuda ou tomar uma decisão difícil. Confiar em Deus não significa permanecer imóvel quando a sabedoria ordena ação.
Também precisamos distinguir entre perigos reais e cenários imaginados pela ansiedade. Muitas vezes sofremos antecipadamente por acontecimentos que nunca ocorrerão.
Jesus ensinou que cada dia possui seus próprios desafios. Não recebemos graça para viver todos os problemas imaginários do futuro de uma só vez, mas recebemos graça suficiente para obedecer hoje.
Quando o amanhã chegar, o mesmo Deus continuará presente.
Conclusão: nosso socorro vem do Senhor
O Salmo 84 apresenta o Senhor como Deus dos Exércitos, sol, escudo e fonte de todo verdadeiro bem. O Salmo 121 declara que nosso socorro vem do Criador do céu e da terra.
Essas verdades não prometem uma vida sem medo, sofrimento ou perdas. Elas oferecem algo mais firme: a certeza de que pertencemos a um Deus soberano, sábio e fiel.
Podemos clamar porque Ele ouve. Podemos avançar porque Ele guia. Podemos descansar porque Seu governo não depende da nossa capacidade de controlar todas as coisas.
Deus é nosso escudo, mas essa proteção não nos autoriza a agir com imprudência. Devemos utilizar os meios legítimos de cuidado e cumprir nossas responsabilidades.
O Senhor não negará aquilo que é verdadeiramente bom aos que andam em retidão. Se negar algo que desejamos, podemos confiar que Sua sabedoria conhece aquilo que não vemos.
Também devemos buscar obediência, não para comprar o favor divino, mas como resposta à graça recebida em Cristo. Quando tropeçarmos, aproximemo-nos com arrependimento, sabendo que o Pai corrige e restaura Seus filhos.
Talvez hoje exista uma batalha diante de nós. Talvez as forças estejam diminuindo e a mente esteja cheia de perguntas. Levantemos os olhos acima das circunstâncias e recordemos de onde vem o socorro.
Nosso socorro não vem da nossa capacidade, da aprovação das pessoas ou da estabilidade das circunstâncias. Nosso socorro vem do Senhor, que fez os céus e a terra.
Continuemos orando ao Deus dos Exércitos, permanecendo em Sua Palavra e buscando Sua presença. Ele pode remover a dificuldade, abrir um caminho ou sustentar-nos durante um processo longo.
Em qualquer resposta, Cristo continuará sendo suficiente. Ele é nosso Mediador, nossa justiça, nossa luz e nosso refúgio eterno.
“Senhor dos Exércitos, bem-aventurado o homem que em Ti põe a sua confiança.” Que essa declaração não permaneça apenas em nossos lábios, mas governe nossas decisões, nossos pensamentos e toda a nossa caminhada.
18 comments on “Bendito é aquele que confia em Deus”
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