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Até os apóstolos eram imperfeitos

Até os apóstolos eram imperfeitos

Desde o início da história humana, algo mudou drasticamente em nossa natureza. A Bíblia relata que, no princípio, o homem foi criado perfeito, à imagem e semelhança de Deus, com pureza, retidão e comunhão plena com o Criador. No entanto, tudo isso se rompeu no instante em que Adão desobedeceu ao mandato divino. Aquele único ato trouxe consequências devastadoras, não apenas para ele, mas para toda a sua descendência. Desde aquele dia, o pecado entrou no mundo e passou a arrastar todos os homens para longe de Deus. E mesmo milhares de anos depois, ainda sentimos o peso dessa herança caída.

Por causa disso, aquilo que antes era perfeição tornou-se imperfeição. Aquilo que era pureza tornou-se corrupção. O ser humano, criado para glorificar a Deus, tornou-se escravo de sua própria inclinação pecaminosa. De Adão ao último homem que nascerá na terra, todos carregamos a marca da queda. Nenhum de nós escapou dessa realidade. Até mesmo os grandes homens e mulheres da Bíblia que admiramos, que foram usados por Deus de forma extraordinária, também cometeram erros. Isso deveria nos encorajar, não a pecar, mas a lembrar que nossa imperfeição nunca será maior do que o plano redentor de Deus para nós.

O amor eterno de Deus é a resposta para a nossa miséria. Ele não nos ama porque somos bons, fortes ou dignos. Ele nos ama porque decidiu fazê-lo. Seu amor não tem explicação humana; ele simplesmente é.

E então surge uma pergunta natural: existiu algum homem perfeito na Bíblia além de Jesus? A resposta vem diretamente das Escrituras:

Pois todos pecaram e estão destituídos da glória de Deus.
Romanos 3:23

A Palavra de Deus é clara: todo ser humano falhou, desobedeceu e se afastou da perfeição original. Vemos isso nos relatos bíblicos. O apóstolo Pedro, tão fervoroso e apaixonado, negou Jesus três vezes diante de simples perguntas. Depois, agiu com hipocrisia ao tratar judeus e gentios de formas diferentes, recebendo até a repreensão pública de Paulo (Gálatas 2:11-14). Tomé duvidou da ressurreição e precisou ver e tocar para crer (João 20:29). Jonas fugiu da vontade de Deus e preferiu a destruição de Nínive à sua restauração. Davi, o homem segundo o coração de Deus, também caiu em gravíssimos pecados. E assim poderíamos listar muitos outros exemplos.

Por que a Bíblia não esconde esses erros? Porque ela não é um livro que exalta o homem, mas sim o Deus que salva o homem. Ela revela nossa condição real para revelar, ainda mais, a grandeza da graça divina. O ser humano é pecador, falho e limitado. Deus é perfeito, santo e verdadeiro.

Mas essa história não termina com a queda, e sim com a redenção. Depois de afirmar que todos pecaram, Paulo continua dizendo:

Sendo justificados gratuitamente por sua graça, por meio da redenção que há em Cristo Jesus.
Romanos 3:24

Aqui está a solução, o alívio, a esperança e a resposta para nossa imperfeição. Embora sejamos pecadores, Deus decidiu nos amar. Embora sejamos indignos, Ele nos estendeu graça. Embora não tivéssemos saída, Ele enviou Seu Filho. A cruz é a prova suprema de que Deus não desistiu da humanidade. Em Cristo fomos justificados — não por nossos méritos, mas pelo sacrifício perfeito Dele.

Portanto, mesmo reconhecendo nossa fragilidade, podemos viver confiantes. Não somos definidos por nossas falhas, mas pela obra redentora de Cristo. Ele nos amou primeiro, nos resgatou e continua transformando nossa vida. Que essa verdade fortaleça sua fé hoje.

O plano perfeito
Deus nos consola em todas as nossas tribulações

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