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Você é grato por Jesus? A história dos dez leprosos

VOCE E GRATO POR JESUS

Vamos ver a história dos dez leprosos em Lucas 17:11-18.

11 E aconteceu que, indo ele a Jerusalém, passava pela divisa entre a Samária e a Galiléia.

12 Ao entrar em certa aldeia, saíram-lhe ao encontro dez leprosos, os quais pararam de longe,

13 e levantaram a voz, dizendo: Jesus, Mestre, tem compaixão de nós!

14 Ele, logo que os viu, disse-lhes: Ide, e mostrai-vos aos sacerdotes. E aconteceu que, enquanto iam, ficaram limpos.

15 Um deles, vendo que fora curado, voltou glorificando a Deus em alta voz;

16 e prostrou-se com o rosto em terra aos pés de Jesus, dando-lhe graças; e este era samaritano.

17 Perguntou, pois, Jesus: Não foram limpos os dez? E os nove, onde estão?

18 Não se achou quem voltasse para dar glória a Deus, senão este estrangeiro?

19 E disse-lhe: Levanta-te, e vai; a tua fé te salvou.

Lucas 17:11-19

A história dos dez leprosos é uma das passagens mais profundas e ao mesmo tempo simples no Evangelho de Lucas, pois nos mostra a importância do reconhecimento, da fé e da gratidão. Enquanto Jesus estava a caminho de Jerusalém — onde enfrentaria Sua paixão, morte e ressurreição — Ele passa pela fronteira entre a Samaria e a Galileia. Nesse território de fronteiras, entre judeus e samaritanos, Jesus encontra dez leprosos.

Esses homens eram excluídos da sociedade. A lepra, além de uma doença terrível e dolorosa, causava impureza espiritual segundo a Lei de Moisés. Por isso, os leprosos eram obrigados a viver isolados, longe das famílias, do templo, do convívio e dos afetos. Eles tinham que gritar “impuro, impuro!” para que ninguém se aproximasse. Mesmo assim, eles reconhecem em Jesus a esperança que ninguém mais lhes podia oferecer. Chamam-no de “Mestre” e pedem misericórdia.

Jesus, então, lhes dá uma ordem peculiar: “Ide, e mostrai-vos aos sacerdotes.” De acordo com Levítico 13, quando um leproso era curado, deveria apresentar-se ao sacerdote, que o examinaria e declararia puro novamente. A ordem de Jesus, portanto, era um convite à fé: eles deveriam caminhar como se estivessem curados, mesmo antes de ver a cura acontecer. Em obediência, os dez leprosos partiram, e no caminho, maravilhosamente foram purificados.

O milagre aconteceu enquanto eles caminhavam em obediência. Entretanto, apenas um deles — um samaritano, considerado estrangeiro e desprezado pelos judeus — voltou para agradecer. Não apenas reconheceu Jesus como o autor da cura, mas retornou glorificando a Deus em alta voz. Ele se prostra aos pés do Mestre e lhe agradece de forma humilde e sincera.

Jesus, então, faz uma pergunta que ecoa até hoje: “Não foram limpos os dez? E os nove, onde estão?” Essa pergunta não é apenas retórica, mas um exame de consciência. Quantas vezes recebemos bênçãos, livramentos e misericórdia da parte de Deus e seguimos nossa vida como se nada tivesse acontecido? Como se tudo o que recebemos fosse apenas fruto da sorte ou do nosso esforço?

Como filhos de Deus, devemos ser gratos a Ele por tudo. Devemos glorificá-lo constantemente. Devemos agradecer não apenas pelas coisas boas, mas também pelas dificuldades que nos amadurecem e nos fazem depender mais Dele. Cristo morreu pelo perdão dos nossos pecados — e isso, por si só, já é motivo suficiente para vivermos em constante gratidão.

A história dos dez leprosos nos convida a sermos como aquele único que voltou. Ele não era o mais instruído, nem o mais esperado, mas foi o que enxergou além da própria cura. Ele viu, em Jesus, o Deus que cura o corpo e salva a alma. Que possamos também ser aqueles que retornam para dizer “obrigado”, reconhecendo que tudo o que temos vem de Deus. Que os nossos lábios se encham de louvor e que a nossa fé nos leve a honrar Aquele que nos salvou.

A única coisa que pode nos libertar
O difícil chamado do evangelho de Jesus Cristo

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