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Suas palavras não passarão

Suas palavras não passarão

Salomão disse: “Tudo o que está debaixo do céu é vaidade, vaidade de vaidades”. Essas palavras atravessam os séculos com uma força impressionante, lembrando-nos que tudo aquilo que o ser humano persegue com tanta intensidade — riqueza, status, poder, honra — é, no fim, algo que se desfaz como fumaça. O homem trabalha, se cansa, se desgasta para alcançar sonhos e metas, e embora algumas delas tragam alegria temporária, nenhuma é permanente. Tudo passa, tudo tem prazo, tudo perece. Mesmo aquilo que parece sólido e estável um dia se vai. Por isso, Salomão nos mostra que a verdadeira sabedoria consiste em reconhecer a fragilidade das coisas terrenas e correr atrás daquilo que é eterno.

Isso não significa que não devamos trabalhar, planejar ou buscar o melhor para nossas vidas. Mas significa que nada disso pode ocupar o lugar central que pertence somente a Deus. A vida humana, com todas as suas conquistas, é como um vapor que aparece por um instante e logo se dissipa. E se nos apegarmos a esse vapor como se fosse rocha, terminaremos frustrados. A verdadeira segurança não está nas coisas que vemos, mas nas promessas eternas de Deus.

Jesus também nos falou sobre isso de maneira profunda e direta:

36 Quanto ao dia e à hora ninguém sabe,
nem os anjos dos céus, nem o Filho, senão somente o Pai.

37 Como foi nos dias de Noé, assim também será na vinda do Filho do homem.

Mateus 24:35-37

Aqui Cristo nos lembra de outra verdade eternamente importante: o tempo presente não é permanente. Haverá um fim. Haverá um dia em que o Filho do homem virá em glória. E assim como nos dias de Noé, quando muitos viviam suas vidas como se nada fosse acontecer, assim também ocorrerá nos últimos dias. As pessoas estarão ocupadas, distraídas, correndo atrás de seus próprios interesses, esquecidas da eternidade — até que o Filho do Homem apareça.

Por isso Jesus nos adverte: o céu e a terra passarão. Todos os nossos bens, nossos carros, nossas casas, nossos projetos, nossas posses… tudo terá um fim. Os prédios mais altos do mundo desabarão com o tempo. As mansões mais fortes desmoronarão. As fortunas mais impressionantes desaparecerão. Nada do que hoje chamamos de “meu” será nosso para sempre.

E, sabendo disso, como viveremos? Devemos viver como peregrinos que sabem que esta terra não é nosso lar definitivo. Não podemos nos apegar às coisas deste mundo como se fossem eternas, pois não são. Paulo reforça essa verdade quando escreve: “Não atentando nós nas coisas que se veem, mas nas que não se veem; porque as que se veem são temporais, e as que não se veem são eternas.” (2 Coríntios 4:18). Aqui está a chave para a vida cristã equilibrada: olhar para o que é eterno e não para o que é passageiro.

A única coisa que jamais passará é a Palavra de Deus. Suas palavras são eternas, imutáveis, firmes como uma rocha que não se abala. Elas atravessam gerações, sustentam vidas, restauram corações e dão direção segura. A Palavra de Deus não se deteriora com o tempo, não perde eficácia, não expira. Pelo contrário, ela é viva e eficaz, produzindo vida eterna em todos aqueles que a abraçam e a guardam.

Por isso, devemos nos apegar a ela com toda a força do nosso coração. Devemos moldar nossa vida por ela, orientar nossa família por ela, tomar nossas decisões por ela. Tudo neste mundo pode ruir, mas quem está firmado na Palavra permanece para sempre. O mundo corre atrás do vento, mas nós corremos atrás da eternidade.

Conclusão: Que vivamos conscientes de que tudo o que é terreno tem um fim. Não desperdicemos nossa vida correndo atrás do que perece. Corramos com perseverança rumo às promessas eternas, firmados na Palavra de Deus, certos de que somente aquilo que é eterno tem valor real diante do céu.

Recorram ao Senhor e ao seu poder
Bem-aventurados aqueles que não viram e acreditaram

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