A mensagem do Evangelho deve permanecer viva nos lábios de todos os cristãos, pois ela é o poder de Deus para a salvação. Não existe anúncio mais importante, urgente e transformador do que as boas-novas de Jesus Cristo.
O Evangelho deve ocupar o centro da vida cristã
O Evangelho é a base de tudo aquilo que cremos como cristãos. Ele não deve aparecer apenas em campanhas evangelísticas, cultos especiais ou mensagens dirigidas aos visitantes. O Evangelho precisa ocupar o centro de nossas conversas, de nossa adoração, de nossas pregações e de toda a nossa caminhada com Deus.
Quando falamos do Evangelho, não estamos tratando de uma ideia criada por homens, de uma filosofia religiosa ou de um método de aperfeiçoamento pessoal. Estamos falando da notícia anunciada pelo próprio Deus: pecadores culpados podem receber perdão, reconciliação e vida eterna por meio da pessoa e da obra de Jesus Cristo.
Essa mensagem não deve ser considerada apenas o primeiro passo da vida cristã. Algumas pessoas pensam que o Evangelho serve somente para converter quem ainda não conhece Jesus e que, depois disso, o cristão precisa avançar para assuntos supostamente mais profundos. Entretanto, toda a vida cristã continua fundamentada na mesma verdade da cruz.
Precisamos do Evangelho quando somos convertidos e continuamos necessitando dele todos os dias. É por meio dessa mensagem que recordamos que nossa aceitação diante de Deus não está baseada em nossa perfeição, mas na justiça de Cristo. O Evangelho combate nosso orgulho, consola nossa consciência e fortalece nossa esperança.
Uma igreja saudável jamais se cansa de falar sobre Jesus, Sua cruz e Sua ressurreição. Ela pode abordar muitos temas bíblicos, mas todos devem estar conectados à obra redentora do Filho de Deus.
O Evangelho significa boas-novas
A palavra “evangelho” significa boas-novas ou boa notícia. Isso nos ajuda a compreender que sua mensagem não começa com aquilo que o ser humano precisa fazer para alcançar Deus, mas com aquilo que Deus já fez para salvar o ser humano.
A humanidade se encontra debaixo do pecado e incapaz de produzir por suas próprias forças a justiça necessária para permanecer diante do Deus santo. Nenhuma quantidade de obras, cerimônias ou esforços religiosos consegue apagar a culpa acumulada diante do Senhor.
É justamente nesse cenário que a boa notícia brilha. Deus não abandonou pecadores à sua própria condenação. Ele enviou Seu Filho ao mundo para viver a vida perfeita que não conseguimos viver, receber o castigo que merecíamos e vencer a morte por meio da ressurreição.
O Evangelho é uma notícia boa porque anuncia que existe perdão para o culpado, esperança para o desesperado e vida para aquele que está espiritualmente morto. O pecador não precisa permanecer preso à sua antiga condição. Em Cristo, pode receber uma nova identidade.
Essa notícia também é boa porque a salvação não precisa ser comprada. Nenhum ser humano teria recursos suficientes para pagá-la. Ela é oferecida gratuitamente pela graça, embora tenha custado ao Filho de Deus um preço incalculável.
O problema que o Evangelho resolve
Para compreender a grandeza do Evangelho, precisamos reconhecer a gravidade do pecado. Quando o pecado é reduzido a pequenos erros ou falhas de comportamento, a cruz também parece desnecessária. Se o ser humano precisa apenas melhorar alguns hábitos, então poderia resolver sua situação com conselhos e disciplina.
A Bíblia, porém, apresenta um diagnóstico muito mais profundo. O pecado é rebelião contra Deus. Ele alcança nossos pensamentos, desejos, palavras e ações. Não somos pecadores apenas porque cometemos atos errados; cometemos atos errados porque nosso coração está inclinado a afastar-se do Criador.
Por causa do pecado, o ser humano está separado de Deus, debaixo de condenação e espiritualmente morto. Essa condição não pode ser resolvida por educação, prosperidade, experiências religiosas ou boas intenções.
Precisamos de uma intervenção divina. Precisamos que nossa culpa seja removida, que a justiça de Deus seja satisfeita e que nosso coração seja transformado. Essa é exatamente a obra anunciada pelo Evangelho.
O Evangelho não oferece apenas uma vida mais confortável; ele oferece reconciliação com Deus. Ele não existe principalmente para ajudar pessoas a alcançarem seus sonhos terrenos, mas para conduzir pecadores da morte para a vida.
Nenhuma mensagem é capaz de substituir o Evangelho
Podemos falar sobre muitos assuntos importantes. É necessário ensinar sobre família, oração, santidade, sofrimento, esperança, igreja e vida cotidiana. Contudo, nenhum desses temas pode substituir a mensagem central da salvação em Cristo.
Podemos descrever os horrores do juízo e advertir sobre o inferno. Essas verdades fazem parte do ensino bíblico e não devem ser escondidas. Entretanto, o medo da condenação, por si só, não possui poder para regenerar o coração.
Também podemos falar sobre milagres, curas e manifestações extraordinárias. Os milagres de Jesus confirmaram Sua identidade e demonstraram compaixão pelos necessitados. Porém, muitas pessoas viram milagres e continuaram incrédulas.
Podemos ainda anunciar prosperidade, conquistas e soluções para problemas terrenos. Essas mensagens podem despertar entusiasmo temporário, mas não removem a culpa, não concedem um novo coração e não reconciliam ninguém com Deus.
Somente o Evangelho apresenta o Salvador. Somente ele explica a cruz, anuncia o perdão e chama o pecador ao arrependimento e à fé. Por isso, nenhuma mensagem deve ocupar o lugar que pertence exclusivamente às boas-novas.
Milagres podem impressionar, mas somente Deus converte
Durante o ministério de Jesus, multidões se aproximaram para contemplar Seus milagres. Viram cegos recuperarem a visão, paralíticos andarem, enfermos serem curados e até mortos voltarem à vida. Apesar dessas manifestações poderosas, muitos não se tornaram discípulos verdadeiros.
Alguns seguiam Jesus apenas por causa do pão. Outros desejavam testemunhar novos sinais. Havia também aqueles que observavam os milagres e, mesmo assim, procuravam motivos para acusá-Lo.
Isso nos mostra que uma experiência extraordinária não garante a conversão. Uma pessoa pode sentir emoção, admiração ou temor e continuar sem arrependimento. A transformação espiritual exige a atuação de Deus no coração.
O Espírito Santo utiliza a mensagem do Evangelho para convencer o mundo do pecado, da justiça e do juízo. Ele abre o entendimento, revela a beleza de Cristo e concede ao pecador a capacidade de responder com fé.
Por essa razão, não devemos confiar em manipulações emocionais, ambientes cuidadosamente preparados ou técnicas humanas de persuasão. Podemos utilizar recursos úteis para comunicar melhor, mas nossa dependência deve permanecer no poder de Deus.
O Evangelho confronta o pecado
A boa notícia da salvação não pode ser compreendida sem a má notícia da nossa condição. Antes de apresentar o remédio, precisamos explicar a enfermidade. Antes de falar sobre perdão, precisamos mostrar por que o perdão é necessário.
O Evangelho confronta o orgulho humano ao declarar que ninguém consegue salvar a si mesmo. O religioso precisa da mesma graça que o criminoso. O rico, o pobre, o instruído e o ignorante estão igualmente dependentes de Cristo.
Isso não significa que todas as pessoas pratiquem os mesmos pecados ou causem o mesmo dano à sociedade. Significa que nenhuma delas possui justiça perfeita diante de Deus.
A mensagem da cruz remove qualquer motivo para vanglória. O salvo não pode olhar para os demais com superioridade, pois sabe que também estava perdido. Ele não encontrou o caminho por ser mais inteligente ou mais digno; foi alcançado pela misericórdia divina.
Ao mesmo tempo, o Evangelho não deixa o pecado sem resposta. Ele chama o pecador ao arrependimento, a abandonar sua rebelião e a render-se ao senhorio de Cristo.
Cristo é o coração do Evangelho
O Evangelho não é principalmente uma lista de regras, valores ou conselhos. Seu centro é uma pessoa: Jesus Cristo. Sem Ele, não existe Evangelho cristão.
Jesus é o Filho eterno de Deus, que assumiu uma verdadeira natureza humana. Ele não deixou de ser Deus quando se tornou homem. Em Sua encarnação, o Criador entrou na criação e habitou entre nós.
Cristo viveu em perfeita obediência ao Pai. Nunca mentiu, nunca agiu com egoísmo e nunca desobedeceu à lei divina. Sua vida santa era necessária porque Ele seria o substituto perfeito de pecadores.
Na cruz, Jesus levou nossa culpa sobre Seus ombros. Ele recebeu o castigo que nós merecíamos, satisfez a justiça de Deus e abriu o caminho para nossa reconciliação.
Sua morte não foi apenas o exemplo de alguém que sofreu injustamente. Foi um sacrifício substitutivo. O justo morreu pelos injustos para conduzi-los a Deus.
A cruz demonstra a justiça e o amor de Deus
A cruz é a maior demonstração de amor já apresentada. Deus amou pecadores ao ponto de entregar Seu único Filho para salvá-los. Esse amor não foi motivado por alguma dignidade encontrada em nós, mas pelo caráter misericordioso do próprio Deus.
Ao mesmo tempo, a cruz mostra a gravidade do pecado. Deus não ignorou nossa culpa nem fingiu que a rebelião nunca havia acontecido. O pecado foi verdadeiramente julgado, mas o castigo caiu sobre Cristo.
Na cruz, justiça e misericórdia se encontram. Deus permanece justo porque o pecado recebe sua punição, e manifesta graça porque essa punição é suportada pelo Salvador em lugar dos que creem.
Essa verdade impede que tratemos a salvação com superficialidade. O perdão é gratuito para nós, mas não foi barato. Custou o sangue precioso de Jesus.
Quando compreendemos isso, deixamos de enxergar a cruz apenas como um símbolo religioso. Ela se torna o centro de nossa esperança, o fundamento de nossa paz e a razão de nossa gratidão.
A ressurreição faz parte das boas-novas
O Evangelho não termina com Jesus morto e colocado em um túmulo. No terceiro dia, Ele ressuscitou dentre os mortos. A ressurreição é indispensável para a mensagem cristã.
Ao ressuscitar, Cristo demonstrou que a morte havia sido vencida, que Seu sacrifício havia sido aceito e que Ele verdadeiramente é o Filho de Deus.
Um salvador morto não poderia conceder vida eterna. Entretanto, Jesus vive, reina e intercede por Seu povo. Nossa fé não está fundamentada apenas na memória de um mestre do passado, mas em um Senhor vivo.
A ressurreição também garante a futura ressurreição dos cristãos. A morte não possui a palavra final sobre aqueles que pertencem a Cristo. Assim como Ele ressuscitou, Seu povo também será levantado.
O Evangelho anuncia uma obra completa: Cristo morreu por nossos pecados, foi sepultado e ressuscitou vitoriosamente.
Somos salvos pela graça, não por nossas obras
O Evangelho declara que a salvação é um presente de Deus. Ela não é um salário pago por bom comportamento nem uma recompensa concedida às pessoas mais religiosas.
Somos salvos pela graça de Deus, mediante a fé em Jesus Cristo. Isso significa que recebemos aquilo que jamais conseguiríamos conquistar por nossos próprios méritos.
As boas obras possuem um lugar importante na vida cristã, mas não são a causa de nossa justificação. Não obedecemos para comprar o amor de Deus; obedecemos porque fomos amados e transformados por Ele.
Se a salvação pudesse ser conquistada pelo esforço humano, a cruz seria desnecessária. Cristo não teria precisado morrer se conseguíssemos alcançar justiça por meio de disciplina, cerimônias ou caridade.
A graça destrói nosso orgulho, mas também oferece segurança. Nossa esperança não depende da instabilidade de nosso desempenho, mas da obra perfeita e consumada de Jesus.
A fé verdadeira produz transformação
Ser salvo pela graça não significa receber autorização para continuar vivendo em pecado. A mesma graça que perdoa também transforma, ensina e disciplina.
Quando o Espírito Santo regenera uma pessoa, novos desejos começam a surgir. O pecado que antes era praticado sem preocupação passa a entristecer a consciência. A Palavra de Deus se torna preciosa, e existe um novo desejo de agradar ao Senhor.
Essa transformação não acontece de maneira perfeita e instantânea. O cristão ainda enfrenta tentações, fraquezas e quedas. Contudo, já não vive em paz com a rebelião.
As boas obras são frutos da salvação. Assim como uma árvore viva produz frutos, uma pessoa alcançada pelo Evangelho começa a demonstrar mudanças em sua conduta, em seus relacionamentos e em suas prioridades.
Uma mensagem que promete perdão sem arrependimento e salvação sem transformação não apresenta fielmente o Evangelho bíblico.
A igreja precisa trazer o Evangelho de volta aos púlpitos
Em muitos ambientes, a mensagem da cruz tem sido substituída por discursos motivacionais, promessas de prosperidade e técnicas de sucesso pessoal. Fala-se muito sobre alcançar sonhos, vencer desafios e conquistar posições, mas pouco sobre pecado, arrependimento e reconciliação com Deus.
Algumas mensagens conseguem produzir entusiasmo e lotar auditórios, mas não apresentam claramente quem é Cristo nem por que Sua morte foi necessária. As pessoas saem animadas, porém continuam sem compreender o Evangelho.
A igreja precisa resistir à tentação de adaptar sua mensagem para agradar aos ouvidos. Sua missão não é apenas oferecer aquilo que as pessoas desejam ouvir, mas anunciar aquilo que Deus revelou.
Isso não significa que a pregação precise ser fria, confusa ou distante das necessidades reais. Pelo contrário, o Evangelho responde à necessidade mais profunda do ser humano e oferece esperança verdadeira.
Quando Cristo deixa de ocupar o centro do púlpito, a igreja pode manter atividades, música e movimentos, mas perde sua mensagem essencial.
Mensagens motivacionais não regeneram o coração
Uma palavra motivacional pode ajudar alguém a enfrentar um dia difícil, organizar seus objetivos ou recuperar a confiança. Não existe necessariamente algo errado em oferecer encorajamento. O problema ocorre quando esse tipo de discurso é apresentado como se fosse o próprio Evangelho.
O Evangelho não declara simplesmente que você é capaz, forte e destinado ao sucesso. Ele afirma que você é pecador, incapaz de salvar a si mesmo e completamente dependente de Cristo.
Ao mesmo tempo, ele oferece algo muito maior do que autoestima: oferece perdão, reconciliação, adoção e vida eterna.
A mensagem motivacional normalmente concentra a atenção no potencial humano. O Evangelho dirige toda a glória para Deus. Ele não melhora apenas a imagem que possuímos de nós mesmos; transforma nossa relação com o Criador.
A igreja não precisa abandonar o encorajamento, mas deve garantir que sua esperança esteja fundamentada em Cristo, e não em slogans vazios.
O Evangelho não depende de efeitos especiais
Vivemos em uma época marcada por imagens, vídeos, recursos tecnológicos e estratégias de comunicação. Essas ferramentas podem ser úteis para alcançar pessoas e apresentar a mensagem com clareza.
Entretanto, o poder do Evangelho não está na qualidade da iluminação, no tamanho do palco, na edição do vídeo ou na habilidade do comunicador. Seu poder procede de Deus.
A igreja primitiva não possuía os recursos tecnológicos disponíveis hoje. Mesmo assim, o Evangelho se espalhou por cidades e nações porque era anunciado com fidelidade e acompanhado pela atuação do Espírito Santo.
Podemos utilizar redes sociais, transmissões, blogs, podcasts e vídeos, mas não devemos imaginar que esses meios são capazes de produzir conversões. Eles transportam a mensagem; somente Deus transforma o coração.
A simplicidade do Evangelho não é fraqueza. Não precisamos adorná-lo com promessas inventadas para torná-lo atraente. Devemos apresentá-lo com clareza, amor e fidelidade.
A ordem de Jesus permanece válida
Antes de subir aos céus, Jesus entregou aos Seus discípulos uma missão clara:
15 E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura.
16 Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado.
Marcos 16:15-16
Essa ordem não foi limitada aos primeiros apóstolos nem perdeu sua validade com o passar dos séculos. A igreja continua responsável por anunciar Cristo a todas as nações.
A missão não está condicionada à cultura, à época ou à tecnologia. Enquanto existirem pessoas que não conhecem o Salvador, haverá necessidade de evangelização.
A ordem de Jesus também revela a abrangência da mensagem: “toda criatura”. O Evangelho não pertence a uma raça, classe social, idioma ou região específica. Ele deve ser anunciado aos ricos e pobres, instruídos e simples, jovens e idosos.
Pregar a mensagem é uma responsabilidade séria porque a resposta ao Evangelho possui consequências eternas. Quem crê em Cristo recebe vida; quem permanece na incredulidade continua debaixo de condenação.
Evangelizar não é uma atividade opcional
Muitos cristãos consideram a evangelização uma tarefa reservada aos pastores, missionários ou pessoas com facilidade para falar. Entretanto, todos os discípulos de Jesus são chamados a testemunhar.
Nem todos pregarão diante de grandes multidões, mas todos podem comunicar a esperança que possuem. Existem oportunidades dentro da família, no trabalho, na universidade, na vizinhança e nas conversas cotidianas.
Algumas pessoas podem explicar o Evangelho detalhadamente. Outras podem começar compartilhando como Cristo transformou sua vida e convidando alguém para ouvir a Palavra.
Também podemos utilizar passagens bíblicas para apresentar o Evangelho com clareza. A Escritura revela a realidade do pecado, a obra de Cristo e o chamado ao arrependimento.
O importante é não permanecer em silêncio por vergonha, medo ou comodidade. A mensagem que recebemos gratuitamente precisa ser compartilhada.
Devemos pregar com amor e fidelidade
Anunciar o Evangelho com coragem não significa falar de maneira agressiva ou tratar as pessoas com desprezo. O mensageiro de Cristo deve demonstrar amor, humildade e respeito.
Lembramos que também estávamos perdidos e que somente a graça nos alcançou. Não apresentamos o Evangelho como pessoas naturalmente superiores, mas como pecadores que encontraram misericórdia.
O amor, porém, não exige que escondamos verdades difíceis. Precisamos falar sobre pecado, juízo e arrependimento, mas fazendo isso com lágrimas, compaixão e desejo genuíno pela salvação do próximo.
Também não devemos alterar a mensagem para evitar rejeição. Algumas pessoas se ofenderão com a exclusividade de Cristo, com a necessidade de arrependimento ou com a condenação das obras humanas.
Nossa responsabilidade não é tornar o Evangelho aceitável a todos, mas apresentá-lo fielmente. O resultado pertence ao Senhor.
Dependemos da obra do Espírito Santo
Nenhuma pessoa pode produzir uma conversão verdadeira. Podemos apresentar argumentos, responder dúvidas e explicar as Escrituras, mas não podemos conceder vida espiritual.
Essa obra pertence ao Espírito Santo. Ele convence do pecado, ilumina a mente, remove a cegueira espiritual e conduz o pecador a reconhecer Cristo como Salvador.
Por isso, evangelização e oração devem caminhar juntas. Antes de falar com as pessoas sobre Deus, precisamos falar com Deus sobre as pessoas.
Devemos pedir oportunidades, sabedoria, coragem e palavras adequadas. Também precisamos orar para que o Senhor prepare o coração daqueles que ouvirão.
Compreender a obra do Espírito Santo protege-nos tanto da arrogância quanto do desânimo. Quando alguém crê, não podemos tomar a glória; quando alguém rejeita, não precisamos imaginar que tudo dependeu de nossa habilidade.
Nossas vidas devem confirmar a mensagem
O Evangelho precisa ser anunciado com palavras, mas nossa conduta deve confirmar aquilo que proclamamos. Uma vida marcada por desonestidade, egoísmo e falta de amor pode criar obstáculos desnecessários para quem nos observa.
Isso não significa que precisamos ser perfeitos antes de evangelizar. Nenhum cristão alcançará perfeição nesta vida. Contudo, devemos caminhar em arrependimento, buscar santidade e reconhecer nossos erros.
Quando falhamos, pedir perdão também pode ser uma demonstração do Evangelho. Mostramos que não confiamos em nossa própria justiça e que dependemos da graça.
Nosso modo de tratar a família, administrar o dinheiro, cumprir compromissos e responder às ofensas deve refletir a transformação produzida por Cristo.
As boas obras não substituem a proclamação verbal, mas tornam visível o caráter da mensagem que anunciamos.
As redes sociais também são um campo missionário
Hoje possuímos ferramentas que os primeiros discípulos não poderiam imaginar. Uma publicação pode alcançar pessoas em diferentes países em poucos minutos. Vídeos, textos, áudios e transmissões podem levar a mensagem muito além de nossa comunidade local.
Esses recursos devem ser utilizados com sabedoria. Em vez de preencher nossas páginas apenas com discussões, vaidade ou conteúdos sem valor, podemos compartilhar versículos, reflexões e explicações claras do Evangelho.
Também precisamos evitar transformar a evangelização digital em busca por reconhecimento. O objetivo não é construir nossa própria fama, mas apresentar Jesus.
Um conteúdo simples, fiel e produzido com amor pode ser utilizado por Deus para alcançar alguém que jamais entraria em uma igreja. Não conhecemos todas as pessoas que podem ser impactadas por uma mensagem publicada.
Ao mesmo tempo, as redes sociais não substituem completamente os relacionamentos pessoais. Precisamos estar dispostos a ouvir, responder perguntas e caminhar ao lado daqueles que demonstram interesse.
Não devemos sentir vergonha do Evangelho
O apóstolo Paulo declarou que não se envergonhava do Evangelho. Ele sabia que a mensagem da cruz era considerada loucura por muitos e ofensiva para outros, mas estava convencido de que ela era o poder de Deus para a salvação.
Também enfrentaremos pressão para esconder nossa fé ou suavizar partes da mensagem. Algumas pessoas aceitarão ouvir sobre amor, mas rejeitarão qualquer referência ao pecado. Outras admirarão Jesus como mestre, mas não O reconhecerão como único Salvador.
Não precisamos agir com arrogância, mas também não devemos pedir desculpas pela verdade. Cristo é o único caminho para o Pai, e essa afirmação faz parte das boas-novas.
A vergonha diminui quando lembramos o valor da mensagem e a necessidade daqueles que estão sem Cristo. Se realmente acreditamos que o Evangelho oferece vida eterna, não podemos tratá-lo como um segredo embaraçoso.
O mundo continua necessitando das boas-novas
A tecnologia avançou, as sociedades mudaram e o conhecimento humano aumentou, mas o problema fundamental permanece o mesmo. O ser humano continua pecador e necessita de reconciliação com Deus.
Nenhum avanço científico pode remover a culpa. Nenhum sistema político pode regenerar o coração. Nenhuma conquista financeira pode vencer a morte.
O mundo continua precisando ouvir que há perdão em Cristo, que a morte foi vencida e que existe esperança para além desta vida.
Existem pessoas ao nosso redor que aparentam possuir tudo, mas carregam um profundo vazio espiritual. Outras estão destruídas por vícios, culpa, medo e desespero. Todas precisam da mesma mensagem.
O Evangelho continua atual porque a necessidade humana continua a mesma e Cristo permanece o único Salvador.
Voltemos à simplicidade do Evangelho
A igreja não precisa encontrar uma mensagem melhor. Não existe uma notícia mais poderosa do que a morte e a ressurreição de Jesus pelos pecadores.
Precisamos voltar a anunciar que Deus é santo, o homem é pecador, Cristo é o Salvador e todos são chamados ao arrependimento e à fé.
Essa mensagem pode ser apresentada com criatividade, mas não deve ser alterada. Podemos mudar a linguagem para facilitar a compreensão, porém jamais modificar seu conteúdo.
Não precisamos esconder a cruz para atrair pessoas. A cruz é precisamente aquilo de que elas necessitam. Não devemos prometer uma vida sem sofrimento, mas apresentar um Salvador que permanece com Seu povo e concede esperança eterna.
A fidelidade pode não produzir a aprovação de todos, mas honra a Deus e entrega aos ouvintes a única mensagem capaz de salvá-los.
Que o Evangelho seja um hino em nossos lábios
Todos os cristãos receberam uma mensagem preciosa. Fomos alcançados pelas boas-novas, perdoados pela graça e chamados para anunciar as virtudes daquele que nos tirou das trevas para Sua maravilhosa luz.
Não devemos guardar essa verdade apenas para nós. Há familiares, amigos, vizinhos e colegas que precisam conhecer Jesus. Talvez não saibamos responder todas as perguntas, mas podemos começar compartilhando aquilo que compreendemos.
Devemos estudar as Escrituras, orar por coragem e aproveitar as oportunidades. Algumas conversas serão breves; outras poderão desenvolver-se ao longo de meses. Em todas elas, nossa dependência precisa estar no Senhor.
Que o Evangelho ocupe nossos púlpitos, nossos lares, nossas redes sociais e nossas conversas. Que nossas igrejas não se envergonhem da cruz nem substituam a verdade por mensagens agradáveis, mas incapazes de salvar.
Não existe mensagem melhor, mais urgente ou mais gloriosa. Cristo morreu pelos pecadores, ressuscitou vitorioso e oferece perdão e vida eterna a todos os que se arrependem e creem.
Vamos anunciar ao mundo quão bom é nosso Deus. Digamos aos homens que existe esperança, que a graça está disponível e que nenhum pecador está além do alcance de Cristo.
Que nossos lábios proclamem, nossas vidas confirmem e nossos corações celebrem o Evangelho. Esta é a mensagem que recebemos, esta é a missão que nos foi confiada e estas são as boas-novas que toda criatura precisa ouvir.