A Bíblia nos conta histórias com as quais podemos nos identificar com certas situações que nos acontecem neste mundo transitório. Uma dessas histórias é sobre aquela viúva que não tinha com que se alimentar ou o seu filho pequeno, eles só tiveram um último punhado de farinha para prepará-lo, comer e esperar pela morte, porque eram tempos em que o pão era escasso no povo de Israel. Mas essa história pode nos ensinar muito, desde que Deus chegou no momento perfeito através do profeta Elias, e ele encontrou a necessidade daquela senhora.
A narrativa da viúva de Sarepta é uma das mais belas passagens bíblicas sobre dependência total de Deus. Ela representa todas as pessoas que já enfrentaram dias difíceis, momentos de falta, períodos em que os recursos desaparecem e a esperança parece apertar o coração. Contudo, essa história revela um princípio eterno: Deus nunca chega atrasado e, quando Ele intervém, transforma o pouco em muito, a escassez em provisão e a tristeza em nova esperança.
A fé dessa viúva era mínima segundo os padrões humanos, mas ela ainda escolheu obedecer à palavra do profeta. Esse gesto simples, quase incompreensível em tempos de necessidade, se tornou a chave para um milagre extraordinário: o azeite e a farinha nunca mais faltaram em sua casa. Assim, aprendemos que quando oferecemos a Deus o pouco que temos, Ele multiplica e sustenta.
Devemos confiar plenamente em Deus, no meio da escassez, da nudez, dos problemas que parecem não ter solução, da doença e tudo o que se assemelha a um gigante, devemos manter nossa bandeira erguida e pronunciar: “Nada diminuirá minha fé, este é apenas um processo que me levará cada vez mais perto de Deus.”
Em nossa jornada espiritual, também enfrentamos gigantes internos e externos. Às vezes, o gigante é o medo do amanhã; outras vezes, é a dúvida que cresce silenciosamente no coração. Ainda assim, a Bíblia nos lembra constantemente que o Senhor é fiel e permanece conosco em todos os momentos. Ele não é um Deus distante, mas um Pai que cuida, protege e guia.
Quando entendemos essa verdade, começamos a ver nossos problemas com outra perspectiva. A tribulação deixa de ser castigo e passa a ser um processo de fortalecimento. As dificuldades deixam de ser barreiras e passam a ser oportunidades para ver a mão de Deus atuando em nossa história.
A Bíblia diz:
5 Seja a vossa vida isenta de ganância, contentando-vos com o que tendes; porque ele mesmo disse: Não te deixarei, nem te desampararei.
6 De modo que com plena confiança digamos: O Senhor é quem me ajuda, não temerei; que me fará o homem?
7 Lembrai-vos dos vossos guias, os quais vos falaram a palavra de Deus, e, atentando para o êxito da sua carreira, imitai-lhes a fé.
Hebreus 13:5-7
Quando nos vemos em tempos de necessidade monetária, muitas vezes temos a sensação de querer ter grandes somas de dinheiro e até mesmo questionar Deus, nos perguntando por que muitas pessoas que não são cristãs têm muitas posses e nós não. O salmista Asaf fez uma vez o mesmo, perguntando por que os bandidos prosperaram, no entanto, no final, ele se deu conta que isso não tem nada a ver com o amor que Deus sente por nós.
Asaf compreendeu que a prosperidade terrena não é sinal de aprovação divina, assim como a escassez não é sinal de rejeição. O amor de Deus por nós é imutável e não depende do saldo bancário, das roupas que vestimos ou das oportunidades que recebemos. Deus trabalha de acordo com seu propósito, e cada processo que enfrentamos contribui para formar nosso caráter e aproximar-nos dEle.
A verdade é que devemos confiar nessas palavras que Deus nos dá através desses versos. Acredite que Deus não nos abandonará, que sua mão forte nos acompanhará em qualquer situação da vida e que tudo que nos acontece é porque Deus quer nos fazer mais à sua imagem.
Assim como a farinha da viúva não acabou, assim como Elias foi sustentado no deserto e assim como Asaf encontrou respostas no santuário do Senhor, também nós encontraremos provisão, direção e paz. Deus continua sendo o mesmo, poderoso para suprir, restaurar e transformar. Quando colocamos nossa confiança Nele, descobrimos que até os momentos de escassez podem se tornar testemunhos de fé e milagres.