As tentações frequentemente chegam quando estamos cansados, necessitados, feridos ou emocionalmente vulneráveis. Por isso, precisamos revestir-nos de toda a armadura de Deus, permanecendo vigilantes, em oração e firmados nas Escrituras para não cedermos aos enganos do inimigo.
A tentação pode surgir em nossos momentos de fraqueza
Há momentos em que somos intensamente tentados por uma ou várias situações que atravessam nosso caminho. Às vezes, a tentação aparece quando nos falta alimento, dinheiro, emprego ou alguma necessidade básica. Em outras ocasiões, manifesta-se quando somos criticados, rejeitados, provocados ou injustiçados por um parente, amigo, colega de trabalho ou até mesmo por alguém de dentro de nossa própria casa.
O tentador procura explorar as áreas nas quais estamos mais vulneráveis. O cansaço pode abrir espaço para a irritação; a solidão pode alimentar desejos desordenados; a escassez pode levar-nos ao desespero; e uma ofensa pode despertar pensamentos de vingança. Isso não significa que nossas necessidades sejam pecaminosas, mas que podemos ser tentados a satisfazê-las por meios contrários à vontade de Deus.
Sentir fome não é pecado. Desejar justiça também não é pecado. Procurar segurança, descanso e companhia faz parte da experiência humana. O problema surge quando permitimos que esses desejos legítimos governem nosso coração a ponto de desobedecermos ao Senhor.
A tentação frequentemente oferece um caminho aparentemente rápido para atender a uma necessidade real, mas exige que abandonemos a confiança em Deus. Ela promete alívio imediato enquanto esconde as consequências espirituais da desobediência.
Por isso, precisamos conhecer nossas fraquezas. A pessoa que pensa estar completamente imune à tentação já começou a caminhar em terreno perigoso. A vigilância nasce do reconhecimento de que dependemos diariamente da graça do Senhor.
Jesus foi conduzido ao deserto
Depois de ser batizado, Jesus foi conduzido pelo Espírito ao deserto. Ali permaneceu durante quarenta dias e quarenta noites, jejuando. Ao final desse período, sentiu fome.
Depois de jejuar quarenta dias e quarenta noites, teve fome.
Mateus 4:2
Essa pequena declaração confirma a verdadeira humanidade de Cristo. Jesus não apenas parecia humano; Ele assumiu uma natureza humana real. Sentiu fome, sede, cansaço, tristeza e dor. No deserto, Sua fraqueza física não era imaginária.
Ao mesmo tempo, Jesus continuava sendo o Filho santo de Deus. Ele enfrentou a tentação sem possuir uma natureza pecaminosa. Diferentemente de nós, não havia em Cristo desejos corrompidos cooperando com a proposta do tentador.
O deserto também estabelece um contraste importante com o jardim do Éden. Adão foi tentado em um ambiente de abundância, cercado por tudo aquilo de que necessitava, e caiu. Cristo foi tentado no deserto, depois de um longo período sem alimento, e permaneceu perfeitamente obediente.
Israel também atravessou o deserto e repetidamente murmurou contra Deus. Jesus, porém, demonstrou a fidelidade que Israel não conseguiu demonstrar. Ele venceu onde Adão e o povo falharam.
A primeira tentação apelou para uma necessidade física
O tentador aproximou-se de Jesus e apresentou uma proposta diretamente relacionada à Sua fome:
O tentador aproximou-se dele e disse: “Se és o Filho de Deus, manda que estas pedras se transformem em pães”.
Mateus 4:3
Jesus possuía poder para realizar milagres. Mais tarde, multiplicaria pães e peixes para alimentar multidões. Portanto, o problema não estava simplesmente na possibilidade de transformar pedras em alimento.
A tentação consistia em utilizar Seu poder de maneira independente da vontade do Pai. Satanás procurava levar Jesus a abandonar a confiança, agir segundo a sugestão do inimigo e colocar a satisfação imediata acima da obediência.
A frase “se és o Filho de Deus” também procurava introduzir uma provocação. No batismo, o Pai havia declarado que Jesus era Seu Filho amado. O tentador tentou transformar essa identidade em motivo para uma demonstração independente.
A estratégia continua aparecendo em nossos dias. O pecado diz: “Se Deus realmente cuida de você, por que está passando necessidade? Resolva isso à sua maneira. Não espere. Não obedeça. Faça aquilo que parece mais conveniente agora”.
Quando estamos fragilizados, essa voz pode parecer razoável. Contudo, qualquer solução que exige desobediência é espiritualmente destrutiva, mesmo que ofereça algum benefício temporário.
Jesus respondeu: “Está escrito”
Jesus não iniciou uma longa discussão com o tentador nem tentou vencer por meio de ideias humanas. Sua resposta foi fundamentada na Palavra:
Jesus respondeu: “Está escrito: ‘Nem só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus’”.
Mateus 4:4
Cristo citou o livro de Deuteronômio, recordando a maneira como Deus havia sustentado Israel no deserto. O povo precisava aprender que sua vida não dependia somente dos recursos materiais, mas da fidelidade e da Palavra do Senhor.
Jesus não estava afirmando que o pão era desnecessário. O alimento é uma provisão legítima e importante. Ele estava ensinando que a obediência a Deus possui prioridade sobre a satisfação de uma necessidade física.
O homem necessita de alimento para o corpo, mas também precisa da verdade divina para a alma. Uma pessoa pode possuir uma mesa farta e continuar espiritualmente morta. Também pode viver com poucos recursos e ser sustentada por uma profunda comunhão com Deus.
A Palavra do Senhor é indispensável porque revela quem Deus é, expõe o pecado, conduz-nos a Cristo e orienta nossa caminhada. Entre tantos discursos humanos, precisamos reconhecer a única Palavra que verdadeiramente comunica vida e possui autoridade absoluta sobre nossa consciência.
A Bíblia não deve ser usada fora do contexto
Na segunda tentação, Satanás também citou as Escrituras. Isso demonstra que simplesmente repetir um versículo não significa que estamos interpretando corretamente a Bíblia.
O inimigo levou Jesus ao ponto mais alto do templo e citou palavras do Salmo 91, sugerindo que Ele se lançasse para baixo. A promessa da proteção divina foi retirada de seu propósito e transformada em justificativa para uma ação presunçosa.
A Palavra de Deus pode ser distorcida quando versículos são isolados, separados do contexto e utilizados para defender desejos humanos. Muitas falsas doutrinas não surgem da rejeição completa da Bíblia, mas de seu uso incorreto.
É possível citar promessas de provisão para justificar ganância, textos sobre autoridade para proteger líderes abusivos ou passagens sobre fé para acusar pessoas enfermas. Por isso, o cristão não deve contentar-se com frases soltas.
Precisamos estudar o contexto histórico, o propósito do autor, o conjunto das Escrituras e a centralidade de Cristo. A Bíblia interpreta a própria Bíblia e nunca contradiz seu ensino verdadeiro.
O conhecimento superficial de versículos pode ser insuficiente diante de um engano cuidadosamente elaborado. Precisamos crescer no entendimento da Palavra para distinguir a verdade de uma imitação religiosa.
Não devemos colocar Deus à prova
Jesus respondeu à segunda tentação afirmando: “Também está escrito: Não tentarás o Senhor teu Deus”. Ele recusou-se a criar um perigo desnecessário para exigir uma intervenção milagrosa do Pai.
Existe uma grande diferença entre confiar em Deus durante uma situação que não escolhemos e colocar-nos irresponsavelmente em perigo para obrigá-Lo a agir. A fé não é imprudência.
Uma pessoa não demonstra confiança ao ignorar orientações médicas, recusar toda prudência financeira ou tomar decisões perigosas sem necessidade. Também não deve cometer pecados deliberados esperando que Deus remova todas as consequências.
A verdadeira fé obedece. Ela não cria provas artificiais para verificar se Deus cumprirá Sua Palavra. Descansa no caráter do Senhor sem exigir espetáculos.
Jesus não precisava saltar do templo para confirmar Sua identidade. O testemunho do Pai já era suficiente. Da mesma forma, não precisamos buscar sinais extraordinários continuamente para acreditar que Deus permanece conosco.
A terceira tentação ofereceu glória sem a cruz
Na terceira tentação, Satanás mostrou a Jesus os reinos do mundo e ofereceu-Lhe sua glória em troca de adoração. A proposta apresentava um caminho para o domínio sem o sofrimento da cruz.
Jesus é o verdadeiro Rei e receberá todas as nações como Sua herança. Entretanto, esse reino seria estabelecido de acordo com o plano do Pai, passando pela obediência, pelo sofrimento, pela morte e pela ressurreição.
O tentador oferecia um atalho. A proposta era receber glória sem o caminho de sofrimento determinado por Deus. Porém, o preço seria a adoração ao inimigo.
Muitas tentações possuem essa mesma estrutura. Elas prometem uma conquista legítima por um caminho ilegítimo. Oferecem dinheiro por meio da desonestidade, prazer por meio da imoralidade, reconhecimento por meio da manipulação ou poder por meio da traição.
O cristão precisa aprender que não basta desejar algo bom; também é necessário buscá-lo de maneira que honre a Deus. Um resultado favorável não santifica métodos pecaminosos.
Somente Deus deve ser adorado
Jesus encerrou a terceira tentação ordenando que Satanás se afastasse e declarou que somente o Senhor deve ser adorado e servido.
Toda tentação possui, em seu nível mais profundo, uma dimensão relacionada à adoração. Quando pecamos, colocamos algum desejo, pessoa, objeto ou benefício acima de Deus.
A ganância adora o dinheiro. A vaidade adora a aprovação humana. A imoralidade transforma o prazer em senhor. O orgulho coloca o próprio indivíduo no centro de tudo.
Por isso, vencer a tentação não consiste apenas em evitar determinadas ações externas. Precisamos identificar aquilo que nosso coração está desejando mais do que a comunhão e a obediência ao Senhor.
Quando Deus ocupa o primeiro lugar, os demais desejos são colocados em sua posição correta. Continuamos necessitando de alimento, descanso, afeto e segurança, mas essas coisas deixam de governar nossa vida.
Ser tentado não é o mesmo que pecar
Jesus foi tentado, mas permaneceu sem pecado. Isso nos ajuda a compreender que a presença de uma tentação não significa automaticamente que já cometemos uma transgressão.
A tentação apresenta uma proposta. O pecado acontece quando o coração acolhe essa proposta, alimenta o desejo contrário à vontade de Deus e cede à desobediência.
Contudo, não devemos brincar com pensamentos pecaminosos sob o argumento de que ainda não praticamos o ato. Jesus ensinou que o pecado também pode desenvolver-se no coração.
Precisamos rejeitar a tentação em seu início. Quanto mais alimentamos uma ideia pecaminosa, mais forte ela se torna. Aquilo que começou como um pensamento pode transformar-se em planejamento e, depois, em ação.
Não devemos sentir vergonha de buscar ajuda quando enfrentamos uma luta persistente. Conversar com um pastor fiel ou um cristão maduro pode trazer oração, aconselhamento e responsabilidade.
As tentações também procedem de nossos próprios desejos
Embora Satanás seja um tentador real, não podemos atribuir a ele toda responsabilidade por nossos pecados. Tiago ensina que cada pessoa é tentada quando atraída e seduzida por sua própria cobiça.
O inimigo pode apresentar oportunidades, mentiras e provocações, mas encontra no coração caído desejos que precisam ser mortificados. Por isso, não é suficiente culpar o diabo, o ambiente ou outras pessoas.
Adão culpou Eva, e Eva apontou para a serpente. Desde a queda, o ser humano tenta escapar da responsabilidade. Entretanto, o arrependimento verdadeiro começa quando dizemos: “Eu pequei”.
Precisamos examinar quais desejos estão por trás de nossas quedas. Talvez seja a necessidade exagerada de aprovação, o amor ao dinheiro, o desejo de controlar tudo ou uma sede de prazer.
Ao identificar essas raízes, podemos confrontá-las com a verdade do evangelho. Em Cristo, recebemos uma identidade que não depende dos aplausos, um tesouro que não pode ser perdido e uma satisfação superior às promessas temporárias do pecado.
O inimigo procura ocasiões oportunas
O relato de Lucas afirma que, depois de concluir as tentações, o diabo afastou-se de Jesus até uma ocasião oportuna. Isso mostra que sua atividade não terminou definitivamente naquele momento.
O tentador é persistente e oportunista. Ele pode recuar por algum tempo e retornar quando percebe cansaço, desânimo, conflitos ou excesso de confiança.
Por essa razão, uma vitória passada não elimina a necessidade de vigilância presente. O fato de termos resistido ontem não garante automaticamente que permaneceremos firmes amanhã.
Também devemos ter cuidado depois de momentos de grande bênção espiritual. Jesus foi tentado depois de Seu batismo, quando a voz do Pai havia sido ouvida. Elias enfrentou profundo desânimo depois da vitória no monte Carmelo.
Experiências espirituais significativas não nos tornam invulneráveis. Devemos continuar orando, estudando a Palavra e dependendo do Senhor.
A necessidade pode aumentar nossa vulnerabilidade
A fome de Jesus era real. Do mesmo modo, nossas necessidades podem aumentar a pressão emocional e tornar algumas tentações mais atraentes.
Uma pessoa desempregada pode ser tentada a aceitar uma atividade desonesta. Alguém endividado pode sentir-se inclinado a mentir, fraudar ou buscar dinheiro por meios pecaminosos.
Quem vive em um relacionamento marcado por rejeição pode tornar-se vulnerável à atenção imprópria de outra pessoa. Aquele que está emocionalmente ferido pode buscar alívio em vícios ou comportamentos destrutivos.
Precisamos reconhecer essas pressões sem justificar o pecado. A necessidade explica parte da batalha, mas não transforma a desobediência em algo aceitável.
Nesses momentos, é importante procurar ajuda prática. A igreja deve cuidar dos necessitados, apoiar famílias em dificuldade e oferecer comunhão aos solitários. Algumas tentações ganham força quando a pessoa tenta enfrentar tudo completamente sozinha.
Quando somos atacados ou injustiçados
Nem todas as tentações estão relacionadas a necessidades materiais. Muitas surgem quando somos feridos por outras pessoas. Uma palavra injusta pode despertar ira, amargura e desejo de vingança.
Podemos sentir vontade de responder com a mesma agressividade, espalhar informações prejudiciais ou alimentar ressentimento durante anos. O coração começa a justificar essas atitudes afirmando que o outro merece sofrer.
A Bíblia não exige que neguemos a existência da injustiça. Existem situações que precisam ser confrontadas, denunciadas ou levadas às autoridades. Perdoar não significa proteger abusadores nem impedir a aplicação da justiça.
Entretanto, não podemos permitir que a dor nos transforme naquilo que condenamos. O cristão é chamado a não pagar mal com mal e a entregar a vingança final ao Senhor.
Cristo foi insultado, acusado falsamente e crucificado, mas não respondeu com pecado. Ele confiou naquele que julga justamente. Nele encontramos tanto o exemplo perfeito quanto a graça necessária para responder de maneira diferente.
Deus sempre oferece uma saída
Paulo ensina que nenhuma tentação nos alcançou que não seja humana. Deus é fiel e não permitirá que sejamos tentados além do que podemos suportar, mas providenciará o escape.
Essa promessa não significa que venceremos automaticamente sem tomar decisões. A saída pode exigir que abandonemos um ambiente, desliguemos um dispositivo, encerremos uma conversa ou confessemos uma luta.
José fugiu quando a mulher de Potifar tentou seduzi-lo. Ele não permaneceu no local para demonstrar força. Em algumas batalhas, fugir é a resposta mais sábia e espiritual.
A saída também pode consistir em pedir ajuda antes que a situação piore. O orgulho diz que conseguiremos controlar tudo sozinhos. A sabedoria reconhece os limites e procura apoio.
Deus promete uma saída, mas precisamos estar dispostos a utilizá-la. Não podemos pedir livramento enquanto protegemos as circunstâncias que alimentam a tentação.
Vigiai e orai
No jardim do Getsêmani, Jesus advertiu Seus discípulos para que vigiassem e orassem, a fim de não entrarem em tentação. O espírito estava pronto, mas a carne era fraca.
Vigiar significa permanecer atento. Precisamos observar nossos pensamentos, hábitos, relacionamentos e ambientes. Certos padrões frequentemente antecedem nossas quedas.
Algumas pessoas tornam-se mais vulneráveis quando estão cansadas. Outras, quando recebem dinheiro, ficam sozinhas ou acessam determinados conteúdos. Conhecer esses padrões ajuda-nos a estabelecer limites.
Orar significa reconhecer que a força não vem de nós. Podemos possuir conhecimento bíblico e ainda cair se confiarmos orgulhosamente em nossa capacidade.
A oração deve acontecer antes da tentação, durante a batalha e depois da vitória. Não devemos procurar Deus somente quando o desejo pecaminoso já se tornou quase incontrolável.
Encha sua mente com as Escrituras
Jesus respondeu às tentações com textos que estavam guardados em Seu coração. Isso demonstra a importância de conhecer as Escrituras antes que as crises cheguem.
Durante uma tentação intensa, talvez não tenhamos tempo ou clareza emocional para iniciar um estudo extenso. A Palavra memorizada pode trazer imediatamente uma verdade capaz de confrontar a mentira.
Quando somos tentados pela ansiedade, recordamos o cuidado do Pai. Diante da imoralidade, lembramos que nosso corpo pertence ao Senhor. Quando surge a vingança, pensamos no perdão que recebemos em Cristo.
A leitura bíblica não deve ser tratada como uma atividade destinada apenas a cumprir uma obrigação. Precisamos meditar, compreender e aplicar o texto.
Também devemos pedir sabedoria ao Espírito Santo. O objetivo não é acumular informações para impressionar outras pessoas, mas ter a mente renovada e preparada para obedecer.
Não alimente aquilo que deseja vencer
Algumas pessoas oram para vencer uma tentação enquanto continuam alimentando-a diariamente. Pedem pureza, mas consomem conteúdos que despertam pensamentos impuros. Pedem domínio próprio, mas mantêm acesso irrestrito àquilo que provoca suas quedas.
Não podemos controlar todas as tentações que aparecem, mas podemos tomar decisões sobre aquilo que permitimos permanecer diante de nossos olhos e em nossa mente.
Jesus utilizou uma linguagem forte ao ensinar que devemos cortar aquilo que nos leva a tropeçar. Ele não estava ordenando uma mutilação literal, mas mostrando que o pecado precisa ser tratado com seriedade.
Talvez seja necessário estabelecer filtros, mudar rotinas, evitar determinados lugares ou limitar contato com uma pessoa que se tornou ocasião constante de pecado.
Essas medidas não substituem a transformação do coração, mas demonstram que desejamos lutar. A graça de Deus não nos torna passivos; ela nos ensina a negar os desejos pecaminosos.
A comunhão cristã nos ajuda na batalha
Deus não planejou que enfrentássemos a vida cristã isoladamente. A igreja é uma comunidade na qual os irmãos oram, aconselham, corrigem e carregam as cargas uns dos outros.
O isolamento cria um ambiente favorável para pecados secretos. Quando ninguém conhece nossas lutas, podemos construir uma aparência pública enquanto o coração se deteriora.
Isso não significa que devemos compartilhar detalhes íntimos com qualquer pessoa. Precisamos procurar cristãos maduros, discretos e comprometidos com a verdade.
A confissão pode quebrar o poder da vergonha e da duplicidade. Um irmão fiel pode ajudar-nos a estabelecer limites, fazer perguntas difíceis e lembrar-nos do evangelho.
A igreja também deve evitar uma cultura na qual pessoas arrependidas tenham medo de pedir ajuda. O pecado precisa ser tratado com seriedade, mas os que desejam abandonar seus caminhos devem encontrar verdade, graça e acompanhamento.
Deus conhece nossas necessidades
Durante períodos de escassez, uma das maiores tentações é pensar que Deus não se importa. A demora de uma resposta pode alimentar murmuração e desespero.
Jesus ensinou que o Pai conhece nossas necessidades antes mesmo que peçamos. Ele cuida dos pássaros e veste as flores, e Seus filhos possuem valor muito maior.
Essa verdade não é uma promessa de luxo nem significa que receberemos tudo aquilo que desejamos. É uma chamada para confiar no cuidado sábio do Senhor enquanto buscamos Seu reino.
Podemos trabalhar, procurar emprego, organizar nossas finanças e pedir ajuda. A fé não elimina a responsabilidade. Entretanto, não precisamos recorrer ao pecado como se Deus tivesse deixado de governar.
Quando o medo tentar dominar-nos, podemos declarar com o salmista: “Protege-me, ó Deus, pois em Ti me refugio”. O refúgio no Senhor não é uma fuga da realidade, mas a decisão de enfrentá-la debaixo de Sua autoridade.
O cansaço também precisa ser levado a sério
O cansaço físico e emocional pode diminuir nossa capacidade de pensar com clareza. Depois de longos períodos sem descanso, pequenas provocações parecem enormes e decisões impulsivas tornam-se mais prováveis.
Precisamos lembrar que somos criaturas limitadas. Dormir, alimentar-se corretamente e reservar períodos de descanso não são necessariamente sinais de fraqueza espiritual.
Elias, depois de um momento de grande confronto, fugiu com medo e desejou morrer. Antes de apresentar-lhe novas instruções, Deus permitiu que dormisse e lhe concedeu alimento.
Nem todo problema espiritual é resolvido apenas dormindo, mas também não devemos espiritualizar de maneira irresponsável uma exaustão profunda. O corpo e a mente afetam nossa experiência.
Quando sentirmos que não possuímos mais forças, podemos recordar que o Senhor fortalece os cansados. Ele pode renovar-nos por meio da oração, da Palavra, do descanso e do cuidado de outras pessoas.
O que fazer depois de uma queda?
Alguns cristãos cedem à tentação e depois pensam que não existe mais esperança. A vergonha os leva a esconder-se de Deus e da igreja.
Essa reação repete o comportamento de Adão e Eva. O pecado nos convida a fugir justamente daquele que pode perdoar e restaurar.
Quando cairmos, devemos confessar sem desculpas. Deus é fiel e justo para perdoar os pecados e purificar-nos de toda injustiça.
O perdão não torna o pecado insignificante. Dependendo da queda, podem existir consequências, necessidade de restituição ou um processo de restauração. Porém, aquele que se arrepende verdadeiramente não deve acreditar na mentira de que Cristo é incapaz de perdoá-lo.
Pedro negou Jesus três vezes e depois foi restaurado. Sua história não terminou no fracasso. A graça não apenas o perdoou, mas também o ensinou a depender menos de sua própria força.
Cristo é um Salvador compassivo
Jesus não venceu a tentação apenas para oferecer-nos um exemplo distante. Ele é nosso perfeito representante e Sumo Sacerdote compassivo.
Por ter sido tentado sem pecado, compreende nossas fraquezas sem compartilhar nossa culpa. Podemos aproximar-nos do trono da graça para receber misericórdia e encontrar auxílio no momento oportuno.
A vitória de Cristo também é parte essencial de nossa salvação. Ele viveu a obediência perfeita que Adão e todos nós deixamos de viver.
Na cruz, recebeu a condenação de pecadores e ressuscitou vitorioso. Aqueles que estão unidos a Ele não lutam para conquistar o amor de Deus, mas porque já foram amados e recebidos.
Nossa esperança não está na perfeição de nossa resistência, mas na perfeição do Salvador. Isso não reduz nossa responsabilidade; dá-nos um fundamento seguro para continuar lutando.
A vitória final pertence ao Senhor
Enquanto estivermos neste mundo, enfrentaremos tentações. Não alcançaremos um ponto em que a vigilância seja desnecessária.
Entretanto, a batalha não continuará para sempre. Cristo já derrotou o poder do pecado e garantiu a condenação final de Satanás.
Um dia, os crentes serão glorificados e não terão mais qualquer desejo de desobedecer. A presença do pecado será completamente removida.
Essa esperança encoraja-nos no presente. Cada resistência, cada confissão e cada decisão de obediência aponta para a obra que Deus está realizando em nós.
Podemos perder algumas batalhas, mas Cristo não perderá nenhum daqueles que verdadeiramente Lhe pertencem. Ele continuará corrigindo, sustentando e santificando Seu povo.
Conclusão: permaneça firme na Palavra
Jesus enfrentou o tentador quando estava fisicamente enfraquecido, mas não abandonou a vontade do Pai. Ele recusou transformar pedras em pães por sugestão do inimigo, não colocou Deus à prova e rejeitou a oferta de glória sem a cruz.
Em cada ocasião, respondeu com a verdade das Escrituras. Sua vitória mostra a perfeita obediência do Filho e também nos ensina a importância de uma mente firmada na Palavra.
As tentações podem surgir por meio da necessidade, da ofensa, do medo, da solidão ou do desejo de obter resultados rápidos. O inimigo procurará transformar nossas fraquezas em oportunidades para afastar-nos de Deus.
Por isso, vigie e ore. Conheça suas áreas de vulnerabilidade, não alimente pensamentos pecaminosos e busque ajuda de irmãos maduros. Utilize os meios de graça que Deus concedeu à igreja.
Quando estiver cansado, descanse no Senhor. Quando enfrentar escassez, aja com responsabilidade sem abandonar a confiança. Quando for ofendido, não permita que a amargura governe seu coração.
Se cair, não permaneça escondido. Confesse o pecado, volte-se para Cristo e aceite o processo necessário de restauração. A graça de Deus é maior do que o fracasso de quem se arrepende verdadeiramente.
Nem só de pão viverá o homem, mas de toda Palavra que procede da boca de Deus. O alimento sustenta o corpo durante algum tempo, mas a verdade do Senhor dirige-nos à vida eterna.
Permaneça firme, pois Cristo conhece suas fraquezas e oferece auxílio no momento oportuno. A tentação é real, mas não é soberana. Satanás é astuto, mas não é todo-poderoso. Deus permanece fiel e sempre será maior do que qualquer batalha enfrentada por Seus filhos.
57 comments on “Nem só de pão viverá o homem”
Deus é tudo na nossa vida .ele nos supleende .cada vez mais Deus é fiel
É verdade Jesus e tudo na minha vida cada dia cada momento ele tem o melhor pra nossa vida
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Amém Jesus é poderoso resistiu contra os ataques do inimigo.
Jesus é poderoso resistiu contra os ataques do inimigo.
Amém Deus
Toda honra e toda glória sejam dadas a Ti Senhor.
Não nos deixeis cair em tentação ó Pai, e livrai-nos de todo o mal. Que saibamos resistir o inimigo Senhor, e que aprendamos a confiar sempre em Ti, e a esperar em Ti. Que não caiamos nas graças do inimigo por falta de paciência, e sejamos como Jesus que mesmo com fome soube esperar em Deus.
Te amo Senhor
Deus é poderoso,nos dá um pouco dessa força e sabedoria senhor
Me consolou muito!!!
O meu deus me ajuda dessas tentacao do inimigo so sabem mim criticar mas o senhor sabe de tudo
Senhor, não deixais cairdes nas tentações do inimigo. Amém!
Muito abençoado
Amém gloria Deus
Amém.
O Senhor é meu Pastor e nada me faltará.
Deus é tudo da minha vida e ele que dá as coisas que a gente precisa é ele que ajuda quando estamos precisando ele que dá força e que ajuda nas horas mais difícil ele sempre está do nosso lado Obrigado pai por tudo que o Senhor faz na minha vida sem o senhor não sou nada por isso eu preciso do Senhor na minha vida AMÉM
Amém. Meu Deus todo poderoso toda hora e gliria.
Deus é pai,todo poderoso,o controlador de todas situaçoes.
Gloria gloria a Deus !
Amem denhor .
Obrigado por mas uma noite abencoada e mais un começo de dia : obrigado Deus.
Jesus, meu Senhor e meu Deus, me livra de todos os males e daí-nos o pão de cada dia! Protege a mim e minha família, e nao nos deixe cair em tentação Senhor, a fim de que sigamos sempre as tuas santas palavras e os teus mandamentos! Tem misericórdia de nós e nos tira desse deserto, pois sei que só Tu meu Deus e poderoso, bondoso e pode nos ajudar e salvar! Amém!
Meu Deus eu te peço que me fortalece cada dia com a tuas Palavras e Sabedoria em nome do Senhor e Salvador Jesus Cristo 🙏🙏🙏
Amém 🙏🏾 Pai muito obrigado por tudo Gratidão sempre em nome de Jesus Cristo Amém 🙏🏾
Amém JESUS restaura à minha vida todos os dias em todas áreas amém
Deus maravilhoso eu te agradeço por tantos livramentos, a cada dia que passa mais eu te amo! GRATIDÃO! !!
Louvada seja Deus nas alturas! Amém!!🙌
Bom dia há todos que Deus venha abençoa todos
Glória aDeus Amém 🙏
O senhor é meu pastor e nada faltará 🙏💓
Amém pela palavra encojadora.
Devemos ter fé para alcançar, tudo no tempo do Senhor.
Deus nunca desampara seus filhos, e sempre que precisamos, ele nos socorre.
Glória ao nosso Deus. O Senhor é o meu pastor e nada me faltará. Amém 🙏
Obrigado deus, eu creio na tua palavra, Amem
Amém Senhor de todos👐👐👐👐
Muito Obrigado Senhor por esta Vitoria
Deus seja sempre louvado
Amém sermos paciente e esperar em Deus sendo bons filhos…
Gostaria de saber se têm como. Tirar essas propagandas de natura. E também outras propagandas. Que atrapalha o texto.
Os que confuso no senhor são como montes de Sião q não se abalam
Glória a Deus,senhor Jesus mi livra de toda tentações do inimigo senhor Jesus,meu amado senhor Jesus eu sou um homem fraco senhor mas com o seu santo nome Jesus eu serei forte,senhor Jesus peço perdão dos meus pecados,dos meus erros em nome do senhor Jesus Cristo amém.
Glórias à Deus, Aleluia.
Peco a Deus que me ajude fazer a sua em tudo na minha vida Deus abencoe a todos oa irmaos em no Jesus .
Deus seja louvado e glorificado Amém.
Amém
Gloria a Deus amém.
Deus é bom em todo tempo, maravilloso és tu senhor!
a paz do Senhor Jesus Cristo esta tarde também eu quero pedir oração porque eu tenho casas para alugar e de uns dias para cá as coisas esta andando muito bom então peço que ore pra que vem quebrar todas ascorentes de satanás que esta querendo travar as coisas mas em nomede Jesus Cristo ele tem que cair
Amem … irei de esperar no Sr. As pessoas minhas primessas e serao compridas em nome de Jesus
Deus é fiel glória a Deus nosso pai todo-poderoso e glória a nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo…Amém
Amém! E verdade que Deus é tudo da minha vida,sem ele não sei com estará a minha vida.
Deus é Maravilhoso, Honra e Glória somente a ele, a Deus só tenho que agradecer ele conhece o meu coração, sabe das minhas transgressões, sempre peço Misericórdia a Deus, exo meu relacionamento com Deus é Maravilhoso.
Obrigada Senhor , por estar sempre comigo .Senhor , me livra de toda ação do inimigo. Me mostra sempre o melhor caminho à seguir . Amém
Boa noite…creio em Deus e peço oração para uma porta de emprego.
Amém . Faz com que eu venha resistir de tudo que não provem de ti Senhor
Amém q nossoDeus seja sempre louvado
Amém 🙏🏽🙌🏽
Edcity
Amém eu creio e confio no meu senhor Deus eterno.
Somos tentados todos os dias,mais Deus com seu infinito amor tem nos protegido das ciladas do inimigo,Deus é fiel amém
Meu Senhor e meu Deus em nome de Jesus, meu Senhor e Salvador, quero Te agradecer por todas as maravilhas que tem feito na minha vida e da minha família. Nos livra Pai de todos os males e tentações, pois sempre quero ser grato a Ti Senhor. Obrigado Jesus por Teu amor e pela misericórdia que tem por nós. Toda honra e toda glória seja dada a Ti Senhor! Glória a Deus, louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo e o Espírito Santo de Deus! Amém!
Verdade não só de pão viverá o homem mas a palavra de Deus que é verdadeiro que está sempre nos guiando no caminho dele porque Deus é Deus que Jesus é filho de Deus por isso que ele não caiu na tentação do Satanás ele foi fiel e cumpriu o que seu pai queria aqui na terra por isso que a gente tem que aprender a confiar em Deus e deixar tudo na mão dele porque Deus é fiel amém
Temos de ser resilientes às tentações do inimigo, pois muitas vezes ele vem e ataca diretamente as nossas vulnerabilidades, sendo difícil resistir. Porém, devemos nos lembrar que o nosso Senhor tem um propósito para nós, e independente da nossa atual situação, temos que saber que tudo está acontecendo por uma razão e nossos planos são pequenos diante de Deus. Entreguemos tudo em suas mãos e não nos deixemos levar pelo caminho do inimigo. Amém!