Damos glória a Deus por Sua grande misericórdia, pois, quando estávamos mortos em nossos delitos e pecados, Ele nos alcançou, perdoou e conduziu ao caminho da vida. Por isso, devemos vigiar para não rejeitar a graça de Deus por meio de uma vida indiferente, desobediente ou distante de Sua voz.
A misericórdia de Deus nos encontrou quando estávamos perdidos
Quando meditamos com sinceridade sobre nossa antiga condição, percebemos que não possuímos motivos para nos gloriar em nós mesmos. Estávamos afastados de Deus, presos aos nossos pecados e caminhando segundo os desejos de um coração corrompido. Não fomos nós que encontramos o Senhor por nossa própria sabedoria; foi Ele quem veio ao nosso encontro com misericórdia.
Deus nos levantou quando estávamos caídos, cobriu nossa vergonha, limpou nossas feridas e enxugou nossas lágrimas. Ele nos fez abandonar caminhos de morte e colocou nossos pés sobre uma vereda segura. Tudo isso aconteceu não porque fôssemos merecedores, mas porque o Senhor é rico em misericórdia e decidiu manifestar Sua bondade em nossa vida.
A salvação é uma obra completa da graça divina. Deus não apenas nos mostrou que estávamos errados; Ele nos concedeu vida espiritual para que pudéssemos responder ao Seu chamado. Abriu nossos olhos para enxergarmos a beleza de Cristo, quebrantou nosso coração e nos levou ao arrependimento.
Por isso, nossa reação deve ser de profunda gratidão. Não fomos resgatados para continuar vivendo como antes. Aquele que foi alcançado pela graça recebe uma nova identidade, novos desejos e um novo propósito. Agora pertencemos ao Senhor e somos chamados a viver para Sua glória.
A gratidão cristã não deve existir apenas em palavras pronunciadas durante um culto. Ela precisa aparecer em nossas decisões, relacionamentos, prioridades e atitudes. A melhor forma de agradecer a Deus pela salvação é viver de maneira digna do Evangelho que recebemos.
A graça de Deus não deve ser tratada com indiferença
Deus tem sido extraordinariamente bom para conosco. Ele nos concedeu bênçãos que não conseguiríamos conquistar por nossa própria força. Ainda assim, existe o perigo de nos acostumarmos com Sua bondade e começarmos a tratar as coisas santas como se fossem comuns.
Podemos comparar essa situação a uma amizade. Imagine alguém que permaneceu ao nosso lado nos momentos mais difíceis, ajudou-nos quando ninguém mais quis ajudar e fez grandes sacrifícios em nosso favor. Seria profundamente injusto receber tudo isso e, depois, tratar essa pessoa com desprezo.
Da mesma maneira, podemos desprezar a graça de Deus não apenas afirmando verbalmente que rejeitamos Jesus, mas vivendo como se Ele não fosse nosso Senhor. Sempre que escolhemos conscientemente o pecado, ignoramos Sua Palavra ou colocamos outros desejos acima de Sua vontade, demonstramos falta de consideração pela graça recebida.
Rejeitar a voz de Deus pode começar de maneira aparentemente pequena. A pessoa ouve uma advertência bíblica, mas decide adiá-la. O Espírito Santo convence sobre determinada atitude, porém ela procura justificativas para continuar agindo da mesma forma. Com o tempo, o coração pode tornar-se menos sensível.
A graça não é uma licença para pecar. Ela é o poder de Deus que nos ensina a renunciar à impiedade e a viver de maneira justa, sóbria e piedosa. Quem compreende verdadeiramente o preço da redenção não deseja usar o perdão como desculpa para permanecer na desobediência.
Não rejeiteis aquele que fala
O autor da carta aos Hebreus apresenta uma das advertências mais solenes do Novo Testamento:
25 Vede que não rejeiteis ao que fala; porque, se não escaparam aqueles que rejeitaram o que na terra os advertia, muito menos nós, se nos desviarmos daquele que é dos céus,
26 a voz do qual moveu, então, a terra, mas, agora, anunciou, dizendo: Ainda uma vez comoverei, não só a terra, senão também o céu.
27 E esta palavra: Ainda uma vez, mostra a mudança das coisas móveis, como coisas feitas, para que as imóveis permaneçam.
28 Pelo que, tendo recebido um Reino que não pode ser abalado, retenhamos a graça, pela qual sirvamos a Deus agradavelmente com reverência e piedade;
29 porque o nosso Deus é um fogo consumidor.
Hebreus 12:25-29
A passagem começa com uma ordem: “Vede que não rejeiteis ao que fala”. Isso significa que precisamos prestar atenção, examinar o coração e assegurar-nos de que não estamos resistindo à voz do Senhor.
Deus falou de muitas maneiras ao longo da história. Falou por meio dos profetas, revelou Sua vontade nas Escrituras e, de forma suprema, falou-nos por meio de Seu Filho. Portanto, desprezar a mensagem do Evangelho não é rejeitar apenas uma opinião humana; é resistir ao próprio Deus.
O autor recorda que aqueles que rejeitaram as advertências dadas na antiga aliança não escaparam das consequências. Se as palavras transmitidas por servos humanos eram sérias, muito mais séria é a responsabilidade daqueles que ouviram a mensagem de Cristo.
Vivemos em uma época em que muitas pessoas desejam ouvir apenas mensagens agradáveis. Procuram palavras que confirmem suas escolhas, mas rejeitam qualquer ensino que confronte o pecado. Contudo, a Palavra de Deus não foi dada apenas para nos consolar; ela também corrige, repreende e chama ao arrependimento.
Escutar a voz de Deus exige humildade. Precisamos permitir que a Escritura julgue nossas atitudes, em vez de tentar adaptar a Escritura aos nossos desejos. A verdade não muda para tornar-se mais confortável para nós.
Como podemos rejeitar Deus por meio das nossas atitudes?
Uma pessoa pode afirmar que crê em Deus e, ao mesmo tempo, resistir à Sua autoridade em áreas específicas da vida. Talvez não negue a existência do Senhor, mas rejeite Seus mandamentos quando eles entram em conflito com seus próprios interesses.
Rejeitamos a voz de Deus quando conhecemos a verdade e escolhemos deliberadamente a mentira. Fazemos isso quando alimentamos ressentimentos, recusamos perdoar, praticamos injustiça, cultivamos imoralidade ou colocamos o dinheiro acima da fidelidade.
Também podemos rejeitar Sua voz quando deixamos de fazer o bem que sabemos que deveríamos fazer. A desobediência não consiste apenas em cometer atos errados; ela também aparece quando ignoramos responsabilidades, desprezamos o necessitado ou permanecemos indiferentes diante das oportunidades de servir.
Outro modo de resistir a Deus é manter uma aparência religiosa sem uma vida transformada. Algumas pessoas frequentam cultos, cantam, conhecem vocabulário bíblico e ocupam funções na igreja, mas seus comportamentos secretos contradizem aquilo que professam publicamente.
Não podemos ser apenas cristãos de banco, presentes fisicamente nas reuniões, mas ausentes em obediência. A vida cristã não é uma representação realizada diante das pessoas. Deus conhece nossos pensamentos, motivações e ações escondidas.
A fé genuína produz frutos. Não somos salvos pelas obras, mas aqueles que foram salvos passam a desejar obedecer. Por isso, aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre, pois demonstra que sua esperança está firmada no que é eterno, e não nos desejos passageiros deste mundo.
Recebemos um Reino que não pode ser abalado
Hebreus declara que recebemos um Reino inabalável. Essa verdade oferece grande consolo em um mundo marcado por constantes mudanças. Governos se levantam e caem, economias entram em crise, instituições falham e os planos humanos podem desaparecer rapidamente.
Tudo aquilo que é criado pode ser abalado. Riquezas podem ser perdidas, a saúde pode mudar, relacionamentos podem terminar e posições de influência podem desaparecer. Se nossa segurança estiver firmada nessas coisas, viveremos dominados pelo medo.
O Reino de Deus, porém, não está sujeito às instabilidades da história. Seu Rei é eterno, Seu poder é absoluto e Suas promessas não podem falhar. Nada poderá retirar Cristo do trono nem impedir o cumprimento de Seus propósitos.
Receber esse Reino significa ser colocado sob o governo de Deus. Não se trata apenas da esperança de morar no céu depois da morte. Significa reconhecer a autoridade de Cristo agora, submeter nossas decisões à Sua Palavra e viver como cidadãos de uma pátria eterna.
O Reino é inabalável, mas muitas coisas nas quais confiamos serão sacudidas. Deus, em Sua sabedoria, pode permitir que falsas seguranças sejam removidas para que aprendamos a depender somente dEle.
Quando algo temporário é perdido, percebemos se nossa fé estava realmente firmada no Senhor. Podemos chorar e sentir a dor da perda, mas não precisamos desmoronar completamente, porque nossa herança principal permanece segura em Cristo.
Retenhamos a graça
Depois de falar sobre o Reino inabalável, o autor de Hebreus ordena: “retenhamos a graça”. Essa expressão pode ser entendida também como um chamado à gratidão. Porque recebemos algo tão precioso, devemos responder com reconhecimento e fidelidade.
Reter a graça não significa que preservamos nossa salvação por meio de nossa própria força. Somos sustentados pelo poder de Deus. Entretanto, essa segurança não produz descuido; ela nos leva a permanecer firmes, vigilantes e comprometidos com o Senhor.
A mesma graça que nos alcançou também nos sustenta durante toda a caminhada. Quando tropeçamos, ela nos corrige e restaura. Quando estamos fracos, concede-nos forças. Quando somos tentados, mostra-nos uma saída e nos capacita a permanecer firmes.
Não devemos administrar essa graça de maneira egoísta. Deus nos alcançou para que também sirvamos aos outros. Recebemos dons, oportunidades, recursos e conhecimentos que devem ser utilizados para edificar a igreja e demonstrar o amor de Cristo.
Somos chamados a ser bons administradores da graça de Deus. Isso envolve servir com humildade, compartilhar o Evangelho, consolar os aflitos e colocar nossos dons à disposição do Reino.
Uma pessoa que reconhece a graça recebida não procura exaltar a si mesma. Ela sabe que tudo o que possui veio do Senhor. Por isso, serve sem buscar aplausos e ajuda sem esperar que todos reconheçam seus esforços.
Sirvamos a Deus de maneira agradável
O texto de Hebreus afirma que devemos servir a Deus de maneira agradável. Isso nos ensina que nem todo serviço religioso é necessariamente aceito pelo Senhor. Deus não observa apenas aquilo que fazemos, mas também como e por que fazemos.
Podemos realizar uma boa obra com uma motivação errada. Alguém pode pregar para receber elogios, ofertar para ser admirado ou servir buscando uma posição. Exteriormente, a ação parece correta, mas o coração está procurando a própria glória.
Servir agradavelmente significa agir com fé, amor, sinceridade e submissão. Nosso objetivo principal deve ser honrar ao Senhor, ainda que ninguém perceba o que fizemos.
Também não devemos pensar que somente atividades realizadas dentro de um templo são serviço a Deus. Cuidar da família, trabalhar honestamente, educar os filhos, ajudar alguém necessitado e cumprir responsabilidades com fidelidade também podem glorificar ao Senhor.
O cristão não divide sua vida entre uma parte sagrada e outra completamente secular. Tudo pertence a Deus. Nosso comportamento em casa, no trabalho, na escola e na internet deve refletir que somos servos de Cristo.
O Senhor merece nosso melhor, mas isso não significa perfeição absoluta. Servimos com limitações e cometemos erros. Ainda assim, devemos oferecer um coração inteiro, disposto a aprender, corrigir-se e crescer.
Reverência e piedade diante de Deus
Hebreus ensina que nosso serviço precisa ser acompanhado de reverência e piedade. Reverência é reconhecer a grandeza, a santidade e a autoridade de Deus. Não significa viver em pânico, mas aproximar-se dEle com respeito profundo.
Deus é nosso Pai, mas não é semelhante a um colega que pode ser tratado de qualquer maneira. Temos acesso à Sua presença por meio de Cristo, porém esse privilégio deve aumentar nossa reverência, e não produzir irreverência.
Em alguns ambientes cristãos, existe o perigo de falar sobre Deus com excessiva familiaridade, como se Ele estivesse sujeito às nossas vontades. Pessoas fazem exigências, decretam o que o Senhor deve realizar e tratam a oração como uma ordem dirigida ao céu.
A oração bíblica é confiante, mas também humilde. Podemos apresentar nossas petições com liberdade, sabendo que Deus nos ouve, mas devemos submeter tudo à Sua vontade perfeita.
A piedade, por sua vez, é uma vida orientada pelo temor do Senhor. Ela aparece na devoção pessoal, no caráter, na maneira como tratamos o próximo e em nosso desejo de agradar a Deus.
Não basta demonstrar reverência durante o culto e viver sem temor durante a semana. A verdadeira piedade acompanha o cristão quando ele está sozinho, quando ninguém o observa e quando precisa tomar decisões difíceis.
Nosso Deus é fogo consumidor
A passagem termina com uma afirmação solene: “o nosso Deus é um fogo consumidor”. Essa declaração revela a santidade e a justiça divina. Deus é amor, mas Seu amor nunca contradiz Sua pureza.
O fogo, nas Escrituras, frequentemente representa a presença de Deus, a purificação e o julgamento. Ele consome aquilo que é impuro e demonstra que o pecado não pode permanecer para sempre diante de Sua santidade.
Muitas pessoas desejam pensar apenas em um Deus que aceita tudo e nunca confronta ninguém. Entretanto, o Deus revelado na Bíblia é misericordioso e justo. Ele perdoa o pecador arrependido, mas também julga a incredulidade e a rebeldia persistente.
A cruz de Cristo mostra essas duas realidades. Ali vemos a profundidade do amor divino, pois o Filho entregou Sua vida por pecadores. Ao mesmo tempo, vemos a seriedade da justiça, porque o pecado exigia julgamento.
Quem está em Cristo não precisa viver aterrorizado pela condenação, pois Jesus suportou a ira em seu lugar. Contudo, o crente continua tratando Deus com reverência, reconhecendo a seriedade da santidade.
O temor do Senhor não nos afasta dEle; leva-nos a abandonar aquilo que entristece Seu coração. Quanto mais conhecemos Sua santidade, mais desejamos viver de maneira pura e agradecida.
Nossa amizade com Deus precisa ser cultivada
Podemos falar sobre amizade com Deus porque, por meio de Cristo, fomos reconciliados com Ele. Já não somos inimigos, mas filhos recebidos em Sua família. Esse relacionamento, porém, precisa ser cultivado.
Uma amizade humana enfraquece quando não existe comunicação, cuidado ou interesse. Da mesma maneira, nossa comunhão com Deus pode tornar-se fria quando negligenciamos os meios que Ele nos concedeu.
A oração permite que abramos nosso coração diante do Senhor. A leitura da Palavra nos ajuda a conhecer Seu caráter e Sua vontade. A comunhão da igreja oferece encorajamento, correção e oportunidades de servir.
Não realizamos essas práticas para comprar o amor de Deus. Ele nos amou primeiro. Nós as cultivamos porque desejamos crescer em intimidade, obediência e gratidão.
É possível cumprir atividades religiosas mecanicamente e ainda permanecer distante. Por isso, precisamos examinar nossas motivações. Estamos orando para encontrar Deus ou apenas repetindo palavras? Estamos lendo a Bíblia para obedecer ou somente para acumular conhecimento?
A comunhão verdadeira produz transformação. Quanto mais contemplamos Cristo, mais somos moldados à Sua imagem. A amizade com Deus nos torna mais humildes, amorosos, justos e sensíveis às necessidades dos outros.
Fortalecei as mãos cansadas e os joelhos enfraquecidos
Pouco antes da advertência sobre não rejeitar a voz de Deus, Hebreus apresenta outro chamado:
Portanto, tornai a levantar as mãos cansadas e os joelhos desconjuntados, e fazei veredas direitas para os vossos pés.
Hebreus 12:12-13
A vida cristã é uma corrida de perseverança. Existem momentos em que nossas mãos parecem cansadas e os joelhos perdem a força. As lutas, as decepções e as tentações podem produzir desânimo.
A ordem bíblica não é abandonar o caminho, mas buscar forças em Deus e continuar. Isso não significa fingir que não estamos cansados. Podemos reconhecer nossa fraqueza e, ao mesmo tempo, confiar que o Senhor nos sustentará.
Também somos chamados a fortalecer uns aos outros. Na igreja existem pessoas cansadas, feridas e quase desistindo. Uma palavra bíblica, uma oração sincera ou uma ajuda prática pode renovar sua esperança.
Não devemos usar a fraqueza de alguém como oportunidade para julgá-lo. O Corpo de Cristo precisa levantar os que caíram, consolar os abatidos e caminhar ao lado daqueles que enfrentam dificuldades.
Nossa perseverança depende da graça. Por isso, precisamos vestir a armadura de Deus, permanecendo firmes na verdade, na justiça, na fé, na oração e na esperança do Evangelho.
Não abandone o caminho que Deus colocou diante de você
Deus nos retirou de caminhos perigosos e nos colocou na vereda da vida. Não devemos olhar para trás com saudade da antiga escravidão. O pecado pode apresentar-se como prazer, liberdade ou oportunidade, mas seu resultado continua sendo destruição.
Permanecer no caminho não significa que nunca tropeçaremos. Ainda enfrentamos fraquezas, dúvidas e tentações. Contudo, quando caímos, não permanecemos no chão. Confessamos nossos pecados, recebemos o perdão e continuamos caminhando.
O perigo está em acostumar-se com o desvio e deixar de lutar. Uma queda momentânea deve conduzir ao arrependimento, não à aceitação de uma vida dupla.
Precisamos fazer caminhos retos para nossos pés. Isso pode exigir o afastamento de influências, hábitos ou ambientes que alimentam o pecado. Não é sábio pedir a Deus que nos livre da tentação enquanto continuamos procurando ocasiões para cair.
A perseverança envolve decisões diárias. Cada dia escolhemos novamente obedecer, negar a nós mesmos e seguir Cristo. Não fazemos isso para conquistar a salvação, mas porque fomos salvos e desejamos agradar ao nosso Redentor.
Vivamos como cidadãos do Reino inabalável
Recebemos um Reino que não pode ser abalado. Portanto, nossa vida não deve ser controlada pelas paixões e valores de uma sociedade passageira. Somos cidadãos de um Reino eterno e representamos seu Rei diante do mundo.
Isso significa viver com integridade quando a mentira parece mais vantajosa, demonstrar amor quando o ódio se torna comum e permanecer fiel quando muitos abandonam a verdade.
Não sejamos cristãos apenas de aparência. Deus não procura uma representação religiosa, mas um coração sincero. Ele deseja que nossa adoração pública seja confirmada por nossa conduta privada.
A mesma boca que louva ao Senhor não deve destruir o próximo com palavras cruéis. As mãos levantadas durante a adoração devem também estar dispostas a servir. Os joelhos dobrados em oração precisam ser acompanhados de passos de obediência.
Servir a Deus é o maior privilégio que poderíamos receber. Não é um fardo colocado sobre pessoas abandonadas, mas a resposta daqueles que foram resgatados e introduzidos em um Reino eterno.
Uma vida de gratidão, temor e perseverança
Quando lembramos tudo o que Deus fez, nosso coração deve encher-se de gratidão. Ele nos encontrou perdidos, perdoou nossos pecados, enxugou nossas lágrimas e concedeu-nos uma esperança eterna.
Não desprezemos tamanha graça. Prestemos atenção à voz daquele que fala dos céus. Recebamos Sua correção, obedeçamos à Sua Palavra e abandonemos tudo o que procura afastar-nos de Sua presença.
Levantemos as mãos cansadas e fortaleçamos os joelhos enfraquecidos. Ainda que a caminhada seja difícil, não estamos sozinhos. O Espírito Santo habita em nós, Cristo intercede por nós e o Pai continua sustentando Seus filhos.
Sirvamos ao Senhor com reverência, piedade e alegria. Não como pessoas que procuram conquistar Seu amor, mas como filhos que já foram amados e recebidos por graça.
Tudo ao nosso redor poderá ser abalado, mas o Reino de Deus permanecerá. Nossas forças podem diminuir, mas Sua fidelidade não mudará. Podemos enfrentar perdas, provações e incertezas, mas nossa herança está segura.
Que Deus nos ajude a não rejeitar Sua voz, não desprezar Sua graça e não abandonar o caminho. Que cada dia de nossa vida seja uma resposta de gratidão Àquele que nos resgatou e nos chamou para servi-Lo.
Temos recebido um Reino que não pode ser abalado. Retenhamos, portanto, a graça e sirvamos a Deus de maneira agradável, com reverência e santo temor, lembrando que nosso Deus é justo, misericordioso e digno de toda honra para sempre.