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Eu te recolherei com grandes misericórdias

Eu te recolherei com grandes misericórdias

Se falássemos das misericórdias de Deus para com o seu povo Israel, acho que não terminaríamos de escrever, pois através de todas as Escrituras aprendemos que Deus amou grandemente este povo. Mesmo quando Israel se afastou Dele, mesmo quando preferiu ídolos, mesmo quando murmurou e se rebelou, Deus nunca quebrou a aliança que fizera com Abraão, Isaque e Jacó, dizendo: “Em vós todas as nações da terra serão abençoadas”. Esta promessa não foi anulada pela rebelião humana, porque o amor de Deus é maior que a infidelidade dos homens.

Deus corrigiu Israel repetidas vezes, disciplinou quando necessário e permitiu consequências quando o povo endureceu o coração. Porém, em nenhum momento devemos desviar nossa atenção do fato central: Deus os amou com um amor incomparável. A disciplina nunca foi ausência de amor; pelo contrário, era justamente a prova de que Israel era o povo escolhido, separado para ser luz entre as nações. Através dessa história aprendemos não apenas sobre a paciência divina, mas também sobre o grande amor que Deus tem por nós, a Igreja, que pela fé fomos enxertados nesta mesma promessa.

O profeta Isaías disse:

7 Por um pequeno momento, te deixei, mas com grande misericórdia te recolherei;

8 em grande ira, escondi a face de ti por um momento; mas com benignidade eterna me compadecerei de ti, diz o Senhor, o teu Redentor.

Isaías 54:7-8

Todos nós sabemos quão rebelde Israel foi. Vemos nas páginas da Bíblia quantas vezes correram atrás de ídolos, quantas vezes se esqueceram do Deus que abriu o Mar Vermelho, quantas vezes trocaram a glória do eterno pela vaidade das nações. E, ainda assim, Deus os recolheu, os buscou, os preservou e os trouxe de volta do exílio. A história de Israel é uma prova viva de que as misericórdias do Senhor não têm fim.

O versículo 8 é particularmente poderoso: “com benignidade eterna me compadecerei de ti”. Essa frase deveria ecoar profundamente em nossos corações. Ela nos mostra que, mesmo quando Deus disciplina, Ele não deixa de amar; mesmo quando Ele esconde Seu rosto por um momento, Sua compaixão permanece eterna. A ira é momentânea, a misericórdia é para sempre. A disciplina dura um tempo, mas a bondade divina dura toda a eternidade.

Isso nos ensina que as misericórdias de Deus não se esgotam. Ele não cansa de chamar, não cansa de restaurar, não cansa de perdoar. Ele conhece nossas falhas e limitações, mas também conhece o propósito que colocou em nós. Assim como Israel, às vezes nos desviamos, às vezes esquecemos o que Deus fez, às vezes trocamos o essencial pelo passageiro. Entretanto, Deus permanece sendo o mesmo: paciente, amoroso e cheio de misericórdia.

Israel foi preservado quando ninguém acreditava. Foi levantado quando todos achavam impossível. Foi restaurado quando parecia totalmente destruído. O que isso nos ensina? Que Deus não abandona Seus filhos. Ele pode nos corrigir, pode permitir que enfrentemos consequências, mas nunca deixa de estender Sua mão para nos recolher novamente.

Querido irmão, a pergunta final é: você acredita que as misericórdias de Deus se acabam? A Bíblia afirma que não. O salmista disse que “a sua misericórdia dura para sempre”, e Isaías reforça que ela é eterna. Não há limite para o amor do nosso Deus, não há fim para Sua benignidade, não há desgaste em Sua compaixão.

Deus nunca se cansa de nos chamar ao arrependimento, de nos convidar ao caminho certo, de nos levantar quando caímos. A história de Israel é um espelho para nossa própria vida espiritual. Assim como Deus os amou eternamente, Ele também tem amor eterno por nós. Confie nas misericórdias do Senhor, pois elas nunca falham.

O Senhor nos protege
O meu escudo está nas mãos de Deus

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