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As riquezas não duram para sempre

As riquezas não duram para sempre

As riquezas podem ser o pior dos males, mas também podem ser grandes ferramentas para abençoar nossa família e ajudar aqueles que vivem em necessidade. A Bíblia nunca condena a riqueza em si, mas condena o coração arrogante e ganancioso que se apega a ela como se fosse eterna. As riquezas podem servir como instrumento de generosidade ou como laço que destrói a alma. No entanto, por mais que alguém acumule bens, todos eles têm prazo de validade. Há uma frase muito conhecida que resume esse princípio — “Nada dura para sempre” — e, embora seja popular, expressa uma verdade que certamente está alinhada com os ensinamentos dos provérbios.

Há muitas pessoas no mundo que, quando alcançam certa posição econômica, esquecem-se de onde vieram e ignoram o sofrimento dos mais necessitados. Passam a acreditar que suas riquezas são inabaláveis, que viverão confortavelmente por toda a vida, e até imaginam que poderão levar algo consigo depois da morte. A Bíblia nos alerta claramente que nada do que possuímos é eterno. Basta lembrarmos do caso de Jó: um homem íntegro, rico, saudável e com uma família exemplar. Mesmo assim, em um único momento, tudo lhe foi tirado. Jó não perdeu apenas seus bens; perdeu filhos, saúde e estabilidade. E tudo isso aconteceu para nos lembrar que nenhuma riqueza, nenhum bem material e nenhuma posição social são eternos.

O escritor de Provérbios, com grande sabedoria, nos adverte:

Não se gabe do dia de amanhã,
pois você não sabe
o que este ou aquele dia poderá trazer.

Provérbios 27:1

Muitas pessoas vivem se vangloriando do que conquistaram: casas, carros, empresas, oportunidades, fama, sucesso. Mas o texto bíblico nos lembra de que não devemos nos orgulhar de nada disso, porque tudo é passageiro. A vida pode mudar repentinamente, e aquele que hoje se exalta por suas posses pode, amanhã, tornar-se dependente da ajuda de alguém. Por isso, jamais devemos pisar nos outros ou agir com arrogância, pois a soberba precede a queda, e o orgulho é inimigo da sabedoria.

O mesmo escritor continua:

23 Esforce-se para saber bem
como suas ovelhas estão,
dê cuidadosa atenção aos seus rebanhos,

24 pois as riquezas não duram para sempre,
e nada garante que a coroa
passe de uma geração a outra.

25 Quando o feno for retirado,
surgirem novos brotos
e o capim das colinas for colhido,

Provérbios 27:23-25

Este trecho destaca um princípio poderoso: precisamos cuidar do que temos, administrar bem nossos recursos e agir com sabedoria financeira. Saber como estão “nossas ovelhas” significa conhecer o estado das nossas finanças, da nossa casa, da nossa família e de tudo o que Deus colocou em nossas mãos. É um chamado à responsabilidade, ao planejamento e à diligência. As riquezas não duram para sempre, e mesmo um grande patrimônio pode desaparecer se for mal administrado.

A Bíblia nos manda guardar o que temos com sabedoria, porque tudo passa. Não podemos gastar sem pensar, viver de forma inconsequente ou confiar que a sorte durará para sempre. A prosperidade financeira não é eterna e, por isso, devemos agir com prudência para que, quando chegarem os dias difíceis, haja sustento e segurança. A sabedoria bíblica não despreza o trabalho nem a administração; pelo contrário, valoriza o cuidado, a constância e a prudência — virtudes que preservam a vida.

Em resumo, as riquezas não são garantias, mas ferramentas. Deus é a verdadeira fonte de segurança. Que aprendamos a valorizar mais a sabedoria do que o ouro, mais a humildade do que a vaidade e mais o contentamento em Deus do que a instabilidade das coisas passageiras.

Inclina o teu ouvido às minhas razões
É melhor ter pouco com retidão

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