O livro dos Salmos nos apresenta palavras de juízo dirigidas aos homens ímpios, antecipando um acontecimento que porá fim a todo vestígio de maldade. Essas palavras não são apenas advertências, mas também consolo para o povo de Deus, pois lembram que nada do que é feito em oculto escapa aos olhos do Senhor. Ele observa o comportamento do ímpio e conhece a profundidade de sua rebelião. Por isso, o destino final daqueles que se levantam contra Deus está claramente anunciado na Escritura: eles serão destruídos.
Os ímpios são descritos como inimigos extremos de Deus, pois o seu pecado e transgressão são enormes diante do Senhor. Eles não apenas praticam o mal, mas o fazem com prazer, com arrogância e sem temor. Suas ações revelam um coração endurecido, voltado totalmente contra a vontade divina. A Bíblia afirma repetidas vezes que “não há paz para os ímpios”, pois seu modo de vida está em constante oposição à santidade do Senhor. Por isso, a sentença já está determinada: eles serão totalmente consumidos.
Neste capítulo dos Salmos, David fala do destino dos maus, mostrando com clareza para onde se dirigem. Ele menciona também as bênçãos reservadas ao homem justo, assegurando-lhe que não deve ser impaciente, pois o Senhor cortará os ímpios como ervas daninhas. A justiça divina pode parecer lenta aos olhos humanos, mas chega sempre no momento certo, com perfeição e firmeza.
Mas os ímpios perecerão, e os inimigos do Senhor serão como a gordura dos cordeiros; desaparecerão e em fumaça se desfarão.
Salmos 37:20
A comparação utilizada pelo salmista é forte e impactante. Assim como a gordura dos cordeiros, quando colocada no fogo, se derrete rapidamente e se reduz a fumaça, assim será o fim dos ímpios. O juízo será tão veloz que parecerá instantâneo. Não haverá como resistir ao dia da ira do Senhor. Isto nos lembra que nenhuma força humana é capaz de sobreviver ao julgamento divino; o pecador obstinado será reduzido a nada.
David sabia que a recompensa dos ímpios era rápida. Ele mesmo enfrentou perseguições, traições e inimigos violentos, mas observou com seus próprios olhos como Deus desfez cada um dos seus adversários. É por isso que estas palavras são dirigidas ao homem justo: para fortalecê-lo a permanecer firme, confiando que o Senhor governa sobre todas as coisas. O homem justo é aconselhado a não ser impaciente, pois Deus vem em seu auxílio no momento certo.
Como fiéis seguidores de Cristo, temos de confiar no Senhor para nos ajudar, tal como fez com David para vencer os seus inimigos. Não devemos olhar para o aparente sucesso dos ímpios nem nos desesperar quando vemos homens maus prosperarem por um tempo. Essa prosperidade é ilusória e temporária; é como a erva verde que hoje floresce e amanhã seca e desaparece.
Os nossos olhos devem estar em Deus, pois a herança dos justos é eterna. Ele multiplica a força dos que Nele esperam, sustenta os fiéis e limpa o caminho daqueles que andam em retidão. Enquanto os ímpios caminham para a perdição, os justos caminham para a vida eterna, para a paz e para a glória preparada pelo Pai.
Irmãos, é fundamental confiar em Deus. Ele não falha. Ele não tarda. Ele não esquece daqueles que O amam. Muitas vezes somos tentados a nos impacientar diante das injustiças que vemos, mas o salmista nos chama a descansar no Senhor, entregar-Lhe nossos caminhos e confiar que Ele agirá.
Não sejais impacientes, pois é Deus quem vos guia, quem vos sustenta nas provações, quem limpa o vosso caminho e vos fortalece quando as forças parecem ter terminado. O justo jamais será abandonado. O Senhor é a sua rocha firme, o seu pastor e o seu escudo.
Enquanto o ímpio se desfará como fumaça, o justo permanecerá firme como Monte Sião, que jamais se abala. Que esta palavra encha o vosso coração de esperança, confiança e reverência ao Deus que julga com justiça e guarda com amor aqueles que são Seus.